segunda-feira, agosto 26, 2013

Maja Desnuda

Há dias estava a fazer zapping e fui dar com um filme que eu não tinha visto e que há muito queria ver. O filme é o "Os Fantasmas de Goya", em que no papel de Goya temos o actor  Stellan Skarsgard,(um actor muito seguro!) andando por lá também a actriz Natalie Portman, como musa inspiradora do pintor   quase  irreconhecível aquando da sua saída da prisão do Santo Ofício depois de meses de tortura, Xavier Barden como irmão Lorenzo e também retratado pelo pintor, Randy Quaid como rei Carlos IV, entre
tantos outros.
O filme é muito bom. A acção  desenrola-se nos primeiros anos do século XIX no meio do radicalismo da Inquisição, tendo também como pano de fundo a iminente invasão da Espanha pelas tropas de Napoleão Bonaparte, este representado pelo actor Craig Stevenson. O filme mostra o processo criativo deste grande pintor que foi Francisco Goya, as suas constantes "dores de cabeça", a sua surdez, ingenuidade/irritabilidade e a relação algo atribulada que o mesmo mantinha com o poder. No fundo o filme mostra-nos um Goya testemunha atormentada de uma época muito conturbada.
Nessa perspetiva não resisto aqui a colocar uma obra sua a famosa "Maja Desnuda" uma obra adiantada para a sua época e concebida para ambientes privados. Se deixarmos de lado algumas questões que possamos colocar ao estarmos perante esta obra e  uma delas é para mim o porquê de tamanho despojamento de cenário, posto que apenas temos perante nós uma jovem mulher nua deitada em cima de almofadões e que olha para nós com um olhar bovino, o que é certo é que este nu aqui representado está muito afastado de um nu refinado brincalhão e rebuscado erotismo típico do erotismo francês. Estamos aqui perante uma "peça de carne"(desculpem-me a expressão), de alguém que levantando os braços e juntando-os ao cimo da cabeça se deita e se deixa retratar.
 O que aqui vemos, não se trata de uma qualquer vénus, uma deusa ideal, mas sim de uma mulher(especulou-se que a mesma seria a Duquesa de Alba, mas não se tem certezas sobre isso).
 Aquando da apresentação da obra a mesma também foi denominada de "A Cigana". Também há quem especule que a mesma faria parelha com a "Maja Vestida", mas não se tem certezas disso.
Apesar disso não deixa de ser fascinante olhar para esta "Maja Desnuda", que reclinada nas suas almofadas olha para nós com atrevimento despudor.
Dentro da sua simplicidade é um bom Goya sem dúvida nenhuma.
A obra é um óleo sobre tela e pode ser vista no Museu do Prado em Madrid.

terça-feira, agosto 20, 2013

Elysium

Com realização de Neill Blomkamp o mesmo realizador  realizador do fabuloso Discrict 9, eis que estreou desde a semana passada Elysium, com Matt Damon, Jodie Foster,Alice Braga, Sharlto Copley William Fichtner entre outros. Fui vê-lo hoje e não desgostei. Ia já a espera de um objecto cinematográfico algo suis generis, marca deste  realizador  sul africano. Quando estava  a vê-lo houve algumas cenas que me transportaram para Discrit 9, se bem que ambos os filmes nada têm de semelhante, apesar dos mesmos se movimentarem na esfera da ficção científica e da segregação de pessoas.
Neil Blomkamp é um realizador que não tem medo de mostrar violência, seja ela física, ou de outro género e isso é bem visível aqui, não só pelas imagens da transformação corporal de Matt Damon, como também pela violência demencial do personagem de Sharlo Copley, actor fetiche do realizador, posto que o mesmo já aparecia em Discrit 9 se bem num papel bem mais simpático.
Elysium mostra-nos o planeta terra num futuro distante 2156, quando os muito ricos passam a viver em Elysium uma espécie de estação espacial, e onde tudo pode ser conseguido até a cura para as mais variadas doenças, enquanto os que nada têm vivem num planeta terra completamente depauperada e onde todos os recursos foram quase totalmente dizimados. As memórias da vida terrestre como hoje a conhecemos apenas está impressa em livros, porque já nada resta, são só uma miragem.
É nesta esfera suja e pobre que se move Max, Matt  Damon, procurando curar-se de um cancro, arranjado no trabalho e que para se salvar tem que arranjar meios de ir para  a esplendorosa  Elysium.
Jodie Foster ano papel da Secretária de Estado Delacourt  quando quer consegue ser uma magnífica cabra e quando aparece tem sempre o dom de roubar as cenas com quem contracena e aqui não foge à regra.
O filme apesar da violência explicita consegue ser muito bom. Este realizador filma magistralmente a pobreza, a sujidade e a decadência dos materiais e das pessoas. Não se compadece com ninharias, não perde tempo com subterfúgios para encher cenas e vai directo às questões. O filme tem um ritmo frenético, tem uma boa banda sonora, os actores cumprem o seu papel com profissionalismo.
Apesar de numa primeira análise o filme parecer-nos uma metáfora do fosso que actualmente existe em inúmeros países entre ricos e pobres, entre os que podem com dinheiro comprar a saúde e o bem estar em contraposto aqueles que morrem sem qualquer assistência médico-sanitária, em entrevista recente o realizador esclareceu que limitou-se a criar uma história, não pretendendo criticar nem julgar, ficando isso ao critério de quem vê. Eu vi e julgo que o que ali está é uma boa critica social, muito bem feita, feita de uma forma  segura e inteligente.
Vemos  também  aqui  em Elysium, a actriz brasileira Alice Braga, (Cidade de Deus e Repo Man)  a afirmar-se como um valor muito seguro e pelo filme  andam também alguns  actores que eu aprecio particularmente, como são os casos do  bonito  e simpático actor mexicano Diego Luna ( E a tua Mãe Também), e de Walter Luna o actor brasileiro, sobejamente conhecido da sua prestação em Tropa de Elite.
Para quem gosta de boa  ficção científica eis um filme a ver com atenção.


Macro Timelapse

A vida no mundo vegetal em soberbas imagens 'macro', captadas pelo fotógrafo Daniel Csobot, que documentou o crescimento de diversas plantas entre Janeiro e Junho deste ano. Lindo!

A Arte de Hirotoshi Itoh


segunda-feira, agosto 19, 2013

A Gaiola Dourada

Foi com agradável surpresa que dei por mim a rir, a emocionar-me e a gostar imenso desta primeira longa metragem do realizador Ruben Alves ,luso descendente em França e que também foi o argumentista desta magnífica e muito portuguesinha.... Gaiola Dourada.
Muito celebrado em França pela comunidade aí emigrada, o filme conta com as prestações muito bem conseguidas dos actores  Rita Blanco, Joaquim de Almeida (muito longe dos seus papéis de mau da fita, o que é sempre de festejar),Barbara Cabrita, Maria Vieira, Chantal Lauby, Roland Giraud, entre outros.
O filme abre portas para bons trabalhos futuros deste realizador, pois o filme tem uma realização muito bem conseguida, segura, sem cair em lamechices e na brejeirice sem gosto. Há cenas antológicas e muito portuguesas e isso é visível na arrumação e decoração da casa dos protagonistas principais, Joaquim de Almeida e Rita Blanco ( num fabuloso papel de porteira ) e na estadia no hotel de 5 estrelas...cenas impagáveis!
Há um pequeno leque de jovens actores que vai muito bem, e as cenas finais filmadas no Douro são de uma beleza ímpar.
Recomendo vivamente este "A Gaiola Dourada", quanto mais não seja para vermos bom cinema francês, suportado por bons dois actores e um bom realizador.
http://youtu.be/uwXp0ZhXAoY

