segunda-feira, dezembro 31, 2012

Feliz Ano de 2013

Venho aqui desejar aos meus leitores um FELIZ ANO de 2013, cheio de Saúde, Alegria, Paz, Amor,Compreensão, Solidariedade, Sinceridade, Sexo  e...muito Dinheiro!
Para terminar o ano em beleza nada melhor do que uma compilação de alguns dos milhares de filmes (alguns deles absolutamente fantásticos!!!) que estrearam neste ano que finda hoje.
A todos um BEM HAJA!


domingo, dezembro 23, 2012

BOAS FESTAS


Fray J.B.Maino-Adoração dos Pastores

VENHO DESEJAR BOAS FESTAS A TODAS AS PESSOAS QUE VISITAM REGULARMENTE O MEU BLOGUE.
TUDO DE BOM PARA VOCÊS MEUS QUERIDOS AMIGOS.
BEIJINHOS GRANDES

terça-feira, dezembro 18, 2012

Filmagens Interessantes

Filmado no Canadá
http://www.youtube.com/watch_popup?v=794wEIbHlDc&vq=large

 
Este é um catálogo holandês de venda pela Internet.Abre o site, espera um pouco e não mexas em nada.É, provavelmente, uma das publicidades mais criativas dentro ou fora da Internet.
http://producten.hema.nl
 

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Jamie Fox feat Drake


Calendário Maia

A NASA tem tanta certeza de que o mundo não acabará em 21 de Dezembro, que já lançou o vídeo para o dia seguinte...

domingo, dezembro 09, 2012

Cloud Atlas

Apesar de eu já ter lido que o livro  de onde foi retirado este novo filme  dos irmãos Wachowski, nomeadamente Andy e Lana Wachowski ser de leitura entediante e intrigante, gostei do modo como o filme conseguiu ser realizado. Se o livro é aborrecido o filme não o é. Ambos os realizadores juntamente com Tom Tykwer, conseguem prender-nos ao filme do princípio ao fim. As críticas ao mesmo não têm sido unânimes, posto que este Cloud Atlas é do género ou ama ou odeia-me. Eu optei por amá-lo, não porque me surpreendesse por além(se alguém vai ali a espera de um novo A Árvore da Vida sai bem enganado), nem pelas prestações várias e algo difíceis de Tom Hanks, Halle Berry, Hugo Weaving, James D'Arcy, Susan Sarandon,Jim Sturgess, Hugh Grant, Bae Doo Na,Ben Whishaw,Jim Broadbent, entre outros, mas sim pela ligação muito bem conseguida entre todas as personagens, que viajando entre o tempo presente, passado e futuro pós apocalipto, nos vão mostrando que as qualidades e defeitos dos seres humanos estão e estarão sempre presentes, por mais evoluída que uma sociedade seja e não é sem razão que o autor situa o futuro numa época que poderíamos considerar do mais primitivo que possa haver, fazendo com que a humanidade regrida até aos seus mais básicos instintos. Gostei da ligação Halle Barry/Tom Hanks, (algo que nunca acharia possível), gostei do papel desempenhado por Ben Whishaw, um compositor que cria algo maior que a própria vida e cuja obra prepassará por gerações e de Hugo Weaving um actor fetiche para esta dupla de realizadores e que apesar de não nos surpreender com grandes papéis é sempre um valor muito seguro. Susan Sarandon, glamorosa como sempre.A actriz Bae Doo Na o mais perfeito ser aleígena que temos actualmente em termos cinematográficos. Não dei por mal empregue o bilhete de cinema. O filme é longo mas o enredo é de tal modo absorvente que nos prega  literalmente à cadeira do cinema. Gostei.
 
 

O Homem e a Natureza

Momentos sem palavras, a natureza e o homem, imagens cuja beleza arrepia.
Música:Steve Jablonsky

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Sísifo e Cassandra

Se há duas personalidades na mitologia grega que eu gosto  são as de Sísifo e de Cassandra. Gosto delas pela tragédia que  os impregna e pela quantidade de teorias, filmes, livros, peças de teatro, ensaios,obras de arte, etc, que ambas sempre proporcionaram até aos dias de hoje. Há coisa de uns dias aluguei um filme e todo ele girava em torno de Sísifo e via-se que o realizador tinha um carinho especial por essa personagem, conseguindo transpor a  desgraça deste personagem, para o filme, colocando na sua 'pele' uma personagem feminina condenada ad eternum a realizar sempre a mesma viagem, vezes sem conta , visto ter tido a ousadia de enganar/fintar a morte. O filme era terrível na sua essência e no fim, tudo recomeçava, posto que aquela mulher estava condenada para sempre sem que contudo no eterno reinicio da sua eterna viagem, não ter a capacidade de perceber que iria repeti-la pela enésima vez. Castigo terrível!
Mas quem foi Sísifo?
Sísifo, rei da Tessália e de Enarete, era o filho de Éolo. Fundador da cidade de Éfira, que mais tarde veio a chamar-se Corinto, e também dos jogos de Ístmia (ou Ístmicos). Sísifo tinha a reputação de ser o mais habilidoso e esperto dos homens e por esta razão dizia-se que era pai de Ulisses. Sísifo despertou a ira de Zeus quando contou ao deus dos rios, Asopo, que Zeus tinha sequestrado a sua filha Egina. Zeus mandou o deus da morte, Tanatos, perseguir Sísifo, mas este conseguiu enganá-lo e prender Tanatos.
A prisão de Tanatos impedia que os mortos pudessem alcançar o Reino das Trevas, tendo sido necessário que fosse libertado por Ares. Foi então que Sísifo, não podendo escapar ao seu destino de morte, instruiu a sua mulher a não lhe prestar exéquias fúnebres.
Quando chegou ao mundo dos mortos, queixou-se a Hades, soberano do reino das sombras, da negligência da sua mulher e pediu-lhe para voltar ao mundo dos vivos apenas por um curto período, para a castigar. Hades deu-lhe permissão para regressar, mas quando Sísifo voltou ao mundo dos vivos, não quis mais voltar ao mundo dos mortos. Hermes, o Deus mensageiro e condutor das almas para o Além, decidiu então castigá-lo pessoalmente, infligindo-lhe um duro castigo, pior do que a morte. Sísifo foi condenado para todo o sempre a empurrar uma pedra até ao cimo de um monte, caindo a pedra invariavelmente da montanha sempre que o topo era atingido. Este processo seria sempre repetido até à eternidade.Há imagens, pequenos filmes, cartoons, etc, que ilustram a imagem deste ser carregando com grande esforço a sua pedra montanha acima. bem que a tenta manter lá, mas inexoravelmente ela rola montanha abaixo e ele terá que recomeçar a sua tarefa novamente. Dar-se-á ele conta de que o faz para toda a eternidade'?Não sei!Esperemos que não. Esperemos que entregue a esta tarefa insana viva alheado de tudo e de todos. Que  apenas viva para a sua maldição, punição e agonia.
 
