domingo, abril 02, 2017

A Vigilante do Amanhã

No que respeita a filme de ficção científica (que eu adoro como já o disse no post anterior) quando se mete japoneses, filmes baseados nos  mangás, imagens futuristas,bons actores como é o caso da Juliete Binoche, e já agora a Scarlett Johansson a dar forte e feio nos maus da fita, ponho-me no cinema em menos de nada. E foi o que fiz com este Ghost in The Shell: A Vigilante do Amanhã.
Adorei o filme, adorei a fotografia, a história, os actores, os efeitos especiais que nunca superam a narrativa (coisa rara hoje em dia), assim como aquela cidade do futuro do ano 2029 em que a publicidade das cidades  é feita em três dimensões(caminharemos para lá?), as ruas sempre apinhadas de gente (lembram-se do Blade Runner?) constante chuva a cair e onde já não distinguimos quem é gente e quem é robot, ou uma mistura de ambos.
Achei este Ghost in Shell um grande filme e que superou tudo o que eu estava a espera deste realizador,  Rupert Sanders, o mesmo de A Branca de Neve e o Caçador, mas que aqui no filme esta semana estrado sob bem alto a fasquia em termos cinematográficos. O filme começou por ser de S.Spilberg, mas que por motivos diversos, foi adiando o projecto ate o entregar a Sanders que o vai desenvolver com a ajuda de outros estúdios cinematográficos.
Para além da presença surpreendente nesta andanças de J.Binoche, que numa primeira instância começou por recusar por não se sentir confortável neste tipo de filmes,acabando por aceitar  papel (magnifico como sempre)  pela insistência do realizador, o mesmo vem também envolto em controvérsia devido à escolha da actriz principal, uma vez que na mangá original (banda desenhada japonesa) a mesma é interpretado por uma japonesa.
Eu acho que a mesma não tem razão de ser. Scarlett Johansson vai muito bem e penso que isso de ser uma japonesa ou uma americana não tira mérito ao filme. Vivemos num mundo globalizado em que essas coisas não podem ser consideradas desta forma, até porque se formos a ver poucos são os actores ocidentais que por lá andam, posto que a sua maioria são japoneses, pois o filme é uma parceria entre estúdios, americanos/japoneses e franceses.

1 comentário:

redonda disse...

Também gostei muito deste filme :)