Habituada há vários anos a ver as comédias europeias de Woody Allen, e detestando a última este objecto cinematográfico disparatado que dava pelo nome de Para Roma com Amor, foi com agrado que vi ontem este Blue Jasmine, a última obra deste realizador norte americano que resolveu voltar às suas origens e prendar-nos (a acção passa-se entre Nova Iorque e São Francisco) com uma filme em que a estrela maior é uma incrível Cate Blanchett. Esta última, num papel muito difícil, mas que a mesma desempenha de uma forma soberba, revisita um clássico do cinema, Um Eléctrico Chamado Desejo,(que a mesma já representou várias vezes em teatro) e entre lampejos de uma trágica Blanche Dubois, muito xanax, muita mentira, muito álcool, muita arrogância e soberba, muito ressabiamento, traça o destino de uma personagem tão trágica e tão patética que a páginas tantas nos faz desejar que alguém tenha caridade e a interne imediatamente num qualquer hospício mais à mão. Estamos perante um Woody Allen, mais sombrio, as suas personagens aqui já não gracejam, a vida está dura para todos, as riquezas aparecem e desaparecem num ápice, (o caso Bernie Madoff é aqui uma constante) especula-se com o dinheiro de terceiros com a mesma facilidade com que se compram aviões ou uma bonita pulseira de diamantes, o que hoje é verdade amanhã é a mais pura das mentiras, há enganos, traições, inverdades, e no fim só resta um banco de jardim e a mais completa solidão. Um filme que roça a genialidade e que concerteza dará a Cate Blanchett o merecido Óscar de Melhor Actriz.O meu Blogue é um pouco de mim.Procuro através dele transmitir os meus gostos e as minhas ideias.Escreverei sobre aquilo que me vai na alma tendo sempre presente a máxima de Aristóteles que num belo dia disse: "Somos aquilo que fazemos consistentemente.Assim, a excelência não é um acto mas sim um hábito". O nome do meu Blogue é uma homenagem que faço a essa grande pintora do século XVI que foi Artemisia Gentileschi. Que Vivas para sempre Minha Deusa da pintura!
segunda-feira, setembro 16, 2013
Blue Jasmine
Habituada há vários anos a ver as comédias europeias de Woody Allen, e detestando a última este objecto cinematográfico disparatado que dava pelo nome de Para Roma com Amor, foi com agrado que vi ontem este Blue Jasmine, a última obra deste realizador norte americano que resolveu voltar às suas origens e prendar-nos (a acção passa-se entre Nova Iorque e São Francisco) com uma filme em que a estrela maior é uma incrível Cate Blanchett. Esta última, num papel muito difícil, mas que a mesma desempenha de uma forma soberba, revisita um clássico do cinema, Um Eléctrico Chamado Desejo,(que a mesma já representou várias vezes em teatro) e entre lampejos de uma trágica Blanche Dubois, muito xanax, muita mentira, muito álcool, muita arrogância e soberba, muito ressabiamento, traça o destino de uma personagem tão trágica e tão patética que a páginas tantas nos faz desejar que alguém tenha caridade e a interne imediatamente num qualquer hospício mais à mão. Estamos perante um Woody Allen, mais sombrio, as suas personagens aqui já não gracejam, a vida está dura para todos, as riquezas aparecem e desaparecem num ápice, (o caso Bernie Madoff é aqui uma constante) especula-se com o dinheiro de terceiros com a mesma facilidade com que se compram aviões ou uma bonita pulseira de diamantes, o que hoje é verdade amanhã é a mais pura das mentiras, há enganos, traições, inverdades, e no fim só resta um banco de jardim e a mais completa solidão. Um filme que roça a genialidade e que concerteza dará a Cate Blanchett o merecido Óscar de Melhor Actriz.sexta-feira, setembro 13, 2013
Mariano Fortuny-A Odalisca
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| A Odalisca |
Mariano Fortuny e Madrazo é para mim uma figura ímpar no mundo da arte. Nascido em Granada em 1871 e falecido em Veneza em 1949, Fortuny é hoje reconhecido como uma das grandes figuras do mundo da pintura, da fotografia, do estilismo e da cenografia. É também hoje reconhecido como uma das pessoas mais criativas do século XX, posto que as suas criações de roupa, ainda hoje são fonte de inspiração para muitos estilistas. Tendo nascido no seio de uma família de artistas, cedo se destacou como exímio pintor. Muito viajado, procurou inspirações pelos vários países onde esteve e colaborou intensamente na criação de cenários para vários espectáculos, começando então a criar o guarda roupa para os mesmos. Foram criações suas que vestiram artistas de vários espectáculos do Scala de Milão, nomeadamente para as óperas Tristão e Isolda, A Valquíria entre tantos outros. Muito virado para a arte greco-romana, Fortuny foi paulatinamente definindo o seu estilo de alta costura, caracterizado pela criação de largas túnicas, escolhendo tecidos muito finos, quase transparentes. Muitos dos padrões desses tecidos eram também criações suas, realizando assim uma linha de criação que ia desde o tear até ao produto final. Foi também um inovador no que às cores e às texturas diz respeito, rompendo com muitos dos cânones em vigor. Foi ao fim e ao cabo um inovador a nível do estilismo, mudando as ideias em vigor no modo de vestir e de conceber a alta costura.
Essas criações vestiram muitas figuras da alta sociedade, muitas delas frequentando o palacete que a sua família possuía em Veneza e que hoje ostenta o seu nome. No Museu do Traje em Madrid podemos apreciar muito do que Fortuny nos legou em matéria de estilismo, assim como muitas das suas criações a nível pictórico.
Essas criações vestiram muitas figuras da alta sociedade, muitas delas frequentando o palacete que a sua família possuía em Veneza e que hoje ostenta o seu nome. No Museu do Traje em Madrid podemos apreciar muito do que Fortuny nos legou em matéria de estilismo, assim como muitas das suas criações a nível pictórico.
Contudo, e como referi mais acima Fortuny não foi só conhecido por ser um excelente estilista, ficou também para sempre ligado ao mundo da arte no qual a sua obra A Odalisca é um exemplo da mestria deste pintor.Cultivando muitas vezes a forma nua ao estilo greco-romano que tanto era apreciado pelo mesmo, rapidamente se deixou seduzir pelo ambiente oriental, concebendo um dos nus femininos mais esplendorosos que de todo o século XX.
Nesta obra que o pintor denominou de A Odalisca, uma criação sua de 1891 , vemos a representação do corpo de uma mulher totalmente nu enfeitado apenas com um bonito colar de pérolas, uns grandes brincos e com uma pulseira em cada braço. Os seus cabelos negros são realçados pela cor clara do seu corpo e pelos panos que cobrem o leito. O fundo é escuro e a um canto da tela vemos uma figura masculina que deleita a Odalisca tocando um instrumento musical. É uma figura apagada e escondida, que apenas serve um propósito, o de deleitar esta mulher que de olhos semi cerrados se refugia num mundo só seu, esquecida até do seu próprio corpo, deleitando-se nos sons retirados daquele instrumento musical.
