Quando a Razão colide com o Coração e vice-versa o resultado é este belíssimo filme de animação que deve ter sido inspiração para o maravilhoso e oscarizado filme de animação Divertidamente.
Uma pequena pérola!
!
O meu Blogue é um pouco de mim.Procuro através dele transmitir os meus gostos e as minhas ideias.Escreverei sobre aquilo que me vai na alma tendo sempre presente a máxima de Aristóteles que num belo dia disse: "Somos aquilo que fazemos consistentemente.Assim, a excelência não é um acto mas sim um hábito". O nome do meu Blogue é uma homenagem que faço a essa grande pintora do século XVI que foi Artemisia Gentileschi. Que Vivas para sempre Minha Deusa da pintura!
segunda-feira, abril 04, 2016
Razão e Coração
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segunda-feira, abril 04, 2016
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quarta-feira, março 23, 2016
Caravaggio-A Deposição de Cristo
A todos os meus leitores uma Santa Páscoa.
Tudo de bom.
Bjs
Fátima
Tudo de bom.
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Fátima
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| Caravaggio-A Deposição de Cristo Óleo sobre tela Pinacoteca Vaticana-Roma |
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quarta-feira, março 23, 2016
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sábado, março 19, 2016
Estes Corpos...
This Body and Every Bodies Plus Size.
Bravo!
Bravo!
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Fátima
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sábado, março 19, 2016
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sábado, março 05, 2016
A Pietá de Ticiano
Agora que estamos em plena quaresma nada melhor que abordar temas pictóricos que dizem respeito à morte de Jesus Cristo e como ela foi encarada por determinados pintores.
Vou começar pelo grande Ticiano. De seu nome Ticiano Vecellio foi um dos grandes ou mesmo o principal representante da escola veneziana no Renascimento. Nasceu em 1477 em Pieve di Cadere em Itália e vai falecer em Veneza a 27 de Agosto de 1576.
Nesta sua obra denominada de Pietá, que dizem ter sido pintada pelo pintor com a intenção de decorar o seu próprio túmulo coisa que depois não aconteceu, Ticiano vai criar um dos temas mais representados na história da arte, ou seja, o momento em que Cristo desce ao seu túmulo.
Se repararmos bem o centro da composição vai ser dominado pela Virgem que segura nos seus braços o filho morto. Fugindo ao costume de só se representar a Pietá sozinha aqui Ticiano povoa a sua composição com outros personagens, personificando-se ele próprio na figura de Nicodemos, aparecendo assim de joelhos diante de Cristo. É interessante verificar que a única cor garrida na tela vai ser precisamente o manto vermelho de Nicodemos, contrastando essa garrida cor com o manto preto de Maria Madalena à sua esquerda.
É uma cena de grande dramatismo e toda ela vai decorrer no interior de um templo onde a luz é muito escassa havendo apenas laivos de claridade vindos da cúpula e que vão incidir sobre o corpo morto de Cristo.
Junto à Virgem aparece pé Maria Madalena que toda ela envolta numa túnica dourada e por cima desta um manto escuro, já aqui mencionado, expressa a sua máxima dor elevando um dos braços e chorando.
Junto à Virgem aparece pé Maria Madalena que toda ela envolta numa túnica dourada e por cima desta um manto escuro, já aqui mencionado, expressa a sua máxima dor elevando um dos braços e chorando.
No canto inferior esquerdo temos um anjinho que segura um jarro, talvez cheio de unguentos para serem passados pelo corpo morto de Cristo.Na parte esquerda da composição aparece uma estátua de Moisés com as tábuas da lei. Na parte direita temos uma estátua da Sibila e de outro anjo que segura um archote.
Toda a tela foi feita em tons escuros, cujo tom dourado das estátuas dá ainda maior relevo.
Contudo, isso não lhe retira beleza posto que os tons claros estão tão bem criados que acabam por dar luminosidade à mesma criando um conjunto perfeito.
Contudo, isso não lhe retira beleza posto que os tons claros estão tão bem criados que acabam por dar luminosidade à mesma criando um conjunto perfeito.
Esta Pietá é um grandioso óleo sobre tela e pode ser apreciado em Veneza na Galeria da Academia.
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sábado, março 05, 2016
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segunda-feira, fevereiro 29, 2016
Noite de Oscares
Foi sem grande surpresa que vi Mad Max ser o grande vencedor na Noite dos Oscares, porque eu já aqui tinha vaticinado que nas categorias técnicas ninguém levaria a melhor sobre esta obra de Jorge Miller, e acredito que qualquer realizador terá que fazer muito para superar o que ali vemos em termos cinematográficos. De facto é de ficarmos pregados à cadeira a ver aquelas imagens a sucederem-se vertiginosamente no ecran. O balúrdio que ali foi gasto, tiraria-nos do defaut ou pelo menos ajudaria nisso. Assim, Mad Max ganhou nas categorias de Melhor Mistura de Som, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Montagem, Melhor Caracterização, Melhor Guarda Roupa (e eu que julgava que este ia para A Rapariga Dinamarquesa) e só não ganhou na Melhor Banda Sonora porque o Óscar foi justamente para Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino, que tem uma a banda sonora maravilhosa sob a chancela do incomparável e muito merecedor desse prémio Ennio Morricone . Foi um prémio mais que justo.
Alejandro González Iñárritu foi justamente premiado com o Óscar de Melhor Realizador pelo seu O Renascido e a estatueta de Melhor Filme ( para grande surpresa minha e de muita gente que tinha apostado as fichas todas no O Renascido) foi para O Caso Spotlihgt (juntamente com o Óscar de Melhor Argumento) filme esse que já aqui abordei. Já não é a primeira vez que isto acontece, ou seja, a estatueta de Melhor Filme não ir para o de Melhor Realizador. Enfim...
Surpresa, surpresa foi Mark Ryllance que ganhou a estatueta para o de Melhor Actor Secundário pela sua prestação em A Ponte dos Espiões batendo o inesperado Silvester Stalone, que apesar de eu não ter visto a sua prestação em Greed, já foi galardoado em outros festivais pelo mesmo filme e parece-me que levar um Óscar seria demasiado.Penso que se receber futuramente algum será de consagração de carreira no cinema.
A seguríssima Alicia Vikander que veio para ficar, ganhou o Óscar de Melhor Actriz Secundária pela sua sempre segura prestação em A Rapariga Dinamarquesa.
O Óscar para Melhor Argumento Adaptado foi para o fabuloso e didáctico A Queda de Wall Street e o de Melhor Documentário para Amy de Colin Gibson.
Já o Óscar para Melhor Actriz Principal foi para Brie Larson (esta jovem chegou viu e venceu e sambou na cara da concorrência!) em Room um filme que ainda não vi e por isso não posso comentar, mas que pelo que tenho ouvido é excelente.
O Filho de Saul levou a estatueta para Melhor Filme Estrangeiro, coisa que eu já aqui tinha vaticinado... eu que estava a torcer por Mustang, filme que já postei aqui.
Sem grandes surpresas o muito bome divertidissimo Inside Out levou o Óscar para o Melhor Filme de Animação, Sam Smith para Melhor Canção, (Writings on the Wall do filme Spectre) tendo a par de Iñárritu e di Caprio proferido um dos melhores agradecimentos da noite com um discurso muito assertivo em prol da liberdade gay e assumindo-se tal como ele é! Grande Sam Smith!.