Cassandra é uma desgraçada. Reza a história que esta personagem tinha um irmão gémeo, de seu nome Heleno. Ambos quando eram crianças foram para o templo  de Apolo brincar. Distraídos que estavam não deram conta que tinha anoitecido. Passaram então a noite nesse local.De manhã quando deram conta que ambas as crianças estavam perdidas, toda a gente os procurou e quando os encontraram depararam-se com ambos deitados sobre serpentes que passavam as suas línguas dentro dos seus ouvidos. Como resultado disso ambas as crianças tornaram-se tão sensíveis a nível auditivo que isso lhes permitia ouvir as vozes dos deuses. Cassandra foi crescendo tornando-se uma jovem de beleza estonteante e devota servidora do Deus Apolo. Este deslumbrado com  a sua beleza ensinou-lhe os dons da profecia e Cassandra tornou-se  uma profetisa. Contudo, há um senão. Casta que era ela recusa-se a dormir com Apolo. Este despeitado lança-lhe uma maldição, a de que ninguém jamais viria a acreditar nas suas previsões ou profecias. Assim, Cassandra passa a ser considerada louca ao tentar comunicar a população troiana as previsões de desgraça a que a cidade estava fadada nomeadamente a tomada da cidade de Tróia, e nem as suas advertências ao rei Príamo sobre o embuste do cavalo que os gregos introduziram na cidade tiveram qualquer credibilidade. Como resultado disso a cidade foi tomada. Cassandra refugia-se no templo de Atena onde é descoberta pelo brutal Ájax e violada. Há histórias que a dão como vendida a Agamenon, que a leva para Micenas onde mais tarde, devido à sua beleza, acaba por provocar ciúmes à rainha Clitemnesta que a manda assassinar. Há outras versões que não são tão trágicas sobre o fim desta mulher, nomeadamente o arrependimento de Ájax sobre a infâmia que tinha cometido sobre ela, doando  uma cidade  à mesma e um templo onde seria adorada.
Cassandra é  a personificação da desgraça.É aquela figura do mau agoiro, aquela que tenta avisar para futuros funestos mas que ninguém liga, aquela que prevê o nosso  próximo passo que ninguém escuta.  Ela sofre com o horror da adivinhação do futuro de todos aqueles que a rodeiam, juntando-se a isso a agonia  de não ser ouvida. Um dom  maravilhoso, que acaba por ser uma maldição, posto que por mais que ela possa saber aquilo que o futuro  espera  aos que a rodeiam depara-se com o muro da total descrença nesse mesmo futuro. De facto a adivinhação do nosso futuro é um dom que aos humanos não é concedido e ao ser, surge a maldição de não se  ser ouvido.Os deuses sabem fazer as coisas!

O Grande Ditador

O clássico 'O Grande Ditador' de 'sir' Charles Chaplin tem 72 anos. O famoso discurso final está mais actual do que nunca.

 

Kamasutra do Século XXI


segunda-feira, dezembro 03, 2012

quinta-feira, novembro 29, 2012

Esquecer

Toda ação exige o esquecimento, assim como todo organismo tem
necessidade, não apenas de luz, mas também de obscuridade. (...) É
possível viver quase sem se lembrar, e mesmo viver feliz (...), mas é
absolutamente impossível viver sem esquecer.
NIETZSCHE

O Substituto

Com realização de Tony Kaye e com os actores Adrien Brody, Christina Hendricks, Marcia Gray, Lucy Liu, Blythe Danner, Tim Blake Nelson, Bryan Cranston, William Petersen , Betty Kaye e Sami Gayle  e em que o próprio A.Brody é o produtor, eis um filme magnífico e que julgo que está condenado a passar quse despercebido nas salas de cinema portuguesas o que é pena, pois o filme é mesmo bom.
Vencedor de vários prémios, Detachment é um exercício portentoso, da realidade de algumas escolas periféricas aos grandes centros urbanos norte americanos, mas que podemos reconhecer nesse universo muito da realidade que hoje em dia grassa dentro do ensino em muitos países e que Portugal não é excepção. 
É neste  universo  que Adrian Brody se move como professor substituto, desligado de tudo e de todos, porque há muito desistiu de pensar ou tentar mudar uma realidade fria, violenta, destituída de qualquer moralidade. 
Como professor  Henry Barthes ele limita-se a fazer o estritamente exigido na sua aula de inglês. Tenta sobreviver à violência dos seus alunos, com o desapego com que no fim do dia ruma a uma casa fria e despojada, com o desapego da não convivência com os seus pares guardando o pouco de humanidade que ainda tem para as visitas regulares que faz ao avô. O encontro com a jovem prostituta vem modificar a sua vida espartana, mas mesmo aí ele não se envolve, marginaliza-a, tenta não se apegar e só no fim no abraço sentido entre os dois descortinamos um pouco do que é esse homem, calejado por uma vida de ensino  de algo que os alunos não estão minimamente interessados em ouvir. A violência das palavras usadas pelos mesmos são bofetadas constantes, não há regras, os professores tentam apenas manter a sanidade mental e mesmo em casa no seio familiar a  descontracção e a alegria não se dão, posto que mesmo ali ninguém mostra qualquer sentimento de compaixão, solidariedade familiar, amor e carinho. É o desencanto total, grassa a psicopatia entre os alunos o desalento e por fim a morte. Não há abraços, esses  não fazem parte do regulamento escolar, não há convívio entre pares, os pais estão ausentes, a directora está demissionária, os professores estão apáticos e desencantados. A escola é um depositário de alunos, um adolescentário. Nada mais resta senão fazer o mínimo essencial e no fim rumar a casa, não para o merecido descanso, mas para corrigir trabalhos em que na margem da folha do teste está o insulto:és lixo.Palavras para quê?
 

sexta-feira, novembro 23, 2012

Factos Vários

Li hoje na revista Sábado que "a capital italiana enfrenta desde finais de Outubro, uma invasão de cerca de um milhão de estorninhos. Os estorninhos são pequenas aves que sujam tudo o que obriga a câmara a tomar medidas." Na continuação da leitura li que, então como essas pequenas aves
  sujam tudo (o romano no seu quotidiano assim como os turistas podem levar com uma caganita do bicho) a câmara colocou ao pôr do sol, hora em que os bichos se juntam aos magotes, brigadas em zonas de monumentos e ruas mais frequentadas a fazer ruídos em megafones e não só. Colocaram  também holofotes que afugentam os pássaros.
Pelo que pude ler na wikipédia os estorninhos  são  pequenos pássaros da família dos esturnídeos, nativos da Eurásia e introduzidos pelos europeus na América do Norte África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.Nidifica por vezes em grandes colónias, em buracos de árvores, muros, debaixo das telhas e aceita com facilidade ninhos artificiais. Choca de 4 a 6 ovos.Caminha rápida e agitada- mente em terrenos abertos, prados e relvados em busca de alimento ,insectos e vermes. É de comportamento gregário e voa em bandos compactos, em interessantes evoluções, mudando rapidamente de direcção, tal como um cardume de peixes. Com frequência, após a época de reprodução, oferecem esse espectáculo tanto no campo como nas grandes cidades.Os estorninhos-malhados visitam a península Ibérica durante o inverno, enquanto os estorninhos-pretos permanecem durante todo o ano.Uma característica interessante e menos conhecida dos estorninhos é a sua capacidade de ingestão de álcool. Graças a uma enzima específica que produz, consegue processar o álcool 14 vezes mais rapidamente que um ser humano o que lhe permite ingerir em grandes quantidades uma série de frutos e bagas que tendem a fermentar a partir de certo nível de maturação.
Ora, pelo que aqui podemos ver, não compreendo a zanga a esses pequenos seres. Visitam-nos no inverno, altura em que escasseiam as visitas e toda a gente se remete para o seu cafofo.Ingerem alcóol, o que quer dizer que gostam de socializar, são alegres, barulhentos e bonitos. Alimentam-se de insectos e vermes, ou seja, nem chateiam muito em termos de alimentação. Que mais querem os romanos e os turistas que visitam Roma? Pior seria se em vez de uma praga de estorninhos levassem com uma praga de gafanhotos. Esses sim, são comilões, não respeitam nada nem ninguém, danificam grandemente a propriedade alheia, nomeadamente campos de cereais, matam-se uns aos outros em busca de comida, saciam-se à grande e quando se fartam de nos depauperar abalam para outras paragens e deixando tristeza e destruição! De facto os seres humanos nunca estão satisfeitos. Romanos...deixem os pássaros em paz.
 
