quinta-feira, setembro 29, 2011

Ticiano-Vénus com o Amor Ouvindo Música

Vénus com o Amor Ouvindo Música

Vénus de Urbino

Ticiano-Auto-retrato
Ticiano Vecellio (1488/1576), realizara várias obras sobre o tema "Vénus".Os elementos distintivos entre elas centram-se basicamente na figura de Vénus.Aqui nesta "Vénus com o Amor Ouvindo Música", podemos ver esta deusa do Amor e da beleza, deitada, num leito coberto por sumptuosas sedas.Vénus surge nua e com o sexo à vista, contrariamente à "Vénus de Urbino", que tapa o sexo com uma mão. Está acompanhada por um Cupido que a olha maravilhado pela sua grande beleza. Junto de Vénus, podemos ver um organista com as mãos sobre o teclado, mas que, no entanto, dirige os eu olhar para o sexo de Vénus.Então, o que aqui esta deusa representa é o puro amor carnal. Trata-se de uma alegoria aos sentidos da visão, o organista que contempla a beleza de Vénus, e da audição, através da música tocada por aquele. Ao fundo da composição, podemos observar uma paisagem iluminada pela luz do entardecer, onde se avista uma grande fonte de pedra, alguns animais, como veados  e um pavão e também, podemos apreciar um casal apaixonado, passeando pela floresta. As cores empregues por Ticiano nesta obra são quentes e intensas.Também o modo como pinta as árvores confere grande profundidade ao espaço compositivo.O casal que se passeia pela floresta é mais um elemento que alude ao amor carnal.Também o corpo da própria Vénus é representado atendendo aos cânones de beleza da época. Trata-se de uma mulher gorda e com o tomo de pele extremamente pálido. Esta obra foi um presente de Ticiano para o imperador Carlos V durante a sua estadia em Augsburg. Esta tem tem consideráveis dimensões de 1.48x2.17cm, é óleo sobre tela e pode ser apreciada no Museu do Prado em Madrid.

terça-feira, setembro 27, 2011

Na Poupança é que está o Ganho

Algumas pessoas têm toda a sorte do mundo… sem saber muito bem como!
Novo anúncio ‘Some people are lucky in life’, do banco norueguês DnB NOR, com George Clooney.Muito divertido!

sábado, setembro 24, 2011

Gustave Courbet-O Atelier do Artista


Trata-se de uma das obras mais conhecidas do pintor Jean Désiré-Gustave Courbet, que foi exposta em conjunto com outras, da sua autoria, num pavilhão perto da exposição internacional, por se opor aos pressupostos oficiais da arte. A obra tem como título "O Atelier do Pintor", seguido de um subtítulo muito sugestivo:"Alegoria Real que define uma fase de sete anos da minha vida artística e moral".Ao que consta o artista escreveu uma carta ao seu amigo, o escritor Jules Champfleury, na qual explicava o significado desta obra. Nela vemos o artista pintando uma paisagem sob o olhar atento de uma jovem seminua e de um menino acompanhado de um cão branco adormecido no chão. O pintor é o eixo que separa ambos os lados do quadro, onde se desenvolve a cena enquadrada num fundo. À esquerda da composição, mostram-se os dois lados da sociedade, ilustrada através de personagens como o caçador com o cão, representante da classe burguesa, ou  a mulher de cócoras, que simbolizaria a classe mais desfavorecida.Estão também membros das classes religiosas, representados pelas figuras de um homem judeu e de um sacerdote cristão.No entanto, à direita do quadro estão os amigos do pintor pertencentes todos eles a classes altas e representantes da cultura como, por exemplo, o músico A. Promayet que aparece em primeiro plano, ou o filósofo e sociólogo Pierre-Joseph Proudhon.Por sua vez o poeta Boudelaire, grande amigo do pintor aparece sentada à direita da composição, lendo um livro, e mostrando-se alheio à cena que decorre à sua volta.A mulher seminua que está atenta ao quadro cobre-se com uma parte do pano branco que cai para o chão, e contempla, concentrada, o artista enquanto ele pinta. É interessante observar que Courbet preferiu uma mulher aos críticos habituais dos salões, demonstrando com este facto o desagrado que estes lhe causava. Uma obra estranha e que foge aos cânones habituais. Este "O Atelier do Pintor" foi realizado em 1855 tem as consideráveis dimensões de 3.59x5.98cm é óleo sobre tela e pode ser vista no Museu D'Orsay em Paris.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Lado a lado

O Homem e a Natureza, lado a lado - tão diferentes, tão iguais, sempre interligados…
Soberbo anúncio ‘Side by Side’ desenvolvido pela Ogilvy para o WWF - World Wildlife Fund.



quarta-feira, setembro 21, 2011

Júlio Resende: 1918-2011




Diplomado em pintura, pela escola de Belas-Artes do Porto, fez a sua primeira exposição em 1944, na I Exposição dos Independentes. Júlio Resende estudou também em Paris, para onde seguiu em 1948, e foi discípulo de Duco de la Haix e Otto Friez. As suas obras dos dias de Paris foram expostas em Portugal em 1949.Na transição entre o figurativo e o abstrato, Resende foi também professor no Porto, na década de 60.Uma das sua obras mais conhecidas em Lisboa é a decoração da estação do Metropolitano do Jardim Zoológico, em Lisboa.O Lugar do Desenho foi criado pela Fundação Júlio Resende com vista a promover o trabalho do pintor, composto por cerca de duas mil obras. Amanhã, dia 22 de Setembro, pelas 16h00, terão início as exéquias fúnebres, com celebração de missa de corpo presente na Igreja Matriz de Valbom, seguindo o funeral às 16h45 para o Cemitério de Valbom em Valbom", lê-se no comunicado.O pintor de 93 anos morreu hoje, em Gondomar, segundo as informações dadas à Lusa por um amigo do artista.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Pablo Picasso-Gertrude Stein

