segunda-feira, julho 11, 2016

Simplesmente...Campeões da Europa 2016

E QUE VIVA A NOSSA FANTÁSTICA SELECÇÃO, MAIS O ENGENHEIRO DA VITÓRIA, O GRANDE E CONFIANTE FERNANDO SANTOS.
AO ÉDER SÓ NOS RESTA AGRADECER O SEU FANTÁSTICO GOLAÇO!





domingo, julho 03, 2016

Revisitação de um Mito

Foi com agrado que vi chegar ao Meo, este fabuloso filme de Christopher Smith (2009) intitulado de Triangel ( Triângulo do Medo) com uma fabulosa e talentosa Melissa Jorge. Já o tinha visto há uns anos atrás e adorei o filme do princípio ao fim. Ontem fazendo zapping pelo video clube da Meo (passo a publicidade) fui dar com o filme e fiquei genuinamente feliz em poder revê-lo.
O filme é imperdível a todos os títulos quanto mais não seja porque eu gosto imenso da mitologia grega e ai o que vemos é nada mais do que a revisitação do Mito de Sísifico um dos personagens mais trágicos da mitologia, pois foi para sempre condenado a rolar uma pedra de mármore montanha acima, pedra essa que por força da sua  maldição rolava ladeira abaixo tendo que  Sísifico tornar a rolá-la montanha acima num movimento para toda a eternidade, sendo incapaz de mudar o seu fatal e amaldiçoado destino.  
Assim, o que aqui vemos neste soberbo filme nada mais é do que o castigo de alguém que faltando às suas obrigações de mãe de um filho deficiente, terá que eternamente repetir os mesmos actos para toda a eternidade, sempre metida dentro de um tenebroso barco de seu nome...Aeolus o nome do pai de Sísifico e Senhor os Ventos segundo a Mitologia grega. 
O filme a espaços é tão espantosamente agonizante e sufocante  que o espectador é genuinamente contagiado pela infelicidade da personagem principal, e esse mérito só um bom realizador e uma actriz talentosa conseguem produzir. 
Carregando o filme às costas pesar de o mesmo ter actores muito bons e alguns em inicio de carreira como é o caso de Liam Hemsworth, recomendo a todos este incrível e inteligente filme que tenho a certeza que muita gente fará aquilo que eu fiz, que foi de tornar a ver o filme outra vez para que algumas cenas pudessem então  ser entendidas, pois o modo que as mesmas foram colocadas são tão subtis que algumas só no fim fazem sentido.
Este Triange é algo a não se perder.

segunda-feira, junho 27, 2016

Adeus Meu Trono

Depois deste último episódio da sexta temporada da mítica série A Guerra dos Tronos, como é que o povo vai viver até chegara próxima?
Não tem condição mesmo!






Tal como nesta temporada...que venham as mulheres na próxima!
Até para o ano.

quarta-feira, junho 22, 2016

Puvis de Chavannes- Raparigas à Beira-Mar

Com o inicio oficial do verão, nada como aqui abordar uma das obras de um dos pintores ifranceses que mais gosto, Puvis de Chavannes. 
Ligado à corrente impressionista Chavannes nasceu em Lyon, França,  a 14 de Dezembro de 1824 e veio a falecer em 1898 em Paris. De forte carácter, este pintor foi ao longo da sua vida criando obras muito características deste movimento e em que a ligação homem/natureza estão sempre presentes. As suas personagens são  muito bem construídas anatomicamente e na obra aqui presente podemos constatar  isso mesmo. 
De facto, três raparigas estão presentes frente a uma praia de ondas calmas. A que se encontra em pé tem um corpo avantajado mas bem constituído. Parece ter estado no mar e agora virado para ele está concentrada em pentear os seus longos cabelos. Tem em redor da cintura uma toalha e o resto do corpo está  lhe desnudado permitindo-nos observam as costas bem torneadas.
A que se encontra sentada de frente para nós,  reclinada nas dunas,  tem um ar ausente e o rosto revela alguma emotividade soturna. Tal como a que está em pé também esta tem o dorso desnudo e uma toalha branca tapa-lhe as pernas . Com o braço direito segura os seus longos cabelos e o esquerdo repousa entre as pernas. 
A terceira rapariga, está sentada em segundo plano, de costas para o espectador, parecendo observar o mar. Todas elas apesar de estarem num cenário de praia têm os corpos excessivamente branco, quase leitoso. Não existe nesta composição uma cor quente, pois Chavannes apenas se vai concentrar no branco e num azul esbatido.
 Esta obra acaba por ser um tanto ou quanto estranha, pois se repararmos bem nenhuma delas estabelece contacto entre si, parecendo cada uma delas emersa no seu mundo rico e misterioso.

Puvis de Chavannes
 O céu com algumas nuvens muito bem feitas contrasta com o azul do mar. As raparigas estão rodeadas de  plantas  secas e murchas que pululam pelas dunas aí existentes e tal como elas próprias, parecem não interessar a quem quer que seja, apesar de darem algum colorido à composição. 

