Tudo de bom.
Bjs
Fátima
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| Caravaggio-A Deposição de Cristo Óleo sobre tela Pinacoteca Vaticana-Roma |
O meu Blogue é um pouco de mim.Procuro através dele transmitir os meus gostos e as minhas ideias.Escreverei sobre aquilo que me vai na alma tendo sempre presente a máxima de Aristóteles que num belo dia disse: "Somos aquilo que fazemos consistentemente.Assim, a excelência não é um acto mas sim um hábito". O nome do meu Blogue é uma homenagem que faço a essa grande pintora do século XVI que foi Artemisia Gentileschi. Que Vivas para sempre Minha Deusa da pintura!
Agora que estamos em plena quaresma nada melhor que abordar temas pictóricos que dizem respeito à morte de Jesus Cristo e como ela foi encarada por determinados pintores.
Foi sem grande surpresa que vi Mad Max ser o grande vencedor na Noite dos Oscares, porque eu já aqui tinha vaticinado que nas categorias técnicas ninguém levaria a melhor sobre esta obra de Jorge Miller, e acredito que qualquer realizador terá que fazer muito para superar o que ali vemos em termos cinematográficos. De facto é de ficarmos pregados à cadeira a ver aquelas imagens a sucederem-se vertiginosamente no ecran. O balúrdio que ali foi gasto, tiraria-nos do defaut ou pelo menos ajudaria nisso. Assim, Mad Max ganhou nas categorias de Melhor Mistura de Som, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Montagem, Melhor Caracterização, Melhor Guarda Roupa (e eu que julgava que este ia para A Rapariga Dinamarquesa) e só não ganhou na Melhor Banda Sonora porque o Óscar foi justamente para Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino, que tem uma a banda sonora maravilhosa sob a chancela do incomparável e muito merecedor desse prémio Ennio Morricone . Foi um prémio mais que justo.
Alejandro González Iñárritu foi justamente premiado com o Óscar de Melhor Realizador pelo seu O Renascido e a estatueta de Melhor Filme ( para grande surpresa minha e de muita gente que tinha apostado as fichas todas no O Renascido) foi para O Caso Spotlihgt (juntamente com o Óscar de Melhor Argumento) filme esse que já aqui abordei. Já não é a primeira vez que isto acontece, ou seja, a estatueta de Melhor Filme não ir para o de Melhor Realizador. Enfim...
Surpresa, surpresa foi Mark Ryllance que ganhou a estatueta para o de Melhor Actor Secundário pela sua prestação em A Ponte dos Espiões batendo o inesperado Silvester Stalone, que apesar de eu não ter visto a sua prestação em Greed, já foi galardoado em outros festivais pelo mesmo filme e parece-me que levar um Óscar seria demasiado.
O Óscar para Melhor Argumento Adaptado foi para o fabuloso e didáctico A Queda de Wall Street e o de Melhor Documentário para Amy de Colin Gibson.
O Oscar para Melhor Efeitos Visuais foi para o soberbo Ex Machina, e o 'meu' Leonardo di Caprio levou o mais que merecido Óscar para Melhor Actor Principal por O Renascido.
Do resto, foi o habitual.
Para quem queira soltar umas boas gargalhadas é só ir ver o filme Salvé,César os manos Ethan e Joel Coen.
Gostei. Gostei deste Trumbo, realizado por Jay Roach e que baseado em factos reais relata as agruras por que passa Dalton Trumbo, quando em 1047 ele e mais nove personagens de Hollywood, (argumentistas, escritores, actores...) são chamados a depor na comissão parlamentar de inquérito da Câmara dos Representantes de Estados Unidos, presidida pelo malfadado senador J.McCarthy, cujas função era averiguar a suposta infiltração de comunistas na industria do cinema.
Indigitado para Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França, apesar do filme ter sido rodado na Turquia está em cartaz o belíssimo e imperdível primeiro filme da realizadora turca Deniz Gamze Ergüven, Mustang.