Fortuny consegue com esta tela uma representação muito naturalista e muito ardente de um nu feminino, conseguindo-o através da postura despudorada do seu modelo e de si próprio. Nesta tela o pintor evidencia também ser alguém que domina de uma forma magnifica as cores criando um ambiente árabe de extraordinária riqueza cromática e luminosidade.
Uma obra magnífica!
No filme que aqui se encontra poderão ver algumas das criações de alta costura deste Mariano Fortuny.
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Mariano Fortuny-A Odalisca
terça-feira, setembro 10, 2013
Julio Romero Torres-O Pecado
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| J.R.Torres-O Pecado |
Julio Romero de Torres, pintor espanhol nascido em Córdoba em 1874 e falecido em 1930, criou obras muito interessantes, estando as mesmas espalhadas por vários museus, entre os quais o Museu Carmen Thyssen em Málaga. A sua obra é tão vasta e tão interessante que existe mesmo na sua terra natal um museu dedicado a ela, sendo que a sua esfinge esteve também representada em notas de 100 pesetas. É um pintor muito estimado não só na sua terra natal, como por toda a Espanha. Este pintor andaluz que começou a pintar muito cedo tendo também frequentado a escola de artes de Madrid. Romero de Torres viajou imenso, conheceu muitos pintores, bebeu de várias influências e ao longo da sua vida foi criando um estilo muito próprio. Os seus retratos de mulheres e as suas representações de mulheres nuas tiveram imenso êxito no seu tempo e permanecem até hoje como criações extremamente delicadas e cujo traço torna os seus modelos femininos seres misteriosos e muito irresistíveis ao olhar de quem os aprecia. É um pintor que no fundo caracteriza-se por misturar a sensualidade do corpo feminino com a típica imagem trágica e mística do sul de Espanha.
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| A.Miguel Nieto-J.R.Torres |
No filme que se segue poderão apreciar uma série de retratos de mulheres que o artista pintou de uma forma fabulosa.
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Julio Romero Torres-O Pecado
segunda-feira, setembro 09, 2013
Two Mothers
Este filme que vos vou falar hoje já está em exibição há algum tempo. Não me despertava muito interesse em o ir ver e mesmo dando uma espreitadela no youtube o trailer não me incendiava a alma cinematográfica. Estou a referir-me ao Two Mothers que em Portugal recebeu a denominação de Paixões Proibidas. Contudo, há pouco tempo fui jantar com duas amigas e as mesmas que já o tinham visto, puseram-se a dissertar sobre o mesmo com tanto entusiasmo e com tanta paixão, tirando cada uma delas ilações tão interessantes que o raio do filme começou a despertar o meu interesse. O guião deste filme é tirado de um livro de Doris Lessing, escritora laureada com o prémio Nobel de literatura, o filme é australiano, realizado por uma mulher, Anne Fontaine de seu nome, e que por mais estranho que pareça, ou talvez não, a mesma viveu durante muitos anos em Portugal, sabe falar português e é uma pessoa simpatiquíssima, para além de ter sido bailarina aqui e em França. Abandonou a dança para se dedicar ao cinema mais concretamente à realização.
O filme, parte de uma história verídica que a escritora Doris Lessing quis passar para o papel, situado num recanto quase isolado da vasta Austrália, um lugar quase intocado pela sociedade e por isso sem o julgamento dessa mesma sociedade. É aqui que essas duas mães do título do filme 'pecam' e fazem-no com o filho de cada uma delas, num quarteto muito fechado, de uma dimensão claustrofóbica e que no fim sabemos que nunca terá fim, será um eterno 'never end' que nos faz sair do cinema extremamente ,pois num só plano visto de cima e conforme a câmara de filmar se vai afastando vemos o que será o quotidiano daquelas pessoas e nada mais haverá a não ser o eterno retorno.No fim a mim só me apetecia apanhar ar fresco, sair desse mundo claustrofóbico e circular, e foi isso mesmo que fiz logo que saí da sala. Apesar de ser um filme muito tumultuoso a nível das emoções em jogo, quem for ver este Duas Paixões deparar-se-á com uma obra estranhamente serena e nessa serenidade está escondido algo que já não é amor, é talvez paixão no seu sentido mais puro, mas essa paixão não explica muito do que ali se passa, pois perpassa por ali uma grande complexidade de sentimentos.
Nos papéis dessas duas mães, temos uma Naomi Watts, uns pontos abaixo daquilo que a actriz é capaz, contracenando com uma fabulosa Robin Wright, esta sim, em perfeito estado de graça. Robin Wright está perfeita num papel, muito difícil tanto para uma como para a outra, posto que em grandes planos, frente ao espelho as rugas a pele flácida, é posta a cru, numa prova cabal que a idade não perdoa e se o corpo ainda clama por grandes paixões, há sempre duas ninfetas para dois deuses (assim elas denominam os seus filhos) e contudo...essas mulheres maduras e unidas numa amizade para o bem e para o mal possuem algo, que fazem com que nos sintamos unidas a elas, compreendemo-las e o pior é que aqueles filhos também as compreendem e as amam ao ponto de expulsar do seu lado as suas legitimas esposas, num desfecho final que só poderia ser aquele e mais nenhum. Para além dessas duas mulheres temos também aqueles dois filhos, irmanados numa amizade idêntica à das mães, surfando, brincando na praia, dois meninos que crescendo no corpo mas não na mente, vivem uma homossexualidade sempre latente e que num futuro acabará por ser assumida como destino final.
Naquelas casas, e naquela praia ficam encerrados segredos e sabemos que aquela plataforma colocada a uns duzentos metros da praia é o mais longe que algum dia eles poderão ir. Estão enraizados ali e ali ficarão para sempre, quais deuses satisfeitos com a sua promiscuidade, falta de juízo moral e isolamento. E nós saímos dali, não os condenando, apenas precisando de respirar algum ar puro.Um filme fantástico.sábado, setembro 07, 2013
Marie Laurencin
Gosto muito da obra da obra pictórica de Marie Laurencin e por isso não resisto aqui em abordar um pouco o percurso desta pintora nascida em no ano de 1883 em Paris tendo sido criada pela mãe.Não há grandes referências sobre o pai.
Marie Laurencin foi sempre uma vanguardista, uma mulher que teve sempre a mulher como seu modelo pintando-a nas mais diversas situações tendo contudo uma predi-
leção especial em retratar dançarinas e nesse aspecto ela foi uma exímia executante.
Durante ao primeira guerra mundial M.Laurencian deixa a França natal e parte para Espanha já casada com o alemão Otto von Waetjen.
Após um período nesse país e em Dusseldorf terra natal do marido,o casamento degradasse e Laurencin regressa sozinha a Paris.