Gertrude Stein-Picasso


Gertrude Stein
Não resisto a colocar aqui um pequeno post a propósito desta obra de Picasso, em que o mesmo pinta um retrato da escritora Gertrude Stein, sua grande amiga e conselheira. Este post vem no seguimento de um anterior que escrevi acerca da nova obra  cinematográfica de W.Allen "Meia-Noite em Paris", e onde  Gertrude Stein, (interpretado por Kathy Bates) aparece, qual 'rainha' adorada por conhecidos escritores e pintores entre os quais o grande Picasso.Cabe então aqui referir que esta obra de Picasso, em que vemos um retrato da escritora norte americana Gertrude Stein, foi sendo realizada pelo artista ao longo do inverno de 1905-1906, quando Picasso contava 24 anos de idade.A personagem aparece sentada numa posição a três quartos e as mãos descansam sobre a sua saia. Enverga uma espécie de casaco de tons escuros, que é compensado pela presença de uma blusa branca. A zona da cabeça implicou um trabalho enorme para o artista, que depois de a ter finalizado, voltou a pintá-la numa viagem a Espanha realizada em 1906. O rosto de Gertrude Stein apresenta umas pálpebras grossas, um nariz proeminente e uma boca pequena.Esse rosto quase nada tem a ver com a autêntica Gertrude Stein, retratada por Picasso quando esta tinha 32 anos.Ela não sorri, e o seu olhar ligeiramente desviado para a direita e inclinado para baixo é de uma serenidade extrema.Tanto a reduzida paleta cromática  como certas forma utilizadas por Picasso antecedem de forma clara o período cubista, posteriormente inaugurado com a sua magistosa obra "As Meninas de Avinhão", de 1907. A retratada aparece sentada num sofá de tons avermelhados decorado com motivos florais que animam um pouco a composição, tão sumida e emersa em escuridão.O colarinho da camisa branca aprece decorado com um pregador de tons alaranjados, que á primeira vista parece ser de âmbar e que confere à composição um toque de calor muito assombroso.Esta obra de Picasso denominada simplesmente de "Gertrude Stein" é óleo sobre tela e pode ser apreciada em Nova Iorque no Metropolitan Museum of Art, mas conhecido por MoMa.

domingo, setembro 18, 2011

Woody Allen-Meia Noite em Paris



Há coisa de uma semana passou no Canal Um da RTP, um dos filmes que mais amo, deste fantástico realizador que é Woody Allen.O filme era o "Vicky, Cristina, Barcelona".Para mim este filme,  a par de "Poderosa Afrodite" , "A Rosa Púrpura do Cairo" ,"Alice" e " Match Point", são daqueles filmes que me marcaram para sempre em termos cinematográficos, posto que os amamos porque...temos de os amar e...ponto final. Parece que não há explicação para isso, visto que o que vemos é uma experiência única, uma combinação de talento, originalidade, bom argumento, boa realização, bons actores, etc. Desde ontem que acrescento  "Meia-Noite em Paris" a esta galeria de filmes realizados por este génio que é Woody Allen.O filme é...fantástico, uma experiência cinematográfica única.Tal como já tinha acontecido em  "Match Point" (Londres),"Vicky, Cristina, Barcelona" (Barcelona) W.Allen, escolhe mais uma cidade europeia para nela dar azo a toda a sua loucura imaginativa e neste caso temos... Paris, vista pelo olhar  muito peculiar deste realizador. Aqui, já não é tanto a cidade em si a personagem principal (se bem que as imagens iniciais, fazem-nos ter vontade de voar rapidamente para esta cidade...) mas sim os famosos personagens que escolheram-na como porto de abrigo e como centro cultural e que nela se inspiraram para produziram obras intemporais. Assim é neste 'tunel do tempo' que o personagem principal se introduz a partir da meia noite, que vemos um excepcional e louco E. Hemingway, um tresloucado S.Dalí, um sorumbático L.Buñuel, um simpatiquíssimo e cavalheiresco S.Fitzgerald sempre atento a Helga a sua talentosa mas suicidária esposa,  um P.Picasso às voltas com o seu génio algo incompreendido e uma Gertrude Stein que a  todos aconselha qual rainha mestra. No meio de toda essa loucura apercebemo-nos também, que  W.Allen não tem contemplações para  os seus compatriotas americanos em viagem pela Europa, e os caracteriza de uma forma risível e caricatural, fazendo com que o filme se torne ainda mais delicioso.Claro  que o visionamente do filme requer algum conhecimento dos personagens históricos que vão surgindo e dos diálogos que o personagem principal (Gil Pender, bem interpretado por Owen Wilson) vai tendo com os mesmos.Contudo, isso é um risco que o realizador corre e que  a meu ver consegue sair airosamente, quanto mais não seja porque tudo é feito de uma forma muito leve, com diálogos muito bons e com uma fotografia lindíssima  de uma Paris feita do presente e de um passado magnífico, com personagens únicos e irrepetíveis e que à imagem do que acontece com Gil, sentimos vontade de  ter essa capacidade de negação do presente e poder viajar para o passado e por lá ficar, a rir a conversar e a ouvir o grande e talentoso...Cole Porter.Um filme obrigatório para todos os que amam o cinema.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Honoré-Victorien Daumier-A Lavadeira

A obra que aqui aparece trata-se de uma pintura de Honoré-Victorien Daumier na qual uma lavadeira é a protagonista da cena. Recordemos que, na época, era muito frequente as mulheres lavarem diariamente a roupa no rio Sena, e esta pintura é disso exemplo. A lavadeira foi com a sua  pequenita filha lavar a roupa. Esta última socorre-se de uma pá para subir as escadas que vão do rio até ao passeio. A cena tem como enquadramento a cidade de Paris, vista através dos edifícios brancos, sobre os quais incide a luz da manhã. O céu, pintado através de manchas avermelhadas, azuis e ocre é uma amostra do carácter impressionista de alguns pormenores das pinturas de Daumier, que,  não era um artista muito dado á paisagem, mas sim ao enquadramento das suas obras em temas sociais da altura como esta obra é disso exemplo. A menina  que acompanha a sua mãe na árdua tarefa de lavar a roupa diariamente, tem dificuldade em segui-la, pois utiliza uma pá que lhe serve para subir as escadas. Por sua vez a sua mãe, a lavadeira, leva debaixo do braço, a roupa acabada de lavar, facto que fica perfeitamente ilustrado, pois esta parece recém-escorrida. Daumier utiliza tons escuros em toda a obra acentuado assim o carácter pesado da tarefa e a tristeza daquelas que ase entregam a tarefas árduas  acompanhadas das suas filhas. A única tonalidade alegre é mesmo as paredes do casario por detrás das personagens e a roupa acabada de lavar. nem a própria criança escapa á escuridão da obra, muito pelo contrário, acentua-a no esforço que a pequenita faz para subir as escadas. uma obra soturna e ao mesmo tempo magnífica. Denominada de "A Lavadeira" esta obra de Honoré-Victorien Daumier, é óleo sobre madeira foi realizada entre 1860/61 e pode ser apreciada no Museu D'Orsay em Paris. 