O Oscar para Melhor Efeitos Visuais foi para o soberbo Ex Machina, e o 'meu' Leonardo di Caprio levou o mais que merecido Óscar para Melhor Actor Principal por O Renascido.Foi mais que merecido porque este actor nos últimos anos tem-nos brindado com actuações magnificas infelizmente nunca reconhecidas pela academia.
Fez um belíssimo e comovente discurso em prol da minorias e do ambiente e como 'realeza' que é não lhe cortaram o discurso com música, coisa que foi feito aqueles que ultrapassavam os 45 segundos. Grande Leonardo!
Os derrotados (coisa que já se esperava) foram Star War:Force Awakens,(nem nas categorias técnicas se salvou) Brooklyn, Carol e Perdido em Marte.
Do resto, foi o habitual.Chris Rock o apresentador que até tem muita graça, desta vez brindou-nos com piadas que a meu ver foram de muito mau gosto e algo repetitivas, acerca da não presença de actores negros entre os nomeados, salvando-se o espectáculo com Lady Gaga, que deu o litro mostrando ser uma verdadeira Woman Show.
Os discursos, foram bons, uns melhores que os outros como já o salientei mais acima, ninguém deu um trambolhão nas escada...ups a Jennfier Lawrence não recebeu nada e por isso não subiu as ditas cujas, houve boicotes vários e assim se fez mais uma edição dos Oscares, no Dolb Theatre com gente vestida de uma maneira muito sem graça salvando-se a meu ver as já habituais, Cate Blanchet, Charlize Theron, Julliane Moore e passando a integrar este lote, Allicia Vikander.
Para o ano haverá mais se Deus quiser.
Ah...não percebo o porquê de Rooney Mara que é tão boa actriz ter permanentemente aquele ar antipático de quem de todo não quer estar onde está.
Já está a começar a irritar!
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segunda-feira, fevereiro 29, 2016
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domingo, fevereiro 28, 2016
Uma Boa Comédia
Para quem queira soltar umas boas gargalhadas é só ir ver o filme Salvé,César os manos Ethan e Joel Coen.Gostei muito do filme e diverti-me a valer. Eu gosto muito do humor corrosivo destes realizadores e ainda gosto mais quando eles vão buscar George Clooney para fazer o papel de um dos maiores canastrões que me foi dado a ver ultimamente no cinema, juntando a isso os anos 50 onde um desgraçado, cansado e algo sem rumo director de um estúdio, papel desempenhado muito bem por Josh Brolin, tem de lidar com um naipe de vedetas cada uma mais doida que a anterior e ainda tentar salvar um actor das mãos de um bando de comunistas infiltrados em Hollywood.
Só o tema já em si já é um must, mas quando se junta Scarlett Johansson,(uma 'sereia' grávida) Ralph Finnes,(uma espécie de S.Kubrick que leva os actores à mais completa exaustão de tanto repetirem as deixas))Channing Tatum( bolas, o rapaz dança que se farta), Tilda Swinton, (a fazer um duplo papel e sempre deliciosa), Jonah Hill, Frances McDormand, Alden Ehrenreich, ( o que me ri com o papel deste jovem actor!), Christopher Lambert, Robert Picardo, Clancy Brown,o resultado é uma comédia, muito boa, com um humor muito inteligente e assertivo e onde vemos os bastidores dos estúdios, as idiossincrasias, as manias, as exigências, e a loucura dos que a ela pertencem.
No final disso tudo até ficamos admirados como depois daquele caos acaba por obras absolutamente irresistíveis.
Estão de parabéns os irmãos Coen por mais uma vez nos brindarem com um bom filme.
Ah....só ver o grande Baird Whitlock (George Clooney) a ser esbofeteado por (Edward Mannix) Josh Brolin, já vale a pena ir ver este filme. Só rir!
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domingo, fevereiro 28, 2016
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quarta-feira, fevereiro 24, 2016
Trumbo
Gostei. Gostei deste Trumbo, realizado por Jay Roach e que baseado em factos reais relata as agruras por que passa Dalton Trumbo, quando em 1047 ele e mais nove personagens de Hollywood, (argumentistas, escritores, actores...) são chamados a depor na comissão parlamentar de inquérito da Câmara dos Representantes de Estados Unidos, presidida pelo malfadado senador J.McCarthy, cujas função era averiguar a suposta infiltração de comunistas na industria do cinema.
No filme que está em cartaz a história de D.Trumbo durante este período é-nos dada a ver e aí para grande espanto nosso vemos que esta época foi terrível e atrevo-me mesmo a dizer que foi um dos períodos mais negros da história cinematográfica americana pelos horrores ali perpetrados em que famílias inteiras foram destruídas em nome de uma sanha anti comunista que raiva quase à insanidade total. Recusando-se a acusar outros colegas de profissão Trumbo é condenado por desobediência civil, passando assim a integrar a famosa lista negra de Hollywood e sempre mesmo obrigado a cumprir onze meses de prisão no estado do Kentucky. Contudo, mesmo estando proibido de trabalhar e dar o seu nome a argumentos de filmes, Trumbo vai fazê-lo valendo-se de pseudónimos ou socorrendo-se do nome de verdadeiros amigos, sendo premiado com o Óscar pelo belíssimo filme Férias em Roma e O Rapaz e o Touro.
Já após ter saido da prisão e com o apoio de Kirk Douglas, escreve o argumento de Spartacus filme de Stanley Kubrick e em parceria com o realizador Otto Preminger viu aparecer no seu nome nos créditos de Exodus, sendo então reintegrado no Writers Guild of America.
Papillon será o seu último argumento e após ter escrito mais um romance "Night of the Aurochs" morre de um fatal ataque cardíaco em 1976, após ter sido agraciado com várias honrarias, mais que merecedoras, visto Dalton Trumbo ter sido de facto um excepcional ser humano, e um argumentista fabuloso, que nunca se deixou vergar pelos ditames de gente absolutamente insana e com ideias terrivelmente abjectas. Intercalando o filme com cenas verídicas da época vemos como a loucura grassava por aqueles lados e Hollywood transformou-se num lugar de caça às bruxas absolutamente alucinante de maldade.
No papel de Dalton Trumbo temos um genial Bryan Cranston, mais conhecido em portugal por fazer de pai na hilariante série Malcon the Middle que cá em Portugal passou com o nome de "A Vida é Injusta" e que durante anos arrecadou vários Grammys e outros prémios. Mais recentemente vimo-lo na série Breaking Bad.
Como sua esposa temos a sempre segura Diane Lane, como uma das filhas a belíssima Elle Fanning.
Temos também Helen Mirren num papel nos antípodas do que temos visto ultimamente e genial na sua ruindade e perseguição a Trumbo.
Vemos John Goodman num papelão muito interessante, assim como vemos outros bons actores como Christian Berkel, Alan Tudyk ,Christian Berkel entre outros .
Não posso deixar de ressaltar o facto de aqui neste Trumbo vemos que a amizade e a lealdade foram completamente postas de parte por gente que quando vemos os seus filmes nunca suporíamos capazes de tais atitudes, como neste caso em apreço é o caso de John Wayne e E.J. Robinson entre outras demais actores, que nos habituamos a ver como grandiosos, mas que em tempos de loucura, falta de bom senso e completa histeria, mostraram bem a sua faceta mais negra.