Esta pintora vai ocupar um papel de relevo no mundo da arte, principalmente em França nos primórdios do século XX, posto que seguidora das novas tendências artísticas que se faziam sentir ela integra a escola cubista sendo isso visível em algumas das suas inúmeras obras.
Esta pintora teve sempre o condão de em sedutores tons pastel acentuar características quase etéreas das figuras e modelos por si criados.São obras que nos transmitem a sua curiosa visão de um mundo inteiramente povoado bonitas raparigas personificando a tendência artística da década de 1920, no seu tom muito decorativo e muito despreocupado.
São mulheres que dançam acompanhadas de outras, num mundo muito seu, envergando túnicas coloridas, com enfeites nas longas cabeleiras e ostentando sorrisos diáfonos. As que não dançam, possam para a artista muitas delas acompanhadas de pequenos cachorrinhos, sempre numa posse muito descontraída.
Até à sua morte em 1956 esta vanguardista vai criar obras ímpares, explorando sempre novos caminhos e quando se fez o acervo dessa imensa obra pictórica deu-se conta que a artista tinha deixado um espólio de mais de meio milhar de obras!
Marie Laurencin também criou trabalhos a aguarela para ilustração de livros.
Amiga de grandes pintores como era o caso de Pablo Picasso, Matisse, Delaunay entre outros, manteve durante anos um círculo de arte no seu apartamento de Paris.
Marie Laurencin também criou trabalhos a aguarela para ilustração de livros.
Amiga de grandes pintores como era o caso de Pablo Picasso, Matisse, Delaunay entre outros, manteve durante anos um círculo de arte no seu apartamento de Paris.
As suas obras estão espalhadas por vários museus do mundo e por colecções particulares.Existe um Museu Marie Laurencin na cidade de Nagano no Japão, onde o mesmo alberga inúmeras obras da artista. No vídeo abaixo indicado poderão apreciar algumas das obras desta pintora.
terça-feira, setembro 03, 2013
A Melhor Oferta
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| Cartaz do Filme |
Há alguns meses esteve em cartaz um filme absolutamennnteee fantástico, do realizador Giuseppe Tornatore, (Cinema Paraíso), denominado de "A Melhor Oferta". Não escrevi aqui sobre ele, porque na altura eu já não me sentia bem de saúde e por isso após tê-lo visto e deliciando-me com ele apenas fiquei com a recordação do mesmo não tendo grandes forças para transmitir por palavras escritas aquilo que eu achava sobre esta obra genial. Escrevo agora e aqui sobre ele porque o mesmo surgiu recentemente no (passo à publicidade) vídeo clube da Meo, e com grande pena minha sem grande publicidade ao contrário do que se passa com os mega blockbuster tais como O Homem de Ferro e tutti quanti....
A passagem para o vídeo Meo deveria ser bem mais publicitado, posto que para mim este "A Melhor Oferta" é um dos melhores ou senão mesmo o melhor filme que esteve em cartaz nos cinemas neste ano de 2013 e dizer isso não é pouco, visto que a oferta de filmes este ano tem sido muito boa.
O filme tem como actor principal o grande Geoffrey Rush, coadjuvado por Donald Sutherland, Jim Sturgess, Philip Jacksone a bonita actriz holandesa Sylvia Hoeks.
O filme tem uma história muito singular que não vou aqui contar e que aviso já que o mesmo nos faz ir de surpresa em surpresa, até ao final.
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| G.Tornatore |
Ambientando-se no mundo das leiloeiras e por conseguinte no mundo algo esquizofrénico que é o mundo da compra e venda de arte, temos um Geoffrey Rush, no papel singular de um comprador/ vendedor/ de arte, muito solitário, muito egoísta, muito pedante, extremamente misantropo, cruel, misógino e muito rico....que de um momento para o outro vê o seu mundo muito certinho ser posto do avesso, pelos telefonemas de uma misteriosa jovenzinha, Claire de seu nome, herdeira de uma misteriosa fortuna e que o passa a obcecar até à perdição final...e mais não digo.
O filme vale a pena não só pelas belíssimas representações, pois o leque de actores aqui exposto dá o melhor de si, como também pela visão daquela magnífica sala fechada a sete chaves, cheia dos melhores quadros de mulheres que até hoje foram pintados. A banda sonora...essa é perfeita!
Para quem ama a arte ver aquela sala é vislumbrar um pedaço do paraíso. Só por si vale a pena ver o filme. Eu vou revê-lo porque este " A Melhor Oferta" é daqueles filmes que uma visualização só não basta. Deixamos numa primeira visualização pontas soltas que temos necessidade de as unir ao filme após vê-lo pela segunda vez.
Não o percam. O filme é fabuloso. Estou juntando um mealheiro para o comprar, pois o mesmo já está em DVD. Um filme que recomendo vivamente.
Não o percam. O filme é fabuloso. Estou juntando um mealheiro para o comprar, pois o mesmo já está em DVD. Um filme que recomendo vivamente.
segunda-feira, setembro 02, 2013
Matar Saudades
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| Entrada do Museu |
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| Retrato da Rainha D.Leonor |
O jardim, dentro das restrições orçamentais com que todas as câmaras municipais se debatem, está bem cuidado pontuado por belas estátuas. Lá dentro vale a pena uma visita demorada à sala onde se encontra uma magnifica cena da Paixão de Cristo feita em estatuária! Esplendoroso!
Não fui à fabrica Bordalo Pinheiro porque estava fechada, mas recordo-me que sempre que ia às Caldas da Rainha, não resistia a lá dar um salto e ver aquelas belas loiças. Depois do almoço num Centro Comercial que por lá existe e que fica por detrás de um novo Hotel muito bem implementado no centro da cidade e que não causa qualquer impacto ambiental, pois o edifício foi o aproveitamento de um já ali existente, rumei à Foz do Arelho.
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| Foz do Arelho |
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| Lagoa de Óbidos |
A praia do Bom Sucesso, uns quilómetros acima estava cheia da famílias apanhando berbigão, ninguém tomava banho pois a água estava muito fria, e aquele nevoeiro e algum frio que se fazia sentir não convidavam a aventuras de banhos. No restou mais do que irmos para uma esplanada, comer gelados e ler.
Ao fim do dia visitamos aqueles bairros novos com casas muito bem arranjadinhas. Julgo que que as famílias que ali passam as suas férias e que ali vivam têm boa qualidade de vida, pois o sitio é sossegado, limpo e bonito. Quando rumava a Lisboa, fiquei com a com a certeza de que a Foz do Arelho continua um sitio muito agradável e bem preservado.
Se Deus quiser, para o ano que vem voltarei a este lugar de bons veraneios, mas para passar alguns dias de praia no extenso areal que lá existe e que me fazia sempre sorrir com a quantidade de distância que tínhamos que percorrer até conseguir molhar os pés. Que dias fantásticos aqueles!