Sendo uma obra a meu ver bastante fria e  triste em contraste com o verão sempre alegre e carregado de cores, não deixa de ser fascinante olhar para esta tela quanto mais não seja por nela estarem três figuras bem interessantes emersas em sua tristeza e mistério. 
Esta obra intitulada Raparigas à Beira-Mar é um óleo sobre tela e pode ser apreciada no Museu D'Orsay em Paris.

domingo, junho 19, 2016

Anton Yelchin -1989-2016

Neste filme Anton Yelchin, e é deste lindo e fantástico actor que vos estou aqui a escrever, fazia um papel sublime e  demonstrava um talento tão grande, mas tão grande que roubava as cenas a toda a gente.

Mais tarde vi-o já bem crescido num filme sem grande interesse mas com a sempre segura Toni Colete e Colin Farrell denominado de Fright Night/Noite de Espanto.
 Claro que como talentoso que era nunca fazia feio tal como não o fez em Alpha Dog outro seu  grande papel juntamente com Juntin Timberlake  e outro grande talento que é o Emile Hirsch. 
Andou também pelas saga  Star Trek e Exterminador Implacável.

A  última vez que o vi actuar foi no fabuloso, belíssimo e  incrível filme de Jim Jarmusch "Só os Amantes Sobrevivem" com a polivalente e multifacetada Tilda Swinson e Mia Wasikowska.

Soube hoje com grande tristeza que este lindo rapaz e grande actor apesar dos seus 27 anos, filho  de ginastas de patinagem artística russos que emigraram para os E.U.A. era ainda Anton Yelchin muito jovem, morreu num estúpido  e bizarro acidente de carro. 

Foi um choque para mim porque eu gostava mesmo deste jovem e penso que se perdeu um imenso actor que ainda legaria ao mundo,muitos e bons papéis. 
Que a sua alma descanse em paz.

terça-feira, junho 14, 2016

Sempre Divas...

Esta senhora a 'mãe de dragões' é só dar uma saltada fora da pirâmide e logo lhe atacam a cidade. Contudo, quando ela volta tudo se normaliza. Como Diva que é, gosta de dar show e exemplo disso são as suas  entradas  e  saídas nos episódios que são  sempre triunfantes e no de ontem não foi excepção. Grande dama esta Daenerys Targaryen!


Esta  jovenzita mostrou no episódio de ontem, o oitavo da 6ª temporada da Guerra dos Tronos, que tem nome! Fartou-se de ser 'no one'  e resolveu se assumir-se plenamente como Arya Stark de Winterfield e marchar  para Westeros. Força pequena Diva, vai buscar o que é teu por direito!



Por fim, esta Diva aqui presente,  a vibóra Cercei Lennister  perdeu um pouco da sua apatia e escolheu a violência. E quem tem aquela bizarma tipo zombie atrás, está sempre safo. O seu a seu dono!


sexta-feira, junho 03, 2016

Ain't Your Mama

Está a rolar por aí nas rádios e nos canais de música um video clip da Jennifer Lopez onde ela canta uma canção que diz que Ain't Your Mama, canção essa que faz com que muitas mulheres no dito video clip se levantem dancem e  contem em coro, que de facto são mulheres e não mães dos maridos que têm em casa e que pelo que vemos as apreciam muito pouco, sejam elas mães ou esposas.
Entretanto neste cantinho a beira mar plantado há uma taróloga que numa estação de televisão privada aconselha a uma desgraçada que para ela telefona a contar as suas desditas  com o energúmeno que tem em casa e que a violenta constantemente,  a ter muita paciência com esse homem, dar-lhe amor, carinho, manter-se ao seu lado e sobretudo não ser mulher/esposa, mas sim...Mãe do brutamontes, visto as cartas não anteverem uma separação no curto e médio prazo.
Perante esta tamanha barbaridade desfilada por alguém que tinha por obrigação saber que violência doméstica é crime e que deve ser denunciada e condenada,só nos resta aconselhar a esta  tárologa a arrumar as suas cartas de Tarot e desaparecer do espaço televisivo para nunca mais voltar!
 Para limpar as nossas meninges,vamos então ouvir com atenção a canção da grande JL.