terça-feira, agosto 13, 2013

Bryan Organ-Carlos, Príncipe de Galles

Agora que o Príncipe Carlos foi avô há pouco tempo, não resisto a colocar aqui uma obra do artista inglês Bryan Organ  onde podemos ver o mesmo Príncipe de   Gales sentado, numa pose muito descontraída, tendo apenas como cenário uma sebe verde  e onde por detrás da mesma vemos a bandeira  da Union Jack. 
A obra aqui presente teve como tonalidades dominantes o verde e o azul. A nota mais colorida é precisamente o vermelho da bandeira. A cara do príncipe as suas botas de cano alto e a gola da camisa também chamam a atenção pois destoam da cores dominantes.
Organ é um reformador da abordagem tradicional dos retratos da monarquia,
pois como grande retratista que é, as suas obras são sempre extremamente informais, leves e onde o retratado/a aparece sempre muito descontraído e favorecido. São exemplos disso o retrato que fez de Lady Diana e do Príncipe Philipp marido da rainha Isabel II.
 Este pintor sempre optou por não representar os seus modelos com pomba e circunstância inerentes as figuras em causa, mas como simples cidadãos que descontraidamente possam para um pintor. Aqui em particular nesta obra em que retrata o Príncipe Carlos, vêmo-lo como um homem que olha para nós de forma descontraída, esboçando um ligeiro sorriso. Parece-nos que acabou de participar num dos seus desportos favoritos, o jogo de pólo e que cansado deixa-se sentar numa cadeira e possa para o pintor. As mãos descansam no regaço, o corpo está relaxado e ele não se parece importar de estar ali algumas horas, como que posando para um retrato fotográfico.
As figuras retratadas por Bryan Organ  podem ser apreciadas no London's National Portrait Gallery. Organ foi também o primeiro cidadão estrangeiro incumbido de pintar o retrato de um presidente francês, neste caso o de François Miterrand.
Esta obra denominada simplesmente de Carlos, Príncipe de Gales, é acrílico sobre tela está na galeria acima indicada e foi realizada em 1980.
 

sexta-feira, agosto 09, 2013

The Bling Ring

Adorei este último filme da realizadora Sofia Copolla.Depois de não ter apreciado o seu último filme Somewhere, este Bling Ring é muito bom, muito bom mesmo! Partindo de factos verídicos, passados nos E.U.A. mais concretamente em Los Angeles, Sofia Copolla dá-nos uma visão muito realista da vida durante alguns  dos mês, de  um grupo de adolescentes  que para matarem o tédio e terem umas boas massas sem fazerem absolutamente nada se entretiveram a assaltar casas de vedetas do mundo do cinema ,  como foi o caso da mansão de Lindsay Lohan, Brian  Austin Green,Audrina Patridge, Megan Fox,Orlando Bloom e Miranda Kerr, Rachel Bilson,  não deixando de fora a mega mansão de Paris Hilton.
Esses roubos avaliados em milhões de dólares, diziam respeito a jóias, roupas, dinheiro, sapatos, quadros, acessórios e quando possível... carros!
 O filme é uma orgia de luxo, um luxo não acessível a todas as bolsas o que fazia com que alguns desses jovens roubassem para durante algumas horas se colarem à pele de pessoas algo inalcançáveis e por isso absolutamente desejáveis. S.Copolla mostra-nos uma sociedade em que jovens frente à internet e a  determinados motores de busca, seguem os passos dos seus ídolos, sabendo ao minuto onde os mesmos estão, as festas por si frequentadas, ganhando espaço e tempo para o assalto a essas casas que para os mesmos não passavam de megas lojas onde tudo estava à sua disposição bastando para isso trepar a um muro e empurrar uma porta.
 A cena das chaves debaixo do tapete é de antologia!E eu a pensar que isso era só nos filmes...parece que não...parece que há mesmo quem deixe as mesmas debaixo da porta e essa pessoa só poderia ser a ultra famosa Paris Hilton!Hilariante!
Um filme muito bom, com uma banda sonora excelente e  com bons jovens actores actores. Gostei muito da prestação de Ema Watson, que há muito que deixou para trás a sua imagem de jovem feiticeira  na série de filmes Harry Potter e tem vindo a ganhar um espaço próprio. O seu papel é fantástico, pois a mesma consegue conferir à sua personagem uma distanciação moral de tal ordem que saímos do cinema com a sensação que alguns desses jovens nunca tomaram nem nunca tomarão consciência da gravidade dos seus actos, o que não deixa de ser terrífico. Um filme imperdível!



terça-feira, agosto 06, 2013

Visão Nocturna

"Nightvision" é uma celebração do brilhantismo e diversidade da arquitetura que se encontra um pouco por toda a Europa. 36 cidades, 21 países, algumas das mais belas e emblemáticas obras europeias.Lindo!

quarta-feira, julho 31, 2013

Edward Wadsworth-A Praia

Agora que estamos em pleno verão e muita gente vai a banhos, nada melhor que aqui abordar este bonito quadro do pintor inglês Edward ,Wadsworth nascido  a 29 de Outubro de 1889 em Cleckheaton e falecido a 21 de Junho de 1949 em West Yorkshire. Nele alguns objectos náuticos estão reunidos em primeiro plano, contra um fundo de céu, mar e areia.
Neste quadro tudo nos faz lembrar  o mundo náutico , assim como o mesmo mostra a habilidade técnica e a precisão do pintor. Os mais pequeninos pormenores são pintados com grande minúcia e a difícil técnica da têmpera de ovo, criada pelo próprio pintor é utilizada de uma forma útil e com grande perfeição.
O imaginário destas fantásticas criações geométricas confere a quem aprecia esta obra um maior prazer intelectual do que a maioria das naturezas mortas. A obra de Wadsworth aproxima-se do Surrealismo graças as justaposições inesperadas  e à espantosa claridade híper realista.
Durante a 1ºª Guerra Mundial Wadsworth alistou-se na Royal navy, onde desenhou e pintou camuflagens para navios. Ora, vai ser este episódio marcante na sua vida que vai fazer com que o mesmo se apaixonasse pelo mar e pelos navios, temas recorrentes na sua obra. Para além, dos quadros e das gravuras, Edward Wadsworth também se dedicou à pintura de murais, nomeadamente para esse ícone marítimo, o paquete Queen Mary.
Esta magnifica obra denominada de "A Praia" é têmpera sobre linho e pode ser vista no Tate Gallery em Londres.No filme abaixo exposto poderão ver mais algumas obras deste espantoso pintor.

domingo, julho 28, 2013

Só Deus Perdoa

Um dos meus filmes preferidos e sobre o qual eu já aqui escrevi um post é o filme  "Disponível para Amar" do realizador  Kar Wai Wong. A estética deste filme, a sua história, envolvência, cenários, planos, história, diálogos, são para mim únicos dentro do panorama cinematográfico e não raras vezes dei por mim a pensar o quão difícil qualquer outro realizador criar uma obra que se assemelhasse a esta, visto que Disponível para Amar é um objecto, único, irrepetível, e mesmo quando vi o outro filme do realizador "2046" e apesar de vermos ali a mão do mesmo, senti que este último não era uma continuação do Disponível para Amar, como é voz corrente, mas sim um objecto muito...Kar Wai Wong,. sem a beleza (a meu ver) do Disponível para Amar.
 Eis então, que  surge agora nas salas de cinema o filme Only God Forgives, "Só Deus Perdoa", do realizador Nicolas Winding Refn, o mesmo do belíssimo filme Drive e de Valhalla Rissing.
A estética de Só Deus Perdoa,vai completamente ao encontro do da estética de Kar Wai Wong e do seu Disponível para Amar, só que aqui se quisermos ser mauzinhos estamos perante um disponível para matar, disponível para estropiar, disponível para derramar todo o sangue do mundo!
 Penso que ao realizar este estranho objecto cinematográfico que é Só Deus Perdoa Nicolas Winding Refn, quis talvez homenagear o realizador chinês, pois só assim se compreende aqueles planos, aquela ausência de diálogos, aqueles olhares, aqueles cenários. Aqui, no lugar de dois casais trocados e onde o amor anda por caminhos trocados, colocou uma mãe...e que mãe... uma magnifica Kristin Scott Thomas, que perto de Lady Macbeth, transforma esta última  numa santa de altar. Colocou como seu par um filho, o excelente Ryan Gosling, que percorre o filme assombrado pelo peso de ter nascido de um dos ventres mais negros que a história do cinema já nos mostrou.
Nada neste filme é fácil, é delicado, é frágil. À excepção das frágeis crianças que ali aparecem e que tudo observam com olhos esbugalhados, o que vemos são anjos vingadores, caídos uns em desgraça, amarrados a um eterno destino  sangrento e onde o clube de boxe acaba por ser  metáfora desse permanente estado de violência. Outros de espada na mão, deambulam pela cidade  de Banguecoque imbuídos de uma missão redentora e nesse aspecto a figura maior é de Vithaya Pansringarm, soberbo no seu papel, anjo redentor, anjo vingador que de um golpe só decepa vidas e com a mesma delicadeza com que chega a casa e aconchega a filha na cama.
Um filme estranho, magnífico, terrífico, com  actores em estado de graça. Está de parabéns o realizador, assim como a grande Kristin Scott Thomas, que paulatinamente se vai afirmando como uma das figuras grandes do panorama cinematográfico.
Como sempre adorei Ryan Gosling.
Um filme a ver. Eis o trailer.