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Matar Saudades
segunda-feira, agosto 26, 2013
Maja Desnuda
Há dias estava a fazer zapping e fui dar com um filme que eu não tinha visto e que há muito queria ver. O filme é o "Os Fantasmas de Goya", em que no papel de Goya temos o actor Stellan Skarsgard,(um actor muito seguro!) andando por lá também a actriz Natalie Portman, como musa inspiradora do pintor quase irreconhecível aquando da sua saída da prisão do Santo Ofício depois de meses de tortura, Xavier Barden como irmão Lorenzo e também retratado pelo pintor, Randy Quaid como rei Carlos IV, entre
tantos outros. O filme é muito bom. A acção desenrola-se nos primeiros anos do século XIX no meio do radicalismo da Inquisição, tendo também como pano de fundo a iminente invasão da Espanha pelas tropas de Napoleão Bonaparte, este representado pelo actor Craig Stevenson. O filme mostra o processo criativo deste grande pintor que foi Francisco Goya, as suas constantes "dores de cabeça", a sua surdez, ingenuidade/irritabilidade e a relação algo atribulada que o mesmo mantinha com o poder. No fundo o filme mostra-nos um Goya testemunha atormentada de uma época muito conturbada.
Nessa perspetiva não resisto aqui a colocar uma obra sua a famosa "Maja Desnuda" uma obra adiantada para a sua época e concebida para ambientes privados. Se deixarmos de lado algumas questões que possamos colocar ao estarmos perante esta obra e uma delas é para mim o porquê de tamanho despojamento de cenário, posto que apenas temos perante nós uma jovem mulher nua deitada em cima de almofadões e que olha para nós com um olhar bovino, o que é certo é que este nu aqui representado está muito afastado de um nu refinado brincalhão e rebuscado erotismo típico do erotismo francês. Estamos aqui perante uma "peça de carne"(desculpem-me a expressão), de alguém que levantando os braços e juntando-os ao cimo da cabeça se deita e se deixa retratar.
O que aqui vemos, não se trata de uma qualquer vénus, uma deusa ideal, mas sim de uma mulher(especulou-se que a mesma seria a Duquesa de Alba, mas não se tem certezas sobre isso).
Aquando da apresentação da obra a mesma também foi denominada de "A Cigana". Também há quem especule que a mesma faria parelha com a "Maja Vestida", mas não se tem certezas disso.
Aquando da apresentação da obra a mesma também foi denominada de "A Cigana". Também há quem especule que a mesma faria parelha com a "Maja Vestida", mas não se tem certezas disso.
Apesar disso não deixa de ser fascinante olhar para esta "Maja Desnuda", que reclinada nas suas almofadas olha para nós com atrevimento despudor.
Dentro da sua simplicidade é um bom Goya sem dúvida nenhuma.
A obra é um óleo sobre tela e pode ser vista no Museu do Prado em Madrid.
terça-feira, agosto 20, 2013
Elysium
Com realização de Neill Blomkamp o mesmo realizador realizador do fabuloso Discrict 9, eis que estreou desde a semana passada Elysium, com Matt Damon, Jodie Foster,Alice Braga, Sharlto Copley William
Fichtner entre outros. Fui vê-lo hoje e não desgostei. Ia já a espera de um objecto cinematográfico algo suis generis, marca deste realizador sul africano. Quando estava a vê-lo houve algumas cenas que me transportaram para Discrit 9, se bem que ambos os filmes nada têm de semelhante, apesar dos mesmos se movimentarem na esfera da ficção científica e da segregação de pessoas.Neil Blomkamp é um realizador que não tem medo de mostrar violência, seja ela física, ou de outro género e isso é bem visível aqui, não só pelas imagens da transformação corporal de Matt Damon, como também pela violência demencial do personagem de Sharlo Copley, actor fetiche do realizador, posto que o mesmo já aparecia em Discrit 9 se bem num papel bem mais simpático.
Elysium mostra-nos o planeta terra num futuro distante 2156, quando os muito ricos passam a viver em Elysium uma espécie de
estação espacial, e onde tudo pode ser conseguido até a cura para as mais variadas doenças, enquanto os que nada têm vivem num planeta terra completamente depauperada e onde todos os recursos foram quase totalmente dizimados. As memórias da vida terrestre como hoje a conhecemos apenas está impressa em livros, porque já nada resta, são só uma miragem.É nesta esfera suja e pobre que se move Max, Matt Damon, procurando curar-se de um cancro, arranjado no trabalho e que para se salvar tem que arranjar meios de ir para a esplendorosa Elysium.
Jodie Foster ano papel da Secretária de Estado Delacourt quando quer consegue ser uma magnífica cabra e quando aparece tem sempre o dom de roubar as cenas com quem contracena e aqui não foge à regra.
O filme apesar da violência explicita consegue ser muito bom. Este realizador filma magistralmente a pobreza, a sujidade e a decadência dos materiais e das pessoas. Não se compadece com ninharias, não perde tempo com subterfúgios para encher cenas e vai directo às questões. O filme tem um ritmo frenético, tem uma boa banda sonora, os actores cumprem o seu papel com profissionalismo.Apesar de numa primeira análise o filme parecer-nos uma metáfora do fosso que actualmente existe em inúmeros países entre ricos e pobres, entre os que podem com dinheiro comprar a saúde e o bem estar em contraposto aqueles que morrem sem qualquer assistência médico-sanitária, em entrevista recente o realizador esclareceu que limitou-se a criar uma história, não pretendendo criticar nem julgar, ficando isso ao critério de quem vê. Eu vi e julgo que o que ali está é uma boa critica social, muito bem feita, feita de uma forma segura e inteligente.
Vemos também aqui em Elysium, a actriz brasileira Alice Braga, (Cidade de Deus e Repo Man) a afirmar-se como um valor muito seguro e pelo filme andam também alguns actores que eu aprecio particularmente, como são os casos do bonito e simpático actor mexicano Diego Luna ( E a tua Mãe Também), e de Walter Luna o actor brasileiro, sobejamente conhecido da sua prestação em Tropa de Elite.
Para quem gosta de boa ficção científica eis um filme a ver com atenção.
Macro Timelapse
A vida no mundo vegetal em soberbas imagens 'macro', captadas pelo fotógrafo Daniel Csobot, que documentou o crescimento de diversas plantas entre Janeiro e Junho deste ano.
Lindo!
segunda-feira, agosto 19, 2013
A Gaiola Dourada
Foi com agradável surpresa que dei por mim a rir, a emocionar-me e a gostar imenso desta primeira longa metragem do realizador Ruben Alves ,luso descendente em França e que também foi o argumentista desta magnífica e muito portuguesinha.... Gaiola Dourada.
Muito celebrado em França pela comunidade aí emigrada, o filme conta com as prestações muito bem conseguidas dos actores Rita Blanco, Joaquim de Almeida (muito longe dos seus papéis de mau da fita, o que é sempre de festejar),Barbara Cabrita, Maria Vieira, Chantal Lauby, Roland Giraud, entre outros.
