E QUE VIVA A NOSSA FANTÁSTICA SELECÇÃO, MAIS O ENGENHEIRO DA VITÓRIA, O GRANDE E CONFIANTE FERNANDO SANTOS.
AO ÉDER SÓ NOS RESTA AGRADECER O SEU FANTÁSTICO GOLAÇO!
O meu Blogue é um pouco de mim.Procuro através dele transmitir os meus gostos e as minhas ideias.Escreverei sobre aquilo que me vai na alma tendo sempre presente a máxima de Aristóteles que num belo dia disse: "Somos aquilo que fazemos consistentemente.Assim, a excelência não é um acto mas sim um hábito". O nome do meu Blogue é uma homenagem que faço a essa grande pintora do século XVI que foi Artemisia Gentileschi. Que Vivas para sempre Minha Deusa da pintura!
Foi com agrado que vi chegar ao Meo, este fabuloso filme de Christopher Smith (2009) intitulado de Triangel ( Triângulo do Medo) com uma fabulosa e talentosa Melissa Jorge. Já o tinha visto há uns anos atrás e adorei o filme do princípio ao fim. Ontem fazendo zapping pelo video clube da Meo (passo a publicidade) fui dar com o filme e fiquei genuinamente feliz em poder revê-lo.
Com o inicio oficial do verão, nada como aqui abordar uma das obras de um dos pintores ifranceses que mais gosto, Puvis de Chavannes. ![]() |
| Puvis de Chavannes |
A primeira vez que vi este jovem rapaz a actuar foi no belíssimo filme (que não descansei enquanto não comprei o Dvd de tanto que gosto dele) chamado de Corações na Atlântica, com o grande Anthony Hopkins, filme esse, baseado numa das obras do escritor Stephen King.
A última vez que o vi actuar foi no fabuloso, belíssimo e incrível filme de Jim Jarmusch "Só os Amantes Sobrevivem" com a polivalente e multifacetada Tilda Swinson e Mia Wasikowska.
Soube hoje com grande tristeza que este lindo rapaz e grande actor apesar dos seus 27 anos, filho de ginastas de patinagem artística russos que emigraram para os E.U.A. era ainda Anton Yelchin muito jovem, morreu num estúpido e bizarro acidente de carro.
Não tendo oportunidade de ver este filme quando o mesmo esteve em cartaz e com grande pena minha, foi com alguma ansiedade que esperei que o mesmo chegasse ao video clube para o poder ver. Falo-vos do genial Relatos Selvagens filme do realizador argentino Danián Szifrón e com as soberbas interpretações de Rita Cortese ,Ricardo Darín, Nancy Dupláa, Dario Grandinetti,Oscar Martinez,Osmar Nunez,Maria Onetto,Erica Rivas,entre outros bons actores.
Imaginemos um mundo onde nas cidades toda a gente tem que estar casada e de preferência com filhos...e se não os conseguirem ter, que os arranjem por adopções e outras coisas que tal. Nesses acasalamentos impostos pelas regras de tal sociedade o amor pode passar perfeitamente ao lado!
É mais ou menos é esta a premissa (aqui bastante soft como é óbvio) do último filme do genial e muito jovem realizador grego Yorgos Lanthimos denominada de A Lagosta, que se encontra em cartaz em Portugal e que eu aconselho vivamente a todos os amantes de filmes a roçarem a genialidade mais kafkiana que a mente humana pode imaginar.
De facto, Lanthimos, partindo de situações banais na vida de um ser humano, o casamento ou a opção de se ser solteiro, transforma essas mesmas opções quotidianas no mais puro horror, mesclado da mais absurda insensibilidade e onde as regras mais bizarras que a mente humana pode criar imperam sem que alguém as questione e quando alguém o faz é obrigado a proceder às acções mais trágico/absurdas que me foi dado a ver há muitos anos a esta parte, para puder escapar à punição e viver livremente.
Este post contêm spoiler
Com realização do norueguês, Joachim Trier,(Oslo, 31 de Agosto) e a sua primeira obra em língua inglesa, está em cartaz o magnífico filme Ensurdecedor (Louder than Bombs), que fez a sua estreia no ano passado no festival de cannes.
Só mesmo quem está muito desatento e é pouco conhecedor de Ramsay Bolton é que se surpreendeu quando o mesmo apunhala mortalmente o pai, e de seguida mata a madrasta e irmão acabado de nascer, atirado-os aos cães, tornando-se senhor e dono da casa Bolton. Só por isso, já se adivinha muito sangue e lágrimas derramadas como é costume sempre que Ramsay entra em cena.
Claro que acostumados que estamos a quem escreve os episódios achei o máximo o próprio John dizer serenamente que depois da vida nada existe quando lhe perguntam o que ele viu enquanto esteve na morto, abrindo assim as portas para uma outra dimensão na série e mostrando que nada a temer após a morte, pois a maldade, as insanidades, a cupidez, as alegrias, tristezas e tudo o que faz a grandeza e misérias do ser humano se dão aqui enquanto estamos vivos e nada há depois de mortos. Nota máxima!