Um filme a todos os níveis muito bom.
Ah...quando o filme acaba não saiam logo. Deixem correr o genérico porque no fim há uma entrevista muito boa e emotiva dada pelo verdadeiros Dalton Trumbo pouco antes deste falecer.
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quarta-feira, fevereiro 24, 2016
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quinta-feira, fevereiro 18, 2016
Cavalos Selvagens
Indigitado para Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França, apesar do filme ter sido rodado na Turquia está em cartaz o belíssimo e imperdível primeiro filme da realizadora turca Deniz Gamze Ergüven, Mustang.
Fui vê-lo e amei o filme do princípio ao fim, quanto mais não seja por ver as 5 raparigas mais bonitas e talentosas que me foi dado a ver nos últimos anos, assim como conhecer mais um pouco de uma Turquia que de certeza não é a dos cartazes turísticos.
São esses cinco seres absolutamente fantásticos, 5 cavalos selvagens na sua meninice e juventude, que carregam o filme as costas, conseguindo sem cair na pieguice ou no disparate criar as mais incríveis interpretações que já há muito tempo não me era dado ver por gente tão nova.
São esses cinco seres absolutamente fantásticos, 5 cavalos selvagens na sua meninice e juventude, que carregam o filme as costas, conseguindo sem cair na pieguice ou no disparate criar as mais incríveis interpretações que já há muito tempo não me era dado ver por gente tão nova.
Este Mustang é para mim já o vencedor do Oscar para Melhor Filme Estrangeiro, mesmo não tendo visto ainda os outros que estão na corrida ao mesmo prémio, nomeadamente a obra O Filho de Saul, (estreará dentro em breve) que está mais que visto que será o grande vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Contudo, já estar já indicado para este prémio é óptimo tanto para esta realizadora turca que pela obra aqui em causa augura um bom futuro, como pela França a produtora do filme.
Contudo, já estar já indicado para este prémio é óptimo tanto para esta realizadora turca que pela obra aqui em causa augura um bom futuro, como pela França a produtora do filme.
Este Mustang é para mim um filme magnífico, tanto pela fotografia, (aquelas imagens finais de Istambul visto pelos olhos de ambas as irmãs é de ficarmos arrepiados de tão belas que elas são) mas também por vermos 5 lindas e irresistíveis raparigas na flor da idade e em brincadeiras típicas de a juventude de um momento para o outro serem privadas da sua liberdade, enclausuradas numa casa gradeada a ferros e condenadas a desaparecerem para sempre nas brumas de casamentos arranjados à força.
A preparação para o casamento de todas estas garotas à excepção da mais novinha Lale a incrível Güneş Nezihe Şensoy, precisamente aquela que vai narrando o filme e que pelo seu olhar nos é dado a observar todo esse horror, é de ficarmos boquiabertos, de tão risível e monstruoso que ao mesmo tempo tudo aquilo acaba por ser. É também ela que vendo o futuro que a reserva resolve mudar as regras do jogo.
A preparação para o casamento de todas estas garotas à excepção da mais novinha Lale a incrível Güneş Nezihe Şensoy, precisamente aquela que vai narrando o filme e que pelo seu olhar nos é dado a observar todo esse horror, é de ficarmos boquiabertos, de tão risível e monstruoso que ao mesmo tempo tudo aquilo acaba por ser. É também ela que vendo o futuro que a reserva resolve mudar as regras do jogo.
A Turquia que aqui vemos é a Turquia do interior, a Turquia muito longe de Istambul, onde jovens são privadas da sua liberdade e preparadas desde a cozinha até ao quarto para o casamento, muitas vezes também sujeitas a abusos por parte daqueles que teriam obrigação de as proteger.
Quais cavalos selvagens decididas a não se deixarem abater e lutando por uma migalha de amor desses maridos arranjados pela família, essas belas jovens com longos cabelos ao vento, fazem-nos desejar trazê-las connosco e deixá-las livres a viver a sua juventude.
Este Mustang é também um filme que deveria ser visto por todos os nossos jovens que pensam a liberdade como um dado adquirido e que vivem nos antípodas do que ali tristemente observamos.
Com as soberbas interpretações da já citada Güneş Nezihe Şensoy, e com Doğa Zeynep Doğuşlu, Elit İşcan,Tuğba Sunguroğlu,Nihal Koldaş, Ayberk Pekcan,Burak Yiğit, este Mustang é um filme imperdível a todos os títulos.
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quinta-feira, fevereiro 18, 2016
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quarta-feira, fevereiro 17, 2016
Juan Carreño de Miranda- A Monstra Eugenia Martinez Vallejo
Numa visita ao Museu do Prado, chamou-me a atenção uma tela do pintor espanhol, Juan Carreño de Miranda com um título absolutamente horroroso de, "A Monstra Eugenia Martinez Vallejo". Para além do nome da tela o que me impressionou foi a quantidade de gente que tecia comentários de muito mau gosto acerca da personagem ali retratada. Um grupo de miúdos que pareciam estar ali em visita de estudo riam-se e diziam parvoíces completamente alarves , típicas da idade, mas ao mesmo tempo não 'desgrudavam' dali, posto que a tela parecia exercer sobre eles e sobre quem a via uma espécie de magnetismo quase que doentio.
Procurei saber mais sobre a mesma e o que descobri foi que para além de deste pintor gostar muito de usar uma paleta de cores em que o vermelho predomina sempre e em que aqui nesta em especial esta cor domina toda a tela, era também um admirador da obra de Rubens e Van Dick pelas formas arredondadas de alguns dos personagens que retratou em que aqui vemos o expoente máximo.
Era costume os infantes de Espanha estarem rodeados de uma série de personagens que os acompanhavam nos jogos da Corte. De uma maneira geral eram anões e de outros indivíduos com deficiências várias. Esses seres acabavam por fazer parte da corte e acompanhar as figuras reais ao longo das suas vidas. Eram também motivo por vezes de grande admiração e como a deficiência ainda não era vista como é hoje em dia estas pessoas e as suas deficiências acabavam por ser vistas como algo quase sobrenatural e dignas de serem observadas e mostradas na Corte.
No caso em apreço Juan Miranda retrata Eugénia Martinez Vallejo, mais conhecida como "A Monstra, devido à sua avantajada figura e baixa estatura. Eugénia fazia então parte da Corte governada por Carlos II. Ora o que faz o pintor para a retratar?
Evitando o máximo as cores sóbrias que caracterizavam de uma forma geral as figuras da Corte ,vai retratá-la com total opulência por meio de um vermelho incrivelmente garrido, sobressaindo essa cor através de pinceladas muito bem executadas e em que vemos o luxo do brocado do vestido.
É através desse mesmo vestido, que vemos o apreço que na Corte se chegava a ter por essas pessoas Não bastando isso ainda coloca dois laços vermelhos na cabeça e carrega na cor das suas gordas faces. Até a peculiar forma arredondada dão seu rosto é um ponto bastante atractivo ao nosso olhar.
A única nota sóbria é o olhar da personagem retratada que olha para nós com uma altivez absolutamente irresistível.