quinta-feira, maio 26, 2016

Relatos Bastante Selvagens

Não tendo oportunidade de ver este filme quando o mesmo esteve em cartaz e com grande pena minha, foi com alguma ansiedade que esperei que o mesmo chegasse ao video clube para o poder ver. Falo-vos do genial Relatos Selvagens  filme do realizador argentino  Danián Szifrón e com as soberbas interpretações de Rita Cortese ,Ricardo Darín, Nancy Dupláa, Dario Grandinetti,Oscar Martinez,Osmar Nunez,Maria Onetto,Erica Rivas,entre outros bons actores.
O filme é baseado na saudosa serie Amazing Stories que passou há uns anos em Portugal e que eu era fã incondicional, tanto a  primitiva ainda a preto e branco  como a adaptação desta  que S.Spilberg fez anos mais tarde.
Assim, o que aqui vemos nestes relatos, nada mais é, que seis histórias não ligadas entre si, em que personagens aparentemente banais vão entrar num mundo assombroso, onde a violência e  total perda de controlo dos seus  actos leva-os à  insanidade mais pura, à tragédia que pode até ser bastante cómica, à estupidez dos actos mais absurdos e disparatados  e por fim  à morte em algumas das histórias. 
O que aqui vemos são situações absurdo/caricatas, que de um momento para o outro passam a fazer parte da sua vivência por algumas horas ou alguns dias e isso é feito de forma tão  magnifica, que cada vez que uma história termina a nossa mente quase que não se encontra preparada para a outra de tal forma ficamos pasmados como o que acabamos de ver anteriormente.
Escusado dizer que adorei todas as histórias, mas a minha preferida é a primeira intitulada de "Pasternak" . Passada dentro de um avião e com uns tantos personagens bastante bons, a mesma não tem mais de 10 minutos. Logo  aqui podemos ver toda  a originalidade deste realizador e dos seus guionistas que quando a escreveram e realizaram deveriam estar em estado de graça tal a  genialidade aqui mostrada.
Também adorei "El mais Fuerte" onde podemos ver ali o que é a fúria de um automobilista quando é ultrapassado numa autoestrada, assim como "Las Ratas", pequena pérola de pouco mais de 10 minutos, mas absolutamente assombrosa, toda ela passada dentro de um lúgubre restaurante de beira de estrada e com apenas quatro personagens.
"Bombita" remete-nos para o filme "Um Dia de Fúria" (filme que adoro) e o último filme "Hasta que la Muerte nos Separe", acaba por ser a história ideal para fechar este sexteto de loucura e insanidades várias perpetradas pelo cidadão comum que em situações limites é levado a fazer coisas absolutamente impensáveis. Ver aquela noiva em rédea solta, dá-nos vontade de pensar duas vezes antes de ir a um casamento. Genial!
Este magnifico filme  que não me posso esquecer de referir ser  uma parceria entre a Argentina e o Brasil, foi  seleccionado em 2015 para Melhor Filme Estrangeiro, tendo perdido para "Ida" e no Festival de  Cannes competiu  para o prémio máximo o Palma de Ouro, tendo perdido para Dheepan, de Jacques Audiard.  
Um filme imperdível!

terça-feira, maio 24, 2016

A Lagosta e outros seres mais...

Imaginemos um mundo onde nas cidades toda a gente tem que estar casada e de preferência com filhos...e se não os conseguirem ter, que os arranjem por adopções e outras coisas que tal. Nesses acasalamentos impostos pelas regras de tal sociedade o amor pode passar perfeitamente ao lado!
Imaginem as pessoas que não consigam esse acasalamento rigidamente imposto e que tem que ser concretizado ao fim de quarenta e tal dias,serem transformados num animal à sua escolha.
 Para apimentar ainda mais a coisa, imaginem uma floresta onde solteiros sempre vestido com bizarras capas plásticas contra a chuva, vivam em permanente fuga dos que os tentam caçar para o matrimónio, sendo que aqui e ao contrário das cidades, as leis proíbem qualquer relação afectiva/amorosa e onde um simples abraço, beijo ou outra qualquer manifestação de carinho é punido com penas de tal forma severas que nomeá-las é quase impossível. Por último imaginem dois seres apaixonarem-se e terem que fugir a tais tão duras penas.
É mais ou menos é esta a premissa (aqui bastante soft como é óbvio) do último filme do genial e muito jovem realizador grego Yorgos Lanthimos denominada de A Lagosta, que se encontra em cartaz em Portugal e que eu aconselho vivamente a todos os amantes de filmes a roçarem a genialidade mais kafkiana que a mente humana pode imaginar.
De facto,  Lanthimos,  partindo de situações banais na vida de um ser humano, o casamento ou  a opção de se ser solteiro,  transforma essas mesmas opções  quotidianas no mais puro horror, mesclado da mais  absurda insensibilidade e onde as regras mais bizarras que a mente humana pode criar imperam sem que alguém as questione e quando alguém o faz é obrigado a proceder às acções mais trágico/absurdas que me foi dado a ver há muitos anos a esta parte, para puder escapar à punição e viver livremente.
 Contudo, esse viver livremente acaba também por ter algo de assustador e é aqui que vemos que o realizador cria uma sociedade onde fugir a qualquer uma das regras é assustadoramente impossível. Genial nas suas premissas!
 Ver este The Lobster é entrar um pouco pelos livros de Kafka e como amante que sou deste escritor foi com genuína boa vontade que me predispus a ver esta obra de um realizador que já nos tinha dado em 2009 Canino e em 2011 Alpeis e que com esta sua última obra ganhou em 2015 o Prémio do Júri no Festival de Cannes.
No elenco temos um surpreendente Colin Farell quase irreconhecível de tão gordo que está e que mostra até que ponto este é um bom actor quando é bem dirigido, a sempre genial Raquel Weltz, os seguros Ben Whishaw e John C.Reilly, e  a assustadora Léa Seydoux, porque sempre que a vejo em overating fico com um friozinho no estômago. 
Aconselho vivamente este A Lagosta quanto mais não seja para nos sentir-mos atirados para um mundo tão semelhante ao nosso e ao mesmo tempo tão diferente e tão assustadoramente absurdo. 

Que Choradeira....