sábado, julho 27, 2013

Dentro de Casa

Com realização de François Ozon, e  com as magnificas prestações de Fabrice Luchini, Ernst Umhauer, Kristin Scott Thomas, Emmanuell Seigner, "Dentro de Casa" (Dans la Maison) é um filme a não perder.
Dentro de Casa é um puzzle maravilhoso, intrincado, perverso, voyarista, terrífico na sua crueza/crueldade que nos mostra com grande maestra e deleite até onde o voyarismo do ser humano pode ir  e com a agravante desse voyarismo ser feito pelo olhar de um adolescente, o magnífico Ernst Umbauer,(Claude) que se não perder por caminhos fáceis e se se entregar nas mãos de bons realizadores terá uma carreira cinematográfica brilhante.Aliás o mesmo jovem actor esteve nomeado nos Césars (Óscares do cinema Francês) para melhor actor revelação.
 Depois de "8 Mulheres", "Suimming Pool" e "Potiche", o mais fraco de todos, eis de F.Ozon surge com um magnifico filme,  premiado no Festival de San Sebastían e que já recebeu o Prémio da Crítica Internacional. A  banda sonora é excepcional.
 Adorei!

sábado, julho 20, 2013

Cuidado com o que desejas!

Uma fábula moderna sobre como as aparências podem ser enganadoras: cuidado com o que desejamos, porque pode acontecer. Muito bonito

quinta-feira, julho 18, 2013

Lore

Há uma semana atrás fui ver a uma das salas  de cinema do  Corte Inglês( parece-me que o filme só está aí, o que é uma pena) um filme absolutamente extraordinário da realizadora australiana Cate  Shortland. O filme chamasse  Lore.
 Já premiado em festivais de cinema,   traça a história de Lore filha de nazis, que  no fim da guerra e com uma Alemanha dividida entre  norte americanos, russos, franceses, ingleses e tutti quanti, com mais 4 irmãos entre os quais um bebé de colo atravessa a Alemanha em busca da casa dos avós, saudosos e fervorosos nazis, pois só ali poderão encontrar alguma segurança.
A travessia dessa Alemanha devastada pela guerra vai ser ajudada pela personagem mais improvável, um jovem judeu que atraído pela misteriosa e triste Lore tudo faz para que este estranho grupo de irmãos consiga levar o seu propósito a bom porto. Talvez que não o faça só por isso, mas também para salvaguardar a sua própria sobrevivência, mas isso é de somenos, pois o que interessa à realizadora é mostrar como o racismo, a xenofobia e as ideias enraizadas desde cedo, podem interiorizar-se num ser humano e decidir as suas acções e a sua vontade. 
Todo o filme é belíssimo, como belíssimas são as imagens, pois  Cate Shortland tem extrema preocupação com a fotografia e isso sobressai no rosto dos irmãos e nas árvores daquela floresta negra que tudo escurece, e onde os pés descalços se vão enterrando e é precisamente nesta floresta negra  que Lore enterra o seu passado, posto que abandonada pelos pais que são presos ( a cena de despedida da mãe é das melhores que já vi em cinema) procura mesmo assim e muito altivamente ainda guardar alguns resquícios da vida que levavam quando o nazismo estava no seu apogeu.
 O filme é duro, como duro são os olhares as palavras atiradas e os actos de sobrevivência. Não há espaço para o amor e tudo se resume a andar para a frente pois parar ou hesitar pode significar a morte. Para mim a sobrevivência dos membro mais novo é a prova de que as crianças são de uma resistência ímpar perante as adversidades e só no olhar desencantado de Lore percebemos a tremenda perda dessas crianças abandonadas à sua sorte independentemente de serem ou não filhas de nazis. Estão todos irmanados na desgraça é nesse grupo de irmãos que vemos que a sobrevivência faz-se através da mais pura resistência à adversidade e essa resistência está encarnada no membro mais novo, o bebé que chega ao fim da viagem dando os primeiros passos para a vida. Muito bonito!
Um filme imperdível.

segunda-feira, julho 08, 2013

Miss Firestone

O que tem um pneu a ver com uma mulher nua? A menos que esse pneu seja em forma de gordura acumulada e  esteja situado acima do seu baixo ventre, mais propriamente entre os seios e a vagina, a resposta é...nada. Então porquê que nesta obra de Mel Ramos, figurinista e pintor norte americano e muito ligado à Pop Art vemos uma mulher nua agarrada a um pneu Firestone? Porque o que aqui se pretende e o que impera no âmbito publicitário é transformar a mulher num mero objecto de desejo sexual. De facto com a chegada da Pop Art, a Arte, viu-se invadida pelas imagens de anúncios publicitários que de há algum tempo invadiam os meios de comunicação.
Apesar de datada esta obra não deixa de nos fazer pensar.
 A mulher...esse eterno objecto de desejo sexual aparece tal como veio ao mundo e nas suas formas mais rústicas desperta desejos, fazendo  a ligação entre a vontade de posse e ostentação quanto mais não seja sobre a poderosa marca de um produto genuinamente norte americano.

terça-feira, junho 25, 2013

P.Picasso-O Pintor e a Modelo

O tema do pintor e do seu modelo foi frequente na maior parte dos artistas do século XX e Pablo Picasso não foi excepção, pois cultivou-o de forma ampla nos anos 20.
Estas interessantes representações mostravam a frequência quotidiana e a intimidade do ateliê do artista, onde os protagonistas trabalhavam, observavam o que tinham criado ou brincavam amorosamente. Nesta obra vemos o pintor separado da sua modelo pela tela.
 Esta domina a tela pela mancha branca que representa o seu corpo nu e algo disforme.
 A parte mais interessante é o seu rosto que irradia contentamento. O fundo são borrões mostrando que o que interessa a Picasso é a representação na tela da sua modelo. Uma tela estranha e fascinante!

sábado, junho 22, 2013

300-A Sequela

Como gostei muito do filme "300" retirado, da lindíssima  novela gráfica de Frank Miller e que foi um sucesso inesperado há alguns anos atrás, foi com agrado que vi que a sua sequela denominada de "300-Rise of na Empire vai chegar aos cinemas em Março de 2014.
Nessa sequela temos a acção a decorrer antes, durante e depois da do primeiro filme e o foco centra-se nas sequelas da Guerra de Termóplias onde pareceram os ditos 300 guerreiros de Esparta.
 Rodrigo Santoro volta a ser Xerxes e Eva Green é Artemísia . O novo filme, cujos detalhes ainda não foram inteiramente divulgados, deverá centrar-se na Batalha de Artemísio e ainda no passado de Xerxes, explicando como ele se tornou o Deus-Rei.
Esta sequela também se baseará numa BD de Miller, «Xerxes», que o próprio criou de propósito para o cinema e não foi ainda publicada. O  realizador desta sequela  é agora o praticamente desconhecido Noam Murro. Do primeiro filme regressam Lena Headey como a Rainha de Esparta, Rodrigo Santoro como Xerxes e David Wenham como Dilios, a que se juntam Sullivan Stapleton como Temístocles e Eva Green como Artemísia.A estreia internacional estava agendada para Agosto de 2013 mas foi recentemente adiada para Março de 2014.