O filme abre portas para bons trabalhos futuros deste realizador, pois o filme tem uma realização muito bem conseguida, segura, sem cair em lamechices e na brejeirice sem gosto. Há cenas antológicas e muito portuguesas e isso é visível na arrumação e decoração da casa dos protagonistas principais, Joaquim de Almeida e Rita Blanco ( num fabuloso papel de porteira ) e na estadia no hotel de 5 estrelas...cenas impagáveis!
Há um pequeno leque de jovens actores que vai muito bem, e as cenas finais filmadas no Douro são de uma beleza ímpar.
Recomendo vivamente este "A Gaiola Dourada", quanto mais não seja para vermos bom cinema francês, suportado por bons dois actores e um bom realizador.
http://youtu.be/uwXp0ZhXAoY
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A Gaiola Dourada
terça-feira, agosto 13, 2013
Bryan Organ-Carlos, Príncipe de Galles
Agora que o Príncipe Carlos foi avô há pouco tempo, não resisto a colocar aqui uma obra do artista inglês Bryan Organ onde podemos ver o mesmo Príncipe de Gales sentado, numa pose muito descontraída, tendo apenas como cenário uma sebe verde e onde por detrás da mesma vemos a bandeira da Union Jack.
A obra aqui presente teve como tonalidades dominantes o verde e o azul. A nota mais colorida é precisamente o vermelho da bandeira. A cara do príncipe as suas botas de cano alto e a gola da camisa também chamam a atenção pois destoam da cores dominantes.
Organ é um reformador da abordagem tradicional dos retratos da monarquia,
pois como grande retratista que é, as suas obras são sempre extremamente informais, leves e onde o retratado/a aparece sempre muito descontraído e favorecido. São exemplos disso o retrato que fez de Lady Diana e do Príncipe Philipp marido da rainha Isabel II.
Este pintor sempre optou por não representar os seus modelos com pomba e circunstância inerentes as figuras em causa, mas como simples cidadãos que descontraidamente possam para um pintor. Aqui em particular nesta obra em que retrata o Príncipe Carlos, vêmo-lo como um homem que olha para nós de forma descontraída, esboçando um ligeiro sorriso. Parece-nos que acabou de participar num dos seus desportos favoritos, o jogo de pólo e que cansado deixa-se sentar numa cadeira e possa para o pintor. As mãos descansam no regaço, o corpo está relaxado e ele não se parece importar de estar ali algumas horas, como que posando para um retrato fotográfico.
As figuras retratadas por Bryan Organ podem ser apreciadas no London's National Portrait Gallery. Organ foi também o primeiro cidadão estrangeiro incumbido de pintar o retrato de um presidente francês, neste caso o de François Miterrand.
Esta obra denominada simplesmente de Carlos, Príncipe de Gales, é acrílico sobre tela está na galeria acima indicada e foi realizada em 1980.
sexta-feira, agosto 09, 2013
The Bling Ring
Adorei este último filme da realizadora Sofia Copolla.Depois de não ter apreciado o seu último filme Somewhere, este Bling Ring é muito bom, muito bom mesmo! Partindo de factos verídicos, passados nos E.U.A. mais concretamente em Los Angeles, Sofia Copolla dá-nos uma visão muito realista da vida durante alguns dos mês, de um grupo de adolescentes que para matarem o tédio e terem umas boas massas sem fazerem absolutamente nada se entretiveram a assaltar casas de vedetas do mundo do cinema , como foi o caso da mansão de Lindsay Lohan, Brian Austin Green,Audrina Patridge, Megan Fox,Orlando Bloom e Miranda Kerr, Rachel Bilson, não deixando de fora a mega mansão de Paris Hilton.
Esses roubos avaliados em milhões de dólares, diziam respeito a jóias, roupas, dinheiro, sapatos, quadros, acessórios e quando possível... carros!

O filme é uma orgia de luxo, um luxo não acessível a todas as bolsas o que fazia com que alguns desses jovens roubassem para durante algumas horas se colarem à pele de pessoas algo inalcançáveis e por isso absolutamente desejáveis. S.Copolla mostra-nos uma sociedade em que jovens frente à internet e a determinados motores de busca, seguem os passos dos seus ídolos, sabendo ao minuto onde os mesmos estão, as festas por si frequentadas, ganhando espaço e tempo para o assalto a essas casas que para os mesmos não passavam de megas lojas onde tudo estava à sua disposição bastando para isso trepar a um muro e empurrar uma porta.
A cena das chaves debaixo do tapete é de antologia!E eu a pensar que isso era só nos filmes...parece que não...parece que há mesmo quem deixe as mesmas debaixo da porta e essa pessoa só poderia ser a ultra famosa Paris Hilton!Hilariante!
Um filme muito bom, com uma banda sonora excelente e com bons jovens actores actores. Gostei muito da prestação de Ema Watson, que há muito que deixou para trás a sua imagem de jovem feiticeira na série de filmes Harry Potter e tem vindo a ganhar um espaço próprio. O seu papel é fantástico, pois a mesma consegue conferir à sua personagem uma distanciação moral de tal ordem que saímos do cinema com a sensação que alguns desses jovens nunca tomaram nem nunca tomarão consciência da gravidade dos seus actos, o que não deixa de ser terrífico. Um filme imperdível!
quinta-feira, agosto 08, 2013
terça-feira, agosto 06, 2013
Visão Nocturna
"Nightvision" é uma celebração do brilhantismo e diversidade da arquitetura que se encontra um pouco por toda a Europa. 36 cidades, 21 países, algumas das mais belas e emblemáticas obras europeias.Lindo!
quarta-feira, julho 31, 2013
Edward Wadsworth-A Praia
Agora que estamos em pleno verão e muita gente vai a banhos, nada melhor que aqui abordar este bonito quadro do pintor inglês Edward ,Wadsworth nascido a 29 de Outubro de 1889 em Cleckheaton e falecido a 21 de Junho de 1949 em West Yorkshire. Nele alguns objectos náuticos estão reunidos em primeiro plano, contra um fundo de céu, mar e areia.
Neste quadro tudo nos faz lembrar o mundo náutico , assim como o mesmo mostra a habilidade técnica e a precisão do pintor. Os mais pequeninos pormenores são pintados com grande minúcia e a difícil técnica da têmpera de ovo, criada pelo próprio pintor é utilizada de uma forma útil e com grande perfeição.
O imaginário destas fantásticas criações geométricas confere a quem aprecia esta obra um maior prazer intelectual do que a maioria das naturezas mortas. A obra de Wadsworth aproxima-se do Surrealismo graças as justaposições inesperadas e à espantosa claridade híper realista.
Durante a 1ºª Guerra Mundial Wadsworth alistou-se na Royal navy, onde desenhou e pintou camuflagens para navios. Ora, vai ser este episódio marcante na sua vida que vai fazer com que o mesmo se apaixonasse pelo mar e pelos navios, temas recorrentes na sua obra. Para além, dos quadros e das gravuras, Edward Wadsworth também se dedicou à pintura de murais, nomeadamente para esse ícone marítimo, o paquete Queen Mary.