E.L.James a famosa escritora, que nos dias que correm factura mais do que ninguém em termos literários e tudo graças  à sua trilogia As 50 Sombras de Grey, veio a Portugal...facturar um pouco mais.
Foi a uma famosa livraria, que começa pela letra F e acaba na letra C... dar autógrafos, riu às "bandeiras despregadas" como é seu hábito, falou muito, mexeu muito as mãos, divertiu-se ainda mais, deve ter  sido tratada como uma rainha pelos promotores da sua vinda  e no fim deve ter partido do nosso país com a certeza de que também aqui as suas obras estão bem entregues. Até aqui tudo bem...mas o que me interessa analisar é quem lá foi de obra/obras  nos braços para serem autografadas.Como está bem de se ver na  sua grande sua maioria eram mulheres. Mulheres muito novas. Se a ideia de E.L.James ,( já agora, o nome da senhora  é Erika Leonard Mitchell) é que quem lê os seus livros são maioritariamente mulheres dos 35 anos para cima, desenganou-se aqui, neste cantinho da europa a beira mar plantado.Aqui a sua obra pode ser que dê frutos e venha dali um baby boom, tal era a quantidade de mulheres novas que por lá andavam.
De facto, em Portugal o seu público alvo são mulheres muito jovens. Vi nessa sessão de autógrafos rapariguinhas que pouco passavam dos 18 anos. Pelo que também pude ver muitas delas já tinham lido a trilogia completa, pautando o seu comportamento por quem sabe ao que vai, porque o que leu a satisfez bastante, posto que essa leitura "apimentou", "avivou" "remoçou" a relação com o seu parceiro sexual.
O que ali vi, não foi uma comunidade de leitoras dadas a actos sadomasoquistas, mas sim mulheres avidas de novidades que levem um pouco mais de romantismo e alegria aos seus relacionamentos. Levar palmadas no rabo? Não sei se é isso que essas mulheres procuram. Talvez o que elas buscam é mesmo um Grey, um homem bonito, rico, vivaço, tristonho, cheio de passados obscuros, que abra a porta do carro, que leva a parceira a bons restaurantes, e que no fim...bem que no fim case com ela.
A dominação, a relação de submissão talvez que acrescente algo à relação mas penso que ela acaba por não ser o facto dominante. Essas rapariguinhas estão sedentas de novidades e E.L. James traz essa novidade e traz consigo algo mais. Traz alegria, e descontracção.Uma escritora que diz às escancaras que googlou  todo o tempo para conseguir escrever o livro, que pesquisou no Google a cidade de Seattle para poder ali situar a acção a sua obra, que ia a stands de automóveis ver se dentro de um carro de dois lugares duas almas poderiam fazer amor e que pesquisava na net receitas culinárias para as colocar na obra, é alguém que não se leva muito a sério. E.L. James tem o desassombro de saber que a sua obra não ficará para a posterioridade., sabe que é  leitura light, pois hoje ela é conhecida a nível mundial, daqui a um ano o seu nome será talvez  nota de rodapé de algum noticiário. Ela sabe isso e por isso não se arma ao pingarelho, é descontraída, cavalga a crista da onda, goza a fama porque ela é efémera (ela tem bem consciência disso) e vai paulatinamente enriquecendo a sua conta bancária.
 Quanto a mim...bem... eu li o primeiro livro. Li-o nas minhas férias de verão. O mesmo foi-me oferecido por uma pessoa muito especial para mim. Ele divertia-se imenso ao ver-me ler o livro. Gostava que eu lhe lesse partes do livro em voz alta.
Ria-se muito e ainda ri,lembrando esses momentos.
Há tempos, quando saiu o segundo volume dessa trilogia indagou-me se eu queria os outros. A minha resposta foi..não... não quero! Muito Obrigada!
O que aqui li chega-me e basta-me. O resto...bem o resto leio e vejo no Kamasutra. E ele aceitou...

quinta-feira, novembro 22, 2012

Hors d’oeuvre

Estilo retro, muito estranho, estranhamente belo. Filme de Monica Menez, prémio ‘Melhor Realizador’ do Festival de Cinema de Moda ASVOFF Paris 2012.

segunda-feira, novembro 19, 2012

Nu de mulher

Nu de Mulher
O grande pintor espanhol Joaquim Sorolla concebeu esta magnífica obra sobre o nu feminino, contando com a influência de alguns  pintores europeus, nomeadamente o grande Velásquez e Francois Boucher. De facto a postura desta bela jovem lembra a  Vénus  de Velásquez olhando-se ao espelho, mas a sua despreocupação e o seu minúsculo e inclinado pé esquerdo sobre os aveludados almofadões remetem-nos para o retrato de Mademoiselle O'Murphy de Boucher. Uma obra magnífica na sua simplicidade, carnalidade e muita sensualidade. 

Vénus

Mademoiselle O'Murphy
 

quarta-feira, novembro 14, 2012

I like Olympia in black face

Esta obra do artista norte americano Larry Rivers falecido em 2002 é uma duplicação invertida da famosa Olimpia de E.Manet, pintor francês que já abordei aqui em posts anteriores.
Olimpia-E.Manet


I like Olympia in black face-L.Rivers
Utilizando os métodos de reprodução de imagens da Pop Art, Rivers contrapõe a verdadeira Olimpia, branca, e à sua serva negra, a sua própria versão da cena, a dama negra e a serva branca. O autor integra-se no realismo crítico-social, preocupando-se com os acontecimentos da actualidade e tentando relacioná-los com a vida, a história e a arte. Uma obra/instalação artistica fantástica!

Amadeo de Sousa-Cardoso

124ºAniversário de Amadeo de Sousa-Cardoso.

quarta-feira, novembro 07, 2012

Vincent van Gogh-Ciprestes

São poucas as obras de  Vincent Van Gogh que eu aprecio.Contudo, reconheço que o mesmo tem telas extraordinárias  e o quadro que aqui surge encanta-me particularmente visto que quando a olhamos sem nos determos nos detalhes, parece-nos um borrão indistinto e indefinido. No entanto, quando olhamos com "olhos de ver" apercebemo-nos que estamos perante um Cipreste muito bem elaborado estampado numa paisagem com um céu maravilhoso!
Esta tela foi realizada pelo artista um ano antes de falecer, quando já estava muito afectado pela doença mental que o levou à morte. Devido à mesma, Van Gogh tinha dado entrada num sanatório de Saint-Rémy no mês de Maio de 1889, onde viveria até ao mês de Maio do anos seguinte. Aí haviam-lhe disponibilizado um quarto com vista para uma paisagem de oliveiras e ciprestes, de onde podia pintar, realizando obras como esta.Pintou ainda outras telas muito interessantes, que abordarei em posts posteriores. Este cipreste foi exibido no Salon des Indépendans de Paris, no ano de 1890, tendo sido pintado no final de Junho de 1889, pouco tempo depois de dar entrada no asilo. O motivo do cipreste é recorrente em Van Gogh, não apenas pelas suas conotações simbólicas tradicionais, mas também por questões formais, uma vez que o artista considerava esta árvore tão bela ao nível das linhas e da proporção tal como um obelisco egípcio.De facto, o artista tinha frequentemente ataques de êxtase religioso (muito ligados à sua fase de pregador da juventude). O cipreste é um símbolo espiritual que reflecte o infinito e o eterno, temáticas muito comuns nos seus últimos quadros. Também nesta obra podemos apreciar   um céu turbulento e agitado, tratado através de um gesto rápido e visível, reflectindo o estado nervoso de Van Gogh, estilo esse que iria antecipar a pintura expressionista do século XX, tendo em van Gogh um dos seus principais modelos.
Esta tela denominada de Ciprestes é um óleo sobre tela e pode ser apreciado no MoMa em Nova Iorque.

terça-feira, novembro 06, 2012

Sermão do Bom Ladrão

"Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas.
Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.
Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.
Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam."
Padre António Vieira

segunda-feira, novembro 05, 2012

Leaf Carvin Art


Top 250 in 2 1/2 Minutes

Mashup: 250 melhores filmes da IMDB.
Espetacular mashup montado por Jonathan Keogh com imagens dos filmes do Top 250 do popular site de cinema IMDB.com.
Fantástico!!!


sábado, novembro 03, 2012

Ser Professor


Nada deve ser mais importante nem mais desejável (…) do que preservar a boa disposição dos professores (…). É nisso que reside o maior segredo do bom funcionamento das escolas (…).”

 
Com amargura de espírito, os professores não poderão prestar um bom serviço, nem responder convenientemente às [suas] obrigações.”

 
"Recomenda-se a todos os professores um dia de repouso semanal: “A solicitude por parte dos superiores anima muito os súbditos e reconforta-os no trabalho.”

 
“Quando um professor desempenha o seu ministério com zelo e diligência, não seja esse o pretexto para o sobrecarregar ainda mais e o manter por mais tempo naquele encargo. De outro modo os professores começarão a desempenhar os seus deveres com mais indiferença e negligência, para que não lhes suceda o mesmo.”

 
"Incentivar e valorizar a sua produção literária: porque “a honra eleva as artes.”