terça-feira, junho 18, 2013

Mundo Culinário

Como estou em recuperação do problema de saúde que tive, passo muitas horas em casa e há pouco tempo dei comigo completamente 'apaixonada' pelos múltiplos programas de culinária que enxameiam  a televisão por cabo. São programas na sua maioria americanos ou ingleses e mostram-nos este mundo incrivelmente apelativo que é o da culinária. Sempre gostei de cozinhar e até penso que os meus quitutes são bastante apreciados por quem deles usufrui e por isso dei comigo a ver coisas que nem imaginava poderem ser feitas dentro de uma batedeira de bolos, num forno ou no bico de um fogão. Há programas e cozinheiros para todos os gostos. Há coisas muito interessantes e como tudo na vida... outras nem tanto. O que mais me atrai são os programas que nos fazem entrar no mundo maravilhoso da doçaria pois aqui há coisas maravilhosas. Passando à publicidade, o canal Food Network, faz-nos mergulhar em iguarias tão suculentas, tão inesperadas, tão interessantes e por vezes em cozinhados tão incrivelmente disparatados que quem os vê não pode deixar de pensar que de facto a comida é um mundo à parte. O que eu mais gosto de ver é o a rubrica "Unique Sweets" pois aqui por mais que a pessoas pensa que já viu tudo em matéria de doçaria, verifica com grande surpresa que os norte americanos adoram ser surpreendidos quotidianamente com novas pastelarias, novos quiosques de doces, novos  paladares, novidades fora do habitual, coisas surpreendentes, o que me leva a pensar que um negócio ali tem de estar sempre a inovar, posto o que hoje é a mais incrível novidade em matéria de doçaria amanhã pode ser substituída por outra que fazendo fé naquilo que vejo, para agradar apenas tem de ser surpreendente e dar a um público ávido de novidades o mais surpreendente donut, o  pequeno almoço mais estranho, o mais disparatado mas saboroso e vistoso gelado ou a mais suculenta e peganhenta tarte de frutas. A par dessa e de outras rubricas existe os concursos em que em meia hora os concorrentes têm de realizar refeições que levem um júri muito exigente a dar ao mais afoito e  original  dos cozinheiros um muito apetitoso cheque de 10 mil dólares.
 E no meio disto tudo há também um locutor de incrível figura e estridente voz que percorre a América num vistoso descapotável, procurando avidamente tascas, bares e drive ins, que sirvam os mais apetitosos e enormes humburguers, seus acompanhamentos e não só...que sirvam também aquilo que os americanos mais adoram: comida confortável e familiar! E não  é que noutro dia apareceu no programa  um restaurantezinho português a servir aos americanos, caldo verde e Bacalhau à Brás? Pois é! Incrível mesmo!!!
Estou rendida a este canal de televisão, verifico sem dúvida que a comida vende e vende bem!
Traz também alguma felicidade a quem os vê e obviamente a quem come muitas das iguarias que surgem nesses programas. Experimentem ver o "Iron Chef"e vejam o que é ter vontade de 'saltar' literalmente para dentro da televisão!
 Estes programas têm o seu público muito fiel, (na Holanda é dos programas mais vistos), têm boas audiências e sem querer ficamos  rendidos  a eles. Divertem-nos, aprendemos, desaprendemos, saciam a nossa fome de conhecimentos culinários, dão-nos a ver o que se come por este mundo fora, e sobretudo, fazem-nos ir para a cozinhar experimentar  novas receitas e rezar para que estas tenham um terço do lindo aspecto de algumas das  que nós acabamos de ver na televisão.
Aconselho vivamente a quem tem tempo e paciência! 

terça-feira, junho 11, 2013

China

Bonitas imagens sobre a China! Lindo!!!

segunda-feira, junho 03, 2013

Georges Rouault-Mulheres

Georges Rouault, pintor francês nascido a 27 de Maio de 1871 e falecido a 13 de Fevereiro de 1958, teve os seus primeiros contactos com a pintura deram-se na Escola de Artes Decorativas. Frequentava essa escola nos seus tempos livres, enquanto trabalhava como aprendiz no atelier de um mestre vidreiro. A obra deste pintor é agressiva, por vezes grosseira e o artista não foge a temas que mostram a degradação do corpo humano despojado de qualquer beleza física e até  moral .A obra que aqui aparece não foge a isso e nela podemos ver um grupo de mulheres pintadas por Rouault de uma forma antiestética e muito agressiva nas suas formas. O seu profundo sentimento católico (O calvário de Cristo é recorrente na sua obra), levou-o a representar as maldades que a prática sexual podia reproduzir .Assim,  nada melhor do que mostrar um prostíbulo onde podemos ver um grupo de mulheres representadas de forma grosseira e brutal, sem qualquer compaixão e beleza. Os seus corpos estão nus e neles não vemos qualquer sensualidade indiferenciadas na sua carnalidade, o que vemos é apenas e só  uma montra de mulheres nuas. Uma obra brutal e ao mesmo tempo extremamente cativante.  

sexta-feira, maio 24, 2013

The Doctor

The Doctor
Coloco aqui esta magnífica obra de Samuel Luke Fildes, intitulada de The Doctor,  e que pode ser vista no Tate Galery em Londres, para vos falar sobre a doença.
Eu não gosto muito de escrever sobre esse tema, e foi por isso que  para o suavizar gostei de colocar esta obra de Fildes que eu amo de coração, porque para mim ela resume a essência da  dor e da  doença,(a trágica morte de uma criança)  tal como a obra de Rembrandt A Lição de Anatomia do Dr Tulp, resume a morte e a pesquisa dos segredos do corpo humano.
Quanto   estamos debilitados física (como é o meu caso) e psicologicamente (espero não me ir abaixo mais do que aquilo que já fui) o tema tornasse recorrente na nossa mente e parece que nos domina por completo. Vivemos para a dor e o que queremos é pôr-nos saudáveis outra vez, fazer aquilo que vemos os outros fazer, e é nesses   momentos de dor e de debilidade que, (como sempre acontece!!!) nos lembramos do tempo em que éramos cheios de saúde e das coisas que fazíamos sem qualquer custo.
 Para se morrer só basta estar vivo, e para se ficar doente só basta estarmos cheios de vitalidade!
 De facto de um momento para o outro, ficamos prostrados, sem qualquer força, cheios de febre e o corpo não obedece à nossa mente. O facto de termos de sair da cama ou do sofá onde nos enterramos, é um pavor, comer algo de muito custoso, fazer a higiene um trabalho insano e até o diálogo com os outros um sacrifício imenso.
Depois, quando a nossa debilidade nos leva a uma cama do hospital como foi o meu caso e dessa cama do hospital saltamos para uma mesa de operações é que vemos que não somos nada. O medo da morte apodera-se de nós, e quando estamos em recuperação, a entrada de um médico no nosso quarto é temida, pois só pensamos que o mesmo nos trará más notícias e só sossegamos quando nos dizem que tudo se vai recompor e que temos que seguir à risca todas as prescrições médicas.
Essas prescrições passam por carradas de medicamentos,(viva a medicina moderna!) injeções, fisioterapias...enfim uma série de coisas que nos ocupam todo o tempo e nos deixam esgotados.
 Estou na fase da recuperação lenta. Estou na fase dos medicamentos, das fisioterapias, das idas a consultas hospitalares, onde apenas vemos rostos cheios de ansiedade, de dor, de infinita paciência, misturada com generosas doces de cansaço e ansiedade.
Estou na fase de querer que tudo isso passe que o tempo seja generoso e que passe rápido e que por fim possa ouvir dizer que estou bem e que a medicação será reduzida ou até retirada de vez.
Ainda irá levar muito tempo, os órgãos quando debilitados levam o seu tempo a sarar, tudo tem que ter um tempo e este não se compadece com as minhas impaciências. Tenho a certeza que irei ficar bem e irei fazer tudo para que isso aconteça, terei é que contar comigo ,com  os médicos, com os hospitais, com os meus familiares e com todos os que me estão mais próximos. Contarei com a presença de Deus, pois sou crente e é nesses momentos que vemos que um pouco de crença e de fé ajudam muito.
Deus é Pai, Deus é Grande!