Esta magnifica obra denominada de "A Praia" é têmpera sobre linho e pode ser vista no Tate Gallery em Londres.No filme abaixo exposto poderão ver mais algumas obras deste espantoso pintor.
domingo, julho 28, 2013
Só Deus Perdoa
Um dos meus filmes preferidos e sobre o qual eu já aqui escrevi um post é o filme "Disponível para Amar" do realizador Kar Wai Wong. A estética deste filme, a sua história, envolvência, cenários, planos, história, diálogos, são para mim únicos dentro do panorama cinematográfico e não raras vezes dei por mim a pensar o quão difícil qualquer outro realizador criar uma obra que se assemelhasse a esta, visto que Disponível para Amar é um objecto, único, irrepetível, e mesmo quando vi o outro filme do realizador "2046" e apesar de vermos ali a mão do mesmo, senti que este último não era uma continuação do Disponível para Amar, como é voz corrente, mas sim um objecto muito...Kar Wai Wong,. sem a beleza (a meu ver) do Disponível para Amar.
Eis então, que surge agora nas salas de cinema o filme Only God Forgives, "Só Deus Perdoa", do realizador Nicolas Winding
Refn, o mesmo do belíssimo filme Drive e de Valhalla Rissing.
A estética de Só Deus Perdoa,vai completamente ao encontro do da estética de Kar Wai Wong e do seu Disponível para Amar, só que aqui se quisermos ser mauzinhos estamos perante um disponível para matar, disponível para estropiar, disponível para derramar todo o sangue do mundo!
Penso que ao realizar este estranho objecto cinematográfico que é Só Deus Perdoa Nicolas Winding Refn, quis talvez homenagear o realizador chinês, pois só assim se compreende aqueles planos, aquela ausência de diálogos, aqueles olhares, aqueles cenários. Aqui, no lugar de dois casais trocados e onde o amor anda por caminhos trocados, colocou uma mãe...e que mãe... uma magnifica Kristin Scott
Thomas, que perto de Lady Macbeth, transforma esta última numa santa de altar. Colocou como seu par um filho, o excelente Ryan Gosling, que percorre o filme assombrado pelo peso de ter nascido de um dos ventres mais negros que a história do cinema já nos mostrou.
Nada neste filme é fácil, é delicado, é frágil. À excepção das frágeis crianças que ali aparecem e que tudo observam com olhos esbugalhados, o que vemos são anjos vingadores, caídos uns em desgraça, amarrados a um eterno destino sangrento e onde o clube de boxe acaba por ser metáfora desse permanente estado de violência. Outros de espada na mão, deambulam pela cidade de Banguecoque imbuídos de uma missão redentora e nesse aspecto a figura maior é de Vithaya
Pansringarm, soberbo no seu papel, anjo redentor, anjo vingador que de um golpe só decepa vidas e com a mesma delicadeza com que chega a casa e aconchega a filha na cama.
Um filme estranho, magnífico, terrífico, com actores em estado de graça. Está de parabéns o realizador, assim como a grande Kristin Scott
Thomas, que paulatinamente se vai afirmando como uma das figuras grandes do panorama cinematográfico.
Como sempre adorei Ryan Gosling.
Um filme a ver. Eis o trailer.
sábado, julho 27, 2013
Dentro de Casa
Com realização de François Ozon, e com as magnificas prestações de Fabrice Luchini, Ernst Umhauer, Kristin Scott Thomas, Emmanuell Seigner, "Dentro de Casa" (Dans la Maison) é um filme a não perder.
Dentro de Casa é um puzzle maravilhoso, intrincado, perverso, voyarista, terrífico na sua crueza/crueldade que nos mostra com grande maestra e deleite até onde o voyarismo do ser humano pode ir e com a agravante desse voyarismo ser feito pelo olhar de um adolescente, o magnífico Ernst Umbauer,(Claude) que se não perder por caminhos fáceis e se se entregar nas mãos de bons realizadores terá uma carreira cinematográfica brilhante.Aliás o mesmo jovem actor esteve nomeado nos Césars (Óscares do cinema Francês) para melhor actor revelação.
Depois de "8 Mulheres", "Suimming Pool" e "Potiche", o mais fraco de todos, eis de F.Ozon surge com um magnifico filme, premiado no Festival de San Sebastían e que já recebeu o Prémio da Crítica Internacional. A banda sonora é excepcional.
sábado, julho 20, 2013
Cuidado com o que desejas!
Uma fábula moderna sobre como as aparências podem ser enganadoras: cuidado com o que desejamos, porque pode acontecer.
Muito bonito
quinta-feira, julho 18, 2013
Lore
Há uma semana atrás fui ver a uma das salas de cinema do Corte Inglês( parece-me que o filme só está aí, o que é uma pena) um filme absolutamente extraordinário da realizadora australiana Cate Shortland. O filme chamasse Lore.
Já premiado em festivais de cinema, traça a história de Lore filha de nazis, que no fim da guerra e com uma Alemanha dividida entre norte americanos, russos, franceses, ingleses e tutti quanti, com mais 4 irmãos entre os quais um bebé de colo atravessa a Alemanha em busca da casa dos avós, saudosos e fervorosos nazis, pois só ali poderão encontrar alguma segurança.
A travessia dessa Alemanha devastada pela guerra vai ser ajudada pela personagem mais improvável, um jovem judeu que atraído pela misteriosa e triste Lore tudo faz para que este estranho grupo de irmãos consiga levar o seu propósito a bom porto. Talvez que não o faça só por isso, mas também para salvaguardar a sua própria sobrevivência, mas isso é de somenos, pois o que interessa à realizadora é mostrar como o racismo, a xenofobia e as ideias enraizadas desde cedo, podem interiorizar-se num ser humano e decidir as suas acções e a sua vontade.
Todo o filme é belíssimo, como belíssimas são as imagens, pois Cate Shortland tem extrema preocupação com a fotografia e isso sobressai no rosto dos irmãos e nas árvores daquela floresta negra que tudo escurece, e onde os pés descalços se vão enterrando e é precisamente nesta floresta negra que Lore enterra o seu passado, posto que abandonada pelos pais que são presos ( a cena de despedida da mãe é das melhores que já vi em cinema) procura mesmo assim e muito altivamente ainda guardar alguns resquícios da vida que levavam quando o nazismo estava no seu apogeu.
O filme é duro, como duro são os olhares as palavras atiradas e os actos de sobrevivência. Não há espaço para o amor e tudo se resume a andar para a frente pois parar ou hesitar pode significar a morte. Para mim a sobrevivência dos membro mais novo é a prova de que as crianças são de uma resistência ímpar perante as adversidades e só no olhar desencantado de Lore percebemos a tremenda perda dessas crianças abandonadas à sua sorte independentemente de serem ou não filhas de nazis. Estão todos irmanados na desgraça é nesse grupo de irmãos que vemos que a sobrevivência faz-se através da mais pura resistência à adversidade e essa resistência está encarnada no membro mais novo, o bebé que chega ao fim da viagem dando os primeiros passos para a vida. Muito bonito!