 
“Em meses alternados, pelo menos, o reitor deverá chamar os professores (…) e perguntar-lhes-á, com benevolência, se lhes falta alguma coisa, se algo os impede de avançar nos estudos e outras coisas do género. Isto se aplique não só com todos os professores em geral, nas reuniões habituais, mas também com cada um em particular, a fim de que o reitor possa dar-lhes mais livremente sinais da sua benevolência, e eles próprios possam confessar as suas necessidades, com maior liberdade e confiança. Todas estas coisas concorrem grandemente para o amor e a união dos mestres com o seu superior. Além disso, o superior tem assim possibilidade de fazer com maior proveito algum reparo aos professores, se disso houver necessidade.”

 
I. Para as letras, preparem-se professores de excelência

Para conservar (…) um bom nível de conhecimento de letras e de humanidades, e para assegurar como que uma escola de mestres, o provincial deverá garantir a existência de pelo menos dois ou três indivíduos que se distingam notoriamente em matéria de letras e de eloquência. Para que assim seja, alguns dos que revelarem maior aptidão ou inclinação para estes estudos serão designados pelo provincial para se dedicarem imediatamente àquelas matérias – desde que já possuam, nas restantes disciplinas, uma formação que se considere adequada. Com o seu trabalho e dedicação, poder-se-á manter e perpetuar como que uma espécie de viveiro para uma estirpe de bons professores.

 
II. Manter o entusiasmo dos professores

O reitor terá o cuidado de estimular o entusiasmo dos professores com diligência e com religiosa afeição. Evite que eles sejam demasiado sobrecarregados pelos trabalhos domésticos."

 

Ratio Studiorum da Companhia de Jesus (1599).

quinta-feira, novembro 01, 2012

Capela Sistina

500 Anos de uma obra incomparável.Viva Miguel Ângelo!

sexta-feira, outubro 26, 2012

007-Skyfall

Ao arrepio de tudo aquilo que tem sido feito nesta série James Bond e onde incluo os filmes com Pierce Brosnan e o actual Daniel Graig, este 007-Skyfall com realização de Sam Mendes é longo,(2.30m) reflexivo, profundo ,sentimental, dramático e onde esperaríamos grande acção temos diálogos e surpreendentemente abre-se  aqui a porta ao passado deste James Bond.
Eu já tinha lido que este filme era surpreendente e de facto não saí dele desiludida, muito pelo contrário. Quem vai a espera de grandes cenas de acção vai enganado porque o filme é muito...Sam Mendes. É impressionante como este  realizador consegue ao longo do filme imprimir a sua marca, e ela é visível no traço psicológico de cada personagem. Consegue também  a proeza de conseguir um vilão (Javier Bardem, cada vez melhor) que só tem comparação na maldade ao famoso Coldfinger e imprimir  a M -Judie Dench e ao próprio 007-Daniel Graig  uma fragilidade surpreendente e que contudo não torna o filme menos atractivo, muito pelo contrário.
Agora que se celebra o 50ºaniversário desta série, é  notório ao longo de todo o filme a passagem de testemunho para uma nova geração de actores que a partir de agora tomarão as rédias à série.
 Isto é muito visível na personagem de Ben Whisham, um divertido e muito interessante Q e na de Naomie Harris, uma surpreendente,bonita e muito sensual Miss Moneypenny. A entrada de Ralph Finnes é para mim uma boa escolha e considero considero que um 007 em que entre nem que seja por meia hora este grande actor que é Albert Finney, é sempre um bom filme!
Por último, não posso deixar de referir   o tema musical (Skyfall) que desta vez é cantado pela magnífica Adelle e considero que o genérico é  magníficooooo, pois alia, a música às imagens de uma forma incrível. Uma pequena obra de arte!
Julgo  que  este 007-Skyfall não é um filme que irá gerar consensos. A sua longa duração, os diálogos, a tristeza que prepassa pelo mesmo, a densidade maléfica e psicopata  que Javier Bardem imprime à sua personagem , o desencanto e fragilidade do próprio 007 irão com certeza enfastiar alguns espectadores que estarão  à espera de muita correria, tiros, mortes, saltos e outras acrobacias afins. Nada disso aqui aparece e se exceptuarmos a electrizante  meia hora inicial do filme, passada nos bazares da atractiva cidade de Istambul, tudo o resto assemelha-se a um bom thrilher, com grandes actores e uma história muito credível. Quase que nos esquecemos que estamos a ver  um filme da saga 007-James Bond.
Gostei. Estão de parabéns o realizador e os actores. Daniel Graig é muito bom, tem bom corpo e bom rosto para este tipo de papéis, gostei deste novo Q e tiro o chapéu a essa grande actriz que é a Judy Dench. Quanto a Javier Bardem...bom...tenham muito medo... muito medo mesmo!Que vilão terrível o dele.Um pesadelo de maldade!Tira-nos  o sono!Magnífico!
Deixo-vos aqui o video clip do genérico cantado por Adele.
 

Claude Monet-Ensaio de Figura ao Ar Livre

Esta tela de Claude Monet (que já abordei aqui em posts anteriores) e que se denomina de Ensaio de Figura ao Ar Livre: Mulher com Sombrinha Virada para a Esquerda, é a confirmação de C.Monet à representação da figura humana, que o pintor abandonara há algum tempo em prol da paisagem.
De facto Monet a partir do momento que se instalou em Vétheuil, onde tinha uma quinta, começou a realizar telas que reflectiam os arredores dessa pequena vila e para mim o expoente máximo disso é a sua tela precisamente denominada de Paisagem de Vétheuil que abordarei num posterior post.
Voltemos então à tela aqui exposta.
Ao analisar esta lindíssima obra, penso que a intenção do artista era conseguir que a figura da mulher se integrasse dentro da paisagem figurando apenas como mais um elemento, sendo talvez a razão pela qual o artista esbateu os traços do rosto da mulher, de modo a despersonalizá-la, impedindo a sua identificação. Contudo em estudos posteriores verificou-se que a mesma era Suzanne uma das suas modelos preferidas, filha da sua futura segunda mulher. A composição está delineada a partir de um ponto de vista baixo que vai realçar e estilizar a figura da jovem. Esta, em virtude às cores com que é representada, está próxima do luminoso céu azul. O vento agita o lenço que a mesma traz ao pescoço e ao mesmo tempo aprece que lhe 'suja'  a cara. O pintor não definiu os seus traços intencionalmente porque esta obra não pretende ser um retrato. O seu maior interesse era ressaltar os efeitos da natureza sobre a figura humana e não o contrário. Talvez por isso o seu vestido agitando-se ao vento acaba quase por ser uma continuação das plantas primaveris que a rodeiam que que também se agitam ao sabor do vento.
Esta vegetação agitada é conseguida a  partir de uma pincelada instantânea e muito dinâmica, algo que Monet é  exímio executante. As nuvens como que se movem pelo vento que sopra e que sacode ao mesmo tempo as ervas e flores do campo. Esta atmosfera soalheira e ventosa é captada pelo artista de uma forma instantânea, como se o pintor tivesse criado a tela de um folgo só. Cobrindo Suzanne com a sombrinha que dá nome à tela Claude Monet, construiu um jogo de luz e sombra fantásticos que fazem desta tela uma obra soberba.
 A mesma é um óleo sobre tela  foi realizada em 1886 e pode ser vista no Museu D'Orsay em Paris.