terça-feira, maio 21, 2013

Lisboa

Clique e deixe rodar os 365º. no automático
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QUANDO ABRIR A PÁGINA VEJA NO FIM DE TUDO E  ESCREVA O PINTOR QUE QUEIRA PROCURAR ou o quadro que mais lhe  agrade...
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sábado, abril 27, 2013

Puberdade-Edvard Munch

Nesta obra do grande pintor norueguês Edvard Munch, vemos que há um rompimento a nível conceptual ou mesmo formal com a representação mais ou menos idealizada do nu.
Nesta tela E. Munch representa uma adolescente sentada quase na ponta da cama a olhar para nós com grandes olhos muito expressivos e a espera não sabemos bem de quê.
 A sombra que aparece à direita da tela, o olhar fixo e a posição decorosa das pernas e dos braços da rapariga indicam-nos que ao mesmo tempo ela receia por algo. Talvez receie  o despertar da sua própria sexualidade, que em E. Munch sempre foi sinónimo de medo, sofrimento e destruição.
Esta bonita tela e algo misteriosa tela  denominada de Puberdade foi realizada por volta de 1894/95 e pode ser apreciada na Galeria Nacional de Oslo. 

Edvard Munch-Auro-retrato

quinta-feira, abril 25, 2013

Bom Feriado

Para todos os meus leitores em Portugal, desejo a todos um bom feridado de Liberdade.Não ando bem de saúde, e não é este ano que irei sair para comemorar com tantas outras milhares de pessoas.
Contudo,  a todas essas pessoas um desejo....Força Camaradas!
Não resisto a colocar aqui um imagem icónica.

domingo, abril 21, 2013

Design

Pierre Lota mostra como se transformam velhos objetos inúteis em algo útil ou decorativo - em menos de um minuto cada. Que imaginação!

quarta-feira, abril 10, 2013

Amadeo Modigliani-Reclining nude with Left Arm Resting on Forehead

Ao grande pintor (um dos meus preferidos) Amadeo Modigliani, não interessa representar o ambiente que rodeia a figura, mas apenas a beleza complacente do nu, muitos deles ( ou quase todos )frontais.Por essa razão, coloca o corpo feminino num primeiro plano, invadindo o espaço de espectador e obrigando-nos a olhar e a apreciar o corpo dessas mulheres, que olham para nós, com bonomia e algum atrevimento.

terça-feira, abril 02, 2013

My Dreamlapse

Retratos da beleza singular da natureza montados com animação 3D num soberbo timelapse de Marek Sikorski: 'My Dreamlapse'. Lindo!

domingo, março 31, 2013

Feliz Domingo de Páscoa

A TODOS OS MEUS LEITORES, QUE TENHAM UM BOM DOMINGO DE PÁSCOA. BJINHOS

quarta-feira, março 27, 2013

Os Nossos Cartões

As nossas carteiras estão cheias de cartões. Há para todo o gosto. Esses cartões vão desde os que nos proporcionam tirar dinheiro nos multibancos(caso lá tenhamos algum)  fazer pagamentos e outras coisas mais, passa pelos cartões de crédito e vão morrer nos inúmeros cartões que super e hipermercados nos dão para com eles nos fidelizarmos e gastarmos o que temos e não temos. Há cartões de perfumarias, boutiques, bombas de gasolina, grandes superfícies de venda a retalho, cartões de restaurantes (acho que agora não há restaurante de Centro Comercial que não nos dê um cartão para as mãos) passando pelo das lojas de comida saudável, comida não muito saudável... terminado em cartões que se formos a ver nem sabemos porque os temos e para quê que servem!
Esses pequenos pedaços de papel ou de plástico enchem-nos a mala, a carteira e muitas vezes a paciência, posto que quando entramos numa loja e perguntam por ele, lá vamos nós dar voltas e voltas  à carteira a ver se o encontramos. Invariavelmente tiramos todos e o que queremos é sempre o último, pelos menos a mim acontece isso frequentemente.
 Lá entregamos o cartão, o funcionário/a põe um carimbo ou assinatura, ou passa a banda magnética pela máquina registadora   e o dito volta  para a carteira, até estar cheio ( invariavelmente passa um horror de tempo) e recebermos um qualquer prémio que passa por uma refeição grátis, um objecto qualquer , uma lavagem de carro,um creme para o rosto, uma máscara facial, ou compras grátis etc, etc.
 Há dias fiz anos e logo pela manhã comecei a receber não os parabéns porque os meus amigos e conhecidos ainda dormiam, mas sim promoções que me eram oferecidas por 'esse dia ser muito  especial' (palavras expressas nas ditas mensagens!).Para que eu usufruisse dessas magnificas vantagens   teria de me deslocar a essas lojas e lá gastar uma determinada quantia sendo depois presenciada com algo. Até uma revisão de pneus eu tinha direito, desde que gastasse uma irrisória  quantia,coisa  que achei um pouco despropositada. Ir ver  pneus nesse dia!Na!!!!
 Manias minhas!!!
Quando eu julguei que já tinha todos os cartões que necessitava para a minha putativa felicidade  eis que um supermercado que tinha como slogan " nem cartões nem complicações"...lembram-se disso????faz a sua entrada nesse mundo e ofereceu-me hoje um  cartãozinho para as mãos.
A pouco amável funcionária que me atendia no dito supermercado ao dar-mo fez logo a recomendação que o mesmo não funcionava a menos que eu o activasse para um número 808... ou no site do respectivo cartão. Avisou-me também ( com um ar entediado de quem repetia isso pela milésima vez!) que ele dar-me-á descontos numa cerrta   gasolineira de letras verdes e com ele ganharei mais pontos se...e há sempre um se...fizer comprar num determinado montante. E enquanto ela falava, eu só pensava:"Também tu Brutus?" Pois é... também tu!
E assim paulatinamente todas as lojas nos vão dando cartões, procuram fidelizar-nos, tentam que gastemos, gastemos, gastemos.....
É  a insanidade total...
O que é certo é que lá coloquei o cartão na minha carteira e o mesmo  lá está fazendo companhia aos outros. Um dia destes irei dar uma volta aos mesmos e tenho a  certeza que alguns são de casas que já nem existem, ou já nem servem para nada porque nunca os utilizei nem os utilizarei.
 Guardarei tudo numa caixinha e um dia irá tudo para reciclagem.
É o ciclo de uma vida vivida numa sociedade completamente tresloucada!
 E viva o consumismo!
 

terça-feira, março 19, 2013

Um Bom Spot Publicitário

Esses chatos e os seus tablets. Divertido spot publicitário de uma marca de papel higiénico. Muito bom anúncio!
 

segunda-feira, março 11, 2013

El Greco-Cristo Segurando na Cruz

A beleza, sensibilidade e grande espiritualidade que emana desta belíssima pintura conseguiu na altura uma enorme aceitação, alcançando assim o pintor o objectivo que pretendia ao representar Cristo na cruz.A sua arte ao serviço da Contra-Reforma religiosa espanhola, caracterizou-se por um estilo maneirista muito pessoal. O pintor realizou diferentes versões deste tema, existindo uma obra muito semelhante a esta no Museu do Prado em Madrid. O que aqui vemos é a imponente figura de Cristo com a cruz, que recebe uma luz branca mística, que realça de uma forma muito notória o seu rosto e as suas mãos sobre um fundo tempestuoso. De facto as agitadas e ameaçadoras nuvens de tonalidade cinzenta conferem um carácter visionário à composição.
Quanto à imagem  de Jesus,apesar das suas vestes amplas, podemos mesmo assim apreciar o cânon alongado da figura que se converteu numa particularidade do estilo do mestre. A coloração é claramente influenciada pelos artistas venezianos, principalmente do grande Ticiano e Tintoretto.
Por sua vez a coroa de espinhos, iluminada por uma luz procedente do céu, confere um aspecto sobre natural à figura. As mãos estilizadas de Jesus Cristo adoptam uma posição muito característica das obras de El Greco. Realça-se o facto de a  união dos dedos indicador e anelar ser  um traço muito particular do artista, que se encontra presente em muita das suas pinturas.
Esta esplêndida obra denominada de Cristo segurando na Cruz, é um óleo sobre tela e pode ser visto no Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.

terça-feira, março 05, 2013

48 Olhares

48 filmes, 48 olhares: impressionantes, expressivos, penetrantes, olhos que dizem tudo sem palavras... Muito bonito!

segunda-feira, março 04, 2013

Bom Spot Publicitário

Afinal há sempre boas raxzões para se beber um copo de leito. Engenhoso spot publicitário, muito premiado em vários festivais e que de uma forma muito original incentiva o pessoal a beber leite. Muito Engraçado!
 