Este post contêm spoiler

Eu que achava que já tinha chorado tudo o que tinha a chorar numa série televisiva, e neste caso estou a falar no Guerra dos Tronos, aquando do episódio Red Wedding onde quase  toda a família Stark é assassinada, ontem no episódio 5 desta 6ª temporada,intitulado The Door chorei tanto no fim com o destino trágico do gigante Hodor que ali percebi pela enésima vez a razão desta série ser até hoje considerada a melhor série televisiva de todos os tempos e o porquê da loucura do seus seguidores em relação a ela. 
Se dúvidas havia em como esta obra baseada nos livros de Jorge R.R.Martin ultrapassava tudo o que era expectável em termos narrativos, efeitos visuais, intriga, encadeamento da história, narrativa, riqueza dos seus personagens, fotografia... etc, etc...essas dúvidas ficaram ultrapassadas ontem no episódio absolutamente dramático e onde um dos personagens muito querido dos fãs perde a sua vida em prol de outras duas.
Foi para mim o melhor episódio desta 6ª temporada, o mais surpreendente de todos, o mais triste, o que mais fez chorar os fãs, só mesmo comparável ao da  Boda Vermelha!
Retiro tudo o que disse num post anterior, em que achava que estava tudo muito morno, e a partir daqui tudo o que vier é ganho pois é difícil bater o episódio de ontem, em que  ficamos finalmente  a saber o porquê da personagem Hodor, o porquê dele apenas conhecer uma palavra,(Hodor) em que ele repetia sempre quando a ele se dirigiam, palavra essa  que todos julgávamos ser o nome dele.
No 3º episódio a cortina a começou a abrir-se ao descobrir-mos que ele se chamava Wylis e não Hodor, mas acho que  nunca, mas nunca pensaríamos que a palavra Hodor teria como único objectivo aquele em que vimos neste episódio. Foi super surpreendente e espectacular, mas ao mesmo tempo de uma tristeza tão grande, que todos iremos sempre sentir imensas saudades deste bom gigante protector de Bran Stark...assim como de Summer o lobo gigante branco. Foi de facto, um episódio revelador, triste e ao mesmo tempo absolutamente fantástico e onde até o genérico sem música (lembrando-nos o Red Wedding) nos mostrou o quanto a perda deste personagem ia tocar no coração dos fãs desta série.!
Valar Morghulis...aqui nesta série de facto Todos os Homens Morrem!

quinta-feira, maio 19, 2016

Ensurdecedor

Com realização do norueguês,  Joachim Trier,(Oslo, 31 de Agosto) e a sua primeira obra  em língua inglesa, está em cartaz o magnífico filme Ensurdecedor (Louder than Bombs), que fez a sua estreia no ano passado no festival de cannes.
Nela podemos ver um sempre seguro Gabriel Byrne (aí o que eu gosto deste actor) um surpreendente Jesse Eisemberg (como este actor cresceu em termos artísticos desde que o vimos em A Rede Social, a fantástica Isabelle Huppert, que dispensa apresentações e que numa, mas nunca faz feio, e a revelação em termos cinematográficos de um miúdo muito talentoso chamado David Druid que a meu ver é a força motora de todo o filme pela sua fechada postura em relação à morte dramática da mãe adorada e em permanente conflito com o pai.
Este Louder than Bombs é a meu ver um grande filme em cartaz, que está a passar muito despercebido o que é pena, pois ali abordam-se temas muito actuais  que vão da perda de um membro da família, neste caso a mãe, aos problemas inerentes à adolescência  e que nos leva também até aos campos de refugiados afegãos através do olhar das fotografias tiradas nesses mesmos campos e que mais uma vez faz valer a máxima que diz que uma foto vale por mil palavras. 
É também um filme muito sentido, pausado, com uma fotografia magnifica e  a roçar à perfeição, com os actores em estado de graça, a começar por G.Byrne acabando em  Amy Ryan que também por lá anda espalhando magia.
 Adorei o papel desempenhado por I.Huppert, uma mulher dividida entre a família que a adora e que dela precisa, sobretudo o introspectivo filho mais novo, e a sua profissão a de fotógrafa free lance que sente que também deve dar a conhecer a sua profissão, neste caso o de fotógrafa das misérias e desgraças que grassam pelo médio oriente. O filme oscila entre o passado e o presente e apesar da mesma já não existir no presente a sua imagem qual fantasma sobrepõem-se e ensombra todos, instalando-se nas suas vidas, não deixando que as feridas sarem e que pai e os dois filhos consigam seguir com a sua vida.O fim é magnifico, quanto mais não seja pela fotografia que não me canso de salientar, ser do melhor que já vi desde há muito.
De facto, este Ensurdecedor é um filme a não perder.

quarta-feira, maio 18, 2016

Short Film

Este incrível, cómico e muito em feito short filme é a minha homenagem a  todos os museus, esses lugares maravilhosos de cultura que adoro frequentar e que são homenageados durante toda esta semana, culminando no sábado, dia mundial dos museus.
 Aproveito aqui para convidar todos a irem ao Museu de Arte Antiga,  cuja programação
 no sábado é cheia de coisas fantásticas e com entrada e gratuita.
Um bem haja a tos os museus portugueses de norte a sul do país.

domingo, maio 15, 2016

Tri Campeões

IMAGINEM SE O HOMEM FOSSE TREINADOR DE FUTEBOL!!!LOL

Parabéns Rui Vitória e todos os jogadores do clube do meu coração: O Grande Benfica!