The Undeading

Este  spot publicitário está fantástico e ao mesmo tempo é assustador!
Saber como agir em caso de ataque cardíaco pode salvar uma vida. Ou não!
Genial campanha da fundação canadiana de prevenção doenças cardíacas ‘Heart & Stroke’.Muito bom!

sábado, outubro 20, 2012

Adrien van Ostade-Pátio de uma Casa de Campo

Pátio de uma Casa de Campo
Como gosto muito da pintura holandesa(e da própria Holanda), venho postar aqui um quadro de um pintor que aprecio bastante, pelas caracteristicas muito delicadas que o mesmo confere á sua pintura.A obra que aqui aparece representa um momento da vida quotidiana numa casa de campo holandesa.A família de camponeses encontra-se no pátio da casa. A mãe, à esquerda, está sentada, numa pequena cadeira a arranjar mexilhões, alimento muito típico da costa holandesa, e, ao seu lado está o marido, entrando pela porta.À sua volta, as crianças estão a brincar, duas delas, à direita da composição, com um cão, animal doméstico que aparece frequentemente neste tipo de composições e que Adriaen van Ostade aprecia particularmente.A roupa estendida, desgastada pelo tempo, está a secar ao sol.Vemos uma galinha debicando o chão, uma vasoura e o lixo próprio de um pátio interior pouco cuidado. É  de salientar que este artista trabalhou certas zonas desta tela como se fossem naturezas mortas, um género artístico muito próprio do século XVII holandês. Realço também que este género de composições aparentemente banais, estão repletas de significados simbólicos, que, por vezes. são desconhecidos dos historiadores.Em certas obras o pintor desvendava esses significados através de um texto que incluía na própria pintura, contudo tal não é o caso desta tela. É difícil saber quando a obra representa um significado oculto ou se, simplesmente, se trata de um retrato da vida quotidiana de muitos camponeses.Assim, nesta tela, podemos observar deliciados alguns elementos que estão relacionados com alegorias da vida familiar, como a videira  na parede da casa, símbolo da fertilidade.Esta bonita e muito pitoresca tela  denominada de Pátio de uma Casa de Campo, é óleo sobre tela, tem dimensões pequenas (44x39,5cm) e pode ser vista no National Gallery of Art de Washington.

domingo, outubro 14, 2012

Looper


Amei este Looper. Um dos melhores filmes sobre viagens no tempo que vi até hoje! O filme tem tudo: acção, drama, algum humor negro, bons actores e principalmente aborda temas que fazem-nos pensar nomeadamente questões existenciais, que nos mostram que por mais voltas que dermos somos produto das nossas acções, são elas que determinam o nosso destino e influenciam o destino de muitos dos que nos rodeiam. Escrito e realizado pelo genial e promissor Rain Johnson e com os actores Joseph Gordon-Levitt (que está a ter um ano excepcional, posto que já o vimos no tenebroso e fantástico final da trilogia BatMan, no frenético Encomenda Armadilhada e ainda o vamos ver no portentoso Lincoln de S.Spilberg), Bruce Willis , Emily Blunt, Paul Dano e Jeff Briges (que está cada vez melhor), o filme  aborda a vida dos Loopers, jovens assassinos que vivendo no presente ou seja  no ano 2044, são contratados por máfias futuras que tendo descoberto as viagens no tempo contratam esses jovens do passado para assassinar pessoas vindas desse mesmo futuro, fazendo com que as mesmas desapareçam nesse passado nunca existindo no futuro. Tudo corre pelo melhor, até que de repente os loopers dão consigo a terem de  assassinar a sua própria pessoa vinda do futuro!
 Looper é um objecto cinematográfico estranho, complexo e contudo muito aliciante. O realizador proporciona-nos uma experiência  alucinante ao mundo desses assassinos (os loopers) que não hesitam em matar, mesmo que para isso tenham que executar a sua própria pessoa daí a 30 anos.
 O visionamento deste filme fez-me recordar a minha ida ao cinema quando fui ver o filme Inception/A Origem, visto que de repente damos por nós completamente absorvidos pelo enredo ,por aquelas cenas alucinantes e originais, por aquela história incrível que possui  uma sequência final que vai ao arrepio de tudo aquilo que já vi de há muitos anos para cá!
Um filme maravilhoso, com uma estética visual ímpar, que coloca questões bem pertinentes sobre o homem e sobre a nossa existência , com personagens complexas, todas elas agarradas a um passado, mas cheias de objectivos e vivendo na ânsia de os atingir, nem que para isso tenham que matar ou estropiar.
O amor está sempre presente, e isso comoveu-me imenso, o amor é visto nas suas mais variadas cambiantes, e o amor incomensurável de uma mãe por um filho e o de um marido pela sua mulher é aqui colocado de uma forma maravilhosa! O amor capaz de mudar tudo, é o amor que muda tudo!O amor que leva a que cometamos os mais bárbaros actos!Genial!
Não deixei de constatar que este filme sofre de algumas influências cinematográficas, sendo uma delas os "12 Macacos" e o"Exterminador Implacável". Contudo, consegue seguir o seu próprio rumo, e tenho a certeza que este filme irá marcar muito do que em cinema se irá fazer num futuro próximo, tal como o filme  Matrix influenciou e ainda influencia muita da estética cinematográfica que actualmente está em voga.
Um filme magnifico. Recomendo vivamente.
 

terça-feira, outubro 09, 2012

A Dupla Pele do Diabo

Passando quase despercebido em Portugal, eis um filme que recomendo vivamente. Realizado por Lee Tamahori natural da Nova Zelândia, este A Dupla Pele do Diabo é  filme surpreendente na sua vertente de pura insanidade encarnada na figura de Uday Hussein o filho mais velho de Sadin Hussein.O filme mostra-nos o percurso de Latif Yahia, que trazido do cenário da guerra do Irão/Iraque até ao palácio imponente de Uday, vê-se de repente a ser chicoteado, operado,transformado no duplo perfeito de um Uday que de insanidade em insanidade, acaba estropiado pelas balas desse mesmo duplo criado para o servir e dar a vida por ele. O filme é terrível na exposição da maldade, da psicopatia de personagens que imersas num  luxo e riqueza desmesurada e num poder absoluto e sanguinário, não olham a meios para atingir os seus mais ínfimos prazeres carnais. O filme está muito bem feito, gostei muito de o ver se bem que no fim senti-me completamente exausta pela exposição de tanta insanidade, insensatez, cupidez, loucura e pura maldade.Quando julgamos que já vimos tudo neste mundo apercebemo-nos que o ser humano consegue sempre subir mais um degrau no domínio da irracionalidade. Dominci Cooper,  no duplo papel de Latif e de Uday está excelente assim como excelente estão os actores perfeitamente caracterizados de um estranho Sadam Hussein que passava as tardes jogando ténis com o seu...duplo (dizem que tinha dois) e em que as páginas tantas já não sabemos quem é quem neste jogo de duplicidade e enganos. Um filme a não perderem.Magnífico.
 

terça-feira, outubro 02, 2012

Paul Gauguin-Auto-Retrato

O auto retrato que aqui aparece da autoria do pintor francês Paul Gauguin, é um dos múltiplos retratos que o mesmo realizava sobre si.De facto P.Gauguin, na época sem grande recursos económicos, não dispunha por isso de meios económicos para pagar a um modelo.Assim, auto-retratava-se frequentemente, criando telas onde ia variando de posição procurando tal como aqui criar um processo de auto-análise, já que o artista se representava com atributos bíblicos referentes a Jesus Cristo ou ao Demónio.Assim, neste retrato, alguns estudiosos da obra de Gauguin têm visto nas maças da tela uma referência á Queda da Humanidade, enquanto outros têm apostado na identificação do artista com Satanás, através da serpente do Génesis, que se vê por debaixo do seu rosto e que desliza pela sua mão.Por sua vez, e isso é o mais engraçado, é que os seus amigos mais próximos viram na tela apenas uma simples caricatura do pintor.Ao contrário dos seus retratos anteriores, o artista aparece aqui caracterizado como um boémio, depois de ter abandonado o seu trabalho como corrector da bolsa. O cabelo comprido e o olhar provocador serão depois uma constante dos seus auto retratos.
Este óleo sobre madeira foi realizado em Outubro de 1889, quando Gouguin decidiu abandonar a sua residência em Port-Aven, para se estabelecer em Le Pouldu, longe da invasão de turistas da localidade situada na Bretanha.esta tela destinava-se à decoração do salão d o sue amigo Meyer de Haan, que hospedava o artista por essa época. Não posso deixar aqui de referir que com Paul Sérusier em Le Pouldu, Gauguin trabalhou assiduamente e em poucas semanas realizou dúzias de cerâmicas , relevos em madeira e esculturas, nas quais a influência da arte de Java se encontrava muito presente.As cores que dominam esta tela também exemplo dessa influência. Esta tela denominada de "Auto-Retrato" pode ser vista no National Gallery of Art de Washington.

sábado, setembro 29, 2012

Ilusionista

Spencer Clark tem umas mãos de borracha. Espantoso o que ele consegue realizar com um baralho de cartas. De facto, verdadeiro mágico!