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Amour

Se houvesse justiça na atribuição de prémios da Academia, para mim, o grande vencedor dos Oscares seria o filme Amour do realizador austríaco  Michael Haneke. Ganharia na categoria de Melhor Filme, melhor Realizador, melhor Actor, melhor Actriz, melhor Som, Argumento, etc.
Amour é um filme belíssimo, comovente, duro, triste, enfim...nem tenho adjectivos para o qualificar. Quando há uns tempos largos o fui ver nem consegui aqui escrever sobre ele. Saí do cinema tão triste, tão chorosa que nem fui capaz de exprimir por palavras o que me ia na alma. Só pensava como é que alguém pode ter tanta sensibilidade para realizar algo tão comovente!
 E que belos actores!
 Emmanuelle Riva,  vai tão bem! E o que dizer de Jean-Louis Trintignant? Que excepcionais actores a França tem!
O filme saiu da última cerimónia dos Óscares com o mais do que merecido prémio de Melhor Filme Estrangeiro, coisa pouca para um filme que ganhou nos E.U.A. o prémio para melhor filme pelos críticos cinematográficos e vem somando prémios por todos os festivais de cinema.
Obviamente um filme não vale pelos prémios que recebe ( e isso verificou-se neste domingo quando foram atribuídos prémios que a meu ver  não são merecidos) mas o Amour  fica a milhas de distâncias de muitas obras que se estrearam no ano transacto e que foram premiadas sem eu perceber bem porquê a não ser pelo critério de serem filmes feitos nos Estados Unidos e com a bênção dos grandes estúdios.
M.Haneke já nos tinha presenteado com A Pianista e ali já podíamos ver que estavamos a lidar com um realizador fora de série, um homem que deve aplaudido em pé muito merecidamente.
Com este post faço a minha homenagem a um filme que para mim irá perdurar para sempre como uma obra prima do panorama cinematográfico.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Veneza

ABonita Cidade de Veneza vista num dia!Lindo!

sábado, fevereiro 16, 2013

As Idades e a Morte

A forma nua ou corpos nus foram frequentemente utilizados através da mitologia para expressar alegorias de diferente natureza.
 Como podemos aqui ver na obra do pintor alemão  Hans Baldung Grien há uma interpretação alegórica da passagem do tempo através de nus.
Da criança deitada no chão ao  corpo firme e jovem, passado pelo da plena decrepitude, atingimos a morte inexorável.
Esta última segura uma ampulheta símbolo da passagem implacável do tempo a que ninguém escapa. As três figuras estão entrelaçadas e a figura da mulher mais velha segura firmemente com uma mão  o manto da mais jovem e com o outro braço agarra-a pelo ombro. Por sua vez a morte segura-a firmemente.
Ao pintor não interessou a paisagem, esta resume-se a meros borrons por detrás das imagens.
O seu objectivo era retratar cruamente aquilo que somos e no que terminamos. Ninguém escapa, a vida é uma passagem para os braços da  morte, e quando damos conta... estamos à beira dela!
Somos seres muito frágeis e essa nossa  fragilidade reflete-se na figura que representa a morte. 
Na minha modesta opinião, considero que Hans Grien oferece à história da arte um dos nus mais repulsivos e decrépitos de toda a história do século XVI!
É  uma tela estranha mas não deixa de ser extremamente atraente.
 Este óleo sobre madeira pode ser visto no Museu do Prado e foi realizado pelo pintor por volta de 1547.
 

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Paperman


O Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação parece ter já um favorito à partida: «Paperman», que estreou a anteceder «Força Ralph» e que a Disney decidiu colocar gratuitamente on-line para aumentar as hipóteses de vitória.
Num ano mais imprevisível que o habitual em termos de vitórias na cerimónia de entrega dos Óscares, as categorias de animação parecem estar cada vez mais a encaminhar-se para ir parar às mãos da Disney. A julgar pelos prémios que já foram atribuídos, do lado das longas-metragens a estatueta deverá ir para Força Ralph ou «Frankenweenie, ambas produzidas pelo estúdio da Disney.
No lado das curtas animadas, a Disney decidiu aumentar as suas hipóteses e disponibilizou gratuitamente on-line o filme «Paperman», que está cada vez mais a tornar-se o favorito à vitória, pelo menos tendo em conta as partilhas e comentários positivos que tem recebido na internet. Como as votações arrancam a 8 de fevereiro, os votantes da Academia dificilmente serão imunes a isso.
«Paperman» é realizado por John Kars e utiliza uma nova tecnologia chamada «Meander», que sobrepõe desenhos feitos à mão a cenários e volumes criados digitalmente, para dar uma aparência de profundidade singular a imagens bidimensionais.
Os outros nomeados à categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação, este ano totalmente dominada por produções norte-americanas, são «Adam and Dog», de Minkyu Lee, «Fresh Guacamole», de PES, «Head over Heels», de Timothy Reckart, e «The Longest Daycare», de David Silverman, a curta dos Simpsons que antecedeu no cinema «A Idade do Gelo: Deriva Continental».
Segue o link do filme.
http://youtu.be/mM6cLnscmO8

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Adeus minha Cadelinha

Só hoje me sento capaz de exprimir a  imensa dor e  o grande  sentimento de perda que sinto por  um animal que viveu comigo durante 14 anos.Chamava-se Rebeca, mais conhecida pelos meus vizinhos e amigos por "bequinha" , ou "a doida".  Exceptuando as vezes que ficou em casa de amigos devido a viagens por mim realizadas, sempre, e repito, sempre me foi esperar à porta quando eu chegava a casa.Ficava tão satisfeita!
 Este não é o primeiro post que eu escrevo dedicado a ela, será apenas e só o último, porque fecharei esta porta e ela será uma recordação viva no meu coração enquanto eu viver. Escrevo este post com as lágrimas a correrem pelo meu rosto,  e sinto que tem que ser mesmo assim, posto que só deste modo posso fazer a catarze que tem estado contida em mim desde o passado dia 23 quando tive que ir com ela ao veterinário para se dar termo ao sofrimento de um animal que simplesmente desistiu de viver devido às dores dos tumores que lhe foram tomando conta do corpito, pela cegueira devido às malditas cataratas e pela surdez devido à  safada da velhice.
 Deitou-se na sua caminha e já não se quis levantar mais. A muito custo tentava ir à porta receber-me mas imediatamente e após roçar-se por mim, lentamente ia deitar-se e com as patitas colocadas sobre o focinho assim ficava, dormitando e gemendo baixinho quase com medo de estar a incomodar envergonhada por não ser mais aquela cadela que tantas loucuras fazia!
 Não sofreu na hora da despedida, dormiu com a injecção e nos meus braços se foi. Fico com as suas fotos, a sua coleira e a trela roída por traquinices quando era jovem e cheia de garra. Era uma Fox Terrier, muito doida, corria que se danava, ladrava forte e feio. Era maluca por passeios no campo, corria atrás de gatos e de outros cães, nunca fugia a uma boa briga. Era também muito asseada, e quando não o era refugiava-se debaixo da minha cama e ali se quedava durante horas,espreitando de vez em quando e fazendo olhinhos de "carneiro mal morto". Depois, quando achava que já ninguém se lembrava da sujeira, aparecia de mansinho e enrolava-se nos nossos pés.
Era também muito esperta.Quando tinha que tomar comprimidos cerrava os dentes e ali não entrava nada! Só a vencíamos enganando-a com pedaços de maças ou de peras (que ela adorava) onde dentro estava a medicação.
Teve 7 filhotes. Seis machos e uma fêmea a Daisy, tão doida como ela e por isso a que mais gente quis.Foi boa mãe. Ficou sem eles, levados por vários donos. Não se danou comigo,  e parecia compreender que eu não podia ficar com toda aquela prole.
Era branca, castanha e preta. Tinha uns olhos muito bonitos e vivos.Era muito pestanuda, parecia uma actriz, era vaidosa e às vezes uma parvalhona! Era uma bela cadelinha, era a minha Rebequinha, a minha amiga, a minha menina. Foi-se e com ela a certeza de que foi bem tratada, durante os anos que aqui esteve.Desde a semana passada que por vezes dou comigo à tua procura pela casa, e vou chamar-te para ir à rua...mas depois é que me lembro que já cá não estás! Que dor, que pena!
 Este post é para ti minha grande amiga. Fica bem, brinca bastante onde agora estás, no "céu dos animais". Ficas comigo em recordação, terei sempre de ti boas recordações. Foste uma boa e bonita cadelinha!
Adeus Rebeca.