Stop Pain

Para algumas pessoas, a dor não tem fim…
Campanha ‘Stop Pain’ desenvolvida pela TBWA para a Douleurs Sans Frontières / Pain Whithout Borders.Spot dirigido por Philippe Gamer e Fred Remuzat, produção de Alexandre Calogeropoulos, música de M83.A ver com atenção!

quarta-feira, setembro 14, 2011

Andy Whitfield-1972-2011



Morreu Andy Whitfield, estrela da série «Spartacus: Sangue e Arena».O ator faleceu aos 39 anos, em Sydney, na Austrália, vítima de um linfoma não-Hodgkin.Andy Whitfield nasceu no País de Gales e mudou-se para a Austrália em 1999.Era desconhecido quando foi escolhido para interpretar a figura de Spartacus, na primeira temporada da série de televisão (estreada em 2010) que se tornou conhecida pelas doses de violência e sexualidade gráficas, e a série acabou por lhe trazer uma enorme popularidade.Whitfield estava a preparar-se para rodar a segunda temporada, quando lhe foi diagnosticado um linfoma não-Hodgkin, há cerca de um ano e meio.O ator afastou-se então para fazer um tratamento agressivo contra o cancro e, enquanto esperava pela sua recuperação, a produtora avançou com uma prequela de seis episódios, «Spartacus: Deuses da Arena», que abordava os acontecimentos anteriores à chegada de Spartacus a Roma.No entanto, a saúde de Whitfield continuou a piorar e a produtora acabou por anunciar, em janeiro deste ano, que a personagem iria passar ser interpretada pelo ator australiano Liam McIntyre.
Este domingo, aos 39 anos, e de acordo com um comunicado à imprensa feito pela sua mulher, Vashti Whitfield, «numa bonita manhã ensolarada de primavera em Sydney, cercado pela sua família, nos braços da sua esposa, o nosso belo e jovem guerreiro Andy Whitfield perdeu a batalha de 18 meses contra o cancro».
«Obrigado a todos os seus fãs, cujo amor e apoio o ajudaram a chegar até aqui. Ele será lembrado como o pai, marido e homem inspirador, corajoso e gentil que era», acrescenta a viúva.
In Sapo

O Bailado do Pequeno Almoço

Esqueça tudo o que julgava saber sobre a refeição mais importante do dia
!Short-movie ‘Breakfast Interrupted’, da Alchemedia Project, filmado com uma Phantom HD Gold a 1000 fps.Fantástico!!

domingo, setembro 11, 2011

Paul Gauguin-Auto-Retratos

Auto-retrato
A primeira tela que aqui aparece foi realizada por Paul Gauguin aquando da sua chegada a Paris, por volta de 1893/94, depois de ter vivido durante 3 anos no Taiti. Morice, o seu agente, vendera grande parte das suas obras sem lhe enviar os lucros.Por essa razão, o pintor viu-se obrigado a mudar-se para a Europa, onde chegou com várias esculturas e sessenta e seis quadros.Estes últimos foram expostos em seguida, alcançando poucas vendas e críticas contraditórias, embora a exposição não tenha passado despercebida ao público.A falta de recursos económicos do artista fazia com que o seu principal modelo fosse ele próprio.Gauguin aparece no centro da tela olhando para o espectador com o característico olhar provocador próprio da sua personalidade impulsiva e radical.O pintor parece estar no seu estúdio, cuja parede está decorada com uma tela que representa uma taitiana, o seu motivo pictórico preferido.O sentido decorativo da obra do artista reflecte-se, perfeitamente, através do estampado da toalha da mesa, esquemático e de cores primárias. O gosto/necessidade  facto de Gauguin se auto retratar fez com que se conservassem inúmeros auto-retratos do pintor.Aqui, nesta tela, a arbitrariedade da cor, tão típica da sua obra, torna-se evidente no verde que preenche a parte esquerda do seu rosto.Esta tela não é grande, tem 46x38cm  e é um óleo sobre tela.
Auto-retrato do Artista
A segunda tela aqui exposta foi realizada por Gauguin, no ano de 1896, altura em que voltou a residir no Taiti com Pahura, a sua vahiné de catorze anos. Sem dinheiro e com dores intensas numa perna (mal que padeceu até à sua morte atacado de sífilis), o artista sofreu uma forte depressão, tal como se depreende da correspondência com o seu agente Morice:"estou à beira do suicídio".Nesse mesmo ano, o pintor tentou matar-se  com arsénico.Acalmando as dores com doses de morfina, entrou finalmente no hospital de Papeete e foi inscrito como 'indigente'.O Governo francês ofereceu-lhe um pequeno subsídio, mas Gauguin, muito orgulhoso, recusou-o. A sua agonia agudizou quando o filho de Pahura morreu, pouco tempo depois de nascer.O ano de 1896 foi, efectivamente, muito penoso para Gauguin, tal como é refletido no seu rosto neste Auto-retrato do Artista.De facto, cabisbaixo, com olhar ausente e melancólico Gauguin retrata-se sem as cores vivas e fortes que caracterizavam a sua pintura.O seu busto ocupa quase toda a superfície do quadro, constituindo uma reflexão sobre si mesmo.No ano seguinte a ter pintado este  quadro, o pintor confessará que já não lhe restam "razões morais para viver", algo que nós próprios conseguimos vislumbrar neste rosto profundamente abatido. A própria bata do artista está pintada com uma cor plana e homogénea, abandonando todo o sentido de volume e claro-escuro, típico da sua grandiosa obra. Ambas as telas podem ser apreciadas no Museu D'Orsay em Paris.

sábado, setembro 10, 2011

sexta-feira, setembro 09, 2011

A Guerra dos Ícones

E se o MSN se chateasse com o ICQ, e o Outlook desatasse à pancada com o Internet Explorer?
Divertido short-movie “Icon Story” da MasoDigitalStudio.Só rir!

quinta-feira, setembro 08, 2011

Parede Pintadas

Cindy Sherman-Sem Título Nº96


Esta fotografia apresenta uma remissão para a arte vitoriana no modo como é retratada uma jovem muito contemplativa. No entanto, os motivos simbólicos usados prelos Pré-Rafaelitas são substituídos pela superfície agreste de uma certa modernidade, senão vejamos: a jovem senhora transforma-se numa bonita  e sonhadora adolescente; a "carta" que ela segura na mão direita parece ser a página de uma qualquer revista social tipo "correio do coração" ; todo o enquadramento provém do cinema.Cindy Sherman,fotógrafa e realizadora norte-americana,  nascida  em 1954, em New Jersey, nos Estados Unidos da América,acaba quase sempre por ser a "estrela" dos seus trabalhos, encenando-os, e nos quais, sob disfarce, desenvolve uma ´série de narrativas, muitas vezes inspiradas no cinema ou na história da arte erudita. Nos seus trabalhos cada vez mais originais nos finais da década de 80, o corpo feminino passa a ser desmembrado ou substituído por próteses pornográficas, numa violenta evocação da imagem como cadáver e da mulher como vitima. O desrespetio por Sherman pelos valores tradicionais combina com um humor mordaz, dando lugar a uma abordagem muito poderosa e original. Esta obra que aqui aparece denominada de "Sem Título Nº96" é uma fotografia a cores e faz parte da Colecção Saatchi, Londres.