Um filme imperdível.
segunda-feira, julho 15, 2013
segunda-feira, julho 08, 2013
Miss Firestone
O que tem um pneu a ver com uma mulher nua? A menos que esse pneu seja em forma de gordura acumulada e esteja situado acima do seu baixo ventre, mais propriamente entre os seios e a vagina, a resposta é...nada. Então porquê que nesta obra de Mel Ramos, figurinista e pintor norte americano e muito ligado à Pop Art vemos uma mulher nua agarrada a um pneu Firestone? Porque o que aqui se pretende e o que impera no âmbito publicitário é transformar a mulher num mero objecto de desejo sexual. De facto com a chegada da Pop Art, a Arte, viu-se invadida pelas imagens de anúncios publicitários que de há algum tempo invadiam os meios de comunicação.
Apesar de datada esta obra não deixa de nos fazer pensar.
A mulher...esse eterno objecto de desejo sexual aparece tal como veio ao mundo e nas suas formas mais rústicas desperta desejos, fazendo a ligação entre a vontade de posse e ostentação quanto mais não seja sobre a poderosa marca de um produto genuinamente norte americano.
terça-feira, junho 25, 2013
P.Picasso-O Pintor e a Modelo
Estas interessantes representações mostravam a frequência quotidiana e a intimidade do ateliê do artista, onde os protagonistas trabalhavam, observavam o que tinham criado ou brincavam amorosamente. Nesta obra vemos o pintor separado da sua modelo pela tela.
Esta domina a tela pela mancha branca que representa o seu corpo nu e algo disforme.
A parte mais interessante é o seu rosto que irradia contentamento. O fundo são borrões mostrando que o que interessa a Picasso é a representação na tela da sua modelo. Uma tela estranha e fascinante!
sábado, junho 22, 2013
300-A Sequela
Como gostei muito do filme "300" retirado, da lindíssima novela gráfica de Frank Miller e que foi um sucesso inesperado há alguns anos atrás, foi com agrado que vi que a sua sequela denominada de "300-Rise of na Empire vai chegar aos cinemas em Março de 2014.
Nessa sequela temos a acção a decorrer antes, durante e depois da do primeiro filme e o foco centra-se nas sequelas da Guerra de Termóplias onde pareceram os ditos 300 guerreiros de Esparta.
Rodrigo Santoro volta a
ser Xerxes e Eva Green é Artemísia . O novo filme,
cujos detalhes ainda não foram inteiramente divulgados, deverá centrar-se na
Batalha de Artemísio e ainda no passado de Xerxes, explicando como ele se tornou
o Deus-Rei.
Esta sequela também se baseará numa BD de Miller,
«Xerxes», que o próprio criou de propósito para o cinema e não foi ainda
publicada. O realizador desta sequela é agora o praticamente desconhecido Noam Murro. Do
primeiro filme regressam Lena Headey como a Rainha de Esparta, Rodrigo
Santoro como Xerxes e David Wenham como Dilios, a que se juntam Sullivan
Stapleton como Temístocles e Eva Green como
Artemísia.A estreia internacional estava agendada para Agosto de 2013 mas foi
recentemente adiada para Março de 2014.
terça-feira, junho 18, 2013
Mundo Culinário
Como estou em recuperação do problema de saúde que tive, passo muitas horas em casa e há pouco tempo dei comigo completamente 'apaixonada' pelos múltiplos programas de culinária que enxameiam a televisão por cabo. São programas na sua maioria americanos ou ingleses e mostram-nos este mundo incrivelmente apelativo que é o da culinária. Sempre gostei de cozinhar e até penso que os meus quitutes são bastante apreciados por quem deles usufrui e por isso dei comigo a ver coisas que nem imaginava poderem ser feitas dentro de uma batedeira de bolos, num forno ou no bico de um fogão. Há programas e cozinheiros para todos os gostos. Há coisas muito interessantes e como tudo na vida... outras nem tanto. O que mais me atrai são os programas que nos fazem entrar no mundo maravilhoso da doçaria pois aqui há coisas maravilhosas. Passando à publicidade, o canal Food Network, faz-nos mergulhar em iguarias tão suculentas, tão inesperadas, tão interessantes e por vezes em cozinhados tão incrivelmente disparatados que quem os vê não pode deixar de pensar que de facto a comida é um mundo à parte. O que eu mais gosto de ver é o a rubrica "Unique Sweets" pois aqui por mais que a pessoas pensa que já viu tudo em matéria de doçaria, verifica com grande surpresa que os norte americanos adoram ser surpreendidos quotidianamente com novas pastelarias, novos quiosques de doces, novos paladares, novidades fora do habitual, coisas surpreendentes, o que me leva a pensar que um negócio ali tem de estar sempre a inovar, posto o que hoje é a mais incrível novidade em matéria de doçaria amanhã pode ser substituída por outra que fazendo fé naquilo que vejo, para agradar apenas tem de ser surpreendente e dar a um público ávido de novidades o mais surpreendente donut, o pequeno almoço mais estranho, o mais disparatado mas saboroso e vistoso gelado ou a mais suculenta e peganhenta tarte de frutas. A par dessa e de outras rubricas existe os concursos em que em meia hora os concorrentes têm de realizar refeições que levem um júri muito exigente a dar ao mais afoito e original dos cozinheiros um muito apetitoso cheque de 10 mil dólares.E no meio disto tudo há também um locutor de incrível figura e estridente voz que percorre a América num vistoso descapotável, procurando avidamente tascas, bares e drive ins, que sirvam os mais apetitosos e enormes humburguers, seus acompanhamentos e não só...que sirvam também aquilo que os americanos mais adoram: comida confortável e familiar! E não é que noutro dia apareceu no programa um restaurantezinho português a servir aos americanos, caldo verde e Bacalhau à Brás? Pois é! Incrível mesmo!!!
Estou rendida a este canal de televisão, verifico sem dúvida que a comida vende e vende bem!
Traz também alguma felicidade a quem os vê e obviamente a quem come muitas das iguarias que surgem nesses programas. Experimentem ver o "Iron Chef"e vejam o que é ter vontade de 'saltar' literalmente para dentro da televisão!
Estes programas têm o seu público muito fiel, (na Holanda é dos programas mais vistos), têm boas audiências e sem querer ficamos rendidos a eles. Divertem-nos, aprendemos, desaprendemos, saciam a nossa fome de conhecimentos culinários, dão-nos a ver o que se come por este mundo fora, e sobretudo, fazem-nos ir para a cozinhar experimentar novas receitas e rezar para que estas tenham um terço do lindo aspecto de algumas das que nós acabamos de ver na televisão.
Aconselho vivamente a quem tem tempo e paciência!
Traz também alguma felicidade a quem os vê e obviamente a quem come muitas das iguarias que surgem nesses programas. Experimentem ver o "Iron Chef"e vejam o que é ter vontade de 'saltar' literalmente para dentro da televisão!