Achei foi muito engraçado o imberbe e de coroa na cabeça rei Tommen, o jovem actor Dean-Charles Chapman, estar a ter aquele diálogo religioso com o sabido do Alto Pardal, o imperdível e ceráfico Jonathan Pryce, que em três tempos lhe comeu as papas na cabeça. Ainda temos um rei completamente convertido aos ideais fanáticos religiosos desses loucos que agora dominam Westeros.
Desde que vi pela primeira vez numa revista esta tela do
pintor alemão Oskar Schlemmer fiquei apaixonada por
ela, pelo modernismo da obra e pela concepção dos corpos que sobem a escadaria
da famosa escola de design, Staatliches-Bauhaus
pioneira nas artes
.
Nesta cena vemos que alunos e professores subiam e desciam
pela escadaria para se dirigirem para as aulas ou aos ateliers.
Vai ser precisamente este vai e vem que Oskar Schlemmer vai pintar caracterizando tão bem as figuras que as
mesmas parecem movimentar-se perante os nossos olhos. Talvez influenciado por
manequins ou por desenhos de guarda-roupas realizados pelo mesmo para as suas
obras teatrais o que é certo é que o que aqui vemos mais do que a anatomia das
figuras é o movimento que ficou perfeitamente captado através dos gestos
de torção da cabeça, anca e braços.
Gostei de revisitar alguns sítios, entrar em museus que já tinha visitado e em restaurantes onde já tinha ido. Fiquei foi desiludida por ver que o mercado La Boqueria está em crescente decadência, comparativamente com o S.Miguel em Madrid ou até comparativamente ao nosso Mercado da Ribeira, o de Campo de Ourique, isto em Lisboa e do Bom Sucesso no Porto.
Esses três dão 5-0 ao La Boqueria, que para além de praticar preços absolutamente disparatados de caros, nada tem de interessante e a meu ver deveria ser demolido aproveitando apenas a sua bonita estrutura em ferro, e ser reerguido com nova cara e novas bancas, visto estar situado num sitio muito bom e de passagem obrigatória a quem visita Barcelona. Também o Museu Erótico situado numa das ramblas tem pouco ou nenhum interesse e a única coisa engraçada mesmo é ver aqueles drag queens a chamar lá de cima os turistas.
É obrigatório passarmos pela Via Diagonal, com os seus 13kms de comprimento, a sua monotonia em alguns troços e a sua vibrante palete cultural noutras, quanto mais não seja por ali se situar alguns dos edifícios mais incríveis e mais emblemáticos da arquitectura catalã como é o caso de la Pedrera/Casa Milá e Casa Batlló como já acima citei.
Barcelona continua a ser uma cidade cara para os nossos salários, muito cheia de turistas e a meu ver quase, ou mesmo já a ponto de saturação.
Agora que estamos em plena quaresma nada melhor que abordar temas pictóricos que dizem respeito à morte de Jesus Cristo e como ela foi encarada por determinados pintores.
Foi sem grande surpresa que vi Mad Max ser o grande vencedor na Noite dos Oscares, porque eu já aqui tinha vaticinado que nas categorias técnicas ninguém levaria a melhor sobre esta obra de Jorge Miller, e acredito que qualquer realizador terá que fazer muito para superar o que ali vemos em termos cinematográficos. De facto é de ficarmos pregados à cadeira a ver aquelas imagens a sucederem-se vertiginosamente no ecran. O balúrdio que ali foi gasto, tiraria-nos do defaut ou pelo menos ajudaria nisso. Assim, Mad Max ganhou nas categorias de Melhor Mistura de Som, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Montagem, Melhor Caracterização, Melhor Guarda Roupa (e eu que julgava que este ia para A Rapariga Dinamarquesa) e só não ganhou na Melhor Banda Sonora porque o Óscar foi justamente para Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino, que tem uma a banda sonora maravilhosa sob a chancela do incomparável e muito merecedor desse prémio Ennio Morricone . Foi um prémio mais que justo.
Alejandro González Iñárritu foi justamente premiado com o Óscar de Melhor Realizador pelo seu O Renascido e a estatueta de Melhor Filme ( para grande surpresa minha e de muita gente que tinha apostado as fichas todas no O Renascido) foi para O Caso Spotlihgt (juntamente com o Óscar de Melhor Argumento) filme esse que já aqui abordei. Já não é a primeira vez que isto acontece, ou seja, a estatueta de Melhor Filme não ir para o de Melhor Realizador. Enfim...
Surpresa, surpresa foi Mark Ryllance que ganhou a estatueta para o de Melhor Actor Secundário pela sua prestação em A Ponte dos Espiões batendo o inesperado Silvester Stalone, que apesar de eu não ter visto a sua prestação em Greed, já foi galardoado em outros festivais pelo mesmo filme e parece-me que levar um Óscar seria demasiado.
O Óscar para Melhor Argumento Adaptado foi para o fabuloso e didáctico A Queda de Wall Street e o de Melhor Documentário para Amy de Colin Gibson.
O Oscar para Melhor Efeitos Visuais foi para o soberbo Ex Machina, e o 'meu' Leonardo di Caprio levou o mais que merecido Óscar para Melhor Actor Principal por O Renascido.
Do resto, foi o habitual.