Acresce a isso que esta personagem foi também retratada nua pelo mesmo pintor, com uma parra de videira a tapar-lhe o sexo e possui uma escultura em bronze na cidade de Avillés, criada pelo artista Amado Gonzalez Hevia, (1997) pretendendo assim homenagear o pintor J.Carreño de Miranda nascido nesta cidade de Espanha.
A tela acima indicada é um óleo sobre tela e pode ser observado no Museu do Prado em Madrid.
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quarta-feira, fevereiro 17, 2016
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quarta-feira, fevereiro 10, 2016
Oito Odiados
Mesmo aquela que eu julgo ser a sua obra menor que é os Sacanas sem Lei não deixa de ser um bom filme e com interpretações absolutamente irresistíveis de todos os actores a começar por Christoph Waltz antes do mesmo começar a mimetizar-se ad infinito os mesmos tiques em todos os seus restantes filmes, o que é pena, pois o homem é bem talentoso.
Está agora em cartaz a sua última obra Os Oito Odiados.
Depois de ter visto o Django Libertado temi que Tarantino estivesse repetir a temática,(o western americano) mas quão enganada eu estava.
Se Django Libertado se baseava na escravatura abordando a questão que a despoletou e o modo como homens e mulheres eram tratados numa época absolutamente terrível da construção da América, aqui neste Os Oito Odiados o que vemos é o reerguer de uma nação pós guerra civil, em que oito personagens os típicos arquétipos do western americanos se vão defrontar num no espaço fechado de uma estalagem e em que cada um deles tem contas a ajustar com esse passado violento da guerra e daí o papel de Samuel L. Jackson ser para mim o papel de uma vida, posto ele representar um personagem perfeitamente alucinante de maldade num ajuste de contas com um passado de escravatura e os desmandos pavorosos que foram praticados durante décadas e o de Bruce Dern representar esse mesmo passado abominável e contudo, ainda tão saudoso por todos aqueles que perderam a guerra.
Tarantino tendo sempre presente a máxima que diz "em equipa que ganha não se mexe" vai buscar a a sua trupe do costume e eis que ali temos o já aqui abordado Samuel L.Jackson, (Django Libertado, Pulp Ficcon, Kill Bill...) Kurt Russel (À Prova de Morte), Walton Goggins, (Django Libertado),Zoe Bell (À Prova de Morte),Michel Madsen (Bill Kill) acrescentando outros como é o caso do já sitado Bruce Dern, Channing Tatum, Tim Ruth, Jennifer Jason Leigt, Demían Bichir, Lee Horsley, Dana Michelle Gourrier, Graig Stark e Gene Jones.
Não posso deixar de acrescentar que amei do principio o papel absolutamente visceral de Jennifer Jason Leigt, posto que é um papel muito difícil de ser feito, visto a mesma ser a única mulher no num grupo de actores que sabem bem impor-se.
Contudo, ela consegue-o de uma forma soberba não só em termos de representação como em termos de uma caracterização que a deixa quase irreconhecível fisicamente.
Grande Jennifer!
Contudo, ela consegue-o de uma forma soberba não só em termos de representação como em termos de uma caracterização que a deixa quase irreconhecível fisicamente.
Grande Jennifer!
Este Os Oito Odiados, é também fantástico no seu género, visto Tarantino usando o formato de ecran mais largo que existe o Ultra Panavision 70mm, conseguir naquele espaço fechado quase claustrofóbico dar-nos uma história fascinant em que tudo se vai passar no confinado décor de uma estalagem, um pequeno entreposto perdido nas gélidas paisagens do Wyoming.
É ali que determinadas personagens são obrigadas a conviver durante algumas horas devido ao intenso nevão que se faz sentir lá fora, acabando cada uma delas a ajustar contas, umas com o seu passado e outras com o presente ali vivido.
Um filme tipicamente tarantiniano, onde o espaço e o tempo são vividos de uma forma única e a redenção é palavra completamente inexistente por essas bandas.
Depois do O Renascido onde vemos o horror e o maldade humana na conquista das terras americanas neste Os Oito Odiados o que assistimos são as feridas até aí não saradas da terrível guerra civil americana e onde as tensões raciais e a posse de armas estão bem presentes, lembrando-nos constantemente a grandeza e as misérias sobre o quais assenta a nação americana.
Um filme imperdível e a meu ver um dos melhores filmes de Quentin Tarantino
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quarta-feira, fevereiro 10, 2016
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sexta-feira, fevereiro 05, 2016
Filmes para o Fim de Semana
Um é o Caso Spotlight do realizador Tom McCarthy e com os actores Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel Adams,Liev Schreiber,Stalnley Tucci,John Stallery, que no fundo representam a equipa de jornalistas do jornal Boston Globe responsável pela divulgação do escândalo de pedofilia no seio da igreja católica, fazendo com que os mesmos ganhassem o prestigiado Prémio Pulidzer e fizesse com que ficássemos estupefactos e até abismados para dizer o minimo com o que durante anos se passou no meio de uma instituição destas.
A equipa Spotlight existe mesmo é constituído por um grupo de jornalistas que ao longo dos anos têm sido responsáveis pela divulgação de vários casos escandalosos sendo este a que o filme aborda o que mais repercussão teve.
O filme é extraordinário, assim como extraordinários estão todos os actores, destacando-se Mark Ruffalo ( jornalista que este representa tem ascendência portuguesa), justamente indigitado para Óscar de Melhor Actor secundário, assim como também está o filme indigitado como o de Melhor Filme.
Um filme a ver com surpresa e alguma indignação pelos acontecimentos ali narrados.
Outro filme que estreou em Portugal esta semana e que é uma das grandes surpresas do ano pela interpretação de ambas as actrizes principais, fotografia, guião, música, cenário,guarda roupa,...é o Carol do grande realizador Todd Haynes (do belíssimo filme Longe do Paraíso /Julliane Moore) e com os soberbos desempenhos das actrizes Cate Blanchett, Rooney Mara e Sarah Paulson. Destaco-as porque apesar de haver outros personagens nomeadamente masculinos, o filme recai todo sobre estas três mulheres que carregam de uma forma sublime todo o filme às suas costas.
Eu já o tinha dito aqui há uns tempos que Cate Blanchett será a "herdeira" em termos de representação de Meryl Streep de tão fantástica que ela é. Ver esta mulher representar, falar, andar é qualquer coisa de mágico, assim como de mágico é ver Rooney Mara a dar-lhe réplica, num papel em todos os sentidos difícil pois o que ali vemos é uma história tão triste ao mesmo tempo tão bela e com uma envolvência em termos fotográficos e de cenário tão extraordinários que pensamos que quando já achávamos que tínhamos visto tudo surge este Carol e ficamos simplesmente abismados com tanta boa representação.
Há ainda a referir que este Carol, romance de um amor que a sociedade proíbe e que entrelaça duas mulheres com idades, estatutos e experiências de vida diametralmente opostas, é baseado no livro O Preço do Sal (vagamente autobiográfico) da escritora Patrícia Highsmith, e no filme Breve Encontro de David Lean, para a sua estrutura narrativa. O longo flash back de que o realizador recorre é essencial posto que quando chegamos ao fim percebemos então as motivações daquelas mulheres e que a principio não nos era dado a ver.
