O meu Blogue é um pouco de mim.Procuro através dele transmitir os meus gostos e as minhas ideias.Escreverei sobre aquilo que me vai na alma tendo sempre presente a máxima de Aristóteles que num belo dia disse: "Somos aquilo que fazemos consistentemente.Assim, a excelência não é um acto mas sim um hábito".
O nome do meu Blogue é uma homenagem que faço a essa grande pintora do século XVI que foi Artemisia Gentileschi.
Que Vivas para sempre Minha Deusa da pintura!
Há tempos atrás li um livro em que um dos personagens (rapaz muito jovem) acusava a namorada de proceder constantemente como uma 'madalena arrependida', coisa que ofende solenemente a rapariga e com isso põe um ponto final no namoro, já por si bastante tremido.
Mais tarde a mesma vai pesquisar o que é isso de 'madalena arrependida' e considera ter sido o namorado bem pouco perspicaz porque se havia coisa que ela não era, era uma 'madalena arrependida'.
Ora, o que ali estava em causa da parte dele era o lançamento de palavras que o próprio não sabia o que significavam e da parte dela o ter-se ofendido com algo que não sabendo o que era, aguçaram-lhe contudo o apetite para ir pesquisar sobre o significado desse epíteto.
Durante a nossa vida já quase todos nós ouvimos dizer que determinada pessoa chorava ou comportava-se como uma madalena arrependida, ou que tinha procedido como tal.
Madalena é uma personagem bíblica. Foi prostituta e tendo tomado conhecimento das palavras de Jesus Cristo, deixa o seu passado para trás e segue-o religiosamente, tornando-se uma das suas mais fervorosas apóstalas. Lava-lhe os pés com grande cuidado e carinho e seca-os com os seus longos cabelos negros. É das que mais chora o seu infortúnio, que o lava e o perfuma depois de morto juntamente com Maria mãe de Cristo. Será também ela que receberá a noticia do seu ressuscitamento após visitar os eu túmulo e o ter encontrado vazio.
Quem não se lembra da actriz Mónica Beluchi fazendo de Maria Madalena no filme de Mel Gibson A Paixão de Cristo, seguindo-o no seu calvário, chorando por Cristo como mais ninguém?
Fiz esta introdução sobre esta mítica personagem bíblica para abordar uma das muitas telas que sobre Madalena foram criadas. A que trago aqui é de George de la Tour, pintor nascido no dia 13 de Março de 1593 na localidade francesa de Vic-sur-Seille na Lorena francesa e falecido a 30 de Janeiro de 1652 em Lunéville, também localizada na mesma área.
Este A Madalena Arrependida de la Tour pintada por volta de 1635 tem a particularidade de fugir um pouco aos canônes habituais dos muitos pintores que retrataram esta personagem bíblica.
De facto o que aqui vemos é uma dualidade luz/sombra muito relacionada com a tradição da pintura de Caravaggio e onde também impera o simplismo. Todo o quadro é espartano e totalmente despojado. Esta Madalena Arrependida concentrasse no período em que Madalena que fora uma pecadora lamentava o seu passado. Contudo, essa lamentação não está impregnada de choros e lágrimas.
O que vemos é uma mulher mais pensativa que propriamente arrependida. Ela está emersa nos seus pensamentos, está entregue a uma profunda meditação acariciando um crânio, crânio esse que se reflete no espelho que a mesma tem à sua frente. A vela, única luz que o quarto possui está por sua vez oculta pela superfície abaulada desse crânio. Parte do seu rosto está tapado pelos cabelos lisos e se a mão direita está pausado no rosto a esquerda como que acaricia o crânio. Tudo o resto é escuridão e apenas a vela e o vestido branco desta madalena dão cor a esta tela absolutamente magnífica.
Aquando da estreia de Birdman e do meu visionamento do mesmo, eu não criei sobre o mesmo um post porque fiquei tão aparvalhada com o filme e com a cena do fim que até hoje não consigo fazer uma critica sobre o mesmo. Isso não quer dizer que eu não tenha gostado deste filme do realizador mexicano Alejandro González Iñárritu um dos meus realizadores preferidos e que já nos deu obras tão incríveis como Babel e Amor Cão.
Quando o mesmo começou a ganhar prémios vários com este Birdman (A Inesperada Virtude da Ignorância) eu dizia para mim e para os meus amigos que ele nunca chegaria a ganhar grande coisa nos Óscares porque a Academia nunca premeia filmes com subtítulos como era o caso desses, uma piada que tive que engolir com alguma espanto quando ontem a noite a par do incrível e fabuloso Grande Budapest Hotel (e todos os adjectivos são poucos para qualificar este filme de Wes Anderson) este Birdman ganhou o Óscar de Melhor Realizador,Melhor Filme,Melhor Argumento Original e Melhor Fotografia, batendo assim o grande favorito que era Boywood, filme que amei e que já tinha aqui abordado num post anterior.
Foi para mim de facto uma grande surpresa porque Boywood é um objecto muito raro no panorama cinematográfico uma vez que nunca tinha sido feito algo assim, ou seja seguir durante 12 anos a vida de um rapaz sempre com o mesmo personagem. Foi pena, porque o filme valia bem mais.
Valeu a Patrícia Arquete o Óscar de Melhor ActrizSecundária. Refiro que esta última fez um grande discurso na hora dos agradecimentos apelando para a igualdade de géneros nas questões de remuneração sendo com isso foi muito aplaudida.
Voltando ao filme Boywood, refiro que os grandes vencedores tiveram grande mérito na sua vitória, mas este Boywood é e ficará para sempre como um marco no cinema contemporâneo.
Grande Budapeste Hotel de Wes Anderson ganhou então o Óscar de Melhor Direção Artística, Melhor Guarda-Roupa, Melhor Caraterização e Melhor Banda Sonora Original, tudo categorias técnicas.
O derrotado da noite foi sem dúvida Sniper Americano que apenas levou um Óscar o de Melhor Edição de Som. Era um filme que tinha grandes expectativas devido ao realizador (Clint Eastwood) e à temática em questão, a guerra no Iraque. Pelos vistos a Academia não quis saber disso e cá para nós ainda bem que assim foi, pois eu nunca coloquei as minhas fichas em tal projecto cinematográfico. Vi-o, gostei do papel de Bradley Cooper que encarna na perfeição o personagem que como todos sabemos existiu, mas dali nada mais sai.
Outro filme que também saiu apenas com um Óscar o de Melhor Argumento Adaptado foi O Jogo da Imitação.
No que se concerne aos actores era expectável que Eddie Redmayne iria ganhar a estatueta porque fazer de Stephen Hawking na Teoria de Tudo, era papel difícil dado a postura corporal que o mesmo encarna na perfeição e devido também as incríveis semelhanças físicas. É um papel complicado porque se não for feito na dose certa acaba por ser pouco credível e ridícula e Eddie Redmayre que eu comecei a gostar aquando do filme A Minha Semana com Marylin leva a tarefa a bom porto.
Agora é esperar que este actor continue a fazer o que faz bem, representar.
Eddie Redmayre bateu Michael Keaton no Birdman, Bradley Cooper no Sniper Americano e Steve Carell em Fox Catcher.
Quanto às actrizes, já abordei que Patrícia Arquete (uma actriz que eu amo de coração) ganhou merecidamente o Óscar de Melhor Actriz Secundária com o seu papel de mãezona neste Boywood e temos a grande Julianne Moore (que fez um discurso muito bonito) como a grande vencedora do Óscar de Melhor Actriz Principal, batendo Rosamund Pike no seu Em Parte Incerta, Reese Witherspoon no Livre, a grande Marion Cotillard no Dois Dias Uma Noite e Felicity Jones no Teoria de Tudo.