sexta-feira, janeiro 18, 2013

0030-A Hora Negra

Perturbador, violento, tenso, triste, pesado, tortuoso, sangrento...e sobretudo sublime são os adjectivos que posso qualificar  este 00:30 A Hora Negra/ Zero Dark Thirty  de Kathryn Bigelow, a realizadora do multi-premiado "The Hurt Locker"/ "Estado de Guerra" e a primeira mulher a ganhar um Óscar da Academia. Aclamado pela crítica norte americana (sem deixar contudo de referir que as criticas mais contundentes vieram da escritora Naomi Wolf que escrevendo a K.Bigelow considerou-a  "tal como Riefenstahl uma grande artista mas a partir de agora será lembrada para sempre  como uma serva da tortura", o filme com uma duração de quase 3 horas traça o percurso de operacionais da CIA em busca do homem mais procurado do mundo:OBL:Osana Bin Laden. Encabeçados por uma mulher, Maya de seu nome,mas mais conhecida entre os seus pares por The Killer, incansável na sua obsessão quase messiânica de encontrar aquele que para ela é a encarnação do mal e num papel que devia dar a Jessica Chastain o Oscar de Melhor Actriz em Drama, este A Hora Negra faz-nos reflectir sobre os caminhos da maldade e em que às páginas tantas já não conseguimos distinguir quem afinal é pior, se aqueles que perpectuam actos terroristas em nome de um fundamentalismo quase sem nome, ou os que  procurando evitar tais actos de pura insanidade ideológica vão ainda mais longe, cobertos pela capa da legalidade e legitimados por governos que escondendo campos de tortura dentro das suas fronteiras tudo fazem para que em nome de uma suposta liberdade possamos dormir em paz. Um filme estranhamente belo apesar de nos fazer mergulhar durante horas na mais pura maldade e violência de que o ser humano é capaz.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Ingres e Chasseriau

Trago-vos hoje aqui, duas obras de dois grandes pintores que retratam mulheres fazendo a sua higiene, estando as figuras centrais rodeadas de outras mulheres que as servem. A primeira obra é do pintor francês Jean-Auguste Dominique Ingres, mais conhecido apenas por Ingres nascido em  a 29 de Agosto de 1780 em Montauban e falecido a 14 de Janeiro de 1867 em Paris.É conhecido um certo fascínio que o mundo oriental exerceu sobre os artistas de meados do século XIX e um dos motivos que mais despertou a sua imaginação foi o banho ou os lavabos, como aqui podemos ver na obra de Ingres. Esta portentosa obra pode ser considerada o culminar de uma longa série de banhistas que o artista cultivou ao longo da sua carreira. As figuras centrais são uma série de  uma mulher de pele muito branca que em poses lascivas e algumas de olhar ausente são agraciadas por outras de pele mais escura que tratam delas e as deleitam, tocando instrumentos musicais como é o caso da mulher que está de costas para o espectador.Uma dessas servas perfuma o cabelo de uma dessas mulheres que de braços cruzados tem um olhar ausente e algo triste. São figuras quase estáticas paradas no tempo, vivendo um momento muito próprio, alheadas de tudo e de todos.O mais estranho é que a luz incidindo sobre as costas da que toca um instrumento musical dá luminosidade à cena e é a única que parece viva e que a qualquer momento se irá virar e encarar-nos.Este Banho Turco  é uma obra estranha mas ao mesmo tempo fascinante.
 
A segunda obra que aqui surge, é do pintor francês  Théodore Chassériau nascido em El Limón, Samaná, actual   República Dominicana.Tal como Ingres também aqui a arte orientalista surge no seu apogeu, reflectindo nela os costumes, com muitas variantes que iam desde os banhos, as odaliscas passando pelas escravas, os mercados etc. Chasseriau reinicia a temática iniciada por Ingres e integra-a dentro de um ambiente árabe de extraordinária riqueza cromática e de luminosidade. Aqui ao contrário da obra anterior dominam os vermelhos e verdes, as cores quentes que Ingres não ousa usar. Há mesmo na pose desta mulher um olhar ousado e, ela encara-nos usando o seu belo corpo como arma. As servas que a servem neste serralho também são vivas, o seu olhar é quente e a que abre uma espécie de baú é volumosa e dessa arca tira roupas coloridas e ricamente trabalhadas. A figura negra que lhe limpa as costas apesar de apenas quase ser um borrão de tinta tem boas formas e sentimos o movimento que ela faz na sua tarefa servil. Este Banho no Serralho faz-nos descobrir possibilidades muito românticas deste mundo fantástico que é o mundo da pintura orientalista.Duas obras magníficas.

Os 38 filmes do Fim do Mundo

Se está a ver esta compilação, o mundo (ainda) não acabou.
Os 38 filmes do Fim do Mundo:
(1) 2012 (2) Armageddon (3) Deep Impact (4) The Rapture (5) The Day After Tomorrow (6) The Road (7) Terminator 2: Judgment Day (8) Independence Day (9) Children of Men (10) The Matrix (11) Blindness (12) Day of the Dead (13) 28 Weeks Later (14) Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (15) 4:44 Last Day on Earth (16) The Day After (17) Last Night (18) Beneath the Planet of the Apes (19) Kaboom (20) A Boy & His Dog (21) Delicatessen (22) I Am Legend (23) Planet of the Apes (24) Resident Evil (25) Night of the Living Dead (26) Miracle Mile (27) Save The Green Planet (28) Vanishing on 7th Street (29) The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy (30) Knowing (31) Zombieland (32) Dead or Alive: Hanzaisha (33) Seeking a Friend for the End of the World (34) Sunshine (35) The Quiet Earth (36) WALL·E (37) On the Beach (38) Melancholia.
 