terça-feira, setembro 06, 2011

Vénus Negra

Selecção Oficial do Festival de Cinema de Veneza, Selecção Oficial do New York Film Festival, esta 'Vénus Negra' do realizador de "O Segredo de um Cuscus" e "A Esquiva", Abdellatif Kechiche,e com a grande  Yahima Torres no papel principal, é um "murro no estômago", uma visão dantesca, tormentosa e atormentada de quem se dispõe a ver durante 3 horas os 'padecimentos' porque que passa esta 'Vénus Negra', caso verídico e símbolo da degradação humana. 'Vénus Negra' é baseado numa história verídica, a história de Saartjie Baartman, uma mulher da etnia Khoikhoil que foi exibida em espectáculos em Londres e Paris, como uma aberração devido às formas voluptuosas e algo simiescas do seu corpo. A. Kechiche não facilita e trata-nos como 'voyeurs' e como tal, transporta-nos para o lado da mais pura degradação humana, aquela que observa avidamente e por fim usa e abusa de S.Baartman.O que esta 'Vénus Negra' queria quando partiu da sua África natal era a fortuna e reconhecimento, mas o que encontrou foi um público doentiamente ávido do seu corpo invulgar, que o observa, que depois o usa e que por fim faz dele objecto de estudos académicos e não contente o esquarteja, e o exibe como uma aberração, até que o mesmo é reclamado em 2002, e por fim é enterrado com honras de Estado... as mesmas honras que Saartjie  procurou sem nunca ter encontrado. Uma obra cinematográfica notável, que mostra-nos a sociedade do espectáculo e os caminhos  da indignidade  humana. Um filme obrigatório, um filme soberbo!

segunda-feira, setembro 05, 2011

Separando o lixo

Saber separar o lixo é muito importante!Divertido anúncio ‘Bigger than money’, campanha do Goethe Institute.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Salvador Dalí-Auto-retrato em Atitude de Adoração



















Nenhum pintor do século XX o superou em termos  de conceitos excêntricos ou encenações fantásticas, mais nenhum artista serviu o mito da criatividade incondicional de modo mais maníaco, ou ao mesmo tempo de modo mais ideológico.Mas, mais nenhum artista atingiu também estes padrões com tal paixão pela perfeição do ofício. Isso trouxe, a Salvador Dalí, um esmagador sucesso  comercial, e depois, a partir de 1940, quando foi  para os E.U.A durante oito anos, as aclamações frenéticas do comércio internacional de arte.Todos sabemos que S.Dalí  foi uma figura da moda durante décadas.Mas, nem sempre obteve a apreciação, e muito menos a simpatia dos amantes de arte 'sérios'. E até hoje, embora seja visto como um génio cujo excepcional estatuto na história  Surrealismo franco-espanhol é indiscutível  que as opiniões continuam a dividir-se acerca da sua importância estética  e artística. Quanto S.Dalí pintou o seu auto-retrato em 1954, aos cinquenta anos, estava no auge da fama. Entre os inúmeros componentes que permeiam sinteticamente o seu trabalho, há acima de tudo dois que determinam o conceito, e ambos têm importância na pintura de 1954. Surge,  em primeiro lugar, aquilo a que o artista chamou, a partir da década  de 1930, o seu "método paranóico-crítico": a utilização de efeitos fisionómicos e ilusões espaciais sugestivas que criam "imagens duais" que se "sobrepõem" uma à outra. Assim, o homem nu com o bigode característico ajoelha-se tanto na praia como esta, (e as águas calmas repousam sobre a sua coxa enquanto o homem olha para cima em êxtase), ao mesmo tempo que a mão, a fazer sombra, está apoiada na própria água como se esta fosse uma placa de metal. Há uma alternância constante entre o pequeno e o grande, o perto e o longe.As montanhas costeiras da sua terra natal (Port Lligat) perto da cidade de Cadaqués, apresentam a mesma definição alucinante de pormenor que as rochas da praia. Estas altercações da realidade forma exploradas por Sigmund Freud como um princípio perceptual na interpretação dos sonhos e da teoria da neurose (que Dalí estudou ávidamente), os medos armazenados do inconsciente afirmando o seu poder desconcertante contra todas as tentativas de repressão pelo consciente racional.O segundo grande componente da obra de Dalí é, do ponto de vista da obra de 1954 muito pertinente. O próprio artista chamava-lhe "misticismo religioso-nuclear".Após o lançamento da bomba nuclear a 6 de Agosto de 1945, Salvador Dalí horrorizado mas ao mesmo tempo extasiado, desenvolveu a visão de que Deus podia ser visualizado como a coerência explosiva das mais pequenas partículas e forças, e que neste espírito o mundo moderno seria trazido  à consciência das pessoas através de uma forma conjurada e através de todos os desastres. Assim o modelo da bomba atómica que surge como uma alucinação sobre a simples natureza do cão adormecido não é mais do que a visão mística de um universo interior.O facto de no centro das forças atómicas, por baixo da cúpula explosiva do velho mundo-edifício, os elementos do rosto de uma mulher (reconhecemos nesse rosto a amante, a musa e agente de Dalí, Gala), nasceram unidos unidos e separados, revela que o nu ajoelhado presta homenagem aos cosmo, que ele próprio criou, e que está unido a ele em delírio e êxtase erótico.Uma obra estranha e portentosa! Este "Auto-retrato em Atitude de Adoração" foi realizada por Salvador Dalí em 1954, é óleo sobre tela, tem 61x46cm e faz parte de uma Colecção Particular.

quinta-feira, setembro 01, 2011

Fim de Férias

Se as férias servem para descansarmos, porque nos sentimos tão cansados após as ditas cujas e porque sentimos que só Deus sabe o quanto precisamos de férias para descansar dessas mesmas férias?A quebra da rotina de meses e meses de trabalho, 'ajudam na festa' assim como as deslocações que muitos fazem ao estrangeiro, as longas caminhadas, a praia, o campo, o mudar de lugar  cheios de malas e bagagens, o stress na espera por uma mesa num restaurante apinhado de gente, o stress na espera por uma bebida num qualquer bar nocturno,o choro e o grito de crianças, numa piscina, no avião, no restaurante etc. Na verdade, é nas férias que muitos casais 'obrigados' a viver durante dias e dias sempre juntos, e no qual  o intervalo de tempo entre o trabalho de um e de outro deixa de existir, começam a notar  defeitos mútuos, que na rotina do dia a dia passam despercebido.Estudos compravam elevadas taxas de divórcio após as férias, e quando a medida não é tão drástica, o regresso a casa e o recomeço do trabalho, faz-se de implicações e constante má vontade de parte a parte.Juntemos  a isso, o recomeço das aulas em Setembro, o stress na compra dos livros escolares para os casais que têm filhos  e subsequente gasto de 'pipas' de dinheiro nos ditos compêndios, mochilas, cadernos, lápis, e tutti quanti, assim como a conta bancária quase a zeros e temos...faces carrancudas, tristes, e desalentadas.De facto, as férias fazem-se de  um cansaço, repetido anos após anos, mas que contudo esperamos ansiosamente que chegue o mais rapidamente possível, para tornarmos a repetir tudo de novo, na certeza porém que tudo será diferente no próximo ano.