Para Melhor Actor Secundário temos J.K. Simmons com Whiplash.
O Óscar de Melhor Filme de Animação foi justamente para Big Hero, a Melhor Canção Original foi parta Glory do filme Selma, um objecto cinematográfico injustamente esquecido e daí a piada de Neil Patrick Harris dizendo que este ano era tudo branco, dos vestidos aos Óscares. Boa!!!
Interstellar um filme que também tinha algumas pretensões ganhou apenas o Óscar de Melhores Efeitos Visuais
Ida ganhou justamente o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Quanto aos fait divers hollywodescos há a referir que o apresentador deste ano o Neil Patrick Harris não teve a meu ver piadela nenhuma, vi jeitos dos espectadores adormecerem todos a meio da cerimónia. O rapaz começou bem , mas depois foi perdendo o gaz todo, o que é pena porque ele é muito engraçado.
Quanto às actuações em palco, Lady Gaga, Common e John Legend tiveram as actuações musicais da noite, ela porque estava linda com aquele vestido branco a cantar um medley do filme Música no Coração que faz agora 50 anos e eles porque ao actuaram cantando Glory (uma das canções mais portentosas que eu já vi num filme e que ganhou precisamente o Óscar de Melhor Canção Original, pondo toda a gente em pé e a bater palmas.
Não posso deixar de salientar que John Legend profere também um dos mais poderosos discursos da noite ao abordar precisamente a questão racial e o enclausuramento dos E.U.A. em si próprio e a sua pouca abertura a mundo.
As actrizes devem ter feito um chá de panela antes da cerimónia e resolveram aparecer quase todas de branco e se não era a cor era o vestidinho que era de bradar aos céus como foi o caso daFelicity Jones um autêntico desastre com pernas.
Houve excepções comoEmma Stone que foi de verde lima e ia linda, Julianne Moore que também estava de branco num vestido lindíssimo, Kate Blanchett sóbria mas super elegante e Gwyneth Paltrow que pulverizou a concorrência. Keira Knightley como grávida que está foi com um vestidinho pró romântico e acho que ia muito bem. A Lupita Nyong'o de branco, ia linda mas aquele vestido bordado com centenas de pérolas devia pesar horrores! Jennifer Lopes é daqueles casos que estando bem vestida numa peça de alta costura, tem sempre qualquer coisa a puxar para o ordinário e neste caso foi aquele incrível decote.
E por fim... aquele verde duende da minha querida Scarlett Johansson...e aquelas inimagináveis luvas vermelhas de lavar a loiça da Lady Gaga! Enfim....
Os homens também acharam que o branco lhes ficava a matar e vai de ir também como elas, e o Jared Leto (que homem lindo aquele) resolveu ser prevenido e ir de guarda chuva porque até na carpete vermelha caia água, (efeitos da crise?).
Não houve selfies para ninguém e uma coisa que eu acho incrível nessas cerimónias é que aparece lá gente vinda de todos os cantos e becos e ali estão sentados toda a noite vai-se lá saber por alma de quem.
Vi aparecer na passadeira vermelha toda o 'bicho careta' e lá iam ele/elas todo/as contentes, nomeados ou não, de certeza a espera de no fim da cerimónia haver boas festas e eles irem mostrar o corpinho e a roupinha e papar umas belas tapas.
Foi uma cerimónia muito morna e até as piadas do apresentador tiveram o condão de pôr as pessoas mais sérias do que risonhas. Aquela piada para a Oprah Winfrey ainda lhe vai sair do pelo!Lol
A única coisa que pôs o pessoal a rir foi a piada sobre o Edward Snowden e quando o apresentador glosando uma cena de Birdman, vai de aparecer de cuecas em palco!
Para o ano há mais.
Fiquemos então com os trailers dos grandes vencedores da noite Birdman (A Inesperada Virtude da Ignorância) Grande Budapeste Hotel
Há coisas no mundo cinematográfico que por mais que eu saiba que o mesmo é cheio de excentricidades, mesmo assim não me deixam de surpreender. Nesse role de coisas e pessoas para o esquisito está na minha lista e quase no topo o actor Johnny Depp. Antes de começar a malhar forte e feio no dito cujo, e nas escolhas que tem ultimamente feito em termos de representação, faço aqui já uma declaração de interesse: Eu gosto do Johnny Depp e é por isso que me custa falar mal das últimas obras deles e por consequência das escolhas que o mesmo faz dos argumentos.
Lembro-me deste actor em bons filmes e em excelentes interpretações, no qual se incluem, Platoon, Donnie Brasco, A Mulher do Astronauta, O que Será de Gilbert Grapp, com um novíssimo Leonardo Di Caprio e uma não menos nova Julliette Lewis (outra que está na minha lista e que num dia desses irei escrever sobre ela), Pirata das Caraíbas, onde aí se começa a notar o seu declínio na criação de tiques e posturas corporais algo irritantes, (que infelizmente nunca mais largou) e sobretudo todos os filmes que fez com Tim Burton, esse sim o realizador que melhor sabe extrair tudo o que este actor tem de bom.
De facto, nas obras que passo a enumerar, todas de Tim Burton, vemos um J.Depp absolutamente brilhante quer gostemos ou não do guião, quer gostemos ou não do actor.
Assim, vêmo-lo seguríssimo na comédia algo bizarra sobre o realizador Ed Wood o mesmo acontecendo no empréstimo que faz da sua voz neste brilhante filme de animação que é a Noiva Cadáver, e do seu corpo em A Fabrica de Chocolate,Alice no País das Maravilhas, Sweeney Todd-O Barbeiro da Rua Fllet (corpo e voz), A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e Eduardo Mãos de Tesoura. Recentemente vimo-lo em Caminhos da Floresta onde aparece a cantar e a fazer muito bem de Lobo Mau.
Saindo deste realizador 'fetiche' o que vemos?
Obras quase sempre medíocres em que Johnny Depp arrasta-se como um canastrão sem qualquer jeito. Nessa obras incluo O Turista, Transcendência, Sombras na Escuridão, Diário a Rum, Dom Juan de Marco, The Thin Man, Chocolate (este não tão mau pois tem Juliete Binoche e Lena Olin como pesos pesados e que conseguem levar o filme a bom porto), e muitas outras obras que escuso aqui de enumerar.
Chegados aqui eis que está em cartaz o seu mais recente filme que tem o título em português de, O Excentrico Mordecai, do realizador David Koepp.
O que vemos então nesta novíssima obra? Um filme absolutamente desastroso disfarçado de comédia. Fui vê-lo ontem e ia-me dando uma coisinha má tal o desperdício de tempo e de dinheiro do bilhete.
Cheio de tiques tirados a fotocopia do seu Jack Sparrow dos Piratas das Caraíbas 'sem eye liner', mas com um bigode absolutamente ridículo e que acaba por ser o 'personagem' principal do filme, vemos um J.Depp arrastando-se penosamente de cliché em cliché, saltando de país para país como nós vamos ali à esquina comprar um jornal, a imitar tiques que ele julga ser o de um gentleman britânico mas que não passa de uma palhaçada...and so one...and so one.
