quinta-feira, março 22, 2012

Francisco de Zurbarán-São Lucas

O que aqui vemos é uma obra pequena mas com grande interesse, em parte  por ser uma das obras onde Francisco de Zurzáran  reflecte grande dramatismo na cena por si criada como também pelo facto do artista se ter pintado a si próprio para representar o Santo São Lucas, considerado o padroeiro dos pintores a partido do momento em que se soube da lenda que lhe atribui um retrato da Virgem.Assim, o Santo e o pintor identificam-se perante a presença de Cristo crucificado.Este, com o seu rosto inclinado, revela debilidade e agonia, causadas pela situação em que se encontra.Zurzarán, através da técnica tenebrista tão utilizada por Caravaggio, consegue criar destacados contrastes de luz e sombras, conferindo à cena um grande sentimento em redor da figura de Cristo.Os pés deste último estão cruzados, aludindo às normas iconográficas de momento.Contudo, do outro lado da composição, São Lucas, com a sua paleta de pintura na mão, dirige o seu olhar a Jesus, como se este tivesse que ser o seu próximo modelo para um quadro, em vez de lhe prestar qualquer homenagem.Sendo o rosto de São Lucas um auto-retrato do próprio Zurzáran, realizado com grande realismo, evidencia-se nele o interesse dos pintores da primeira metade do século XVII em representar a realidade.
Na segunda obra do mesmo Francisco Zurzáran, denominada de Agnus Dei, o pintor representa a imagem do Agnus Dei ou Cordeiro de Deus, de maneira absolutamente naturalista. A figura deste animal fica recortada sobre um fundo escuro.O pintor representa este mesmo motivo na sua obra A Adoração dos Pastores.O cordeiro é um símbolo do cristianismo que foi representado com grande frequência.Alude ao sacrifício do Salvador e à sua obra redentora.Recordemos a frase pronunciada pro João Baptista:"Eis o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo". O pintor espanhol representa um cordeiro isento de idealização.A beleza que representa o cordeiro pode sugerir que estamos perante Cristo. Noutras ocasiões e ao longo da tradição artísticas, o cordeiro de Deus foi representado de diferentes maneiras: em pé ou segurando uma cruz com a pata.Ambas as obras são óleo sobre tela e podem ser apreciadas no Museu do Prado em Madrid.

As Irmãs Brown

O fotógrafo Norte Americano Nixon iniciou em 1975 o seu conhecido projeto em andamento :
 "As Irmãs Brown" -  uma compilação de fotos bastante singular. A série é composta por um único retrato a preto e branco de quatro irmãs sempre na mesma ordem da esquerda para a direita. Aclamada pela crítica, as fotos foram já  expostas em diversos museus de arte.
A intenção deste fotógrafo foi mostrar como o tempo age sobre o nosso corpo. De início as irmãs tinham idades variando de 15 a 25 anos e a mais velha delas, Bebe, é a esposa do fotógrafo.
A série começa no ano de 1975 e mostra que ... o tempo passa... passa... e passa...
e dele não podemos escapar!

1975

1977

1979 


1981
1983 
1985

1987
1989


1991

1993


1995

1997


1999


2001

2003


2005

2007


2008


2010

terça-feira, março 20, 2012

Natureza

Que Lindas Imagens.Deslumbrante!