Estes programas têm o seu público muito fiel, (na Holanda é dos programas mais vistos), têm boas audiências e sem querer ficamos rendidos a eles. Divertem-nos, aprendemos, desaprendemos, saciam a nossa fome de conhecimentos culinários, dão-nos a ver o que se come por este mundo fora, e sobretudo, fazem-nos ir para a cozinhar experimentar novas receitas e rezar para que estas tenham um terço do lindo aspecto de algumas das que nós acabamos de ver na televisão.
Aconselho vivamente a quem tem tempo e paciência!
terça-feira, junho 11, 2013
segunda-feira, junho 03, 2013
Georges Rouault-Mulheres
Georges Rouault, pintor francês nascido a 27 de Maio de 1871 e falecido a 13 de Fevereiro de 1958, teve os seus primeiros contactos com a pintura deram-se na Escola de Artes Decorativas. Frequentava essa escola nos seus tempos livres, enquanto trabalhava como aprendiz no atelier de um mestre vidreiro. A obra deste pintor é agressiva, por vezes grosseira e o artista não foge a temas que mostram a degradação do corpo humano despojado de qualquer beleza física e até moral .A obra que aqui aparece não foge a isso e nela podemos ver um grupo de mulheres pintadas por Rouault de uma forma antiestética e muito agressiva nas suas formas. O seu profundo sentimento católico (O calvário de Cristo é recorrente na sua obra), levou-o a representar as maldades que a prática sexual podia reproduzir .Assim, nada melhor do que mostrar um prostíbulo onde podemos ver um grupo de mulheres representadas de forma grosseira e brutal, sem qualquer compaixão e beleza. Os seus corpos estão nus e neles não vemos qualquer sensualidade indiferenciadas na sua carnalidade, o que vemos é apenas e só uma montra de mulheres nuas. Uma obra brutal e ao mesmo tempo extremamente cativante. sexta-feira, maio 24, 2013
The Doctor
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| The Doctor |
Coloco aqui esta magnífica obra de Samuel Luke Fildes, intitulada de The Doctor, e que pode ser vista no Tate Galery em Londres, para vos falar sobre a doença.
Eu não gosto muito de escrever sobre esse tema, e foi por isso que para o suavizar gostei de colocar esta obra de Fildes que eu amo de coração, porque para mim ela resume a essência da dor e da doença,(a trágica morte de uma criança) tal como a obra de Rembrandt A Lição de Anatomia do Dr Tulp, resume a morte e a pesquisa dos segredos do corpo humano.
Quanto estamos debilitados física (como é o meu caso) e psicologicamente (espero não me ir abaixo mais do que aquilo que já fui) o tema tornasse recorrente na nossa mente e parece que nos domina por completo. Vivemos para a dor e o que queremos é pôr-nos saudáveis outra vez, fazer aquilo que vemos os outros fazer, e é nesses momentos de dor e de debilidade que, (como sempre acontece!!!) nos lembramos do tempo em que éramos cheios de saúde e das coisas que fazíamos sem qualquer custo.
Para se morrer só basta estar vivo, e para se ficar doente só basta estarmos cheios de vitalidade!
De facto de um momento para o outro, ficamos prostrados, sem qualquer força, cheios de febre e o corpo não obedece à nossa mente. O facto de termos de sair da cama ou do sofá onde nos enterramos, é um pavor, comer algo de muito custoso, fazer a higiene um trabalho insano e até o diálogo com os outros um sacrifício imenso.
Depois, quando a nossa debilidade nos leva a uma cama do hospital como foi o meu caso e dessa cama do hospital saltamos para uma mesa de operações é que vemos que não somos nada. O medo da morte apodera-se de nós, e quando estamos em recuperação, a entrada de um médico no nosso quarto é temida, pois só pensamos que o mesmo nos trará más notícias e só sossegamos quando nos dizem que tudo se vai recompor e que temos que seguir à risca todas as prescrições médicas.
Essas prescrições passam por carradas de medicamentos,(viva a medicina moderna!) injeções, fisioterapias...enfim uma série de coisas que nos ocupam todo o tempo e nos deixam esgotados.
Estou na fase da recuperação lenta. Estou na fase dos medicamentos, das fisioterapias, das idas a consultas hospitalares, onde apenas vemos rostos cheios de ansiedade, de dor, de infinita paciência, misturada com generosas doces de cansaço e ansiedade.
Estou na fase de querer que tudo isso passe que o tempo seja generoso e que passe rápido e que por fim possa ouvir dizer que estou bem e que a medicação será reduzida ou até retirada de vez.
Ainda irá levar muito tempo, os órgãos quando debilitados levam o seu tempo a sarar, tudo tem que ter um tempo e este não se compadece com as minhas impaciências. Tenho a certeza que irei ficar bem e irei fazer tudo para que isso aconteça, terei é que contar comigo ,com os médicos, com os hospitais, com os meus familiares e com todos os que me estão mais próximos. Contarei com a presença de Deus, pois sou crente e é nesses momentos que vemos que um pouco de crença e de fé ajudam muito.
Deus é Pai, Deus é Grande!
terça-feira, maio 21, 2013
5.000 PINTORES E MAIS DE 100.000 PINTURAS
QUANDO ABRIR A PÁGINA VEJA NO FIM DE TUDO E ESCREVA O PINTOR QUE QUEIRA PROCURAR ou o quadro que mais lhe agrade...
http://www.mystudios.com/artg allery/
http://www.mystudios.com/artg
sábado, abril 27, 2013
Puberdade-Edvard Munch
Nesta obra do grande pintor norueguês Edvard Munch, vemos que há um rompimento a nível conceptual ou mesmo formal com a representação mais ou menos idealizada do nu.
Nesta tela E. Munch representa uma adolescente sentada quase na ponta da cama a olhar para nós com grandes olhos muito expressivos e a espera não sabemos bem de quê.
A sombra que aparece à direita da tela, o olhar fixo e a posição decorosa das pernas e dos braços da rapariga indicam-nos que ao mesmo tempo ela receia por algo. Talvez receie o despertar da sua própria sexualidade, que em E. Munch sempre foi sinónimo de medo, sofrimento e destruição.
Nesta tela E. Munch representa uma adolescente sentada quase na ponta da cama a olhar para nós com grandes olhos muito expressivos e a espera não sabemos bem de quê.
A sombra que aparece à direita da tela, o olhar fixo e a posição decorosa das pernas e dos braços da rapariga indicam-nos que ao mesmo tempo ela receia por algo. Talvez receie o despertar da sua própria sexualidade, que em E. Munch sempre foi sinónimo de medo, sofrimento e destruição.
Esta bonita tela e algo misteriosa tela denominada de Puberdade foi realizada por volta de 1894/95 e pode ser apreciada na Galeria Nacional de Oslo.
quinta-feira, abril 25, 2013
Bom Feriado
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