Coadjuvado por uma sofrível Gyneth Paltrow , que tudo faz para não se colar a tal personagem tão ridícula apesar de ser sua esposa no filme (tarefa hercúlea!) e por um seguríssimo Paul Bettamy que eu amo de coração e que fiquei pasmada por o ver metido nestas andanças e ainda por Ewan McGregor, outro bom actor que também anda por ali às aranhas, este O Excêntrico Mordecai , tem tudo para poder ser considerado um dos piores filmes de 2013 e que deveria levar com todo o mérito um belo de um Razzie Award! Ah...por lá também andaJeff Goldblum, que faz o favor de morrer passados 15 minutos!
Como é que tu Johnny Depp que eu tanto gosto de ver e rever em filmes de Tim Burton te metes em assados destes? Como é que passas duas horas de filme feito um pateta alegre, debitando enormidades sobre o povo russo, sobre os ingleses, sobre mulheres etc,etc? Como é que aceitas meter o teu corpo em objectos cinematográficos de tão má catadura?
Meu querido Johnny, é por essas e por outras que eu acho que em equipa que ganha não se mexe, e o conselho que te dou é que nunca aceites nada que não seja de Tim Burton. O resto do tempo vai tocando na tua banda e vai gerindo as tuas finanças de modo a que quando sair um bom guião tu o agarres e te metas a fazer coisas que estão em consonância com aquilo que sabes e que ês bom a fazer quando queres: Representar Bem e dar alegrias aos teus fãs!
Ver o filme O Meu Nome é Alice, foi revisiar um passado por mim vivido uma vez que tive na família quem tivesse essa doença terrivel que é o Alzeimer. Se bem que no meu caso familiar a doença tenha sido declarada numa idade já avançada a degradação física e mental provocadas pela doença é a mesma, nesta idade ou numa mais precoce como é o caso da personagem do filme em apreço.
Magistralmente interpretada por esta grande actriz que é Julianne Moore, que me atrevo mesmo a dizer que é a par de Jessica Chaistain a herdeira natural de Meryl Streep em termos de interpretação cinematográfica, o que vemos aqui neste Still Alice é o declínio de Alice Howland, uma mulher de 50 anos, com um casamento feliz e três filhos já adultos, e uma reconhecida professora universitária de linguistica que de um momento para o outro começa a não conseguir reconhecer lugares, palavras, pessoas, nomes e por fim a não se reconhecer a si própria, numa decadência que nos mostra que esta doença a par do cancro é decididamente uma das coisas mais terríveis pelo qual um ser humano pode passar.
Brilhantemente realizado por Richard Glatzer e Wash Westmoreland e tendo por base o livro de de Lisa Génova, este O Meu Nome é Alice de certeza dará justamente o Oscar a Julianne Moore e ficará para sempre como um dos grandes filmes que dão conta de uma forma muito humana e assertiva o que é ter esta doença e as provações por que passa o/os cuidador/cuidadores destes doentes que no fim da sua vida acabam por nem saber quem são, completamente fechados no seu próprio casulo e emersos numa total degradação mental e física.
Um belíssimo filme que a par de Julianne Moore temos outros excelentes actores como é o caso de Alec Baldwin, Hunter Parrish, Kate Bosworth eKristen Stewart, esta última revelando uma grande maturidade no papel de filha de Alice. Um filme a ver com um pacote de lenços na mão.
Gostei de ver esta autêntica 'ópera' de ficção científica que é a Ascensão de Júpiter realizado pelos irmãos Andy Wachowskie Lana Wachowski os criadores e realizadores da icónica triologia Matrix.
Sendo um filme repleto de naves espaciais, efeitos cénicos absolutamente grandiosos e originais que se perderão para sempre no pequeno ecran (há obras cinematográficas assim e o filme também de ficção científica Gravidade é um exemplo acabado disso mesmo) o filme não deixa de ter um enredo e diálogos bastante interessantes (dentro daquilo que os realizadores já nos acostumaram e que eu acredito que irá ser closado até á exaustão tal como foi o Matrix) e sobretudo tem uma banda sonora absolutamente original que será uma pena que não entre para Dvd. De facto toda a acção ( e ela é muita) está plenamente e muito bem pontuada por uma orquestra genial e isso cria uma grandeza ao filme algo inusitada. O guarda roupa é de nos tirar a respiração e a fotografia é belíssima.
É um filme majestoso que se vê com bastante agrado e os actores Channing Tatum, Mila Kunis, Sean Bean, Eddie Redmayne, estão muito bem.Não posso deixar de referir que este último passa do papel de Stephen Hawkings, no filme Teoria de Tudo para este, com uma transformação radical principalmente a nível da voz que nos deixa completamente surpreendidos. Acho que temos aqui um grande actor e não é de somenos que o mesmo está indigitado para o Óscar de Melhor Actor Principal no filme acima citado.
Mais uma vez os irmãos Wachowski surpreendem-nos com um filme estranho e bastante agradável de ser visionado.
Eu que não percebo nada de futebol americano, mas como gosto de ver um bom espectáculo, considero que esta abertura do Super Bowl que foi ontem e que se não me engano o 'campeonato' foi ganho pelos Patriots, arrasou completamente e esteve a altura de qualquer abertura dos Jogos Olímpicos!
A meu ver a Katy Perry teve uma das grandes performances da vida dela. Lenny Kravits quando apareceu esteve também muito bem. Parabéns a ambos, mas principalmente a esta rapariga divinal.
Cantou maravilhosamente bem, estava, linda e mostrou uma maturidade e segurança invulgar dado que nisso de espectáculos os americanos são super críticos e querem sempre o melhor.
Ela esteve soberba tanto quando entrou montada naquela espécie de transformer, como quando saiu pairando sobre o público.
Um belo espectáculo dado por alguém em estado de graça! Dá-lhe Katy!
Abrir em baixo o link e ver.
Acho que ainda está em exibição em Portugal, o último filme e belíssimo filme de Mike Leigh, Mr Turner, filme esse que já abordei aqui num post anterior. Realço mais uma vez aqui neste post que Mr Turner está muito bem realizado e a escolha dos actores e principalmente do actor principal foi muito bem feita, no sentido em que Timothy Spall, destituído de qualquer charme, beleza, simpatia e empatia consegue dar vida a um William Turner que tinha tanto de genial como de anti social, roçando mesmo a bestialidade. Saímos do cinema amando ou ainda amando mais a sua obra e algo surpreendidos com o modus vivendi da pessoa que a realizou no sentido que o que ali vemos é um ser que pouco apelava à simpatia de quem com ele convivia sendo que o mesmo pouco fazia para que isso viesse a acontecer.
O Terraço de Mortlake
De facto e pelo que me foi dado a ler, em termos pessoais Joseph Mallord William Turner (1775-1851) , mais conhecido por William Turner, pouco procurou ao longo da sua vida dar-se bem com quem quer que fosse, tendo como único foco de interesse a sua obra e o amor incondicional que nutria pelo pai e que tão bem foi retratado no filme do M. Leigh.
Era um homem arrogante e se virmos bem, talvez essa arrogância mascarava o facto de não ver ser devidamente reconhecido o seu génio artístico, visto que o mesmo sempre almejou ser um grande pintor devidamente reconhecido pelos seus pares . Resta a consolação de não o ter sido em vida, mas tê-lo sido em morto, pois não só foi o percursor de estilos vindouros como legou -nos uma obra ímpar.