Numa visita ao Museu do Prado, chamou-me a atenção uma tela do pintor espanhol, Juan Carreño de Miranda com um título absolutamente horroroso de, "A Monstra Eugenia Martinez Vallejo". Para além do nome da tela o que me impressionou foi a quantidade de gente que tecia comentários de muito mau gosto acerca da personagem ali retratada. Um grupo de miúdos que pareciam estar ali em visita de estudo riam-se e diziam parvoíces completamente alarves , típicas da idade, mas ao mesmo tempo não 'desgrudavam' dali, posto que a tela parecia exercer sobre eles e sobre quem a via uma espécie de magnetismo quase que doentio.
Outro filme que estreou em Portugal esta semana e que é uma das grandes surpresas do ano pela interpretação de ambas as actrizes principais, fotografia, guião, música, cenário,guarda roupa,...é o Carol do grande realizador Todd Haynes (do belíssimo filme Longe do Paraíso /Julliane Moore) e com os soberbos desempenhos das actrizes Cate Blanchett, Rooney Mara e Sarah Paulson. Destaco-as porque apesar de haver outros personagens nomeadamente masculinos, o filme recai todo sobre estas três mulheres que carregam de uma forma sublime todo o filme às suas costas.
Há filmes e até obras de arte pictóricas que quando as vemos pela primeira vez ficamos simplesmente fascinados com elas, mas, passado algum tempo, até pode ser anos, quando as revimos nada sentimos e até nos interrogamos sobre o porquê do fascínio sentido quando pela primeira vez olhamos para elas. Já me aconteceu isso inúmeras vezes e até já me aconteceu isso com pessoas, mas isso são contas de outro rosário.
Há três realizadores que eu assim que sei que os seus filmes estão em exibição ponho-me no cinema assim que posso, ou seja, o mais rapidamente possível.
Se alguém pensava já ter visto tudo com o magistral Margin Call (escrevi um post acerca do mesmo aquando da sua passagem pelos cinemas portugueses) e o espantoso Inside Job (documentário narrado por Matt Damon) desengane-se, pois este A Queda de Wall Street , leva-nos à total estupefacção do primeiro ao último minutos e quando largamos a cadeira estamos zonzos e a pensar como é que uma dúzia de gulosos capitalistas sem qualquer pinga de escrúpulos, decência, moral, ética...conseguiram deitar a baixo o mundo financeiro, social e económico tal como o conhecíamos.
Todos os anos, semanas antes da cerimónia dos Oscares acontece aquilo que qualquer actor mais teme: a atribuição da malfadada Framboesa de Ouro ou mais conhecida por Razzie Awards.
A cena passou-se numa sala de cinema quando fui ver um filme que recomendo vivamente que é o Joy, baseado na história verdadeira de Joy Mangano, mais conhecida nos E.U.A. pela 'rainha das esfregonas'.
Se duvidas havia que estávamos perante dois grandes actores, elas desaparecem quando vemos Eddie Redmayne, Alicia Vikander, protagonizarem o casal Einar e Gerda Wegener no filme de Tom Hooper, A Rapariga Dinamarquesa.
Com realização de Benoit Jacquoit (Adeus, minha Rainha ) e com as prestações de Léa Seydoux, Vincent Lindon Clotild Mollet, Hervé Pierre Mélodie Valemberg entre outros fui ver O Diário de Uma Criada de Quarto e gostei medianamente, porque senti alguma desilusão não em relação aos actores que estão muito bem, mas sim em relação ao realizador, porque a espaços sentia acentuadas quebras de ritmo que deixam no espectador uma forte sensação de desilusão. Essa desilusão acentuasse na medida que o argumento tem imenso para nos dar, nessa relação sempre tão interessante entre quem serve e quem é servido e Benoit Jacquoit não soube aproveitar isso (aí que saudades da versão de Luis Buñuel) preferindo introduzir as os tão incomodativos flash backs que no filme só servem para atrapalhar nunca criando uma verdadeira ligação entre a narrativa presente e aquelas cenas do passado.