quinta-feira, março 15, 2012

Margin Call

Há dias fui ver o filme do realizador  J.C. Chandor/O Dia Antes do Fim.O filme é Soberbo. Tem como principais atores o grande Jeremy Irons, Kevin Spacey, Paul Betamy, Stanley Tucci, Zacchary Quinto (que é um dos Produtores) e Demi Moore. O filme desenrola-se no curto espaço de 48 horas, tempo suficiente para que vejamos o colapso de uma firma de investimentos (há quem diga que o que ali está é o retrato dos últimos dias da Lemon Brothers). O filme não tem contemplações algumas.Começa quando a firma faz uma razia entre os seus funcionários, despedindo dezenas deles e acaba quando o jovem analista Peter Sullivan/um fantástico Zacchary Quinto  revela informação que poderá vir a originar o fim da companhia, desencadeando com essa descoberta uma sucessão de acontecimentos que leva a que decisões ao mesmo tempo financeiras e morais poderão colocar a vida de todos os envolvidos à beira do desastre.O filme é extremamente simbólico, tem a particularidade de poucos actores e dois/três cenários conseguirem com que tenhamos durante todo o filme uma estranha sensação e claustrofobia física e moral. Nada do que ali se passa é inocente, estamos perante pessoas, sem qualquer escrúpulo e nisso o papel de Jeremy Irons é exemplar. Ele representa tudo o que há de pior no mundo dos mercados financeiros, ele é um homem sem qualquer moralidade, escrúpulos, frio e calculista. K.Spacey consegue aquilo a que eu já não via há muito tempo. Um papel de homem decente, o único que procura ter alguma decência/moralidade no pântano que todos estão mergulhados, mas que no final rende-se porque simplesmente...precisa de dinheiro. Demi Moore é a típica vitima, a mulher que arcará com as culpas, o elo mais fraco de uma cadeia de homens arrivistas, chauvinistas, crápulas, sem vergonha e decência. Uns procuram apenas e só manter o seu emprego, outros manter a cabeça fora das águas turvas descobertas e rapidamente encobertas na venda de produtos altamente tóxicos que contaminaram todo o mercado mundial.A agonia de  morte da cadela de K.Spacey, vai pontuando todo o filme e no final é apenas e só o som da pá cavando a sepultura do animal aquilo que ouvimos.Este Margin Call tem uma espartana banda sonora e no fim ela desaparece por completo, e o que ouvimos é o som cavo daquela pá batendo no chão e o choro convulsivo de quem  chora por aquele animal amado e...por todos nós. Um filme Fantástico e que faz com que todos devemos.... "Ter muito Cuidado"!

quarta-feira, março 14, 2012

EL Greco-São Jerónimo Penitente

A obra que aqui surge denominada de São Jerónimo Penitente, realizada por volta de 1610/14, é considerada como sendo uma das melhores do mestre El Greco. Nela está representada a figura de São Jerónimo, nu, de corpo inteiro, numa gruta do deserto para onde se havia retirado. Com a mão esquerda segura o livro, um dos seus atributos iconográficos, que faz alusão à tradução da Bíblia, e na mão direita tem a pedra com o qual fere o peito em sinal de penitência e para também vencer as tentações da carne..O mais interessante é que o mestre, não cede à tentação de representar aqui nesta tela os atributos associados à iconografia de São Jerónimo, como por exemplo o leão, símbolo da força bruta vencida pela piedade, ou a caveira, símbolo da vaidade e da meditação sobre a morte. O santo, de idade já avançada, apresenta sim uma fraqueza extrema, embora apareça dotado de uma vitalidade e energia surpreendente.O seu rosto revela uma grande espiritualidade, extensível a todo o conjunto pictórico.São Jerónimo dirige o seu olhar para o céu, do qual surge uma luz brilhante de carácter divino.Essa luz potente ilumina o rosto do santo, assim como partes do seu corpo, fazendo contrate com a escuridão da gruta. A zona esquerda da composição encontra-se inacabada.El Greco desenhou o contorno da perna esquerda do santo num preto intenso e a rocha aparenta apenas ser um esboço.a própria mão esquerda e respectivo braços ainda não estão definidos e toda a zona esquerda está emersa numa total negritude.Esta obra tem as dimensões de 168x110.5cm é um óleo sobre tela e pode ser apreciada no National Gallery of Art de Washington.

sábado, março 10, 2012

A Fascinante Berezka

De forma mágica, quase divina, as bailarinas do ‘Berezka Ensemble’ flutuam sobre o palco nesta magnifica interpretação de uma dança folclórica russa. A técnica usada, o ‘passo flutuante’, é um segredo do grupo que as bailarinas guardam até da própria família. Magnífico!