Na sua vida pessoal e afectiva, Turner manteve-se sempre um cockney impenitente, nada escrupuloso consigo e para com os outros (vide a relação escabrosa que o mesmo mantinha com a sua governanta pelo qual não nutria qualquer afecto...muito pelo contrário!) não era nada dado a grandes limpezas, não procurava falar correctamente, resmungava constantemente, era solitário e mantinha o seu foco de atenção virado para as suas telas, a sua mistura incrível de cores, as suas paisagens terrestres e marítimas, as viagens constantes para fora e pelo interior da Grã-Bretanha e o seu aguçado sentido estético. No fim da vida casa-se com uma antiga senhoria e nesse casamento vemos o vislumbre de algum amor de Turner pela sua esposa.
Em termos artísticos se havia entre os seus pares e não só quem lhe reconhecesse a genialidade não era menos certo que uma certa elite não perdia ocasião de o rebaixar quanto mais não fosse pela incompreensão demonstrada pelas suas telas e a sua paleta cromática e até pelo seu próprio feitio difícil.
W.Turner-Auto Retrato
Quase sempre associamos Turner às cores, e que cores! Se no principio os seus quadros tomavam uma tonalidade soturna predominando as cores escuras, lentamente Turner vai fazendo uma viragem e talvez fruto a sua convivência com aguarelistas, começa a dar liberdade às tonalidades das suas pinturas a óleo e o que vemos a uma dada altura, são tonalidades novas e sem precedentes. É então que começam a aparecer paisagens marítimas e não só de tirar o fólego e onde a mistura de cores, a perspectiva e o traço irão lançar este pintor para o panteão dos artistas imemoriais e fazer do mesmo o precursor dos impressionistas, algo que vamos dando conta ao longo do filme e que M.Leigh tão bem soube explorar.
A obra de William Turner que aqui aparece, denominada de Terraço de Mortlake, é tão simples e tão belas que chega a impressionar. O que vemos é uma tarde de verão em Inglaterra e onde o rio Tamisa vai correndo tranquilamente. Vemos barcos de recreio que se destacam por detrás das árvores altas magnificamente executadas na sua simplicidade. As sombras destas projetam-se na faixa de relva e vemos que algumas pessoas que passeiam observam o cão que salta para o parapeito do muro que bordeja esta agradável alameda. Aqui nada está a acontecer de importante mas no entanto o nosso primeiro olhar vai para a figura pintada em tons negros do cão que se destaca como elemento principal a par das altas árvores. É uma cena calma e ao mesmo tempo vibrante como tudo o que Turner fez. Aqui e como sempre é a luz que se destaca como foco principal do artista em causa e o mais incrível que tudo serve de pretexto para dar grande suavidade a luz do sol. A luz agita-se no ar, ela vai branquear os montes que vemos ao longe, vai tornar as árvores translúcidas, projecta um padrão de sombras em diagonal na relva baça tornando toda a cena algo de fascinante. A perspectiva em fundo parece não ter fim e está singela e magnificamente executada.
Estamos assim perante uma das grandes obras de um grande pintor, um homem que legou à humanidade algumas das mais incríveis telas que o olhar do homem pode ver e apreciar.
A seu tempo irei abordar as telas marítimas deste génio chamado William Turner.
Penso que este ano a Academia de Hollywood vai ter alguma dificuldade em escolher o candidato Masculino para Melhor Actor Principal, uma vez que as prestações este ano são todas muito boas.
Apesar de ainda não ter visto a prestação de Bradley Cooper no seu Sniper Americano, filme de Clint Eastwood, assim como de Eddie Redmayne na Teoria de Tudo (filme que só estreia para a semana em Portugal) do realizador James Marsh , já ouvi falar muito bem de ambos e vi as actuações dos outros candidatos.
Assim, e pelo que já vi julgo que vai ser uma luta muito renhida, porque estão todos muito bem e só lamento o facto de neste lote não estar Jake Gyllenhaal pelo seu desempenho no filme Nightcrawler - Repórter na Noite!
Por mim substituiria de bom grato Steve Carrel, que está nomeado pelo seu Foxcatcer (que não acho que seja assim nada de extraordinário, a não ser pelo nariz postiço) por Gyllenhaal esse que a meu ver uns bons furos assim de S.Carrel!
Pelo que já vi dos filmes e dos nomeados acabo por ter alguma dificuldade em escolher, mas ficaria com Benedict Cumberbatch, no seu O Jogo da Imitação, com Michel Keaton no seu extraordinário papel em Birdman-A Inesperada Virtude da Ignorância e pelo que já ouvi com Bradley Cooper em Sniper Americano.
Os dois primeiros estão soberbos, mas o meu coração de cinéfila pende para Benedict Cumberbach, porque de facto o seu desempenho está extraordinário!
Adorei vê-lo no Jogo da Imitação um grande filme, soberbamente bem realizado e que traça o perfil deste homem tão complexo e incompreendido na sua genialidade e circunstancialmente tão fora do seu tempo que foi o matemático Alan Turing.
Se alguém tinha que representar a estranheza deste último só poderia ser mesmo Cumberbach que é um belíssimo actor, que nunca exagera em nada do que faz e que consegue com a sua presença e aquela voz única (acho que no panorama cinematográfico ninguém mais tem uma voz assim e não é sem razão que ele consegue pregar-nos à cadeira do cinema a fazer de voz de dragão Smug no capítulo dois e três da saga O Hobbit)) encher o ecran e relegar todos os outros e bons actores para segundo plano. Neste excelente filme que é O Jogo da Imitação só mesmo a grande Keira Knightley consegue dar-lhe réplica.
Quanto a Michel Keaton está também excelente no seu Birdman, um filme muito difícil de ser feito devido ao facto do mesmo ser um filme de um take só, ou seja, o que ali vemos não tem cortes e tudo se passa nos bastidores algo labirínticos de um teatro da Broadway. É também difícil, porque tudo gira em torno da sua personagem. É um papel complexo e algo esquizofrénico e Keaton que andava arredado do cinema há algum tempo consegue a exemplo de uns poucos actores revitalizar a sua carreira em grande e com muito estilo. A dar-lhe réplica está um Edward Norton numa excelente forma física e com uns abdominais de fazer inveja a muito rapaz de 20 aninhos.
Como disse mais acima ainda não vi o Sniper Americano nem a Teoria de Tudo e por conseguinte ainda não vi como Bradley Cooper, (outro actor que tem vindo a surpreender pela positiva, dado que começou na comédia (Vide Ressaca) e gradualmente tem vindo a ter boas prestações (Golpada Americana e Guia para um Final Feliz), nem o desempenho Eddie Redmayne no seu Teoria de Tudo, baseado na vida de Stephen Hawking, pois este último filme ainda não estreou por cá.
Contudo, já fiz as minhas apostas e ponho as fichas todas em Benedict Cumberbach! Dá-lhes meu bem!
Há dias estava à noite a fazer zapping e fui dar com O Desafio Final. Esse Desafio Final, e pelo que me foi dado a ver,é uma espécie de programa onde um bando de gente jovem desocupada e a procura desesperadamente de fama, é metida dentro de uma casa artilhada de câmaras de filmar e ali estão durante dois meses sem fazer ponta de um c... e onde quotidianamente se insultam nas mais variadas formas, que vão do: "não ês nada", "vales zero", "não estás aqui a fazer nada!!!","fala para o meu rabo", "fala para a minha mão", "cala-te ó idiota", cala-te tu", "estúpida/o","otário/a",/vai à m..." "vai pró c...." ....passando por uma palavra que se ouve constantemente mas que duvido que algum deles saiba o seu significado e essa palavra é o LOL!