terça-feira, setembro 25, 2012

Edouard Manet-Jovem com Hábito de Majo

Gosto muito do Edouard Manet, e me desculpem, mas não resisto aqui a colocar mais um posto sobre este grande pintor francês, cujos temas são tão variados e tão ricos que quem o aprecia encontra sempre mais um motivo de satisfação e ao mesmo tempo de diversão. Desta vez Manet diverte-se a pintar o seu irmão Gustave vestido com a roupagem típica do sul de Espanha. O mais engraçado é que Manet fazia colecção de vestidos espanhóis, que o atraiam pelo seu exotismo e as suas vivas e muito garridas. Não é sem propósito que o pintor realizou muitas obras com esta temática: toureiros, matadores, entre outros, sobretudo entre 1860/65 em plena juventude.Assim, o artista dedicava-se a retratar personagens marginais e delinquentes(ver o meu post anterior sobre este pintor) todos eles provenientes dos bairros marginais à cidade de Paris e que saiam do campo atraídos pela cidade fervillhante, acabando na maioria das vezes na mais plena miséria e mendicidade. Essa sua juventude modernistmo vontade de provocar e garra levaria E.Manet a pintar um ano mais tarde a sua famosa obra "Almoço na Relva" que já abordei aqui em post anterior.O quadro que aqui podemos apreciar foi apresentado no Salão de 1863 e, posteriormente rejeitado, passando para o Salão dos Rejeitados.Ora, isso entristeceu Manet, nessa época completamente obcecado por obter reconhecimento oficial da sua obra.Mas detenhamo-nos um pouco nela. Os tons dominantes são o vermelho e o negro. O manto que o seu irmão segura com um ar muito maroto é pintado com uma cor tão viva que acabou por provocar a admiração dos críticos mais modernos da sua época, posto que tal não era habitual.A riqueza dos pormenores é fantástica e quase que temos vontade de o colocar nas nossas costas. Contudo o que mais desagradou aos críticos do Salão foi  a falta de psicologia da cara deste Majo.Com efeito, os pintores impressionista não davam grande importância a esse aspecto nas suas obras, pois tratavam a cara dos seus modelos com a mesma atenção que punham nas suas obras.O que importava era a luz dos objectos e a análise da luz sobre eles coisa que aqui não acontece, posto que Manet estava amais interessado em  criar uma figura típica segurando o seu traje conseguindo o pleno no na criação do capote na postura física do personagem e na colocação das mãos e dos pés. Uma grande obra este "Jovem com Hábito de Majo", que é um óleo sobre tela com consideráveis dimensões e que pode ser visto e apreciado no MoMa  de Nova Iorque.

quinta-feira, setembro 20, 2012

Spot Publicitário... Cool

Pelos vistos na Dinamarca é super divertido andar de...Bus!
Por cá, não só não é nada divertido..como super caro!
Haja gente Feliz!

terça-feira, setembro 18, 2012

Maridos e Mulheres

Há algum tempo atrás tinha gravado o filme "Maridos e Mulheres". Sem tempo para o ver, decidi no sábado passado sentar-me no sofá e apreciá-lo condignamente. Eu já o tinha visto no cinema e lembro-me de me ter divertido imenso, porque  Woody Allen, o realizador desta pequena obra de arte e também o guionista disseca de uma forma muito acutilante, mas ao mesmo tempo irónica, alegre e mordaz a vida de dois casais nova iorquinos de uma forma que poucos realizadores são capazes. Sou suspeita para falar porque tudo aprecio tudo o que W.Allen faz e por isso estou em pulgas para ir ver este sua última 'loucura' cinematográfica que é o "Para Roma com Amor", mais um filme passado na europa desta vez em Itália, posto que o realizador já se divertiu em Londres, Espanha, França...chegando finalmente à Itália!Para quando um filme em Portugal?Seria uma originalidade!!
Mas...voltando ao "Marido e Mulheres" o que aqui vemos é um W.Allen casado com uma passiva-agressiva Mia Farrow, coadjuvado por um outro casal constituído por um seguro S.Pollack e uma hiperactiva Judy Davis. O papel mais conseguido é o de Mia Farrow.Complexa, neurótica,ciumenta, despeitada, insegura, mas sempre conseguindo 'levar a água ao seu moinho' vemo-la casada em segundas núpcias com Gabe um Woody Allen fazendo de escritor/professor de sucesso, que por sua vez caí de amores por uma talentosa aluna, J.Lewis impecável na sua juventude, sensualidade, petulância e charme. No meio disto tudo vamos apreciando também um jovem Liam Neeson caído de amores por Sally/Judy Davis, mas cujo foco de atenção é Judy/Mia Farrow que mais uma vez 'levando a água ao seu moinho' consegue obter aquilo que quer. Há uma certa parte do filme que é extremamente engraçada, é quando Gabe/W.Allen, vai dissecando um pouco a obra que está a escrever, precisamente sobre Maridos e Mulheres e desmistifica o mito do orgasmo em simultâneo... uma pérola. Woody Allen, segue mais uma vez aqui o processo de filme narrativa, em que cada personagem vai falando sobre si, fazendo ao mesmo tempo o contraditório do que foi dito pelo seu parceiro e o realizador sabe fazer isso de uma forma extremeamente sarcástica, irónica e despudorada.
No fim...bem no fim...o que sobra são casais trocados, uns mais sós que os outros e o que daqui podemos tirar é que de facto, e tal como nos diz a personagem de Gabe, a vida real não emita os filmes...apenas a má televisão.
Um filme a ver, rever, sorrir ...e pensar o quão difícil é de facto viver numa comunhão a dois, e o realizador mais do que ninguém sabe aquilo muito daquilo que ali mostra.Adorei!

quarta-feira, setembro 12, 2012

Edouard Manet-O Velho Músico

A tela que aqui aparece foi pintada por Édouard Manet quando o artista estava na sua formação.
Manet tinha regressado das suas longas viagens a Itália, Holanda, Alemanha e Áustria, onde conheceu obras dos grandes mestres da pintura europeia. Entre estes apreciava vivamente Francisco Goya e em particular tinha especial apreço por Velásquez, artistas que pôde estudar nas suas constantes visitas ao Museu do Louvre.
Ora, foi precisamente uma gravura de Goya sobre os "Bêbados" do grande Velásquez que  inspirou Manet para a criação da obra que aqui surge exposta.
 Édouart Manet nessa fase da sua vida estava muito consciente da problemática social do seu país, tal como demonstram os seus inúmeros quadros de ciganas, vendedores ambulantes, músicos e vagabundos. Refere-se que nessa época, a população de Paris tinha crescido desmesuradamente e o número de indigentes excedia já os cem mil, indigentes esses que deambulavam pela cidade ou seus arredores, muitos deles vivendo na mais profunda miséria.
Esta tela é pois um compêndio das personagens que habitavam a vizinha rua Guyot, próxima do estúdio do artista.No centro, o violinista, olha melancólica e profundamente e espectador do quadro. Entre ele e o resto das personagens não há qualquer comunicação, quer afectiva quer espacial. Mesmo o miúdo de fato preto com o braço direito sobre o que tem uma estranha vestimenta branca não olha para ele, a sua posse é algo forçada. Por sua vez o homem que aparece, com o chapéu alto parece repetir outra personagem do quadro de Manet inclusa na sua obra "O Bebedor de Absinto". A própria paisagem parece, inclusivamente intemporal e produto da imaginação do artista.
De facto a obra não pretende representar um determinado momento, mas ser, uma pura reflexão em torno das injustiças sociais, sobre o qual o artista estava muito atento.
Esta tela denominada "O Velho Músico" é óleo sobre tela e pode ser apreciada no National Gallery of Art de Washington.