quinta-feira, março 08, 2012

Dia Internacional da Mulher

Neste Dia Internacional da Mulher, a minha homenagem  vai para esta cantora excepcional que é Lana Del Rey. "Video Games" um dos seus últimos video clips ultrapassou já os três milhões de visualizações no YouTube e o seu primeiro concerto em Inglaterra, agendado para novembro, esgotou em meio minuto.Lana Del Rey (batizada com o nome de Lizzy Grant) é norte-americana, nascida na região de Nova Iorque tem há 24 anos e canta divinamente!!.Poderão aqui ver outra das suas grandes interpretações.Para mim,em termos musicais ela é já uma das figuras do ano.

quarta-feira, março 07, 2012

Paul Cézanne-O Pai do Artista

Esta tela representa o pai de Paul Cézanne, chamado Louis Auguste. De origem italiana, era um burguês muito empreendedor, que tinha começado por trabalhar na secção de exportação de uma fábrica de chapéus, e que acabou por fundar um banco em Aix-en-Provence, o único da cidade. A relação de Cézanne com o pai sempre foi tensa, já que este último desejava para o seu filho uma formação dentro da área do Direito e Cézanne sempre lhe resistiu.No ano em que Cézanne pintou esta tela, já estava a residir em Paris e dedicava-se à pintura tendo vencido a hostilidade paterna no ano de 1861, quando se mudou para a capital para estudar desenho.Ai inscreveu-se na Academie Suisse, onde conheceu os membros do grupo impressionista, como Pissarro,(foram amigos e companheiros de teturtúlias).Durante a década de 1860, a pintura de Cézanne devia-se aos grandes mestres expostos no Louvre, que estudava diariamente, sobretudo Delacroix, de quem aprendeu a técnica rápida e expressiva.Assim o poderemos ver nesta obra, onde o gosto do artista se destaca através de um empastamento denso e da utilização da espátula.Nesta tela vemos então o pai do artista sentado num enorme sofá lendo o jornal O jornal é o L'Evénement.A leitura desse jornal não é inocente, pois Émile Zola amigo de Cézanne (conhecia-o  desde pequeno pois ambos eram de Aix-en Provence) escrevia para o mesmo fazendo crítica de arte.É assim evidente que o pai de Cézanne costumava lero outro tipo de publicações, mas neste caso é uma homenagem que o artista faz a Zola. Por sua vez o quadro na parede é uma natureza morta de Cézanne, pintada pouco antes desse retrato.Esta obra denominada de O Pai do Artista foi realizada em 1866., é um óleo sobre tela e pode ser apreciada no National Gallery of Art de Washington.

sábado, março 03, 2012

Auto Estima

Na nossa vida é normal possuirmos sentimentos mais ou menos passageiros(às vezes não tão passageiros) como é o caso da vulnerabilidade, a insegurança, a solidão, a falta de auto estima e a tristeza profunda que acabam por condicionar irremediavelmente todo o tipo de encontros que podemos desenvolver com os outros.Se estamos nessa triste fase todo o tipo de encontros que temos marcam-nos pela negativa e levam-nos ao afastamento dos que nos rodeiam, posto que vivemos numa sociedade em que as relações são perfeitamente descartáveis e quando não estamos bem, o outro tende a afastar-se caso não possua um forte elo de amizade  de compaixão ou de amor por nós.Esse afastamento ainda agrava mais a nossa solidão e muitas vezes não conseguimos reagir e tendemos a ter pena de nós próprios, a culpabilizar-nos por tudo o que possa suceder.Fraquezas várias acabam por insinuar-se dentro de nós, são parasitas vários que se agarram à nossa pele, tendemos a ficar fracos, sem defesas e qualquer coisa que nos digam, por mais ínfima que seja toma proporções enormes, tudo é uma ofensa, as palavras tomam duplos sentidos, são murros atirados à nossa cara, nada é valorizado, pequenos gestos são desprezados, e mãos amigas que nos tendem a puxar para cima, são afastadas por as considerarmos puros atos de piedade.Acontece  que aos poucos e talvez fruto de um recolhimento solitário, da persistência de amigos, de variada ajuda médica, e do próprio organismo que luta por reagir, acabamos por nos reerguer e começamos a estar abertos à dádiva da vida, amizade e do amor.Pequenos gestos que recomeçamos a realizar são pequenos sinais que a nossa saúde mental e o nosso equilíbrio fisco tende a reestabelecer-se e percebemos que começamos a caminhar na direção, da luz, a sair do túnel em que estivemos mergulhados e assim começamos outra vez a conseguir lidar com as dificuldades que a vida nos coloca à frente.Identificamo-nos  connosco e com os outros e uma paleta de interesses começa a vir ao nosso encontro e então damo-nos conta que estamos outra vez de volta à vida e que a nossa auto estima começa reerguer-se e a adquirir interesse por aquilo que nos rodeia  e principlamente a aceitar as vicissitudes que constantemente são colocadas à nossa frente.