Ah...todas as frases começam por: Tipo....
Pelo meio daquele bando de desocupados anda uma cadelinha que praticamente quase toda a gente ignora e pelo que me foi dado também a ver há autênticos circuitos e gincanas para passarem por cima das fezes da mesma sem que alguém faça qualquer intenção de limpar as mesmas de tão ocupadas estão as raparigas em colocar pestanas postiças e pintar os olhos de negro ao ponto de se julgar que foram todas esmurradas (será que não foram mesmo?) e de tão atarefados estão os pseudo machos a fazer abdominais ou a mirarem-se nos múltiplos espelhos que chameiam a dita casa e que é muito famosa, segundo reza a publicidade!
O que vi foi também um festival de gente absolutamente ignorante ao ponto de qualquer coisa que daquelas bocas saia e que seja correcta dar lugar a pulos de alegria e a palmas pelo êxito alcançado. O exemplo para mim absolutamente extraordinário foi o de uma delas acertar no cheiro de açafrão e eu ver jeitos de a mesma vir a ser nomeada a um prémio internacional.
Os rapazes são o de mais grunho que me foi dado a ver. Há de tudo. Há o grunho musculado, o armado em metrossexual, o que julga que é um lamber sexual, o grunho que acha que é do mais inteligente que portugal tem, o grunho intriguista, o grunho sonso, o armado em engatatão e a bonitão ... e no que diz respeito às moças, há as que passam o dia a dormir, as que passam o programa a fumar e a ver se há uma lasca nas unhas de quem não faz ponta... as que passam o dia a pintar-se e a colocarem tais camadas de eyeliner que no fim não sabemos se estamos perante raparigas de 20 anos ou perante a Morticia Adams, as que cada vez que abrem a boca sai calinadas de bradar aos céus...etc, etc!
Que hoje em dia a maior parte dos jovens sem qualquer perspectiva de vida anseie pelos seus 15 minutos de fama é algo que já se enraizou num país sem grande futuro e cuja taxa de desemprego é incomensurável, mas que haja gente que se disponha a tão tristes figuras para que tal seja alcançado vai para além da minha compreensão.
Essa fama todos sabemos que é puramente efêmera. Ela dura até ao verão, o máximo. Depois haverá outro infame reality show e esses moços e moças desaparecem na bruma dos tempo.
Recordemos o Big Brother. Alguém se lembra de algum desses concorrentes? Eu também não!
A televisão e mais concretamente este tipo de programas é trituradora de gente e de sonhos. Dali nada sairá e muito raramente alguém sobressairá depois do tempo limitado de fama a que estão sujeitos. Alguém se lembrará futuramente desses jovens que hoje se esgatanham para ganhar um pequeno prémio em dinheiro e que enxovalham e se deixam enxovalhar perante múltiplas câmaras de televisão, daqui a um ano? Parece-me que ninguém!
Sei que muitos destes jovens têm fãs!!!! e isso ainda me faz mais confusão de que os próprios concorrentes em si. Como é possível ser fã de pessoas que estão meses dentro de uma casa e cujo mérito muito duvidoso é mostrarem-se quotidianamente, a tomarem banho, a comerem sem grandes propósitos à mesa, a estarem deitados em cima de uma cama, a fumar e a falar mal uns dos outros, a fazerem sexo por debaixo de edredons com imensa gente e nomeadamente a família a ver, a entrarem em conflitos verbais e físicos e usarem a linguagem do mais desbragado possível?
Ser fã de gente assim, revela o que de mais complexo pode ser o ser humano.
Até quando este tipo de programas? Será que o ser humano tem mesmo necessidade de ligar a televisão e dar com coisas destas? Será que não passaríamos bem sem elas?
Foi com alguma surpresa que não vi o nome de Angelina Jolie aparecer nas nomeações de Melhor Realizador. Tinha grande fé nela e no seu Invencível, filme sobre a as 'sete vidas' de Luie Zamperini que morreu no ano transacto e cujo filme é uma magnifica recriação de parte da sua vida. Dar-me-ia satisfação ver uma mulher ganhar a Melhor Realização pelo segundo ano consecutivo, depois de Kathryn Bigelow tê-lo ganho no ano passado, mas vou sonhando....
Tinha também esperança que Julianne Moore fosse nomeada para o papel principal no filme de David Cronemberg Mapa para as Estrelas, mas a critica aqui expressa sobre o modus vivendi dos actores de Hollywood é tão grande que era irrealista pensar que o filme estivesse nomeado para alguma categoria. Era preciso mudar muitas mentalidades. A actriz está contudo nomeada pela sua prestação em Still Alice/ O Meu Nome é Alice.
René Russo também não aparece o que é uma pena pois adoraria vê-la na nomeação de melhor actriz secundária pela sua prestação magnifica em Night Crowler-Repórter da Noite. Também Jake Gyllenhaal não está infelizmente nomeado e o mesmo só aparece na de Melhor Guião Original.
Os nomeados para melhor filme são então: Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância, com nove nomeações; Boyhood - Momentos de uma Vida, com seis;
O belíssimo Grand Budapest Hotel, com nove; O Jogo da Imitação, filme que estreou esta semana em Portugal, com oito nomeações, incluindo o de Melhor Actor Principal para Benedict Cumberbatch; Selma - Marcha Para a Liberdade, com duas (filme que ainda não estreou por cá); Sniper Americano de Clint Eastwood, com seis; A Teoria de Tudo sobre a vida de Stephen Hawking, com cinco; Whiplash - Nos Limites com cinco nomeações, filme que também ainda não estreou.
É difícil fazer apostas para o dia 22 de Fevereiro, porque estão todos 'ela por ela', mas prevê-se que Boywood-Momentos de uma Vida , Grande Budapest Hotel (filmes que já aqui abordei neste blogue) e O Jogo da Imitação irão arrasar a noite.
Se não me engano Interstellar (filme que também postei aqui) só está nomeado para as categorias técnicas, e muito bem a meu ver, pois mais não merece.
Talvez o único que poderá interpôr-se entre aqueles será o Sniper Americano ou Birdman, do realizador Alejandro González Iñárritu.
Penso que Fox Catcher, não terá grande hipóteses (Steve Carrel está nomeado para melhor actor) e foi com grande pena que vi o filme de David Fincher ser apenas nomeado para Melhor Actriz Principal, neste caso Rosamund Pike.
Uma grande injustiça, tal como o filme de Angelina Jolie, Invencível, apenas nomeado para categorias técnicas. É muito pouco. São injustiças a que a Academia já nos habituou!
Ganhei o dia ao ver que Marion Cotillard está nomeada para a categoria de Melhor Actriz Principal, com o seu papel soberbo em Dois Dias uma Noite. Isto mostra que mesmo com um filme belga esta talentosa actriz já conseguiu impor-se em Hollywood e em grande estilo!
Contudo, ao entrar ela, a grande sacrificada foi Jennifer Aniston com o seu Cake, também ainda não estreado por cá.
Aguardemos então a ver quem irá sair contente e quem irá passar o resto da noite a curtir mágoas e a enfrascar-se! Jessica Chastain irá receber o galardão pela sua presença em vários (e bons) filmes realizados no ano passado entre os quais um que ainda não estreou cá em Portugal, Um Ano Muito Violento onde contracena com Oscar Isaac e o Miss Julie realizado por Liv Ulmman e que quem viu, diz que a actriz está estupenda. Faço intenção de o ir ver brevemente. Não nos esqueçamos que a actriz entrou também em Interstellar e marcou presença na triologia O Desaparecimento de Eleanor Rigby, o que de facto é algo de invulgar no panorama cinematográfico.