Setembro

domingo, agosto 07, 2011

Thomas Eakins-Entre Dois Rounds

Entre Dois Rounds




















É quase impossível quando olhamos para esta tela não sentirmos os aplausos do público, o fumo dos cigarros e o suor do pugilista, que, apanhado entre dois rounds, se torna no centro desta obra do pintor americano Thomas Eakins. Eakins nasceu na cidade de Filadélfia (onde aliás estão quase todas as suas obras) em 1844 e morreu na mesma cidade em 1916.Este pintor nutria um grande fascínio pela forma do corpo humano, (há vários quadros em que retrata  homens e rapazes nus de uma forma magnifica).Serviu-se muitas vezes de provas desportivas, como o pugilismo ou o remo para estudar o nu em movimento.A sua curiosidade pelo corpo leva-o a pintar uma tela magnifica onde se vê um grupo de médicos a operaram um doente sob o olhar atento de uma vasta plateia. Chegou mesmo a gerar polémica enquanto professor, por achar que os seus alunos deviam desenhar modelos nus. Tendo viajado pela Europa, Eakins seria muito influenciado pelos realistas espanhóis, tais como Diogo Velasquez e Jusepe Ribera.Era, aliás, com esses dois pintores em particular que aprendeu a pintar com tão vibrante realismo. Também explorou com alguma frequência o efeito luz/sombra para criar ambientes dramáticos, tal como fizera Rembrandt. Esta obra, que aqui aparece, intitulada de "Entre Dois Rounds",não foi muito apreciada no seu tempo, mas o realismo que o caracterizava viria a obter obter a admiração da geração seguinte e isso é comprovado pelas rumarias que se fazem ao Fliladelphia Museum of Art onde se encontra esta e a maior parte das suas obras. Esta tela,  realizada pelo artista  em 1899, é óleo sobre tela e tem 127x191,5cm.No filme que se segue podemos apreciar mais algumas obras deste grande pintor americano.

sábado, agosto 06, 2011

Oktapodi

Oscar 2009- Animated Short Film.
Muito Divertido!

quinta-feira, agosto 04, 2011

Caravaggio

Auto Retrato


Judite e Holofernes
 
Baco

Caravaggio de seu nome Michelangelo Merisi,  nasceu em Milão e estudou com Simone Peterzano na cidade de Milão entre os anos de 1584 e 1588, antes de trabalhar na cidade de Caravaggio, perto de Bérgamo. Por volta de 1592, foi para Roma, onde colaborou em várias oficinas, e com o seu talento em breve encontrou patronos na corte papal. Devido ao seu génio agressivo e ao seu estilo de vida muito pouco convencional foi preso várias vezes e passou os últimos anos da sua vida em fuga, acabando por morrer assassinado. Em contraste com o seu contemporâneo Annibale Caracci, Caravaggio tentou insuflar nova vida na arte ao retratar as pessoas e os objectos de uma forma muito naturalista.Uma apresentação das figuras, extremamente realistas, bem como um forte contraste entre a luz e a sombra são caracteristicas da sua obra. Embora menosprezado por alguns contemporâneos, Caravaggio nunca deixou de ter grande influência em artista da gerações seguinte por toda a Europa. Os seus principais trabalhos incluem, "Cristo em Casa de Emaús", "Baco","O Chamamento de São Mateus","Judite e Holofernes", "A Vidente", "A Tocadora de Alaúde","O Enterro de Cristo", "São Jerónimo", entre outras obras de grande importãncia no panorama artístico mundial..A obra de Caravaggio encontra-se espalhada por vários museus e galerias do mundo, tais como a Galeria Borghese em Roma,a Galeria Nacional de Arte Antiga em Roma,o Museu Hermitage em São Petesburgo,o Museu do Louvre em Paris,a Galeria Degli Uffizi em Florença.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Willen De Kooning-Marilyn Monroe

 
O exibicionismo e a ligeira excentricidade da extraordinariamente bonita e malograda estrela de cinema de Hollywood, Marilyn Monroe estão aqui enquadrados neste emaranhado de pinceladas como que realizadas ao acaso. A tinta foi aplicada em gestos rápidos e enérgicos para construir a imagem, camada por camada.Este quadro, de uma série intitulada Mulheres, pertence a uma das fases não abstractas do pintor holandês nascido em Roterdão em 1904 e falecido em Long Island em 1997,de seu nome Willem de Kooning. Nesta obra o artista reconhece que, como todas as mulheres símbolos sexuais, M.Monroe é na maior parte das vezes vista mais como um objecto de que como um ser humano, e retrata-a quase como um manequim de montra, sem qualquer traço de erotismo. Willem De Kooning estava muito ligado aos expressionistas abstractos sediados em Nova Iorque, grupo de artista esses, que realçavam a importância da espontaneidade e da gestualidade. Não entanto, não se restringiu à abstracção pura: o seu principal tema até à sua morte foi sempre a figura humana (em particular o feminino).A sua carreira artística teve várias fases. Na década de 1970 De Kooning dedicou-se durante muito tempo à escultura figurativa. Esta obra intitulada "Marilyn Monroe, foi realizada pelo artista em 1954 é óleo sobre tela e faz parte de uma Colecção Particular.