Ginastas Incríveis

Ginastas chineses dão um formidável espectáculo de força, equilíbrio e agilidade.

Dante Gabriel Rossetti-A Infância da Virgem Maria






































Esta tela denominada de "A Infância da Virgem Maria", é a primeira tela realizada por Rossetti, (que já abordei aqui num post anterior a propósito da sua tela (A Noiva), sendo também a primeira que Rosseti imprimiu as iniciais PRB (Pré-Raphaelite Brotherhood).
O artista apresenta uma sala, na qual está a Virgem com a sua mãe, Santa Ana, sob a presença de um anjo, figura para qual Rossetiteve como modelo uma criança que o seu amigo James Collinson encontrou. A obra está repleta de símbolos que aludem ao Cristianismo, como a folha de palmeira que está no chão, em primeiro plano, ou a açucena, que faz alusão à pureza da Virgem.Outro dos símbolos é a bomba, que aparece enquadrado num círculo dourado, e que por isso faz referência ao Espírito Santo.É interessante observar a luz e a cor que caracterizam esta grande obra:as cores muito vivas são atenuadas pelo excesso de luz branca que entra pela janela.Por sua vez a Virgem a qual Rossetti teve como modelo a sua irmã Christina, aparece sentada à direita da composição, representada com longos cabelos ruivos, enquanto parece estar a bordar algo com a aluda da sua mãe, Santa Ana.Esta última teve como modelo a própria mãe do artista, Frances.
O homem que se vê de fora e que parece estar a podar uma árvore, representa São Joaquim, pai da Virgem Maria. O modelo de Rossetti para a representação deste homem, foi o próprio homem que realizava pequenos arranjos na sua casa.
Esta deliciosa obra intitulada de "A Infância da Virgem Maria", realizada por volta de 1848/49 é óleo sobre tela e pode ser apreciada no Tate Galleries em Londres.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Madonna-Vogue

Já que este ano a consagração na 7ª Arte foi feita a preto e branco, não resisto a apresentar aqui um videoclip também a preto e branco e  que para mim é uma pequena obra de arte:Vogue da magnifica e incontornável Madonna.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Vencedores dos Oscares

Tal como já se suponha, o filme O Artista foi o grande vencedor desta cerimónia de Oscares 2012. Hugo ficou em segundo lugar e apenas venceu nas categorias técnicas,o que é  a meu ver uma pena, pois M.Scorsece, merecia o Óscar para melhor realizador.Fiquei muito desiludida com o Óscar para Melhor Atriz dada a M.Streep, pois a meu ver quem o deveria ganhar seria G.Close no seu extraordinário papel em Albert Noobs (um filme que adorei!!!).C.Plummer ganhou o Óscar para melhor ator secundário e fez um discurso lindíssimo. Octavia Spencer ganhou o merecido Óscar para melhor Atriz Secundária, pela sua prestação em As Serviçais. Gostei que tivesse sido atribuído o Óscar para o Melhor Filme Estrangeiro  ao filme iraniano Uma Separação.O realizador Asghar Farhadi protagonizou o discurso mais político da noite!Bravo!!!W.Allen (que nem se deu ao trabalho de aparecer na cerimónia), pela terceira vez consecutiva é o vencedor do melhor Argumento Original pelo seu excelente filme Meia Noite em Paris.Para a Melhor Montagem, o Oscar foi para o filme Milennium-Os Homens que Odeiam as Mulheres.Os belíssimos filmes A Árvore da Vida de T.Malick e Melancolia de L.V.Trier assim como o portentoso War Horse de S.Spilberg foram completamente desprezados pela  Academia.Uma Injustiça!
Assim temos:
Vencedor de Melhor Filme é: «O Artista»