terça-feira, setembro 11, 2012

terça-feira, setembro 04, 2012

Um Dia de Tédio

"Só Deus sabe o quanto um Homem precisa de férias depois da vinda de férias".
De facto poucas frases são mais verdadeiras do que esta. Instalasse o cansaço, o desnorte, o vazio. O ritmo do trabalho foi quebrado e por menos tempo que o ser humano tenha estado 'inactivo' apenas usufruindo de um pouco de sol dormidas até tarde, refeições fora de horas, leituras  trash de romances sem qualquer sentido, revistas de coscuvilhices da vida alheia,restaurantes e  esplanadas apinhadas de gente e com funcionários desejosos de estar a milhas de distância, o corpo humana ressente-se do retorno a uma vida de responsabilidade, horários, pagamentos por fazer...e eu que  já tinha cá o maldito IMI e o imposto  de circulação automóvel à minha espera.Tal como milhares de outros portugueses fiquei desempregada, o retorno ao trabalho não se deu, o que se deu foi uma caótica ida ao centro de emprego da minha área de residência onde estive desde as 10.01 da manhã, para ser atendida às 16.30, saindo de lá às 17.20! Enervei-me, ansiei estar a milhas de distância, senti-me em queda livre, senti que estava dentro de um buraco cujas paredes eram feitas de rostos humanos algo desesperados, olhando para um visor onde continuamente iam passando números, nunca o meu, mas sempre o de mais um desgraçado que tal como eu ansiava por sair dali o mais rapidamente possível. Levei um livro e acabei de o ler apesar de faltar umas cem páginas ou mais.....já nem sei!
 Por fim, já nem o podia ver, as costas doíam-me, o tédio e o desanimo dominavam-me.Decorei com o olhar todo o espaço que me envolvia. Esta noite sonhei com ele, não foi um pesadelo, apenas uma constatação que o mesmo se enraizou em mim,  colou-se à minha pele e recordarei por muito tempo aquela sala onde desperdicei um tempo que não voltará jamais!Uma tristeza, um pesadelo!
 Ontem, dia 3 de Setembro a saturação saia-me pelos poros, o calor imperava, muita conversa, muito barulho, nunca o silêncio, nunca a quietude, apenas vozes humanas que carpiam as suas desgraças. Por fim, lá fui chamada e quando dali saí só me apetecia enfiar-me dentro do carro e rumar....rumar para onde? Pensando bem, não me apetecia  fazer nada, nem chorar conseguia...que tédio, que seca, que raiva!Não foi um dia de raiva típico (será que os há?),  não me apetecia qual Michael Douglas, pegar numa arma, o que me apetecia mesmo era desaparecer, não falar com ninguém, sumir, evaporar.....
Agora aguardo que melhores dias virão, não podemos desanimar porque  um ser humano sem ânimo, não vive, não procria, não age, nem interage.
Penso com alguma esperança que  irei sobreviver a este desalento e tristeza!

quinta-feira, agosto 02, 2012

Winslow Homer- Noite de Verão

Summer Night
Summer Night.....título bem a propósito.
Antes de ir de férias, e dado que  gosto imenso da obra deste pintor norte americano, não resisto aqui a fazer um segundo post, agora a propósito da sua obra Noite de Verão.
A tela que aqui aparece pertence à última fase pictórica de Winslow Homer, um dos mais influentes artistas norte  americanos do final do século XIX. Este pintor realizou uma série de obras magnificas  e esta não foge à regra.
 A obra que aqui surge, foi realizada por W.Homer aquando do seu retorno de França e Inglaterra, quando o seu estilo tinha evoluído paulatinamente para o impressionismo, embora denotasse muitas influências do grande pintor  francês Gustave Courbet sobretudo no tratamento dos portos, onde o reflexo da  luz da lua sobre as ondas se fazia sentir em todo o seu esplendor, como é o caso da obra aqui presente.
A temática do mar era rara na pintura deste artista, que normalmente representava cenas de caça e de pesca, os desportos favoritos do homem americano.Contudo, com grande maestria Homer aventura-se numa tela de teor marítimo e dá-se muito bem!
O dramatismo da sua obra é evidente na luz metálica e encrespada que poisa sobre o mar embravecido. A tensão algo dramática que esta obra transmite-nos insere-se na característica muito pessoal da última fase do artista, que morre dois anos após a conclusão da mesma.De facto já para o fim da vida Homer realizou obras profundamente introspectivas, que representam portos como este, muitas delas acabadas na sua casa na costa de Prout's Neck onde morou até morrer.
Foi a partir de 1884 que vivendo como um recluso na sua casa junto ao mar que as suas obras ganham uma outra dimensão, passando a ser um reflexo da solidão do artista e isso pode ser comprovado nesta obra onde um par de mulheres dançam abraçadas na praia e onde a obscuridade da noite mergulha a composição num mistério evidente, apenas desvelado por uma luz lunar que poisa sobre as ondas encrespadas. Estas duas misteriosas mulheres dançam muito agarradinhas e um grupo de homens, cuja representação é feita através de pinceladas negras realçando as suas figuras, observa a cena. Uma grande obra, um mistério, um grande pintor.
Esta obra magnífica é óleo sobre tela , foi realizada em 1890 e pode ser apreciada no Museu D'Orsay em Paris.
Ah...para os amantes da arte e que este verão poisem na capital francesa, este Museu e o do Louvre consumirão várias horas e quiçá dias das vossas férias...dias muito bem empregues...dias resplandescentes de arte...arte...arte.
Boas férias...até Setembro.

segunda-feira, julho 30, 2012

Bernie / Morre...e Deixa-me em Paz

No sábado passado fui ver este Berni/Morre...e Deixa-me em Paz, (título em português)e achei-a uma delícia....uma pérola da comédia e que estreada nesta época de férias vai passar despercebida a muita gente o que é pena, porque vale a pena ir vê-la.O filme é do realizador Richard Linklater, (que por hora tem feito obras um pouco ao arrepio do mainstream norte americano e com isso tem-se dado muito bem), e cujos actores principais são Jack Black, Shirley Maclaine e Mattew McConaughey.Ora o mais surpreendente neste filme são os actores. O realizador consegue a proeza de transformar o histeriónico Jack Black numa pérola/num óptimo actor!
O filme vive da sua prestação e esta é seguríssima. Para mim este é até agora  o grande papel deste actor que já tinha dado provas de ser bom quando o realizador não o deixa à solta ( isso já tinha acontecido no filme Escola do Rock, do mesmo realizador) e essa contenção volta a acontecer agora. Também a caracterização do actor está perfeita.De facto, o   maneio do corpo, sorriso, postura de mãos, maneirismos vários são tão perfeitos que  a páginas tantas damos por nós a querer que quando morrermos alguém como este Bernie trate do nosso corpo e nos faça um funeral condigno!
O filme parte de um caso verídico passado na pequena cidade rural de Carthage, onde vive Bernie/Jack Black o director assistente de uma agência funerária, e também um dos moradores mais queridos da cidade. Bernie dá aulas na escola dominical, aulas de embalsamento, canta no coro da igreja, faz serviço comunitário e está sempre disposto a ajudar o seu próximo. Todos adoram Bernie, por isso ninguém ficou surpreendido quando ele se torna amigo de Marjorie Nugent/Shirley Maclaine uma abastada viúva, famosa tanto pelo seu mau trato como pela sua fortuna.
Shirley Maclaine tem aqui  um  grande papel. Adorei vê-la como a megera Marjerie, uma  mulher terrível, amargurada, má, possessiva, prepotente, e capaz de dar cabo do juízo a um santo! Bernie na sua santidade, acaba por ter pena dessa megera, trava amizade com ela e na sua ingenuidade  começa a viajar frequentemente com Marjorie e a gerir os seus assuntos bancários. Rapidamente Marjorie  torna-se totalmente dependente de Bernie e da sua generosidade, enquanto este se esforça para atender aos seus crescentes caprichos. Bernie continua a gerir dos assuntos de Marjorie, que começa a deixar de ser vista pelos habitantes da cidade, que ficam chocados quando finalmente descobrem que Marjorie Nugent está morta há vários meses, (nove meses)  e que o seu assassino é Bernie Tiede.
Nesse momento entra em cena um xerife do mais bronco que o cinema já nos deu a ver e neste papel temos um impagável Mattew McConaughey numa prestação memorável!Vê-lo em tribunal a acusar Bernie é do mais engraçado que me foi dado a ver há muito tempo.Uma maravilha de retórica puramente demagógica!
Há a salientar que o filme está feito de uma forma muito original, pois vive das entrevistas dadas pelos habitantes de Cartaghe que ao longo do filme vão dando a sua opinião sobre todos os intervenientes à laia de um documentário. É através dessas prestações que ficamos a saber quem é quem, o modo de vida daquelas gente, as coscuvilhices, a malidicência os ódios enraizados na cidade, o diz que diz, o faz que faz! 
O mais engraçado é que a relação de Bernie/vitima com a sua patroa/carrasco vai -se desenvolvendo num crescendo que quando chegamos ao ponto do assassinato, esperamos que o mesmo aconteça...pois só esse assassinato poderá devolver um pouco de sossego aquele homem.
 O próprio julgamento é extremamente caricato  visto que  aquele painel de júris é do mais boçal que existe, pessoas muito feias, anafadas, ignorantes, enfim...pessoas   que vivem da curiosidade ávida e da desgraça alheia e que na sua cegueira não ajuizam do porquê daquele assassinato nem se debruçam sobre o carácter daquele pobre e ingénuo homem que está ali a ser julgado.
Por mim Bernie seria absolvido e seguiria embalsamando corpos, cantando no coro da igreja e encantando tudo e todos com a sua incomensurável simpatia.
Sendo uma trágico/comédia o filme  é maravilhoso.Está de parabéns este Richar Linklater e todos os seus actores.
Um filme a não perderem!