Fiquei desgostosa de na categoria de Filmes de Animação não surgir O Filme Lego, indiscutivelmente um dos grandes filmes de animação do ano passado e que só gente muito obtusa relegaria o mesmo para as calendas gregas... que injustiça!
Pelo menos está lá o Big Hero 6 outra pérola da animação e espero bem que ganhe o Oscar.
Ah.. e para terminar ....estava aqui a esquecer-me de uma coisinha...
A grande Meryl Streep está nomeada para Melhor Actriz Secundária pela sua prestação (mais concretamente pela sua magnifica caracterização) em Into the Woods/Caminhos da Floresta...mas isso já nós prevíamos...né????
Com isso bate o seu próprio record de nomeações e a ganhá-lo irá fazer companhia a Katharine Houghton e pelo que li desta actriz e sobre o que ela achava da primeira, lá no além alguém vai ficar para lá de chateada!
Gosto muito da cantora Sia e estranho sempre ela nunca aparecer nos seus vídeo clips. É uma legitima opção sua e o mais engraçado é que ela tem vídeos lindíssimos ( tal como as suas magníficas canções e) aliadas a uma voz única.
Ultimamente ela apostou numa jovem bailarina de seu nome Maddie Ziegler's garota essa que eu acho que não deve ter ossos de tão elástica que é (já a tínhamos visto no lindíssimo vídeo/canção Chandelier) e que agora retorna em Elastic Heart tendo como companhia o actor Shia Labeouf ultimamente mais conhecido pelas suas atitudes algo bizarras como foi o de aparecer numa cerimónia de entrega de prémios com um saco de papel enfiado na cabeça a dizer que não era uma vedeta, agredir jornalistas, aparecer em conferências de impressa visivelmente embriagado,etc, etc....
Não é que venha daí grande mal ao mundo pois as acções ficam com quem as pratica, mas Shia Lebeouf é tão bom actor que a mim faz-me confusão essas 'confusões' em que o actor se mete, deixando tristes os seus fãs.
Li que o mesmo foi fazer uma cura de sono, uma desintoxicação, sei lá que mais... e eu acho muito bem, pois ele é um belíssimo actor e a prova-lo é só ver o filme Dos Homens Sem Lei e o Fúria um dos seus últimos papeis na companhia de Brad Pitt.
Voltando ao vídeo, este é muito bonito, Shia Lebouf emparelha muito bem com Maddie Ziegler's( ela já actuou em outros vidos clips) e é um regalo para a vista vê-los. Este é decididamente um dos mais originais vídeos que já vi.
Dois Filmes imperdíveis para inicio deste ano de 2015.
O primeiro que vos aconselho é o Mr Turner do realizador inglês Mike Leigh, com um excepcional e muito mal aproveitado Timothy Spall, num dos papéis que se irá para sempre 'colar' a ele como o ' o papel de uma vida'.
Este Mr Turner é um filme inteligente e muito bem feito sobre a vida deste pintor excepcional que foi William Turner, que legou à humanidade quadros belíssimos e que hoje é reconhecidamente adorado por muitos amantes de arte e que tem merecidamente um cantinho especial no coração dos ingleses.
Penso que nunca outro pintor 'viu' o mar como Turner e foi isso que M.Leigh quis mostrar neste seu último filme que tem só uma das mais belas fotografias que me foi dado a ver nos últimos anos.
De facto, estamos aqui perante um filme grandioso e que nos faz pensar como alguns artistas que legaram à humanidade uma obra grandiosa foram em vida tão pouco reconhecidos, tanto pelo público como pelos seus pares. Que pena! Mr Turner merecia bem mais respeito pela sua obra enquanto foi vivo.
Um filme portentoso.
Num post posterior irei abordar a obra deste pintor.
A outra obra que aqui trago e que quase passou despercebida em Portugal foi o último filme de um realizador que eu amo de coração e que nos últimos anos perdeu um pouco o fôlego, mas que com esta sua última obra voltou à grandiosidade dos sues primórdios. Falo-vos de David Cronemberg e o seu "Mapa para as Estrelas".
Que grande filme, que machadada na fauna que pulula por Hollywood, que filme fantástico, que interpretações soberbas de Julianne Moore, Mia Wasikowska e de John Cusak!
Adorei o filme. É uma bofetada bem dada em múltiplas vedetas hollywoodescas extremamente mimadas, que encharcadas em comprimidos, álcool e com um ego desmesurado não hesitam perante nada nem perante ninguém para obter os seus intentos, isto é obter um papel que as mantenha na crista da onda! Aqui vemos também como jovens actores de 13 anos podem ganhar fortunas em filmes que caem no goto do público (a critica aos franchisings de filmes está muito bem feita!) mas que entre portas, são capazes das maiores atrocidades carregando o fardo da sua fama como se fossem velhos de 80 anos! Vemos também os podres de quem tudo tem, vive no mais completo fastio, mergulhado em livros de auto ajuda que fazem companhia a centenas de frascos de comprimidos à cabeceira da cama.
D.Cronenberg mostra também com grande sageza como Los Angeles está cheia de jovenzitos imberbes que vindos da sua terra natal sonham serem grandes actores, acabando na maior parte dos casos a guiar limusines, a trabalhar em restaurantes fazendo tudo o que podem para obter um simples papel nesta meca do cinema, trituradora de sonhos que é Hollywood.
Desta vez David Cronemberg não perdoou e voltou à temática que lhe é cara: o corpo humano como sitio de onde emana os maios repulsivos actos e onde uma vedeta de cinema sentada na sanita destila as maiores barbaridades tanto por baixo como por cima e nem se dá ao trabalho de quando dela sai, puxar a água ou de lavar as mãos. Uma cena magistral protagonizada por uma soberba J.Moore! Está de parabéns o realizador e o seu naipe de incríveis actores.
Na passagem de ano, qual miss universo, fazemos todos votos de Paz, Amor, Felicidade para toda a gente, algum Dinheiro para nós e não deixamos de almejar Saúde pois todos sabemos que sem ela nada nos é cabalmente permitido.
Não deixamos de desejar também trabalho para nós e para os nossos amigos e familiares. Queremos que a nossa vida melhore substancialmente e que quem nos governe tenha alguma sabedoria, bom senso e que não nos estrafegue com impostos ou com medidas insensatas.
Quase todos nós fazemos esses pedidos anos após anos e isso é bom na medida que mostra que ainda cá andamos e que pelo menos temos a cabeça limpa e ainda nos lembramos desses simples e tão importantes conceitos.
Contudo, o anos vai avançando e cadê a Paz? A partilha nunca foi apanágio dos ser humano e todos querem aquilo que os outros têm ou pelos menos uma parte desse quinhão.
Cadê o Amor? Admiramos actos de amor abnegado, seja por parte dos bombeiros, seja por parte de médicos e enfermeiros que salvam vidas e muitas vezes arriscando a sua (vide o que se passa em certos países africanos no que se refere ao Ébola, essa epidemia monstruosa )seja por cidadãos comuns que tudo fazem para que outros tenham algum bem estar. O Amor não deveria ser um acto digno de admiração pois ele deveria estar enraizado no coração dos homens e das mulheres de boa vontade, deveria por isso fazer parte do nosso Adn e de o distribuirmos sem querer paga o retorno, mas isso infelizmente não acontece.