E para o JJ  um recadinho: é favor falares menos...pois que calado ês um poeta!

quarta-feira, maio 11, 2016

Um Trono Muito Morno


(Este post contêm spoiler ou o que quer que isso seja, uma vez que toda a gente viu o que aqui vou escrever)

Já sabíamos que Ramsay Bolton (Iwan Rheon) era nesta incrível série que é a Guerra dos Tronos a encarnação da maldade humana, a figuração do demo, da psicopatia e da ausência total de qualquer valor ético moral, ou seja, o doido de serviço.
 Contudo, penso que as loucuras deste bizarro e destrambelhado personagem (será que um dia quanto menos o esperarmos o vão matar?) não bastam para fazer andar e empolgar os episódios desta 6ª temporada da série baseada nas obras de George R.R.Martin.
Só mesmo quem está muito desatento e é pouco conhecedor de Ramsay Bolton é que se surpreendeu quando o mesmo apunhala mortalmente o pai, e de seguida mata a madrasta e irmão acabado de nascer, atirado-os aos cães, tornando-se senhor e dono da casa Bolton. Só por isso,  já se adivinha muito sangue e lágrimas derramadas como é costume sempre que Ramsay entra em cena.
Ainda falavam do Rei Joffrey Baratheon!
 Eu  desde o assassinato da família Stark nas Bodas Vermelhas que deixei de me embasbacar com o que quer que seja que daí venha. Assim também não me surpreendi grandemente com o retorno à vida de John Snow (Kit Harington) e só achei que o alarido feito em torno disso nos 10 meses que antecederam esta temporada, pecaram por excesso e só tinham como fito aguçar o apetite dos fãs desta série entre os quais me incluo.
Cheguei uma vez a estar numa prova de roupa na cadeia de lojas Zara e ouvir dois funcionários da mesma a discutirem feio sobre se J.Snow voltava ou não à vida  e ver uma cliente a meter-se de permeio na discussão. Delicioso!
Claro que acostumados que estamos a quem escreve os episódios achei o máximo o próprio John dizer serenamente que depois da vida nada existe  quando lhe perguntam o que ele viu enquanto esteve na morto, abrindo assim as portas para uma outra dimensão na série e mostrando que nada a temer após a morte, pois a maldade, as insanidades, a cupidez, as alegrias, tristezas e tudo o que faz a grandeza e misérias do ser humano se dão aqui enquanto estamos vivos e nada há depois de mortos. Nota máxima!
No que respeita a Westeros, nada ali se  desenrola. Temos uma perversa  Cercei Lanister (Lena Headey) completamente apática depois da vergonha que foi a cena do último episódio e tirando os arreemedos de coragem do irmão e amante, (Nicolaj Coster-Waldau)  e daquela bizarma reconstruída (Gregor Clegane) que anda sempre atrás dela...uma pasmaceira.!
Achei foi muito  engraçado o imberbe e de coroa na cabeça rei Tommen, o jovem actor  Dean-Charles Chapman, estar a ter aquele diálogo religioso  com o sabido do Alto Pardal, o imperdível e ceráfico Jonathan Pryce, que em três tempos lhe comeu as papas na cabeça. Ainda temos um rei completamente convertido aos ideais fanáticos religiosos   desses loucos que agora dominam Westeros.
Quanto à jovem Arya (Maisie Williams) temo-la  a levar pancada  todos os dias e finalmente a recuperar a visão quando consegue fazer frente à sua mestre bebendo a água dada pelo mestre Jaqen H'ghar, o actor  Tom Wlaschiha.
No que concerne a  Bran Stark  seu irmão, este é a parte que mais me interessa pois o mesmo está a  viver num mundo de aprendizagens mágicas com o mágico Corvo de Três Olhos, o magnifico Max Von Sydow, que o faz retornar em sonhos, à vida passada dos seus pais e tendo nessas visões surpreendentes revelações, que penso que serão o cerne desta temporada.
No capitulo dos dragões (aí o que eu adoro aqueles dragões que parecem tão...dragões!) tivemos a meu ver a cena mais incrível quando o meu personagem preferido o pequeno/grande Tyrion Lanister (Peter Dinklager) liberta os dragões para que os mesmos se alimentem, enquanto a mãe dos mesmos, a rainha Daenerys  (Emilia Clarke) é atirada para a cidade das viúvas, esperando-lhe um futuro bem deprimente, a menos que apareça algum dragão e esturrique aquela gente toda.
Ah...quanto à sofrida Sansa (Sophie Turner) lá está em fuga das garras do tarado do Ramsay, a caminho do norte gelado à procura do seu meio irmão John Snow que neste último episódio parece  deixar de ser o Lord Comander depois de mandar enforcar os traidores da Patrulha da Noite.
Surpreendente...surpreendente foi ver a dimensão ganha por Melisandre, a actriz Carice van Houten, que passou a ter uma outra importância na série e a meu ver a preferida até agora do público que vê esta série. Grande Melisandre! 
Se houve grandes atractivos neste inicio de temporada? Nem pouco mais ou menos! 

