sexta-feira, novembro 13, 2009

O Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso

Há dias fui à Fnac (passo a publicidade) do Centro Comercial Colombo à procura de um filme, "O Menino Selvagem" de F.Truffaut, que vim a descobrir com grande pesar meu que não só já não existe para venda como deixou de ser editado. Caso alguma alma caridosa e bem intencionada esteja a ler esta minha crónica e tenha em casa o filme e pouco ou nenhuma importância dê ao mesmo, agradecia que mo oferecesse, uma vez que é um dos meus filmes preferido e é há muito procurado por mim.
Mas, o que eu queria aqui contar não é sobre o meu pesar pela desilusão de não encontrar o dito filme, mas sim pelo que aconteceu-me nessa demanda do Santo Graal'!
Estava eu a espera que a funcionária procurasse no sistema informático pelo já mencionado filme, quando deparei com um pequenino livro em cima do balcão (no meio de outros tantos livros de bolso) e que se intitula de O Pequeno livro da Etiqueta e Bom Senso. O livro é das ediçõs Livros D'Hoje, a autora chama-se Maria João Saraiva de Menezes, o livro já vai na 5ª Edição, e não é mais do que uma grande pérola de bom gosto e de fino humor, que através de 501 Conselhos, procura que qualquer ser humano civilizado saiba brilhar em qualquer ocasião.Tal como diz na contracapa o livro é um pequeno manual de Etiqueta para o dia a dia que constitui simultaneamante uma leve crítica aos parcos hábitos de civismo dos cidadãos passando pelo comportamento ecológico, ao comportamento na estrada, sem esquecer as relações sociais, como estar à mesa, ou saber receber uma pessoa. Não se trata de um livro exaustivo sobre etiqueta, mas de um conjunto de conselhos práticos, exorcizando humoristicamente a mais básica falta de maneiras, incomportável em sociedade.
Confesso-vos que mal comecei a ler este pequenino livro apercebi-me estar perante uma divertida e ao mesmo tempo muito agradável obra sobre etiqueta e regras sociais. A autora, consegue de uma forma que direi no mínimo fantástica dar-nos 501 conselhos de como nos devemos comportar nas mais diversas situações, conseguindo ainda a proeza, de criar uma pequena obra que, quando chegamos ao fim, não só estamos exaustos de tanto rir, como estamos perfeitamente elucidados de como é dificil mas absolutamente necessário sermos civilizados e sabermo-nos comportar nas mais diversas situações do nosso quotidiano, sob pena de passarmos a vida a fazer figuras tristes perante nós mesmos e perante os demais.
Ficamos a saber, ou relembramo-nos que de facto e como diz a autora, (...) a vida sorri àqueles que têm uma postura harmoniosa e positiva perante a vida.Ninguém tem respeito por alguém que desafia as convenções do pudor ou que ostenta uma figura gordurosa e repelente".
"É nos primeiros contactos que se define o futuro de uma relação. Um encontro imediato com um desempenho desastroso e inconveniente, vota qualquer futura relação ao fracasso.Nunca coloque o carro à frente dos bois, seja comedido, diplomático e autêntico".
"Não olhe de alto a baixo (aprenda a observar sem olhar)".
"Não pergunte onde é que a pessoa comprou a roupa que usa e quanto custou".
"Nunca peça favores a alguém que acabou de conhecer".
"Livre-se de lhe pedir dinheiro emprestado".
"Após ter sido convidado para uma refeição, nunca se esqueça de convidar de volta essas pessoas, a breve trecho.
"É de bom tom telefonar no dia seguinta a agradecer e elogiar a recepção e a refeição. (Se quiser, pode agradecer por e.mail ou mandar uma mensagem escrita por telemóvel, que é a borla)".
"Não faça perguntas indiscretas (Ex: "Quanto é que ganha?", ou "É virgem?").
"Tão importante como saber comer em casa, é saber comportar-se à mesa de um restaurante.Este é um local onde se paga não só o que se come como também o serviço.Por isso não se ponha a empilhar pratos nem a ir buscar os menus"."Abstenha-se de trazer para a mesa conversas sobre política ou futebol".
"Não se refugie por detrás da desculpa de uma escolaridade insuficiente.Conheço muitos doutores que cometem às dúzias de erros linguísticos. Se não sabe, aprenda.Seja um autodidacta. Pior do que a ignorância é o desinteresse pela aprendizagem". (...)
Através deste llivrinho damo-nos conta do quanto é necessário a aprendizagem ou reaprendizagem de normas sociais, uma vez que elas nunca são demais.Estamos a entrar numa época natalícia, peçam o livrinho ao Pai Natal, porque de facto, se querem passar algumas horas bem dispostos e ao mesmo tempo aprenderem ou realizarem uma reciclagem dos comportamentos a nível social, esta é a obra indicada.
Um livrinho imperdível, uma lufada de ar fresco, muito humor e ao mesmo tempo muita sabedoria...ah...e indispensável (repito) para quem não quer fazer figuras...de urso!

5 comentários:

Maria Saraiva de Menezes disse...

Cara Maria Fátima,
Obrigada pelas suas palavras amáveis e motivantes. É muito agradável ouvir o outro lado sobre o que escrevemos - críticas e elogios - de forma a nos situarmos em relação à realidade que nos rodeia. Fico feliz por lhe ter proporcionado um bom momento. Gostei muito da crítica no seu blogue - e do mesmo em geral. Continue com a dedicação à causas que fortalecem a nossa humanidade e cultura.
Um grande abraço,
Maria de Menezes

Maria Saraiva de Menezes disse...

Como autora do livro, aproveito para partilhar que o mesmo acabou de entrar na 5ª edição. Suponho que se trate de um sinal de agrado dos leitores.
Abraços,
Maria de Menezes

elisabete disse...

Gostei muito da tua crónica e simultanemanete análise do pequeno "grande" livro de etiqueta e boas maneiras. Fazendo minhas as palavras da autora, felicito-te pelo bom momento de prosa. Aliás um dos teus melhores...
Um beijo
Beta

Joel disse...

Parabéns. Sei que não são palavras de etiqueta: gosto de poesia, é a expressão dos homens primitivos. É urgente esta leitura.

Maria Saraiva de Menezes disse...

A editora encontra-se já a preparar a 6ª edição para Janeiro 2010. Festas Felizes.