quarta-feira, julho 25, 2012

Abraham Lincoln

Há coisa de uma semanas atrás fui ver o filme Abraham Lincoln-Caçador de Vampiros. O filme  retirado da obra de Seth Grahame-Smith ( o mesmo autor da obra Orgulho e Preconceito e Zombies) não tem nada de especial e conta-nos as aventuras/lutas que paulativamente o presidente Lincoln teria travado  na sua juventude contra um bando de vampiros que aproveitando-se da guerra civil que dilacerou os E.U.A. teriam como intenção a tomada do poder. O filme começa com a meninice de Lincoln e acaba com a sua saída de casa em direcção ao teatro onde seria assassinado. Obviamente que no filme tudo aponta para que esse assassinato teria a ver com a guerra contra esses seres  travada pelo jovem Lincoln e não com questões rácicas. Não desgostei do filme, considero que o mesmo estava razoavelmente bem realizado, e julgo que quem vai ver esse tipo de filme tem de estar preparado  para muita fantasia, violência, muitos efeitos especiais e grande dose de originalidade. Consta que o próprio Seth Grahame-Smith escreveu o guião e foi o consultor do filme assim como Tim Burton foi o produtor. A realização ficou a cargo de Timur Bekmambetov.
Contudo, o que pretendo aqui escrever não é tanto sobre o filme mas sobre este presidente norte americano. No filme o actor que faz o jovem Lincoln, vai progressivamente sendo caracterizado até chegar à imagem quase icónica que temos deste presidente.
Senti necessidade de fazer esta introdução para abordar aqui a minha admiração por este presidente norte americano, posto que neste filme é-nos dado a conhecer um pouco a juventude de Lincoln e sabendo (penso eu!) que o homem não andou a matar vampiros com um tremendo machado, gostei de ver o modo como este  pautou a sua vida e no fim relembrar aqui aquele que para mim é dos mais belos discursos que algum presidente algum dia proferiu. 
Mas quem foi na verdade A.Lincoln?
Abraham Lincoln, nasceu no Kentuchy o seu pai era agricultor de ascendência inglesa. Lincoln passou a maior parte da sua infância no território de Indiana, para onde a família se tinha deslocado em finais de 1816, devido a um processo judicial de contestação da propriedade que o pai possuía. A mãe morreu no Outono de 1818, tendo Lincoln e a irmã sido educados pela madrasta, Sarah Bush Johnston, mãe de 2 raparigas e um rapaz, com quem o pai se casou no princípio do Inverno de 1819. Lincoln, filho de pais iletrados, teve uma educação muito pouco cuidada, frequentando a escola muito esporadicamente. Em 1842 casou com Mary Todd, mulher com uma sólida educação, pertencente a uma família distinta do Kentucky, e cujos familiares em Springfield faziam parte da elite local. Do casamento nasceram quatro filhos, tendo só o filho mais velho chegado à idade adulta. Com o casamento Lincoln começou a frequentar a igreja Presbiterana local. Sendo considerado um céptico em questões religiosas e um livre-pensador, era um conhecedor profundo da Bíblia, tendo acabado por defender que toda a história era obra de Deus. Paulatinamente Lincoln vai-se integrando na politica e em 1858 tentou ser nomeado para o Senado. A campanha eleitoral deu origem a um conjunto de debates, que abordaram sobretudo o tema da escravatura. Foi nessa época que proferiu o célebre discurso Uma Casa Dividida, em que afirmou que uma «casa dividida não se pode manter», insistindo no tema de que as liberdades civis, tanto dos brancos como dos negros, estavam em causa no problema da escravatura. Os debates não conseguiram fazer com que Lincoln fosse eleito, mas tornaram-no uma figura nacional, e fizeram com que, em 1860, fosse pensado para a Presidência dos Estados Unidos. Na verdade, acabou por ser escolhido como candidato do Partido Republicano, ao fim de três votações, na convenção desse ano. Durante a Guerra Civil a política de Lincoln em relação à escravatura foi-se modificando. Começando por defender a manutenção do statu-quo, isto é, a manutenção da escravatura nos estados em que ela existia, e a proibição da sua expansão para outros estados a posição de Lincoln tornou-se, no fim da guerra, abertamente abolicionista. Com o decreto presidencial de 1 de Janeiro de 1863, que pôs em prática de acordo com o que considerava serem os poderes do Presidente em tempo de Guerra, e que ficou conhecido como a Proclamação da Emancipação, os escravos nos territórios do Sul sob domínio confederado eram libertos. A medida só libertou 200.000 negros até ao fim da guerra, mas mostrou definitivamente que a abolição da escravatura se tinha tornado um dos objectivos da guerra, para além da manutenção da unidade política. A medida, de duvidosa legalidade, foi seguida por uma Emenda Constitucional, a 13.ª, que proibiu a escravatura nos Estados Unidos da América. A emenda tinha sido prevista no programa político do Partido Republicano, durante a preparação das eleições de 1864.
Em 19 de Novembro de 1863, na cerimónia de inauguração do Cemitério Militar de Gettysburg, no local onde se tinha dado a batalha do mesmo nome, Abraham Lincoln profere aquele que, como já o referi mais acima, é para mim um dos  mais bem  elaborados discursos que me foi dado a ler e é esse discurso que eu quero relembrar aqui.
 O discurso foi feito numa carruagem de comboio, precisamente quando o presidente se dirigia a esse lugar de carnificina onde soldados do sul e do norte se encontram enterrados, irmanados na morte, quando não o tinham sido em vida. O orador que procedeu Lincoln falou durante duas horas e no fim, o presidente  (que tinha elaborado o seu discurso nas costas de um envelope ) levanta-se e diz:
"Há 87 anos, os nossos pais deram origem neste continente a uma nova Nação, concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais.
Encontramo-nos actualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar.
Eis-nos num grande campo de batalha dessa guerra. Eis-nos reunidos para dedicar uma parte desse campo ao derradeiro repouso daqueles que, aqui, deram a sua vida para que essa Nação possa sobreviver. É perfeitamente conveniente e justo que o façamos.
Mas, numa visão mais ampla, não podemos dedicar, não podemos consagrar, não podemos santificar este local. Os valentes homens, vivos e mortos, que aqui combateram já o consagraram, muito além do que nós jamais poderíamos acrescentar ou diminuir com os nossos fracos poderes. O mundo muito pouco atentará, e muito pouco recordará o que aqui dissermos, mas não poderá jamais esquecer o que eles aqui fizeram.
Cumpre-nos, antes, a nós os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão insignemente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra".

O discurso durou 20 minutos, mas perdurará para sempre na memória daqueles que amam o poder das palavras e admiram a  capacidade que alguns seres têm de conseguir manterem-se para sempre na memória colectiva da humanidade.
Na noite de 14 de Abril de 1865, uma 6.ª feira Santa, o actor John Wilkes Booth, defensor da escravatura e com ligações fortes ao Sul, membro de uma família famosa de actores, assassina Abraham Lincoln no Teatro Ford, em Washington.
Morre aquele que ainda é hoje um dos mais amados presidentes dos E.U.A.