Vencedor de Melhor Realizador é: Michel Hazanavicius, por «O Artista

Vencedor de Melhor Filme é: «O Artista»

Vencedor de Melhor Ator é: Jean Dujardin, por «O Artista»

Vencedora da  Melhor Atriz é: Meryl Streep, por «A Dama de Ferro»

Vencedor de Melhor Ator Secundário é: Christopher Plummer, por «Assim é o Amor».

Vencedora de Melhor Atriz Secundária é: Octavia Spencer, por «As Serviçais»

E o vencedor de Melhor Argumento Original é: Woody Allen, «Meia-Noite em Paris»

Vencedor de Melhor Argumento Adaptado é: Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, por «Os Descendentes»

E o vencedor de Melhor Longa-Metragem de Animação é: «Rango»

Vncedor de Melhor Filme de Língua Estrangeira é: «Uma Separação»- Irão

Vencedor de Melhor Fotografia é: «A Invenção de Hugo»

Vencedor de Melhor Montagem é: «Millenium 1 - Os Homens que Odeiam as Mulheres»

E o vencedor de Melhor Caracterização é: «A Dama de Ferro»

Vencedor de Melhor Banda Sonora Original é: Ludovic Bource, «O Artista»

Vencedor de Melhor Guarda-Roupa é: «O Artista»















domingo, fevereiro 26, 2012

Bell Ami

Há dias fui ver o filme Bel Ami, realizado pela dupla  britânica Declan Donnellan e Nick Ormerod e com  Robert Pattinson, Christina Ricci, Uma Thurman e  Kristin Scott Thomas.O argumento é de Rachel Benette, retirado da obra de Guy de Maupassant. O filme mostra a trajectória de Georges Duroy, que viaja através da década de 1890 em Paris, usando a sua pouca inteligência mas um grande  poder de sedução, conseguindo assim  subir da pobreza à riqueza, do abraço de uma prostituta aos encontros apaixonados com as mulheres mais bonitas e ricas, num mundo onde a política e os media disputam influência, onde o sexo é poder e ser uma celebridade é uma obsessão.Numa época em que chegar ao poder e ao dinheiro é feito usando a fraqueza de mulheres sequiosas de sexo, este Georges Duroy movimenta-se pelos salões parisienses saltando de cama em cama com toda a desenvoltura e total ausência de escrúpulos. Não desgostei do filme, mas considero  que o que ali vemos é um desperdício de talentos e o caso de Uma Thurman é o mais flagrante, apesar de como grande actriz que é, conseguir com a a sua presença ofuscar todos os demais.A meu ver a  surpresa no elenco vai para Robert Pattinson, que consegue  com a sua personagem que esqueçamos por completo a sua personagem na saga Crepúsculo e isso é feito através da transfiguração completa do seu corpo e da sua expressão facial. Contudo, não é uma personagem credível e por várias vezes  as personagens femininas acabam por ofuscar por completo a sua prestação. Não sou grande fã de Nina Ricci, mas parece-me que deste trio de mulheres foi a única que conseguiu interiorizar o papel  esforçando-se o máximo para o tornar credível. Quanto a Kristin S.Thomas...uma autêntica desgraça e  mais de que uma vez dei por mim a pensar que ela estava ali a fazer um autêntico frete! Apesar desses encolhos todos, o filme não é mau, posto que  consegue que nós espectadores criemos empatia com o personagem masculino, apesar de ser um crápula e um sem vergonha.É também um filme que nas suas debilidades consegue mesmo assim retratar bem uma Paris do século XIX, tem uma boa fotografia, a trama apesar de a espaços 'assassinar' com grande classe e distinção a obra de Guy de Maupassant vê-se com agrado, e no fim não considerei por mal empregue o preço do bilhete.