Tudo muito morno, tudo muito sereno, e tirando as mortes acima referidas e do senhor do Trono de Ferro, Balon Greyjoy, morte esta completamente descabida a meu ver, nada há ali que nos surpreenda, que nos faça ficar a ansiar pelo episódio seguinte.
Como fã incondicional que sou desta série que continuo a dizer que é a melhor de todos os tempos, continuarei a ver os episódios (acho que são apenas 7) mas até agora nada do que me vi me empolgou, me seduziu, me fez ansiar pela segunda feira seguinte. Se calhar estou a ser muito exigente, mas a série é tão boa que os que a seguem querem sempre mais e mais... 
 A continuar assim, muita gente vai zarpar...ai vai vai...

terça-feira, maio 03, 2016

Oskar Schlemmer -Escadaria de Bauhaus


Desde que vi pela primeira vez numa revista esta tela do pintor alemão Oskar Schlemmer fiquei apaixonada por ela, pelo modernismo da obra e pela concepção dos corpos que sobem a escadaria da famosa escola de design,  Staatliches-Bauhaus  pioneira nas  artes . 
De facto, a   Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitectura, sendo a primeira escola de design do mundo.  Foi nela que Oskar Schlemmer (nascido a 4 de Setembro de 1888 em Estugarda  e falecido em Baden-Baden em 1943) se inspirou para criar esta lindíssima tela denominada de Escadaria da Bauhaus.
Embora já lá não estivesse, através desta tela Schlemmer quis prestar homenagem à escola e principalmente ao seu director forçado a abandonar esta instituição sendo que a mesma  passava por grandes dificuldades em manter as portas abertas, estando prestes a ser encerrada pelos nazis.
Assim o pintor vai recriar uma parte da famosa escadaria pertencente ao edifício principal da sede principal da   Bauhaus, em Dessau.
Nesta cena vemos que alunos e professores subiam e desciam pela escadaria para se dirigirem para as aulas ou aos ateliers. Vai ser precisamente este vai e vem que Oskar Schlemmer vai pintar caracterizando tão bem as figuras que as mesmas parecem movimentar-se perante os nossos olhos. Talvez influenciado por manequins ou por desenhos de guarda-roupas realizados pelo mesmo para as suas obras teatrais o que é certo é que o que aqui vemos mais do que a anatomia das figuras é o movimento que ficou perfeitamente captado através dos gestos de torção da cabeça, anca e braços. 
A primeira figura que se veste de tons claros possui uma incrível correcção corporal e a sua presença não ofusca a figura de blusa com tons laranjas que sobe a escada virando o pescoço e olhando para baixo.A perpectiva está magnificamente bem construída e o desenho da escada soberbamente executado.  
Em todos os sentidos esta Escadaria de Bauhaus (1932) é uma das mais belas telas executadas por este multifacetado artista alemão.

 A mesma pode ser apreciada no Museu de Art Moderna em Nova Iorque.

quinta-feira, abril 21, 2016

Prince-1958-2016

E lá se foi este  príncipe da musica. Que ano terrível!.
Que pena, que perda!
Ficarás para sempre nos nossos corações Prince. 

domingo, abril 10, 2016

Teremos Sempre Barcelona

Uma das cidades que mais amei nas viagens que já fiz foi Barcelona. Por graça, por vezes digo aos  meus amigos que se por qualquer razão tivesse que me mudar de Portugal o sitio onde gostaria de ir viver era para esta cidade da Catalunha.
 Barcelona tem tudo e dificilmente poderemos sair dela insatisfeitos. Desde a cultura à movida é uma das cidades mais vibrantes da Europa. Andei por lá 4 noites e 5 dias e adorei cada minuto que lá estive. Não me importei de visitar outra vez o Parque Guell, a Sagrada Família, a Casa Batlló, La Pedrera,  as lojas da Via Diagonal as sempre presentes e intermináveis ramblas e o calçadão marítimo que está um must depois de os catalãs terem reconvertido toda aquela zona abrindo a cidade ao mar a exemplo do que acontece em Lisboa na zona do Parque das Nações.
 Para quem não conhece Barcelona,e este não era o meu caso,  penso que uma boa forma de a visitar e conhecer alguns dos seus pontos mais interessantes é dar 28 euros por um bilhete nesses autocarros turísticos, e através de duas linhas, pode ser a laranja e a verde, ver Barcelona de "cabo a rabo", ou pelo menos ficar com uma ideia bastante vasta da cidade.
Esse autocarro acaba por levar o turista a sítios que talvez se a pessoa resolver ir a  pé ou em um autocarro de cidade não consiga alcançar, por mais plana que esta cidade seja.
Para se dar uma ideia estivemos um dia inteiro no Bairro Gótico, com intervalo para irmos ao Museu Picasso, experiência que não me importei de ter outra vez, e desconfio que ainda havia muita coisa para se descobrir e que de tão cansados que estávamos não chegamos a ver.
O hotel onde fiquei distava uns 100 metros se tanto de uma das ramblas, mas estava tão bem insonorizado que nenhum barulho lá chegava , e olha se aquelas ramblas são barulhentas entre 6ªfeira e domingo!
Gostei de revisitar alguns sítios, entrar em museus que já tinha visitado e em restaurantes onde já tinha ido. Fiquei foi desiludida por ver que o mercado La Boqueria está em crescente decadência, comparativamente com o S.Miguel em Madrid ou até comparativamente ao nosso Mercado da Ribeira, o de Campo de Ourique, isto em Lisboa e do Bom Sucesso no Porto.
 Esses três dão 5-0 ao La Boqueria, que para além de praticar preços absolutamente disparatados de caros, nada tem de interessante  e a meu ver deveria ser demolido aproveitando apenas a sua bonita estrutura em ferro, e ser reerguido com nova cara e novas bancas, visto estar situado num sitio muito bom e de passagem obrigatória a quem visita Barcelona. Também o Museu Erótico situado numa das ramblas tem pouco ou nenhum interesse e a única coisa engraçada mesmo é ver aqueles drag queens a chamar lá de cima os turistas.
É obrigatório passarmos pela  Via Diagonal, com os seus 13kms  de comprimento, a sua monotonia em alguns troços e a sua vibrante palete cultural noutras, quanto mais não seja por  ali se situar alguns dos edifícios mais incríveis e mais emblemáticos da arquitectura catalã  como é o caso de la Pedrera/Casa Milá e Casa Batlló como já acima citei. 
Por todo o lado vemos a presença do grande arquitecto catalão Antóni Gaudi, quanto mais não seja através dos pináculos da ainda inacabada igreja da  Sagrada Família que vemos bem ao longe e nos bonitos artigos de artesanato tão característicos desta cidade, inspirados na estatuária existente no grande jardim do Parque Guell, uma das obras emblemáticas deste genial arquitecto e onde também se situa a sua  Casa Museu.
A majestosa Catedral de Barcelona situada no inicio bairro gótico, lá está sempre cheia de turistas, ansiosos por visitarem a par da S. Família outra grandiosa obra de arquitectura.
Barcelona continua a ser uma cidade cara para os nossos salários, muito cheia de turistas e a meu ver quase, ou mesmo já a ponto de saturação.
Andar pela Praça Catalunha é como andar por uma torre de Babel tal a quantidade de raças e culturas que ali desaguam quanto mais não seja por os autocarros que chegam do aeroporto ali depositarem quotidianamente centenas de turistas, sedentos daquilo que esta cidade nos oferece....e onde nunca ou quase nunca saímos desiludidos como foi o meu caso e de quem comigo ia.
Pena mesmo é o exagero de edifícios Corte Inglês (passo a publicidade) que se vê pela cidade. Só na praça acima citada situam-se dois deles!!!causando grande impacto visual que acabou por descaracterizar esta praça tão interessante, já para não falar nas Mangos,  Zaras  e tutti quanti...enfim, nem tudo pode ser perfeito!
Apesar disso e da vida tão cara, ir a Barcelona continua  ainda assim a ser uma experiência inolvidável!