Há ainda a referir que este Carol, romance de um amor que a sociedade proíbe e que entrelaça duas mulheres com idades, estatutos e experiências de vida diametralmente opostas, é baseado no livro O Preço do Sal (vagamente autobiográfico) da escritora Patrícia Highsmith, e no filme Breve Encontro de David Lean, para a sua estrutura narrativa. O longo flash back de que o realizador recorre é essencial posto que quando chegamos ao fim percebemos então as motivações daquelas mulheres e que a principio não nos era dado a ver.
Um filme imperdível a todos os níveis e não é sem razão que o mesmo também está (e bem) na corrida aos Oscares e que já vem muito bem referenciado em outros festivais de Cinema nomeadamente o de Cannes onde Rooney Mara ganhou o prémio de Melhor Actriz.
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quinta-feira, janeiro 28, 2016
Revisitando Anna Karenina
Há filmes e até obras de arte pictóricas que quando as vemos pela primeira vez ficamos simplesmente fascinados com elas, mas, passado algum tempo, até pode ser anos, quando as revimos nada sentimos e até nos interrogamos sobre o porquê do fascínio sentido quando pela primeira vez olhamos para elas. Já me aconteceu isso inúmeras vezes e até já me aconteceu isso com pessoas, mas isso são contas de outro rosário.
O que aqui quero abordar é um filme que quando o vi pela primeira vez pouco ou nada nele nada nele me encantou.
Contudo, resolvi reincidir na obra e vê-lo outra vez.
Foi esta revisitação que me fez mudar de ideias e aos poucos a admiração pelo modo como este filme foi feito e encenado foi aumentando e isso aconteceu ontem à noite outra vez, quando fazendo zapping pelos canais televisivos, fui dar com esta obra do realizador britânico Joe Wright realizador de Locke, Orgulho e Preconceito, Hanna, Expiação, O Solista., Peter Pan).
Falo-vos de Anna Karenina, filme baseado na obra do grande Leão Tolstoi.
Se não me engano o filme foi estrado em Portugal há coisa de dois ou três anos, e na altura lembro-me do filme vir precedido de criticas algo desfavoráveis e mesmo cá não foi filme que tivesse enchido as salas de cinema e as opiniões dividiram-se e a maioria até nem era grandemente favorável a essa nova incursão no universo Toltoiano.
Na altura da sua estreia fui vê-lo ao cinema e também eu fiquei sem conseguir qualificar este filme e o modo como o mesmo foi realizado/encenado e só me lembro de que o mesmo me parecia uma gigantesca peça de teatro feita em jeito de filme. Falando com uma amiga, também ela não tinha apreciado favoravelmente o filme e até tinha saído bastante cansada do mesmo, não o sabendo bem descrever e qualificar.
Passado uns tempos aluguei-o em vídeo clube e resolvi vê-lo calmamente a até andando para trás em algumas cenas e fazendo pausa em outras. Foi aqui que comecei a amar este Anna Karenina e aos poucos fui tendo uma visão dele que me foi emocionando passando aos pouco a considerá-lo uma peça de cinema invulgar, muito bem executada, com prestações fantásticas de todos os actores em especial a da protagonista principal Keira Knightley (Anna Karenina) actriz por quem tenho grande carinho e que também é partilhado pelo realizador, visto a mesma estar presente em mais duas obras do mesmo, nomeadamente em Expiação e Orgulho e Preconceito.
Coadjuvada por Jude Law (Conde Karenine), Aaron Taylor-Johnson (Vronsky), Kelly Macdonald (Dolly Oblonsky), Matthew MacFadyen (Stiva Oblonsky),Domhnall Gleeson (Kostia Levin),Alicia Vikander (Kitty) entre outros muitos bons actores, o que vemos neste filme é uma fotografia absolutamente sublime, uma história muito bem contada e feita em moldes teatrais o que dá muito mais força à história em questão, actores em estado de graça, e uma dramatologia seguríssima e em que não vemos qualquer actor a resvalar para o histeriónico, o mau gosto, onde tudo é contido e o drama conseguido em doses certas.
Ontem ao ver este filme outra vez, vi que de facto esta revisitação a este drama de Tolstoi feito de forma teatralizada acabou por ser a que mais se aproximou da obra do escritor assim como a escolha dos cenários aquela que mais nos deu a ver de uma forma muito bem conseguida a sociedade russa da altura em que o drama se desenrola, com as classes sociais estratificadamente divididas, e onde as paixões exacerbadas eram bem escondidas e quem ousasse desafiar essas convenções, teria apenas e um só destino, aquele que Anna Karenina segue. Até o fim do filme é para mim o fim perfeito.
Dos personagens que guardo com carinho na memória acaba até por nem ser o de Anna e Vronsky ou até do Conde Karenin o marido de Anna, (prestação incrível de Jude Law), mas sim de Kitty e Kostia Levin, valendo para isso a prestação de Alicia Vikander como Kitty e que vem mostrar o quanto esta actriz é magnífica, (podemos vê-la em cartaz no A Rapariga Dinamarquesa).
Este Anna Karenina é por isso um daqueles filmes que com o passar do tempo mais e mais o amamos, pois o que ali está é de facto uma excelente obra cinematográfica e que a meu ver acabará por o ser sempre, desafiando o tempo e mantendo-se sempre intemporal.
Um filme a revisitar.
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quinta-feira, janeiro 28, 2016
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sábado, janeiro 23, 2016
Renascido
Há três realizadores que eu assim que sei que os seus filmes estão em exibição ponho-me no cinema assim que posso, ou seja, o mais rapidamente possível.
O primeiro é o chinês (Hong Kong) Wong Kar Wai realizador do sublime "Disponível Para Amar" e do fabuloso "O Grande Mestre".
O segundo é o anglo americano Christopher Nolan, realizador do incrivel e originalissimo filme A "Origem/Inception","Interestelar","Batman o Cavaleiro das Trevas", entre outros bons filmes.
O segundo é o anglo americano Christopher Nolan, realizador do incrivel e originalissimo filme A "Origem/Inception","Interestelar","Batman o Cavaleiro das Trevas", entre outros bons filmes.
O último é o mexicano Alejandro G. Inárritu o realizador de "Amor Cão", "21 gramas","Biutiful", "Babel" e do oscarizado "Birdman".
Estreou esta semana em Portugal o mais recente filme deste último "O Renascido", The
Revenant" baseado no livro “The
Revenant: A Novel of Revenge” escrita por Michael Punke em 2002 e que nos conta a história de uma vingança absolutamente alucinante do caçador, batedor e explorador Hugh Glass, que na década de
1820 e durante uma expedição pelo interior do território americano, ainda
habitado por tribos indígenas, é atacado por
um urso, que o deixa à beira da morte.
Abandonado à sua sorte, com o corpo todo retalhado, sem armas e equipamentos e numa paisagem terrivelmente gélida e hostil e movido pelo desejo de vingança pela morte do seu filho, este homem de uma vontade sobrenatural e absolutamente avassaladora não descansa enquanto não alcança os seus objectivos, tendo para isso percorrido 129 quilómetros em seis semanas.