sábado, fevereiro 25, 2012

Camille Pissarro-Menina com uma Vara na Mão


Menina com Vara na Mão



































Camille Pissarro foi, acima de tudo, um paisagista.No entanto, sentiu-se bastante atraído pela representação de alguns indivíduos que viviam e trabalhavam no campo, facto que o levou a pintar várias camponesas.Através dessa cena, algo que constitui uma novidade na sua pintura, atribui um grande protagonismo à figura humana. Assim nesta tela o pintor mostra-nos uma menina, sentada ano chão e reclinada sobre uma densa vegetação silvestre, remexendo com uma vara nas verdes folhas do terreno.É muito provável que a vara fosse um ramo caído de alguma árvore próxima.A composição está concebida de um ponto de vista elevado quase zenital, o que representa um aspecto inovador no campo da pintura, convertendo-se a paisagem em mero fundo compositivo, indefinido, mas repleto de interessantes matizes.A posição da menina é um tanto ou quanto forçada, comparativamente ao espaço, que o pintor domina muito bem, porém Pissarro consegue mesmo assim e mediante a sua pincelada solta realizada  com base em ligeiros toques, criar efeitos surpreendentes sobre a tela, nos quais a luz tem um papel fundamental.O doce e concentrado rosto da menina transmite uma certa melancolia.O seu chapéu avermelhado confere um vivo colorido à cena, contrastando com os tons verdes da folhagem. A mão que segura a vara está traçada mediante um desenho delicado e firme; por sua vez, uma pincelada vigorosa cobre-a com grande mestria.Os reflexos da luz natural criam jogos de luz e sombra intermitentes que se estendem por toda a composição, destacando a figura da menina.Esta singela, mas muito bonita obra, denominada 'Menina com uma Vara na Mão', é um óleo sobre tela e pode ser apreciada no Museu D'Orsay em Paris.

Como dobrar um fato para viajar

Quer viajar e manter os seus fatos sem qualquer vinco? Então este video ensina um homem a fazer a sua mala.Dobrar nos sítios certos, usar um saco de plástico… veja como o seu casaco, calças e camisa podem sobreviver sem vincos a uma viagem dentro de uma mala cheia!

Planet Earth, Our Home

http://www.youtube.com/embed/MOKseXu8FOs

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

War Horse

Vi ontem o filme que considero ser o acontecimento cinematográfico do ano:Cavalo de Guerra.O filme é baseado no livro War Horse, de Michael Morpurgo, que foi lançado em 1982.Para além do livro está também publicado um lindíssimo livro com as fotografias das filmagens do filme.War Horse foi realizado por Steven Spilberg, e estreou nos E.U.A. no natal do ano transato.Por onde passa este filme é um êxito, está nomeado para 6 Oscares:Melhor Filme, Melhor Direção Artística, Melhor Fotografia, Melhor Banda Sonora, Melhor Montagem Sonora, Melhor Mistura de Som.A Fotografia  é...simplesmente sublime!Cavalo de Guerra, começa com a comovente amizade entre um cavalo de nome Joey e um rapaz de nome Albert, que o doma e treina. Quando são forçados a separar-se, o filme segue a extraordinária viagem do cavalo e o seu percurso na guerra, mudando e inspirando as vidas daqueles que com ele se cruza – a cavalaria Britânica, soldados Alemães e um agricultor Francês e a sua neta – antes de a história atingir o seu clímax em pleno campo de batalha em Terra de Ninguém.(as trincheiras).A Primeira Guerra Mundial é vivida pelos olhos deste cavalo – uma viagem de alegrias e tristezas, amizade verdadeira e aventura. Cavalo de Guerra, é assim,  uma das grandes histórias de amizade em tempos de guerra  e que toca o coração de todos aqueles que amam o cinema como é o caso deste realizador, que consegue o dom de em  apenas alguns meses  e com actores pouco conhecidos do grande público, erguer uma obra prima do cinema. Está muito bem, D.Thewlis, Emily Watson, Jeremy Irvine, Niels Arestrup e Peter Mullan.Um filme belíssimo, uma épica história de abnegação, sofrimento, morte e e amizade incondicional. 