segunda-feira, abril 04, 2016

Razão e Coração

Quando a Razão colide com o Coração e vice-versa o resultado é este belíssimo filme de animação que deve ter sido inspiração para o maravilhoso e oscarizado filme de animação Divertidamente.
Uma pequena  pérola!
!

quarta-feira, março 23, 2016

Caravaggio-A Deposição de Cristo

A todos os meus leitores uma Santa Páscoa.
Tudo de bom. 
Bjs
Fátima
Caravaggio-A Deposição de Cristo
Óleo sobre tela
Pinacoteca Vaticana-Roma

sábado, março 19, 2016

Estes Corpos...

This Body and Every Bodies Plus Size.
Bravo!

sábado, março 05, 2016

A Pietá de Ticiano

Agora que estamos em plena quaresma nada melhor que abordar temas pictóricos que dizem respeito à morte de Jesus Cristo e como ela foi encarada por determinados pintores.
Vou começar pelo grande Ticiano. De seu nome Ticiano Vecellio foi um dos grandes ou mesmo o principal representante da escola veneziana no Renascimento. Nasceu em 1477 em Pieve di Cadere em Itália e vai falecer em Veneza a 27 de Agosto de 1576.
Nesta sua obra denominada de Pietá, que dizem ter sido pintada pelo pintor  com a intenção de decorar o seu próprio túmulo coisa que depois não aconteceu, Ticiano vai criar um dos temas mais representados na história da arte, ou seja, o momento em que Cristo desce ao seu túmulo. 
Se repararmos bem o centro da composição vai ser dominado pela Virgem que segura nos seus braços o filho morto. Fugindo ao costume de só se representar a Pietá sozinha aqui Ticiano povoa a sua composição com outros personagens, personificando-se ele próprio na figura de Nicodemos, aparecendo assim de joelhos diante de Cristo. É interessante verificar que a única cor garrida na tela vai ser precisamente o manto vermelho de Nicodemos, contrastando essa garrida cor com o manto preto de Maria Madalena à sua esquerda. 
É uma cena de grande dramatismo e toda ela vai decorrer no interior de um templo onde a luz é muito escassa havendo apenas laivos de claridade vindos da cúpula e que vão incidir sobre o corpo morto de Cristo.
Junto à Virgem aparece pé Maria Madalena que toda ela envolta numa túnica dourada e por cima desta um manto escuro, já aqui mencionado, expressa a sua máxima dor elevando um dos braços e chorando.
No canto inferior esquerdo temos um anjinho que segura um jarro, talvez cheio de unguentos para serem passados pelo corpo morto de Cristo.Na parte esquerda  da composição aparece uma estátua de Moisés com as tábuas da lei. Na parte direita temos uma estátua da Sibila e de outro anjo que segura um archote.
Toda a tela foi feita em tons escuros, cujo tom dourado das estátuas dá ainda maior relevo.
Contudo, isso não lhe retira beleza  posto que os tons claros estão tão bem criados que acabam por dar luminosidade à mesma criando um conjunto perfeito.
Esta Pietá é um grandioso óleo sobre tela e pode ser apreciado em Veneza na Galeria da Academia.