Abandonado à sua sorte, com o corpo todo retalhado, sem armas e equipamentos e numa paisagem terrivelmente gélida e hostil e movido pelo desejo de vingança pela morte do seu filho, este homem de uma vontade sobrenatural e absolutamente avassaladora não descansa enquanto não alcança os seus objectivos, tendo para isso percorrido 129 quilómetros em seis semanas.
Aqui, para além da luta do homem contra a natureza temos também a luta de homens contra homens, de colonos contra índios e vice versa, estes últimos reclamando justamente o seu território e aquilo que lhes é continuamente saqueado, mostrando até à exaustão como o território norte americano foi conquistado sobre sangue derramado de uma forma absolutamente abominável e que envergonha o ser humano para todo o sempre.
Já é lendário o que os actores e equipas de filmagem passaram para este filme ser feito e à cabeça deste sofrimento vemos um Leonardo di Caprio que se não ganhar este ano o Óscar de Melhor Actor assim como o realizador como de Melhor Realizador e o filme o de Melhor Filme, é porque a Academia das Artes e Letras , não sabe o que faz, visto termos aqui uma das mais incríveis obras cinematográficas que me foi dado a ver nos últimos anos, e olha que bons filmes não têm faltado.
A prestação de di Caprio é de ficarmos do princípio ao fim boquiabertos, coadjuvado por outro grande actor que eu também amo de coração que é Tom Hardy , como John Fitzgerald , justamente indigitado para o Oscar de Melhor Actor Secundário e que se lhe for atribuído é mais que merecido.
Há também a salientar as prestações de Domhnall Gleeson,(ex Maquina), Will Poulte, entre outros.
Há também a salientar as prestações de Domhnall Gleeson,(ex Maquina), Will Poulte, entre outros.
Este O Renascido é também fabuloso porque o realizador faz este filme utilizando a paisagem natural usando muitos poucos recursos digitais o que para mim é de valorizar até aos extremo fartos que estamos de filmes feitos em estúdios e com o recurso a tudo e mais alguma coisa sem que os actores saiam das suas zonas de conforto.
Ver Leonardo di Caprio e os restantes actores naquelas paisagens gélidas e tortuosas é do mais sublime que se podemos desejar ver. Este filme é de facto um acontecimento cinematográfico, daquelas obras que vemos e amamos, quanto mais não seja pelo libelo que o realizador faz ao mostrar-nos como os índios norte americanos, foram paulatinamente dizimados, assim como todo um modo de vida.
Ver as atrocidades que ali se fizeram é de nos arrepiarmos e já por isso esta obra deveria ser ganhadora de todos os prémios e por isso mesmo ela está indigitada merecidamente para 12 Oscares.
Ver as atrocidades que ali se fizeram é de nos arrepiarmos e já por isso esta obra deveria ser ganhadora de todos os prémios e por isso mesmo ela está indigitada merecidamente para 12 Oscares.
Não posso deixar de salientar ainda que a prestação de Tom Hardy é incrível visto o mesmo estar aqui quase irreconhecível. Vê-lo aqui e no alucinante Mad Max (outro filme também bem indigitado principalmente nas categorias técnicas) mostra-nos o quanto este actor é multifacetado.
Este O Renascido por estas e outras múltiplas razões é um filme imperdível!
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sábado, janeiro 23, 2016
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segunda-feira, janeiro 18, 2016
Três filmes a não perder
1- 45 Anos
Com a Grande Actriz Charlotte Rampling num tour de force com Tom Courtenay e com realização de Andrew Haigh este 45 anos é um filme imperdível e impressiona-nos ver como meia dúzia de actores com esta grande senhora do cinema que é C.Rampling à cabeça, conseguem prender-nos ao écran do principio ao fim.
Com a Grande Actriz Charlotte Rampling num tour de force com Tom Courtenay e com realização de Andrew Haigh este 45 anos é um filme imperdível e impressiona-nos ver como meia dúzia de actores com esta grande senhora do cinema que é C.Rampling à cabeça, conseguem prender-nos ao écran do principio ao fim.
Não admira pois, que ela esteja nomeada, (e bem), para um Óscar de Melhor Actriz.
2 -A Queda de Wall Street/ The Big Short.
Se alguém pensava já ter visto tudo com o magistral Margin Call (escrevi um post acerca do mesmo aquando da sua passagem pelos cinemas portugueses) e o espantoso Inside Job (documentário narrado por Matt Damon) desengane-se, pois este A Queda de Wall Street , leva-nos à total estupefacção do primeiro ao último minutos e quando largamos a cadeira estamos zonzos e a pensar como é que uma dúzia de gulosos capitalistas sem qualquer pinga de escrúpulos, decência, moral, ética...conseguiram deitar a baixo o mundo financeiro, social e económico tal como o conhecíamos.De ver e ficar de queixo caído.
Outro filme que também está,( e bem), na corrida aos Óscares.
A realização é de Adam Mckay e conta com as prestações espantosas de Christian Bale (este está soberbo) , Steve Carell, Ryan Gosling, Marisa Tomei, Brad Pitt entre outros tantos.

3-Brooklyn
Com realização de John Crowley (adaptado da obra de Colm Tóibín) e com a já muito madura e seguríssima Saoire Ronan, coadjuvada por Emory Cohen, Domhnall Gleeson, Jim Broadbent e Julia Walters eis um filme belíssimo na sua história da saga dos emigrantes irlandeses para os E.U.A., a sua relação com a terra natal, a luta por um lugar ao sol, e o nascimento de uma nação com a ajuda de incansáveis trabalhadores irlandeses, italianos, e outras gentes, que largando as suas famílias e o seu cantinho se aventuraram a procurar uma vida melhor neste grande país.
Saoire Ronan fantástica como sempre. A escolha perfeita para o papel pois o seu rosto reflecte todas as emoções porque passa até atingir a sua plena integração.
Um bom filme a não perder.
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sexta-feira, janeiro 15, 2016
Os Piores do Ano
Todos os anos, semanas antes da cerimónia dos Oscares acontece aquilo que qualquer actor mais teme: a atribuição da malfadada Framboesa de Ouro ou mais conhecida por Razzie Awards.
Se não me engano das poucas pessoas que lá foi com a cara e a coragem receber a dita estatueta de pior do ano,seja na categoria de melhor Actriz/Actor/Realizador/ Filme...foi a Sandra Bullock, no mesmo ano em que recebeu o Óscar pela sua interpretação no filme Um Sonho Possível.
Grande Sandra!
Este ano já estão as nomeações feitas e é claro que as fichas foram toda apostas no Nas 50 Sombras de Grey no execrável filme de animação Pixies, no estranhíssimo e muito decepcionante A Ascensão de Júpiter e no Quarteto Fantástico.
Destes, os únicos que vi em aluguer foram as 50 Sombras de Grey que achei risível e a A Ascensão de Júpiter por gostar dos irmãos Wachowski (os mesmos da trilogia Matrix) e lembrar-me de ter ficado surpreendida com tal objecto cinematográfico. Claro que na altura se viu que a coisa era uma banhada de todo o tamanho e que tanto Channig Tatum, Mila Kunis e Eddie Redmayne iam levar com uma bela Framboesa Dourada, tal eram os disparates que os mesmos debitavam no filme.