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Pensamentos e Flores

"Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos, morremos sozinhos.É apenas através do amor e da amizade que criamos por alguns momentos a ilusão de que não estamos sozinhos". Orson Welles

"Aquele que se diz  capaz de viver sem sociedade ou que acha que não precisa porque é auto suficiente, ou é um animal ou um deus". Aristóteles.

"Se está a planear para um ano, plante arroz; se está  a planear para décadas plante árvores; se está a planear para uma vida, eduque pessoas". Provérbio chinês

"Uma máquina pode fazer o trabalho de cinquenta homens normais.Nenhuma máquina pode fazer o trabalho de um homem extraordinário". A.Maslow

"Os Homens não são prisioneiros do destino, mas prisioneiros da sua própria mente". F.D.Rosevelt

"Não há nada que inspire mais perdão do que a vingança". Scott Adams

"Se é um milagre qualquer  tipo de confirmação dará a resposta, mas se for um facto são necessários provas".M.Twain

"Tudo o que vemos de verdadeiramente malvado, tem origem na inocência". E.Hemingway

"Desde a infância que não sou como os outros.Não vi o que os outros viram". E.Alan Poe

"A dor é o quebrar da concha do nosso entendimento". K.Gibran

"Uma pessoa pode sair da escola, mas a escola nunca sai de nós". Andy Partridge

"Morrer é extremamente amargo, mas a ideia de ter de morrer, sem ter vivido...é insuportável". Erich Fromm

"O momento da morte, tal como o fim de uma história, dá um novo significado a tudo aquilo que o procedeu". H. Bateson

"A adversidade é como um vento forte. Arranca-nos tudo, menos o que não pode ser arrancado, para que nos vejamos tal como realmente somos". Arthur Golden

"Para o homem são de corpo e sereno de mente o mau tempo não existe. Todos os dias têm a sua beleza e as tempestades que assolam o sangue, fazem apenas com que este bata de forma mais vigorosa". George Gissing

"Não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, mas a mais reactiva à mudança". Charles Darwin

"A prova mais indicativa de que existe vida inteligente noutro ponto do universo é o facto de nunca nos terem contactado". Bill Watterson

"Os deuses também gostam de uma boa piada". Aristóteles

"A superstição incendeia o mundo. A filosofia apaga as chamas".  Voltaire

"Se não se pode falar, devemos permanecer em silêncio". L.Wittgenstein

"Para quê matar o tempo, se o podemos usar?".

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Gustave Courbet-Praia na Normandia

Gustave Courbet (um dos meus pintores favoritos e que já abordei aqui em posts anteriores) pintou esta obra quando estava na Suíça, país onde se refugiou após os acontecimentos da Comuna de Paris, tendo realizado no seu atelier uma série de paisagens que tinham como referência as praias que, durante o ano de 1869, pintara na Normandia.Esta bela praia, representada com grande realismo, é um exemplo desta série. Os barcos dos pescadores encontram-se sobre uma grande extensão de areia, perante a presença de um fundo penhasco escarpado, de uma grande força compositiva.O volume deste penhasco, contrasta com a planície da praia. As suas formas contundentes, de uma infinidade de tonalidades, aplicadas com uma pincelada brusca, definem as rochas, convertendo-as num elemento que corta, com a horizontalidade da composição. Esta está organizada em função de diversos planos consecutivos, representados pela praia, o mar e o céu, ocupando a neblina dois terços da tela.Contudo, o mar está apenas representado ao longe, através de uma linha estreita.Ao longe vemos alguns marisqueiros, que aproveitam a maré baixa para pescar na zona da areia húmida. Por sua vez a bandeira francesa esvoaça num dos mastros da embarcação que se encontra atracada na areia.O realismo e a vivacidade com o qual está representada é maravilhosa. Esta belíssima obra denominada "Praia da Normandia", é um óleo sobre tela e pode ser vista no National Gallery of Art de Washington. 