domingo, julho 31, 2011

Super 8

Fui ver hoje o filme "Super 8"e gostei muito. O filme realizado por JJ Abrams, conhecido por há alguns anos  ter realizado este objecto cinematográfico muito estranho e que dava pelo nome de "Cloverfield " e com a chancela como produtor de Steven Spielberg, teve uma campanha muito bem feita ao longo de vários meses, culminando agora com a sua estreia em Portugal. Pelo que li, os estúdios da Amblin (associada ao nome de S.Spielberg)  queriam que o filme tivesse estreia  mundial no mesmo dia mas isso não foi possível, perdendo-se assim um pouco do elemento surpresa associado ao filme. Este está muito bem realizado e o argumento é muito bom. Julgo que se  torna inevitável para quem viu há largos anos o saudoso "E.T." fazer uma ligação deste último ao filme agora estreado, quanto mais não seja pelo grupo de miúdos que dão vida ao filme. Passado nos anos 70, o filme vive dos diálogos (muito bons) da imagem daquela cidade e das relações parentais, principalmente entre as duas famílias desavindas. O início do filme é soberbo, ficamos literalmente pregados à cadeira e ao longo do filme vamos vendo uma sucessão de acontecimentos que nos fazem ver que não é por haver muito dinheiro investido num filme (este "Super 8" teve um orçamento duas vezes menor que o inenarrável "Transformers" e é claramente superior!) que fazem dele um bom objecto cinematográfico. O grupo de garotos está estupendo, e chamo a atenção para esse talento puro que é a Elle Flaming (Somewhere). Vê-la representar merece todo o dinheiro que se dá por um bilhete de cinema. Ela é fantástica, um valor a ter em atenção e que se não se perder em papeis menores, não tardará nada a ter um  merecido Óscar nas mãos. Ela é linda, boa actriz, e consegue com o olhar transmitir aquilo que muitos actores não conseguem, nem que estejam 90 minutos a falar.Como disse anteriormente, trama  passa-se nos anos 70 e gira em torno de  um grupo de amigos na pequena localidade do Ohio,que  testemunham um catastrófico desastre de comboio enquanto filmavam um filme em super 8 e depressa se apercebem que afinal não foi um acidente. Pouco depois, invulgares desaparecimentos e situações inexplicáveis começam a ocorrer e as entidades locais tentam descobrir a verdade - algo mais aterrorizador do que alguma vez se tinha pensado.Um filme que aconselho a ser visto em família, quanto mais não seja para os miúdos de hoje se aperceberem que houve um tempo em que os garotos não ficavam confinados dentro de casa a ver televisão durante horas e horas ou a jogar  no computador, mas que andavam pelas ruas da sua cidade de bicicleta, falavam, divertiam-se e iam constantemente a casa uns dos outros,tinham paixonetas pelas bonitas raparigas da cidade, gostavam de mistérios, eram bisbilhoteiros e nutriam grande amizade  e sentido de lealdade uns pelos outros.Está de parabéns JJAbrams e S.Spilberg.

sexta-feira, julho 29, 2011

Diogo Velasquez-A Costureira


Não se sabe com exactidão, a data na qual esta pintura foi realizada por DiogoVelásquez. Pensa-se que, provavelmente, foi concretizada antes da sua segunda viagem a Itália, entre 1643 e 1649. Também se desconhece a quem corresponde a figura que está representada. Afirmou-se que poderia tratar-se da sua mulher Juana Pacheco, ou da sua filha, Francisca. A pintura tem uma particularidade: encontra-se inacabada, facto que lhe confere um carácter peculiar.O artista utilizou pinceladas rápidas e manchas de cor para representar o vestido preto da mulher, assim como as suas mãos. Apenas o rosto da costureira parece estar definido, ao contrário da restante composição, executada através da utilização de manchas de cor e de luz, que parecem claramente antecipar o movimento impressionista, que surgiria dois séculos mais tarde. O apontamento da cor vermelha, no penteado da costureira, confere um contraponto cromático a toda a composição. Diogo Velásquez executou esta obra de carácter intimista com um grande realismo.Empregou tonalidades escuras-verdes, cinzentos e pretos - que contrastam com o lenço que a mulher tem sobre os ombros, assim como com o tecido em que está a costurar. O artista espanhol colocou um potente foco de luz sobre o peito da mulher que acaba por se expandir por toda a tela.O acto de cozer foi representado por Velásquez em toda a perfeição e isso é visível através da forma como estão dispostas as mãos da mulher.Esta interessante obra foi realizada por volta de 1640/1650, é óleo sobre tela, denomina-se de "A Costureira" e pode ser vista no National Gallery of Art de Washington.

Anda Guedes....

Famous last words: ‘Muito medo é uma coisa que a mim não me assiste!’O vídeo hilariante do falhanço épico de um skater tuga anda a correr mundo.E o Guedes lá conseguiu os seus 15 segundos de fama!Enfim....

quarta-feira, julho 27, 2011

John Singer Sargent-Madame Pierre Gautreau ou Madame X



A obra que aqui aparece (1883/1884) é considerada uma das obras mais conhecidas de J.Singer Sargent, pintor que já aqui abordei num post anterior a propósito da sua obra "Rua de Veneza".Denominada de "Madame Pierre Gautreau",(Madame X), vemos o retrato da esposa do banqueiro francês Pierre Cautreau, Virginia Avegno, nascida em Nova Orleães.Esta mulher era considerada nas círculos parisienses como uma das belezas mais singulares da década de 1880.O artista provavelmente, conheceu-a em 1881, chamando-lhe a atenção não apenas a sua extraordinária beleza, mas sobretudo a maquilhagem de cor branca que cobria a sua pele, parecendo uma actriz de teatro. A obra foi apresentada no Salão de Artes de 1884, logo após Singer a ter terminado, recebendo contudo críticas muito negativas precisamente pela cor excessivamente pálida da sua pele e pelo vestido preto com que o artista retratou madame Gautreau. O contraste estabelecido entre a pele de alabastro e a cor escura do vestido é algo que não causou muito boa impressão entre a crítica.Torna-se contudo, interessante observar a postura de Mme Gautreau que está de pé com o corpo voltado para trás, enquanto desvia o olhar orgulhoso para a direita, mostrando o seu belo perfil.Este rosto chama a nossa atenção, posto que desviado ligeiramente para a direita, mostra-nos um nariz aquilino e pontiagudo enquanto o seu cabelo ruivo acentua magnificamente a alvura da sua pele.A mão com que pega o vestido apresenta um tom alaranjado própria da cor da carne que destoa claramente do resto da sua pele completamente branca.Num primeiro esboço a alça do vestido de madame Gautreau estava descaida revelando o ombro por inteiro.Consta que isso causou grande 'frison' aquando da apresentação do quadro, posto que a moralista sociedade da época reagiu mal a esta excessiva exposição carnal.J.Singer teve então que compôr isso, colocando a alça do vestido no seu devido lugar, mas o escândalo sobre a obra perdurou.Singer recolhe-a (visto que o marido de Madame Gautreau rejeita-a recusando-se a pagar a mesma), ficando com ela até à sua morte.Um quadro muito suis generis na sua originalidade e controvérsia assim como no  contrate de cores utilizadas pelo artista.Esta obra é um óleo sobre tela, tem dimensões consideraveis, 208,6x109,9cm e pode ser apreciada no Metropolitan Museu of Art de Nova Iorque (MoMa). 



terça-feira, julho 26, 2011

Lugares de Portugal

Em tempo de férias, nada como ver algumas imagens muito bonitas das maravilhas de Portugal.

