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Eis então, que surge agora nas salas de cinema o filme Only God Forgives, "Só Deus Perdoa", do realizador Nicolas Winding
Refn, o mesmo do belíssimo filme Drive e de Valhalla Rissing.
A estética de Só Deus Perdoa,vai completamente ao encontro do da estética de Kar Wai Wong e do seu Disponível para Amar, só que aqui se quisermos ser mauzinhos estamos perante um disponível para matar, disponível para estropiar, disponível para derramar todo o sangue do mundo!
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Nada neste filme é fácil, é delicado, é frágil. À excepção das frágeis crianças que ali aparecem e que tudo observam com olhos esbugalhados, o que vemos são anjos vingadores, caídos uns em desgraça, amarrados a um eterno destino sangrento e onde o clube de boxe acaba por ser metáfora desse permanente estado de violência. Outros de espada na mão, deambulam pela cidade de Banguecoque imbuídos de uma missão redentora e nesse aspecto a figura maior é de Vithaya
Pansringarm, soberbo no seu papel, anjo redentor, anjo vingador que de um golpe só decepa vidas e com a mesma delicadeza com que chega a casa e aconchega a filha na cama.
Um filme estranho, magnífico, terrífico, com actores em estado de graça. Está de parabéns o realizador, assim como a grande Kristin Scott
Thomas, que paulatinamente se vai afirmando como uma das figuras grandes do panorama cinematográfico.
Como sempre adorei Ryan Gosling.
Um filme a ver. Eis o trailer.
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