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

O Artista/Hugo Cabret



Depois de ver este "O Artista" do realizador Michel Hazanavicius  e com os actores Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, Penelope Ann Miller, considero que este vai ser decididamente um dos filmes da minha vida.Adorei-o!Quando o vemos, nem nos damos conta dos pouquíssimos diálogos que o mesmo tem porque...simplesmente não precisamos disso!É um filme lindíssimo, bem realizado, com atores fantástico, com uma história muito boa...enfim...um grande filme que deu cartas nos Globos de Ouro ganhou ontem tudo o que era para ganhar nos Prémios Bafta e está nomeado para várias categorias nestes Óscares 2012.Aconselho vivamente!Lindo!!!




HUGO
Realizado por Martin Scorsese , com guião de John Logan , retirado da obra de Brian Selznick e com Ben Kingsley  Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz ,Sacha Baron Cohen,Helen McCrory,Christopher Lee,Emily Mortimer e Jude Law, eis um belissimo filme que a par de O Artista, fazem a dupla dos mais belos filmes que vi neste ano de 2012.Um filme que está galardoado em várias categorias e que talvez seja o grande vencedor da noite a par de O Artista. Um filme comovente, com uma fotografia que nem consigo descrever de tão linda que é, uma lição de cinema, e principalmente um filme demonstrativo do grande amor que Martin Scorsese nutre pela 7ª arte.
Parabéns M.Scorsese. 

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Milenium-Os Homens Que Odeiam as Mulheres


Gostei muito deste Milenium -Os  Homens que Odeiam as Mulheres ,(The Girl with the Dragon Tattoo), tirado da trilogia do malogrado jornalista sueco  Stieg Larson.Tudo neste filme é muito  minucioso, detalhado, lento....e violento.  Temos que estar muito atentos a este longo  filme porque o mesmo está recheado de  pequenas histórias, situações paralelas, descrições exaustivas, mas que fazem parte de um todo e que acabam por desembucar  em segredos bem escondidos e extremamente escabrosos. O que resulta de toda esta minúcia são personagens com uma profundidade inabitual que se movem num cenário opressivo, dominado por uma inquietação latente que vem do passado e se reflete num presente cheio de mágoas e contas a ajustar com esse mesmo passado opressivo. Daniel Craig, Rooney Mara, Stellan Skarsgard, Robin Wright e C.Plummer, são um naipe de atores muito bons e destaco o papel de Rooney Mara que está excepcional no papel de Lisbeth, trazendo para esta versão norte americana uma vulnerabilidade que Naoomi Rapace não trazia na versão sueca.Contudo, cada vez que ela aparece na tela há no seu olhar uma sinistralidade assustadora e considero que ela é o triunfo principal neste filme.É um filme em que no fim, as pessoas e as situações  que nos tinham parecia difusas e confusas, dispensáveis  e fútis, sao afinal do pior que poderíamos imaginar, seres e situações demoníacos e onde a maldade não tem limites. Stieg Larson era um escritor fantástico, posto que na sua escrita sabia exactamente quando e como encaixar todas as peças de um imenso puzzle. Escrito e descrito com mestria, este primeiro filme  da  trilogia promete muito e parece-me que D.Fincher seria a pessoa de eleição para a realização dos restantes dois filmes: A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, e  A Rainha no Palácio das Correntes de Ar.Um óptimo filme, tirado de um excelente livro, que mostra-nos uma Suécia muito diferente daquela que estamos habituados a ver em cartazes turísticos.