Tal como aconteceu com Sandra Bullock em 2010, Eddie Redmayne está este ano nomeado como pior actor pela sua prestação desastrosa em A Ascensão de Júpiter, como para melhor actor em A Rapariga Dinamarquesa assim, assim como Rooney Mara que está aqui nomeada como pior actriz em Pan e como melhor actriz secundaria em Carol que estreia para a semana em Portugal.
Só rir!
Tal como aconteceu com Sandra Bullock em 2010, Eddie Redmayne está este ano nomeado como pior actor pela sua prestação desastrosa em A Ascensão de Júpiter, como para melhor actor em A Rapariga Dinamarquesa assim, assim como Rooney Mara que está aqui nomeada como pior actriz em Pan e como melhor actriz secundaria em Carol que estreia para a semana em Portugal.
Só rir!
Como era de esperar Johnny Deep leva uma nomeação com pior actor do ano neste outro objecto cinematográfico absolutamente disparatado que foi O Excêntrico Mordecai, arrastando Gwyneth Paltrow na categoria de pior actriz no mesmo filme.
Ah...se houvesse nomeação para adereços, o falso bigode de J.Deep levaria com o pior adereço de todos os tempos.
Jennifer Lopez também está nomeadíssima como pior actriz com o filme O Vizinho do Lado, Dakota Johnson na mesma categoria com As 50 Sombras de Grey e em pior actor a fazer companhia a Channing Tatum temos o sempre presente Adam Sandler que pelos vistos ainda ninguém teve a coragem de lhe dizer cara a cara que se retirasse de fininho e de vez do mundo do cinema.
A minha querida Julianne Moore que esteve irrepreensível em Alice e pelo qual ganhou um Óscar de melhor actriz no ano passado também é capaz do pior e ei-la nomeada com O Sétimo Filho.
Ao ver actores tão bons a fazerem filmes tão maus como é este último caso, dou por mim a pensar que o fazem apenas e só pelos dólares fáceis que entrarão nas suas contas bancárias e por isso mandam às urtigas qualquer sensatez e juízo criterioso na escolha dos papéis...enfim.
Como Prémio de Redenção lá está o Silvester Stallone que para grande surpresa minha e de muita boa gente até está nomeado para um Óscar de actor secundário no filme Creed e já recebeu um nesta categoria nos Globos de Ouro realizados nesta semana.
De facto o mundo do cinema é um poço de surpresas!
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sexta-feira, janeiro 15, 2016
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quinta-feira, janeiro 14, 2016
Alan Rickman-1947-2016
Ainda no ano passado tinha-o visto em Nos Jardins do Rei, 'A Little Chaos', filme que realizou e interpretou e que aqui abordei num post.
Hoje recebemos a notícia da sua morte por cancro. Uma pena. Eu e tantos outros gostávamos tanto deste actor! E que voz incomparável e única ele tinha. Só de o ouvir sabíamos que estávamos perante Alan Rickman.
Mesmo em Die Hard em que fazia de vilão não podíamos deixar de gostar dele assim como em Sensibilidade e Bom Senso onde fazia par com as grandes Kate Winslet e a Emma Thompson. Aqui neste último, interpretava um papel tão doce que se tornava irresistível.
Depois do incomparável David Bowie outra grande personagem do mundo das artes que parte e nos deixa com uma sensação de vazio.
Que perda!
Aqui ficam dois filmes em que aparece este actor e realizador.
Que Alan Rickman descanse em paz.
Aqui ficam dois filmes em que aparece este actor e realizador.
Que Alan Rickman descanse em paz.
Sensibilidade e Bom Senso
Nos Jardins do Rei
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domingo, janeiro 10, 2016
Guia para o Sucesso
A cena passou-se numa sala de cinema quando fui ver um filme que recomendo vivamente que é o Joy, baseado na história verdadeira de Joy Mangano, mais conhecida nos E.U.A. pela 'rainha das esfregonas'.
Já irei abordar criticamente o filme, mas primeiro quero falar sobre o que se passou dentro da sala e que não me deixou de surpreender, eu que quase já não me surpreendo quase nunca com as atitudes dos que me rodeiam.
Este hábito tão norte americano de se ir para dentro de uma sala de cinema armado de um enorme balde de pipocas, muitas vezes ajudadas a serem ingeridas por doses industriais de pepsi cola (passo a publicidade) tem criado situações verdadeiramente caricatas entre os apologistas das mesmas e quem simplesmente as abomina.
Eu estou naquele nicho de pessoas que discorda disso ( daí gostar de ir à salas do Paulo Branco) onde tais hábitos são sumariamente proibidos, mas também não sou de ficar de cabeça perdida quando alguém se senta ao meu lado comendo e bebendo ruidosamente como se na sua sala de estar estivesse, esquecendo das dezenas de pessoas que ao seu redor se sentam e que gostariam de se concentrar no filme e não no ruído de pipocas a serem ingeridas.
Quando tal me acontece, mudo de lugar (caso haja possibilidade disso) e continuo a ver o filme sem mais transtornos.
Quando tal me acontece, mudo de lugar (caso haja possibilidade disso) e continuo a ver o filme sem mais transtornos.
Pois, foi isso precisamente que aconteceu.
Alguém, mais precisamente um espectador que a meu lado se sentava,(eu não o conhecia de lado algum) que não conseguiu concentrar-se no filme enquanto a pessoa que na fila oposta a que estávamos não acabou de degustar o seu enorme balde de pipocas.
Foi verdadeiramente dramático ver aquele homem emerso no mais completo desespero, visto não conseguir parar de olhar para a pessoa que comia as pipocas, lançando 'bocas',em voz alta, não parando de estar quieto na cadeira, acabando até por me incomodar-me e à pessoa que a meu lado estava, tal era a postura do seu corpo e o frenesim que dele se tinha apossado.
Foi verdadeiramente dramático ver aquele homem emerso no mais completo desespero, visto não conseguir parar de olhar para a pessoa que comia as pipocas, lançando 'bocas',em voz alta, não parando de estar quieto na cadeira, acabando até por me incomodar-me e à pessoa que a meu lado estava, tal era a postura do seu corpo e o frenesim que dele se tinha apossado.
Eu tentava afincadamente concentrar-me no filme e também não o conseguia agastada pelo desespero do homem. Este a páginas tantas, dá um grito e pede à senhora que pare de fazer ruído a comer as malditas pipocas, sobressaltando tudo e todos e até a mim que me sentava a uma cadeira de distância e que já olhava para todos os lados a ver se me podia pisgar para outro lado, sem contudo o poder fazer visto a sala estar quase esgotada.
Talvez espicaçada por esse grito a senhora continuou a comer as pipocas sem ligar peva deixando o homem ainda mais desesperado!
Verdadeiramente só me apetecia era mandar os dois para a rua e resolverem isso lá fora. Ele como viu que não foi ouvido lá se virou para a tela e tentou concentrar-se no filme, olhando de segundo a segundo para a comedora ruidosa e só quando viu que esta tinha pousado o balde no chão gritou um sonoro 'finalmente!' e sossegou de vez.
Todos este episódio ainda durou uma meia hora e eu ao mesmo tempo que procurava concentrar-me no que se passava na tela ia ao mesmo tempo pensando que tudo isso era escusado se os cinemas apenas servissem...para vermos cinema e não estivessem transformados em sítios de degustação de milho e guloseimas variadas.