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Noite de Oscares

Foi sem grande surpresa que vi Mad Max ser o grande vencedor na Noite dos Oscares, porque eu já aqui tinha vaticinado que nas categorias técnicas ninguém levaria a melhor sobre esta obra de Jorge Miller, e acredito que qualquer realizador terá que fazer muito para superar o que ali vemos em termos cinematográficos. De facto é de ficarmos pregados à cadeira a ver aquelas imagens a sucederem-se vertiginosamente no ecran. O balúrdio que ali foi gasto, tiraria-nos do defaut  ou pelo menos ajudaria nisso. Assim, Mad Max ganhou nas categorias de Melhor Mistura de Som, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Montagem, Melhor Caracterização, Melhor Guarda Roupa (e eu que julgava que este ia para A Rapariga Dinamarquesa) e só não ganhou na Melhor Banda Sonora porque o Óscar  foi justamente para Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino, que tem  uma a banda sonora maravilhosa sob a chancela do incomparável  e muito merecedor desse prémio Ennio Morricone . Foi um prémio mais que justo.

Alejandro González Iñárritu foi justamente premiado com o Óscar de Melhor Realizador pelo seu O Renascido e a estatueta de Melhor Filme  ( para grande surpresa minha e de muita gente que tinha apostado as fichas todas no O Renascido)  foi para O Caso Spotlihgt (juntamente com o Óscar de Melhor Argumento) filme esse que já aqui abordei. Já não é a primeira vez que isto acontece, ou seja, a estatueta de Melhor Filme não ir para o de Melhor Realizador. Enfim...
 Surpresa, surpresa foi Mark Ryllance que  ganhou a estatueta para o de  Melhor Actor Secundário pela sua prestação em A Ponte dos Espiões batendo o inesperado Silvester Stalone, que apesar de eu não ter visto a sua prestação em Greed, já foi galardoado em outros festivais pelo mesmo filme e parece-me que levar um Óscar seria demasiado.
Penso que se receber futuramente algum será de consagração de carreira no cinema.
A seguríssima Alicia Vikander que veio para ficar,  ganhou o Óscar de Melhor Actriz Secundária pela sua sempre segura prestação em A Rapariga Dinamarquesa.
O Óscar para Melhor Argumento Adaptado foi para o fabuloso e didáctico A Queda de Wall Street e o de Melhor Documentário para Amy de Colin Gibson.

Já o  Óscar para Melhor Actriz Principal foi para  Brie Larson (esta jovem chegou viu e venceu e sambou na cara da concorrência!) em Room um filme que ainda não vi e por isso não posso comentar, mas que pelo que tenho ouvido é excelente.

O Filho de Saul levou a estatueta para Melhor Filme Estrangeiro, coisa  que eu já aqui tinha vaticinado... eu que estava a torcer por Mustang, filme que já postei aqui.
 Sem grandes surpresas o muito bome divertidissimo Inside Out levou o Óscar para o Melhor Filme de Animação, Sam Smith para Melhor Canção, (Writings on the Wall do filme Spectre) tendo a par de Iñárritu e  di Caprio proferido um dos melhores agradecimentos da noite com um discurso muito assertivo em prol da liberdade gay e assumindo-se tal como ele é! Grande Sam Smith!. 
O Oscar para Melhor Efeitos Visuais foi para o soberbo Ex Machina, e o 'meu'  Leonardo di Caprio levou o mais que merecido Óscar para Melhor Actor Principal por O Renascido.
Foi mais que merecido porque este actor nos últimos anos tem-nos brindado com actuações magnificas infelizmente  nunca reconhecidas pela academia.
Fez um belíssimo e comovente discurso em prol da minorias e do ambiente e como 'realeza'  que é não lhe cortaram o discurso com música, coisa que foi feito aqueles que ultrapassavam os 45 segundos. Grande Leonardo!
Os derrotados (coisa que já se esperava) foram Star War:Force Awakens,(nem nas categorias técnicas se salvou) Brooklyn, Carol e  Perdido em Marte.

Do resto, foi o habitual.
Chris Rock o apresentador que até tem muita graça, desta vez brindou-nos  com piadas que a meu ver foram de muito mau gosto e algo repetitivas, acerca da não presença de actores negros entre os nomeados, salvando-se o espectáculo com Lady Gaga, que deu o litro mostrando ser uma verdadeira Woman Show.
Os discursos, foram bons, uns melhores que os outros como já o salientei mais acima, ninguém deu um trambolhão nas escada...ups a Jennfier Lawrence não recebeu nada e por isso não subiu as ditas cujas, houve boicotes vários e assim se fez mais uma edição dos Oscares, no Dolb Theatre com gente vestida de uma maneira muito sem graça salvando-se a meu ver as já habituais, Cate Blanchet, Charlize Theron, Julliane Moore e passando a integrar este lote, Allicia Vikander.
Para o ano haverá mais se Deus quiser.
Ah...não percebo o porquê de Rooney Mara que é tão boa actriz ter permanentemente aquele ar antipático de  quem de todo não quer estar onde está.
 Já está a começar a irritar!