segunda-feira, julho 25, 2011

Christina Perri - Jar of Hearts

Paul Delvaux-Vénus Dormindo

Num post anterior falei aqui sobre o sono.Agora irei falar sobre o sonho na arte.Segundo reza a Wikipédia,os sonhos são cargas emocionais armazenadas no inconsciente, que projectam imagens e sons, e de acordo com Sigmund Freud, como sabemos que os objectos nos sonhos são derivados de cargas emocionais, podemos através deles chegar à raiz  ou seja às emoções que geraram essa imagem ou som. Sendo estudados correctamente pode-se descrever, ou melhor, conhecer o momento psicológico do indivíduo. Fazendo uma analogia, poderíamos pensar numa espécie de "fotografia" do inconsciente naquele momento. Por isso, o sonho sempre demonstra alguns aspectos da nossa vida emocional. Nos sonhos, a  sua linguagem são o que Sigmund Freud denominou de símbolos. Para entender seus variados conteúdos, temos que reconhecer o que os símbolos representam nesse sonho. Semelhante ao que foi estudado por Stanislavski, a simbologia dos sonhos não só é dada pelo contacto que o criador do sonho teve com o objecto, mas também com o caracter, ou seja a forma que ele lida relaciona sentimentalmente esse objecto a coisas da sua vida.O mar por exemplo, pode apresentar distintas simbologias, que são importantes para a interpretação desse mesmo sonhos e assim   descobrir a raiz  do mesmo.Contudo, essa simbologia vai variando de pessoa para pessoa e inclusive de época para época.  Para alguns o mar pode significar destruição, ' mar destruindo estruturas deixadas na praia' ,mas para outros o mar pode simbolizar invasão, a água avançando e invadindo o seu território. De acordo com S. Freud o que a pessoa sente quanto a esse objecto ou essa situação é fundamental para a interpretação do sonho.Diz Freud:"Os sonhos são a estrada real para o conhecimento da mente.Portanto as terapias psicanalíticas usam interpretação dos sonhos como um recurso para "elaborar".Já Carl Gustav Jung passou a  dedicar-se profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. Segundo ele , enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente em material reprimido e recheado de complexos, o inconsciente colectivo é composto fundamentalmente por uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos.O sonho foi muitas inúmeras vezes usado na arte.Salvador Dalí foi o expoente máximo de um artista que fez do sono e do sonho mote para a criação de obras de arte magníficas.Através do Surrealismo(e não só) este artista e outros procuraram criar obras que interpretassem aquilo que de mais profundo o ser humano possui. A capacidade de se libertar e dar vasão aos seus mais reprimidos desejos.Também o pintor Paul Delvaux,(1897/1994) fez do  sono e do sonho mote para a sua obra de arte "Vénus Dormindo". Aqui um esqueleto e um manequim de costureira guardam o sono de Vénus, numa cidade iluminada pela lua.Deitada de pernas afastadas, esta última sonha com a sedução da Morte.Talvez seja o combinar da jovem beleza feminina com a morte, do desejo com o horror, que torna este quadro tão perturbador, A imagem de marca de surrealistas como P.Delvaux era a representação de imagens estranhas, inspiradas elo sonho e pelo subinconsciente, O percurso artístico de Delvaux abarcou o Impressionismo, o Expressionismo e o Surrealismo. Foi um artista que teve grande sucesso nos círculos artísticos do pós guerra, altura em que o Surrealismo estava no seu auge. Tendo visitado a Italia em 1939, P.Delvaux ficou muito impressionado com a arquitectura romana.É um artista conhecido pelas suas imagens fantasiosas e belas mulheres, muitas vezes nuas, colocadas em cenários meticulosamente representados e em que essa aquiectura romana tão do seu agrado está inúmeras vezes presente. Esta obra que aqui aparece, "Vénus Dormindo", é óleo sobre tela, tem e pode ser apreciada no Tate Gallery em Londres.

A Conspiradora

Washington, 1865. Durante a apresentação da peça “Our American Cousin” no Teatro Ford, Abraham Lincoln, o 16º presidente dos EUA, é assassinado por uma bala à queima-roupa. Oito pessoas são acusadas de conspiração, entre elas Mary Elizabeth Jenkins Surratt (Robin Wright), a proprietária da pensão onde os sete homens se reuniram para planear o rapto do presidente em troca da libertação de prisioneiros confederados, e que, tragicamente, culminou em morte. Apesar de sempre se declarar inocente, Mary Surratt torna-se o “bode expiatório” de uma nação sedenta de justiça e vingança. E é então que Frederick Aiken (James McAvoy), um advogado de 28 anos, ciente das dificuldades mas crendo na sua inculpabilidade, decide defendê-la em tribunal militar. Mas, mesmo conseguindo provar a sua inocência, conseguirá o jovem advogado salvar-lhe a vida? Um drama histórico, realizado pelo actor e realizador Robert Redford (“O Encantador de Cavalos”, “A Lenda de Bagger Vance”, “Gente Vulgar”) e inspirado num acontecimento verídico que se tornou um marco na história dos EUA durante os críticos anos da Guerra de Secessão.O filme conta com as presenças dos actores Robin Wright, James McAvoy,Kevin Kline,Justin Long,Alexis Bledel,Evan Rachel Wood, Tom Wilkinson entre outros.A realização é de Robert Redford.O filme estreou esta semana em Portugal.

sábado, julho 23, 2011

Amy Winehouse- 1983 -2011

A polícia inglesa confirmou hoje a morte da cantora britânica Amy Winehouse,nascida em Londres a 14 de Setembro de 1983, foi encontrada sem vida, aos 27 anos, num apartamento em Camden Square, Londres. De acordo com a Associated Press, não foram reveladas as causas da morte da cantora, conhecida pelos problemas com drogas e álcool e que recentemente tinha saído de um tratamento. A cantora britânica deixa apenas dois álbuns editados- "Frank" (2003) e Back to Black" (2006), que lhe valeu vários prémios Grammy.Pessoalmente gostava muito da Amy Winehouse e gostava tanto que tenho os dois álbuns delas e oiço-os amiúde.Inclusive o toque do meu telemóvel é o Back to Black que considero uma canção  excepcional em todos os sentidos. Uma vida desperdiçada em álcool e drogas!Que descanses em paz Amy.Fica aqui a minha homenagem com Back to Black.