A Felicidade é algo que todos procuramos alcançar no nosso dia a dia. O simples acto de acordarmos com saúde é já uma felicidade e muitas vezes não nos apercebemos disso. Ela é dada como adquirida, e não damos conta que de um momento para o outro ela pode desaparecer como por magia tal como todo o dinheiro que levamos uma vida a amealhar. Basta uma crise económico/financeira, basta o prolongamento de uma doença, basta o desemprego e tudo que temos voa porta fora.
Então resta-nos a Saúde. Sem ela nada somos. Ela é aquilo que nos move e que faz com que possamos ter emprego, ser felizes, ter paz e amor. Com ela podemos ganhar algum dinheiro, sem ela tudo soçobra à nossa volta, tanto no que diz respeito a nós como no que diz respeito aos que nos rodeiam.
Ano Novo, Vida Nova, costumamos dizer. Então que tenhamos uma vida nova, no sentido de melhorarmos um pouco o nosso mundo. O Planeta Terra é tudo o que temos. Podemos mandar para Marte, a Lua, etc, sondas e mais sondas. Contudo, ainda não temos a possibilidade de emigração para fora do nosso espaço terrestre. Cá estamos e parece que cá ficaremos por mais alguns anos.
Sejamos honestos, dignos e pacíficos, pois isso é alguns dos qualificativos que faz de nós seres humanos. Comportemo-nos como tal.
Que 2015 seja o ano da mudança e que tudo melhore nas nossas vidas e nas vidas de quem nos rodeia.
Eu nem sou grande apreciadora de musicais. E uma pecha minha...mas não há nada a fazer quanto a isso. Os únicos musicais que eu gosto são "O Fantasma da Ópera" "Cats", "Chicago" e "Música no Coração". Tenho-os a todos em Dvd menos o Cats.
Foi por isso com grande surpresa minha que dei por mim a adorarrr, mas mesmo a adorar de coração este "Into the Woods (Caminhos da Floresta)" que estreou na semana passada em Portugal, e cujo elenco tem esta senhora única do cinema que é Meryl Streep, (soberba, soberba, soberba...) coadjuvada por uma fantástica e melodiosa Anna Kendrick, uma surpreendente Emily Blunt e ainda com Chris Pine,Johnny Deep,James Corden (que bem que ele vai como par de Emily Blunt), Tracey Ullman, a bonita Mackenzie Mauzy, o jovem e muito talentoso Daniel Huttlestone, Lilla Crawford que eu não conhecia e que tem uma voz super cristalina, Christine Baranski ( que bem que vai no papel de madrasta intratável!)...entre tantos outros actores muito cheios de genica e que dão tudo neste muito bem feito filme da Disney, realizado por Rob Marshall que também aparece na produção.
Adorei o fime! Estão todos muito bem.
M.Streep que já está a ganhar prémios com o filme muito dificilmente ficará longe dos Oscares( dá-lhes Meryl!) está sublime no papel de Bruxa Má. É ela o locomotive do filme e como sempre brilha em tudo o que faz. Está tão fantástica a cantar que eu que já a tinha visto em Mamamia não deixei de ficar outra vez surpreendida com o talento desta mulher. A sua Bruxa Má é do melhor que eu já vi...e olha lá que o cinema está cheio de bruxas más!
Emily Blunt também andará ali a rondar o Oscar de actriz secundária ou não...o que seria uma surpresa muito agradável, até porque ela está muito bem no papel de mulher de um padeiro que faz tudo para engravidar!
Anna Kendrick...bem...está rapariga faz tudo. Ela canta musicais, ela canta música pop, ela dança, ela representa e o mais incrível é que é gira, talentosa e faz sempre tudo bem. Vê-la na saga Crepúsculo não se imagina o talento desta jovem actriz e cantora. Que continue sempre assim, porque vai longe!
Johnny Deep, lá está durante 10 minutos como lobo mau e como sempre faz tudo muito bem, muito certinho.
As grandes surpresas para mim foram o actor James Corden no papel de um padeiro muito ansioso e muito amoroso que faz tudo para dar um filho à sua amada esposa e o jovem Daniel Huttlestone que canta que se farta e é um rapaz super talentoso e que tem futuro.
É um belíssimo filme, que percorre com grande ironia, alegria e mordacidade alguns do grandes contos infantis, como é o caso da Cinderela,Capuchino Vermelho (esta Capuchino Vermelho está impagável!), João e o Pé de Feijão e Rapunzel.
Tem também uma fotografia mágica, actores em estado de graça, uma música linda de morrer....e não tenho mais qualificativos.
AOS MEUS LEITORES VENHO AQUI DESEJAR QUE TENHAM UM FELIZ E SANTO NATAL NA COMPANHIA DE QUEM MAIS AMAM.
PROCURAREI FAZER O MESMO.
COMO COMPLEMENTO DO MEU DESEJO DE BOAS FESTAS, DEIXO-VOS O FILMEZINHO FEITO POR MIM ONDE PODERÃO APRECIAR TELAS LINDISSIMAS CUJO TEMA É A SAGRADA FAMILIA, FEITA POR DIVERSOS ARTISTAS AO LONGO DOS TEMPOS.
UNS SÃO MUITO CONHECIDOS COMO É O CASO DE RUBENS, REMBRANDT, CARAVAGGIO, GUALDINO, RAFAEL SANZIO,LUCA GIORDANO, BRONZINO,MIGUEL ANGELO,BADALOCCHI....OUTROS NEM TANTO.
CONTUDO, TODAS AS TELAS SÃO MUITO BONITAS E UM REGALO PARA A VISTA.
TAMBÉM APARECEM AQUI UNS ICONS EXTREMAMENTE DELICADOS.
A TODOS OS QUE ME SEGUEM E QUE LÊEM OS MEUS POSTS UM BEM HAJA!
Esquecendo as compras desenfreadas, e o consumismo tresloucado que se apodera de todos nós (uns mais de que outros) nesta quadra natalícia e onde quebramos sempre a jura feita no ano transacto de não cair na tentação de gastar o que temos e o que não temos, vamos pensar na quadra em si e não nos presentes que achamos que devemos comprar. Deste modo trago-vos para aqui uma última tela de Rafael de Sanzio, mais conhecido por 'Rafael' pintor italiano do renascimento intitulada de 'A Sagrada família do Cordeiro'. Nesta pequena tábua podemos ver representadas a Virgem, São José, o Menino Jesus e o cordeiro, que aparecem dispostos numa composição de caráter triangular própria do Cinquencento. Rafael concebe as figuras segundo o ideal da beleza do Renascimento. Os seus rostos transmitem uma grande devoção cristã.Existe uma estreita comunicação entre as personagens representadas, graças à ternura dos gestos e dos olhares trocados. Os gestos das referidas figuras dão um grande dinamismo à cena. O pintor italiano emprega a técnica do sfumatto, a fim de modelar os volumes através de ténues sobras. No segundo plano da composição, (na imagem que aqui aparece isso não é muito nítido) aparece representada a fuga para o Egipto, motivada pela perseguição de Herodes. Trata-se de uma das primeiras obras realizadas pelo pintor durante o tempo em que permaneceu em Itália, mais propriamente em Florença, onde teve a oportunidade de se cruzar com o grande Leonardo da Vinci, do qual se notam muitas influências nesta obra. Uma nota interessante é que no decote da Virgem (também isso não é na imagem que aqui surge muito visível, me desculpem...) o pintor inscreveu em letras douradas ( constitue a assinatura da obra) "Raphael Urbinas MDVII", pratica corrente em alguns pintores da época. Na parte inferior esquerda da composição podemos ver o Menino Jesus em cima do cordeiro, o que simboliza em termos cristãos a redenção do pecado. Esta bonita e muito bem realizada Sagrada Família do Cordeiro (1507) é um pequeno óleo sobre madeira (29x21cm) e pode ser apreciada no Museu do Prado em Madrid.