Pintura Corporal


segunda-feira, janeiro 14, 2013

Paperboy-Um Rapaz do Sul

Passando quase despercebido em Portugal, mas fazendo salas cheias de espectadores, eis que fui ontem ver este PaperBoy-um Rapaz do Sul, do realizador Lee Daniels, o mesmo que já tinha feito esta pequena obra de arte que é  Precious. Aqui temos um filme totalmente passado no sul dos Estados Unidos, numa realidade bem conhecida do realizador, mas que a mim me surpreendeu totalmente, posto que algumas daquelas vidas ali retratadas pouco se distinguem da pura animalidade.Este Paperboy passada nos anos sessenta, retrata uma história de violência demencial servida por actores tão inesperados como uma Nicole Kidman nos antípodas do que estamos habitualdos a ver (a caracterização da actriz é merecedora de um prémio e a mesma de um Óscar quanto mais não fosse na categoria de actriz secundária), vemos um Zac Afron distanciado dos papeis de rapaz de carinha laroca e um valor seguro desde que encontre bons papeis e bons realizadores, temos um Matthew McConaughey, cada vez melhor num papel de jornalista cheio de mágoas, segredos obscuros e completamente torturado por uma reprimida homossexualidade,  e por fim um John Cusack absolutamente fantástico no papel de um cadastrado de fazer tirar o sono a um santo e de nos fazer arrepeiar a espinha cada vez que aparece em cena.
Não posso deixar de referir que todo o filme vai sendo narrado por uma inesperada Macy Gray(sim, é essa mesma... a cantora!) num registo absolutamente irresistível.Partindo de um fait divers muito típico de certas regiões dos E.U.A.  há de tudo um pouco nesta excelente obra cinematográfica e sobretudo, faz-nos ter sempre presente  tem um ditado que diz: "Quem semeia ventos colhe tempestades" e que tempestades!
Um filme muito bom, que nos dá a conhecer modos de vida totalmente ao arrepio  daquilo que estamos habituados a ver em obras cinematográficas americanas, um filme feito  um tanto ou quanto à  margem do maistream e que contudo é merecedor de toda a atenção quanto não seja porque ver Nicole Kidman a simular um acto sexual vale todo o dinheiro que damos pelo bilhete. Magnífico!

Globos de Ouro

Este ano os Globos de Ouro tiveram no meu ver premiados algo inesperados.Esperemos que os Oscares sejam melhor distribuidos, comtemplando com mais prémios o portentoso Lincoln que tem estreia para breve em portugal. A surpresa maior foi para mim o filme Argo ter ganho o melhor filme na categoria de drama e melhor realizador.Amour ganho como era de esperar o prémio de melhor filme estrangeiro.Fui vê-lo ontem e amei-o do princípio ao fim. Um grande filme, um grande realizador , uma obra prima. Triste, lindo, visceral....de partir o coração.
CINEMA
Best Motion Picture - Drama
"Argo"
"Django Unchained"
"Life of Pi"
"Lincoln"
"Zero Dark Thirty"


Best Motion Picture - Comedy Or Musical
"The Best Exotic Marigold Hotel"
"Les Miserables"
"Moonrise Kingdom"
"Salmon Fishing in the Yemen"
"Silver Linings Playbook"


Best Performance by an Actress in a Motion Picture - Drama
Jessica Chastain - "Zero Dark Thirty"
Marion Cotillard - "Rust and Bone"
Helen Mirren - "Hitchcock"
Naomi Watts - "The Impossible"
Rachel Weisz - "The Deep Blue Sea"


Best Performance by an Actor in a Motion Picture - Drama
Daniel Day-Lewis - "Lincoln"
Richard Gere - "Arbitrage"
John Hawkes - "The Sessions"
Joaquin Phoenix - "The Master"
Denzel Washington - "Flight"


Best Performance by an Actress in a Motion Picture - Comedy Or Musical
Emily Blunt - "Salmon Fishing in the Yemen"
Judi Dench - "The Best Exotic Marigold Hotel"
Jennifer Lawrence - "Silver Linings Playbook"
Maggie Smith - "Quartet"
Meryl Streep - "Hope Springs"

Best Performance by an Actor in a Motion Picture - Comedy Or Musical
Jack Black - "Bernie"
Bradley Cooper - "Silver Linings Playbook"
Hugh Jackman - "Les Miserables"
Bill Murray - "Hyde Park on Hudson"
Ewan McGregor - "Salmon Fishing in the Yemen"


Best Performance by an Actress In A Supporting Role in a Motion Picture
Amy Adams - "The Master"
Sally Field - "Lincoln"
Anne Hathaway - "Les Miserables"
Helen Hunt - "The Sessions"
Nicole Kidman - "The Paperboy"


Best Performance by an Actor In A Supporting Role in a Motion Picture
Alan Arkin - "Argo"
Leonardo DiCaprio - "Django Unchained"
Philip Seymour Hoffman - "The Master"
Tommy Lee Jones - "Lincoln"
Christoph Waltz - "Django Unchained"


Best Director - Motion Picture
Ben Affleck - "Argo"
Kathryn Bigelow - "Zero Dark Thirty"
Ang Lee - "Life of Pi"
Steven Spielberg - "Lincoln"
Quentin Tarantino - "Django Unchained"


Best Screenplay - Motion Picture
"Zero Dark Thirty" - Mark Boal
"Lincoln" - Tony Kushner
"Silver Linings Playbook" - David O. Russell
"Django Unchained" - Quentin Tarantino
"Argo" - Chris Terrio

Best Original Score - Motion Picture
"Life of Pi" - Mychael Danna
"Argo" - Alexandre Desplat
"Anna Karenina" - Dario Marianelli
"Cloud Atlas" - Tom Tykwer, Johnny Klimek and Reinhold Heil
"Lincoln" - John Williams


Best Original Song - Motion Picture
Monty Powell, Keith Urban - "For You" - from "Act of Valor"
Jon Bon Jovi - "Not Running Anymore" from "Stand Up Guys"
Taylor Swift, John Paul White, Joy Williams and T Bone Burnett - "Safe & Sound" from "The Hunger Games"
Adele, Paul Epworth - "Skyfall" from "Skyfall"
Alain Boubil, Claude-Michel Schonberg - "Suddenly" from "Les Miserables"


Best Animated Feature Film
"Brave"
"Frankenweenie"
"Hotel Transylvania"
"Rise of the Guardians"
"Wreck-It Ralph"


Best Foreign Language Film
"Amour" (Austria)
"A Royal Affair" (Denmark)
"The Intouchables" (France)
"Kon-Tiki (Norway / UK / Denmark)
"Rust and Bone" (France)


TELEVISÃO

Best Television Series - Drama
"Boardwalk Empire" ''Breaking Bad"
''Downton Abbey"
''Homeland"
"The Newsroom"


Best Television Series - Comedy Or Musical
"The Big Bang Theory"
''Episodes"
''Girls"
''Modern Family"
"Smash"


Best Performance by an Actress In A Television Series - Drama
Connie Britton - "Nashville"
Glenn Close - "Damages"
Claire Danes - "Homeland"
Michelle Dockery - "Downton Abbey"
Julianna Margulies - The Good Wife"


Best Performance by an Actor In A Television Series - Drama
Steve Buscemi - "Boardwalk Empire"
Bryan Cranston - "Breaking Bad"
Jeff Daniels - "The Newsroom"
Jon Hamm - "Mad Men"
Damian Lewis - "Homeland"


Best Performance by an Actress in a Television Series - Musical or Comedy
Zooey Deschanel - "New Girl"
Julia Louis-Dreyfus - "Veep"
Lena Dunham - "Girls"
Tina Fey - "30 Rock"
Amy Poehler - "Parks and Recreation"


Best Performance by an Actor in a Television Series - Musical or Comedy
Alec Baldwin - "30 Rock"
Don Cheadle - "House of Lies"
Louis C.K. - "Louie"
Matt LeBlanc - "Episodes"
Jim Parsons - "The Big Bang Theory"


Best Mini-Series Or Motion Picture Made for Television
"Game Change"
"The Girl"
"Hatfields& McCoys"
"The Hour"
"Political Animals"


Best Performance by an Actress in a Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Nicole Kidman - "Hemingway & Gellhorn"
Jessica Lange - "American Horror Story: Asylum"
Sienna Miller - "The Girl"
Julianne Moore - "Game Change”
Sigourney Weaver -"Political Animals"


Best Performance by an Actor in a Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Kevin Costner - "Hatfields & McCoys"
Benedict Cumberbatch - "Sherlock (Masterpiece)"
Woody Harrelson - "Game Change"
Toby Jones - "The Girl"
Clive Owen - "Hemingway & Gellhorn"


Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Hayden Panettiere - "Nashville"
Archie Panjabi - "The Good Wife"
Sarah Paulson - "Game Change"
Maggie Smith - "Downton Abbey" (season 2)
Sofia Vergara - "Modern Family"


Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Max Greenfield - "New Girl"
Ed Harris - "Game Change"
Danny Huston - "Magic City"
Mandy Patinkin - "Homeland"
Eric Stonestreet - "Modern Family