quinta-feira, julho 21, 2011

Marc Chagall-Eu e a Aldeia

Eu e a Aldeia

Marc Chagall
Marc Chagall,  foi um  artista russo  (nasceu na Bielorrússia a 7 de Julho de 1887 e morreu em Paris,mais propriamente em Saint-Paul-de Vence a 28 de Março de 1985) que   realizou durante a sua vida artística, um tipo de pintura com uma notável e reconhecida marca pessoal. A sua ingenuidade ao tratar os diferentes temas é um dos aspectos que, juntamente com a grande fantasia, caracterizaram toda a sua pintura. Nesta obra que aqui aparece, podemos ver uma cena que toca o onírico, na qual se distingue ao fundo, uma pequena aldeia russa, provavelmente Vitebsk, lugar onde nasceu o artista.Alguns camponeses aparecem na zona central, ao fundo, enquanto, em primeiro plano, podemos ver dois rostos. O da direita, a verde, é o do próprio pintor, e o da esquerda corresponde  a um animal. Em primeiro plano, ao centro, vemos uma árvore frondosa.As cores são muito variadas e as suas tonalidades intermédias, assim como a forma como estão combinadas conferem à pintura um carácter um tanto ou quanto surreal. O tema do campo aparece em todos os quadros de Marc Chagall, tratado de uma forma inovadora. De facto, esta cena que aqui vemos não apresenta realismo algum, pelo contrário, tudo parece acontecer no contexto de um sonho.Isso é visível também nas pequenas casas ao fundo do quadro que estão colocadas direitas e invertidas, tal como a mulher que regressa a casa depois de um dia de trabalho no campo. O seu aspecto é muito simples e relembra-nos um pouco os desenhos infantis .Contudo ao olharmos para o conjunto aqui representado não podemos de deixar de o considerar simplesmente sublime. Um quadro magnífico.Esta sua obra realizada por volta de 1911 e denominada de,"Eu e a Aldeia", é um óleo sobre tela e pode ser apreciado no Museu de Arte Moderna (MoMa) em Nova Iorque.

O Futuro da Medicina

Filme excepcional e um tanto futurista... ou não, e que nos deve (no mínimo) deixar uma interrogação:Terá o cidadão comum, direito a uma tecnologia desta, através de um Sistema de Saúde mesmo sendo privado?

Bill Withers - Ain't No Sunshine

segunda-feira, julho 18, 2011

Artemisia Gentileschi-Nascimento de São João Baptista

Nascimento de S.João Baptista
 
A obra aqui presente representa o nascimento de São João Baptista.O tema em questão aparece no primeiro plano da composição.Quatro mulheres rodeiam o recém nascido e ocupam-se do seu asseio.Esta pintura foi considerada por Longhi o mais cuidado estudo do interior de todo o século XVII, em Itália. A pintora Artemisia Gentileschi (1597-1651/53) representa nesta tela uma visão quotidiana e intima, graças ao emprego de luzes e sombras colocadas em pontos estratégicos, à maneira de Caravaggio. Os rostos das mulheres colocadas em primeiro plano, revelam um grande realismo.No fundo da composição, podemos ainda ver outras duas mulheres na penumbra. O contrate entre a luz e a sombra aproxima esta pintura da arte do maior expoente do tenebrismo:Caravaggio.Gentileschi concentra a luz no bebé e esta expande-se.iluminando os rostos das mulheres que o rodeiam.Por sua vez a profundidade do espaço compositivo é evidenciada pela representação da estrutura arquitectónica que aparece no fundo.O Conde de Monterrey, vice-rei de Nápoles, deve ter encomendado uma série da vida de São João Baptista, com o fim de decorar o Palácio del Buen retiro.A esta série pertencem quatro telas do pintor napolitano Massimo Stanzione e indubitavelmente de Artemisia Gentileschi.Esta belíssima tela, "Nascimento de São João Baptista", foi realizada pela artista italiana por volta de 1635, tem 184x258cm e pode ser apreciada no Museu do Prado em Madrid.

Night Surf

Um sonho sem estrelas é um sonho esquecido - a mensagem das espantosas imagens noturnas recolhidas em Tenerife (Espanha) neste short-movie ‘Night Surf’ realizado por Iker Elorrieta.Magnifíco!

domingo, julho 17, 2011

As Esculturas de Jean P. Augier

Nascido no ano de 1941 em Nice na vila de Saint-Antoine-de-Siga, Jean Pierre Augier quando criança recolhia ferramentas e sucatas no trajeto da escola, que utilizava como brinquedos sob os olhares complacentes do pai Pierre, um agricultor amante da caça e da pesca e da mãe Josephine, uma dona de casa sensível e amorosa.Ao longo da sua vida este escultor foi realizando lindas obras que primam pela doçura e leveza.A sua obra está espelhada por museus e colecções particulares.Por sua vez a  colecção pessoal das esculturas de Jean-Pierre, nomeado em 2003 Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, está em exposição permanente na Maison du Portal, em Nice na vila de Saint-Antoine-de-Siga, onde o artista nasceu e vive actualmente.

sábado, julho 16, 2011

Pensamentos e Borboletas

"Desta faculdade até Deus se vê privado. O poder de fazer com que as coisas nunca tenham acontecido". Arisóteles

"Não há homem justo na terra que faça o bem e nunca peque". Eclesiastes,7.20

"Não é preciso ser um quarto para ser assombrado. Não é preciso ser uma casa. O cérebro tem corredores que ultrapassam os lugares materiais". E.Dicknson

"Dos desejos mais profundos, costuma advir o ódio mais mortal". Sócrates
"A vida dos mortos está na memória dos vivos". Cícero
"A justiça sem força é impotente.A força sem justiça é tirana". Pascal
"Sempre acreditei que a misericórdia dá mais lucros do que a pura justiça". A. Lincoln
"Caçar não é um desporto.Num desporto os dois lados devem saber que estão num jogo". P.Rodriguez
"Nada reaviva tanto o passado como um odor que lhe esteja associado". Vladimir Nobokov
"Tenta de novo, falha de novo, falha melhor". S.Beckett
""Não há ocaso, destino ou fado que possa travar a firme resolução de uma alma determinada". Ella W. Wilcox
"Nada é tão comum do que o desejo de ser extraordinário".Shakespeare
"Quem se considerar juiz da verdade e do conhecimento será destruído pelo riso dos deuses". A.Einstein
"Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um acto revolucionário".J.Orwel
"O mar nunca foi amigo do homem.No máximo terá sido cúmplice da inquietude humana".Joseph Conrad
"Estamos vinculados ao oceano. E quando voltamos ao mar seja para velejar ou para observar, estamos a voltar para onde viemos".J.Kennedy
"Para cada mal há sempre um pior". Thomas Hardy
"O que está ao nosso alcance e pode ser feito, também está ao nosso alcance e pode não ser feito". Arisóteles
"Uma casa não se apoia na terra, mas sim numa mulher".Provérbio mexicano
"As crenças antigas acendem velas em todo o lado, mas a verdade chega...e apaga-as". Lizete Reese

"A selva de um homem é o parque de diversões de outro". A.Anónimo

"Os animais nunca matam por desporto. O homem é o único a quem a tortura e a morte dos seus iguais é divertido por si só". A. Froude

" Não há viagem má, excepto a que conduz à forca".Cervantes