Como adoro a saga Mad Max com um saudoso e muito charmoso Mel Gibson nos seus tempos de juventude (ai aqueles fatos de cabedal preto e aquelas armas infindáveis que de lá saiam!) foi com satisfação que soube que estreará já em 2015 a primeira parte de uma nova trilogia desta vez com outro actor que eu amo de coração que é o Tom Hardy.
O primeiro trailer já rola por aí. Aguardo com grande espectativa esta revisitação ao mundo pós apocalíptico de Mad Max infestado de motards psicopatas e da violência destrambelhada daquele estranho mundo desértico e poeirento e que por gasolina e água se se praticam os actos mais bárbaros. Nos créditos aparece também o multifacetado Nicholas Hoult, Zoe Kravitz e a versátil, bonita e segura Charlize Theron! A realização é de George Miller.
Aguardemos então, e até lá fiquemos com algumas imagens.
Mais uma amiga que parte. Desta vez para a Suécia, para o gelo, para o frio, para um país do norte da Europa e que dizem ser muito rico e com uma economia muito próspera. Parte deixando cá o marido e o filho. A filha já lá está, aprendendo sueco e fazendo pela vida trabalhando num restaurante. Agora parte a mãe, a ver se também por lá arranja emprego, uma vez que está desempregada há muitos meses. Depois partirá o marido e por fim o filho que tendo por enquanto trabalho não sabe até quando este se manterá. E assim nos vamos despedindo dos amigos e familiares.
Tu, minha amiga e vizinha és muito corajosa e por isso não pude deixar de te enviar esta carta desejando que não pais que agora te acolherás sejas bem mais feliz e tu sabes que isso vem do fundo do meu coração.
OLÁ MINHA BOA AMIGA
QUASE EM CIMA DA TUA PARTIDA,NÃO PODERIA DEIXAR DE TE DEIXAR ALGUMAS PALAVRINHAS DE BOA VIAGEM.
É COM TRISTEZA QUE EM PORTUGAL SE VÊ PARTIR OS BONS, OS QUE SÃO TRABALHADORES, OS DE BONDADE NO CORAÇÃO, OS QUE FAZEM FALTA, OS QUE SE INDIGNAM E SE VÃO EMBORA, FICANDO OS QUE SE ACOMODAM À SITUAÇÃO E NÃO TÊM CORAGEM PARA DAR O SALTO, OS QUE JÁ NÃO TÊM IDADE PARA UMA NOVA AVENTURA, OS QUE TENDO EMPREGO TENTAM SOBREVIVER DENTRO DESTE LODAÇAL EM QUE NOS ENCONTRAMOS EMERSOS, OS DOENTES, OS QUE VÃO TENTANDO FAZER PELA VIDA E ....OS POLÍTICOS, GENTE QUE COMANDA O PAÍS E QUE TÊM TUDO A GANHAR E NADA A PERDER COM A SITUAÇÃO QUE ELES PRÓPRIOS CRIARAM E NO QUAL SE SENTEM MUITO BEM, POIS MUDANDO A SITUAÇÃO OU MANTENDO-SE DENTRO DELA, SEMPRE SE GOVERNARÃO, ASSIM COMO ÀS SUAS FAMÍLIAS E AMIGOS MAIS PRÓXIMOS.
TUDO ISSO CRIA UM MAL ESTAR QUE CORRÓI UM PAÍS E QUE FAZ QUE O MESMO MEDRE NUM LODO QUE SE AGARRA AOS NOSSOS CORPOS E MINA AS NOSSAS ALMAS.
NENHUM CIDADÃO DEVERIA TER DE SAIR O SEU PAÍS FORÇADO, POR UMA SITUAÇÃO DE DESEMPREGO E MAL ESTAR SOCIAL.
É INJUSTO E INDIGNO.
OS JOVENS POR SEREM JOVENS ESTÃO MAIS APTOS A ESSAS AVENTURAS E MUITAS VEZES ATÉ LHES FAZ BEM, MAS OS PAIS CHEGANDO A UMA DETERMINADA IDADE DEVERIAM ESTABILIZAR E CRIAR RAÍZES NO SEU PAÍS CONTRIBUINDO PARA A CRIAÇÃO DE RIQUEZA E BEM ESTAR SOCIAL.
NADA DISSO ACONTECE EM PORTUGAL, NA GRÉCIA, NA IRLANDA, ONDE VEMOS MILHARES DE PESSOAS A TEREM DE SAIR DAS SUAS CASAS, ABANDONANDO OS SEUS AMIGOS FAZENDO-SE À VIDA NOUTRO PAÍS.
POR MAIS QUE ESSE PAÍS SEJA A NOSSA SEGUNDA PÁTRIA COMO É O TEU CASO,UMA VEZ QUE SENDO PORTUGUESA NASCESTE CONTUDO NA SUÉCIA E TENS DUPLA NACIONALIDADE, TUDO ISSO NÃO DEIXA DE SER TRISTE, TUDO ISSO NÃO DEIXA DE SER TERRÍVEL, TUDO ISSO É UM ENFADO E UMA MALDIÇÃO DE UM PAÍS QUE HÁ SECULOS NÃO ESTABILIZA A SUA ECONOMIA E CRIA RIQUEZA ÀS SUAS GENTES.
SEMPRE FOMOS EMIGRANTES E PARECE QUE VAMOS CONTINUAR POR MUITOS MAIS SÉCULOS.
DESCULPA O DESABAFO, MAS ESSA É A MINHA CARTA DE DESPEDIDA PARA TI.
VENHO POIS, DESEJAR-TE TUDO DE BOM, QUE SEJAS FELIZ NA COMPANHIA DA TUA FILHA E QUE QUANDO ESTIVERES JUNTO DO TEU MARIDO, QUANDO ELE SE REUNIR A TI, CONSIGAM TODOS ARRANJAR UM BOM EMPREGO, UMA BOA CASA E QUE SORRIAM TODOS OS DIAS.
VAI SER DIFICIL ESTA FORÇADA MUDANÇA, PORQUE POR MAIS QUE A SUÉCIA SEJA O TEU SEGUNDO PAÍS, PORTUGAL, ESTA-TE NO SANGUE E SEI QUE NOS PRIMEIROS DIAS, SEMANAS E ATÉ MESES SENTIRÁ S SAUDADES DOS TEUS PAIS, MARIDO, FILHO E AMIGOS E ATÉ DA SUA QUERIDA CADELINHA QUE TIVESTE DE DAR A UM CASAL AMIGO, PARTINDO-TE O CORAÇÃO, POIS EU SEI QUE TU, TEU MARIDO E FILHOS GOSTAVAM MUITO DELA E SOFRERAM MUITO COM ISSO.
QUE FAÇAS BOA VIAGEM, QUE REENCONTRES BEM A TUA FILHA, IRMÃO, CUNHADA, SOBRINHO E AMIGOS QUE AÍ TENS NA SUÉCIA.