Sei que era pedir muito que tudo isto acabasse, pois já vez li que vender pipocas é o que faz com que muitas salas continuem abertas e não o vender um bilhete de cinema, posto que este só dá é prejuízo. Se tal for verdade ( e julgo que o é) então que as pipocas continuem a ser vendidas acompanhadas das bebidas gaseificadas da praxe. Talvez o que as pessoas tenham que fazer é civilizadamente serem menos ruidosas na sua mastigação e pensar que talvez há filmes que dado o tipo de espectadores e o enredo dos mesmos as pipocas não devem ali entrar.
Que possamos ir ver um blockbuster tipo Star Wars, acompanhado de um balde de pipocas a mim não me chateia nada. Penso até que estes filmes apelam a isso, tal como os filmes para crianças, mas ir ver um filme do tipo a que ali estávamos a assistir não faz qualquer sentido.
Há que respeitar as pessoas que estão connosco na sala e é isso que eu não vejo por parte dos espectadores. Vai tudo no mesmo andor e isso é falta de respeito para com quem connosco assiste à sessão e pelo filme que está a ser exibido.
Há que respeitar as pessoas que estão connosco na sala e é isso que eu não vejo por parte dos espectadores. Vai tudo no mesmo andor e isso é falta de respeito para com quem connosco assiste à sessão e pelo filme que está a ser exibido.
Após este apontamento critico/anedótico, vou então continuar a falar deste Joy.
Jennifer Lawrence, cabeça de cartaz deste biopic sobre Joy Mangano e sempre aconselhada por esta última está esplêndida no papel. Se dúvidas havia que ela é muito boa actriz, basta lembrar o seu início de carreia no fabuloso papel principal, num filme que por cá passou muito despercebido e que se chamava Despojos de Inverno, e pelo qual ganha o Globo de Ouro por Melhor Actriz Dramática. Ela é de facto soberba e aqui dá o litro , não sendo por acaso que este Joy está também na corrida aos oscares, tudo graças ao trabalho por ela aqui executado.
Com uma fortuna imensa e sempre a inventar gadgets originais e úteis para a melhoria da vida das pessoas e sobretudo para a vidas das donas de casa, Joy Mangano, verdadeira mulher de armas, vai travar desde muito nova uma luta renhida para se impor no mundo dos negócios, tentando contra ventos e marés fazer valer as suas úteis invenções, tendo até por adversários alguns membros da sua família fazendo valer aquele provérbio que diz para quê procurar inimigos fora quando eles estão alojados no nosso seio familiar.
Contra ventos e marés, esta mulher consegue alcançar os seus objectivos e hoje é uma fabulosa e sempre activa empresária com direito a canal de televisão de televendas, onde começou e onde acabou por se impor definitivamente e sempre a facturar imenso com as suas invenções sempre úteis.
Gostei do filme, amei ver J.Lawrence no papel de Joy Mangano, gostei de ver Édgar Ramirez no papel de marido e posterior ex marido sempre presente na vida de Joy, apreciei ver Bradley Cooper que faz sempre boa parelha com J.Lawrence (basta vê-los juntos no oscarizado Guia para Um Final Feliz), surpreendi-me ao ver Virginia Madsen num papel quase irreconhecível , sobressaltei-me a ao ver Isabella Rosselini nestas andanças muito fora do seu registo habitual e odiei ver Robert de Niro no papel de pai de Joy Mangano, não porque ele esteja mal naquilo que lhe é pedido, mas porque o considero como um dos maiores canastrões que o cinema já nos deu e que só fez boas figuras quando trabalhou ou com M.Scorcese ou com Tarantino. Fora disso é uma nulidade o que aqui neste Joy se aplica literalmente.
Um filme a ver com gosto.
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Uma Rapariga Dinamarquesa
Se duvidas havia que estávamos perante dois grandes actores, elas desaparecem quando vemos Eddie Redmayne, Alicia Vikander, protagonizarem o casal Einar e Gerda Wegener no filme de Tom Hooper, A Rapariga Dinamarquesa.
De facto, estão os dois soberbos e eu sou suspeita para falar pois 'apaixonei-me' por Alicia Vikander assim que a vi no Filme Um Caso Real e posteriormente em Ex-Maquina um dos grandes filmes do ano passado e que espero que não seja esquecido na corrida aos Oscares, pois ela aqui neste último está sublime.
Já Eddie Redmayne é um caso à parte na transmutação do seu corpo, visto que o mesmo é a sua grande arma e aqui serve soberbamente os propósitos do realizador dando corpo ao pintor Einar Wegener que nunca se reconhecendo dentro de um corpo masculino passará de tormento em tormento até concretizar o seu sonho de finalmente ser mulher, criando a sua Lili Elbe.
Este A Rapariga Dinamarquesa é um grande filme com muito bons diálogos em que o amor perpassa do principio ao fim, tanto o amor de uma esposa para com o marido que lhe vê fugir por entre as mão, sem que nada possa fazer, tanto por este homem, pintor de excepção, um dos grandes paisagistas dinamarqueses que apenas se reconhece como ser na sua totalidade quando se transmuta em Lili.
É um filme ao mesmo tempo triste porque o que ali vemos é a infelicidade de quem nunca se viu como aquilo como nasceu e a incompreensão de uma sociedade que via estes casos como sendo a mais pura esquizofrenia digna de internamento psiquiátrico ou de algo que teria que ser sujeito a tratamentos químicos.
É também um filme com uma fotografia absolutamente sublime em termos cinematográficos. A cena em que Gerda se despede do marido na estação de comboios quando este parte para a Alemanha para a sua primeira intervenção cirúrgica é para mim uma das das cenas mais belas do filme, assim como aquelas imagens do casario típico da Dinamarca,
O próprio guarda roupa é deslumbrante, sendo uma peça fundamental para o desenvolvimento da trama e principalmente na transformação de Einar em Lili Elber.
Tom Hooper que já nos tinha dado o oscarizado O Discurso do Rei e uma das muitas versões de Os Miseráveis (também com Eddie Redmayne) 'arrisca-se' aqui a ganhar mais algum ou alguns com este seu último filme.
Não posso deixar de salientar ainda as prestações sempre seguras de Ben Whishaw, Sebastian Koch, Amber Heard e Matthias Schoenaerts (cada vez estou mais 'apaixonada' por este último).
Um filme a não perder.
Não posso deixar de salientar ainda as prestações sempre seguras de Ben Whishaw, Sebastian Koch, Amber Heard e Matthias Schoenaerts (cada vez estou mais 'apaixonada' por este último).
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sexta-feira, janeiro 08, 2016
Um Diário Desperdiçado
Com realização de Benoit Jacquoit (Adeus, minha Rainha ) e com as prestações de Léa Seydoux, Vincent Lindon Clotild Mollet, Hervé Pierre Mélodie Valemberg entre outros fui ver O Diário de Uma Criada de Quarto e gostei medianamente, porque senti alguma desilusão não em relação aos actores que estão muito bem, mas sim em relação ao realizador, porque a espaços sentia acentuadas quebras de ritmo que deixam no espectador uma forte sensação de desilusão. Essa desilusão acentuasse na medida que o argumento tem imenso para nos dar, nessa relação sempre tão interessante entre quem serve e quem é servido e Benoit Jacquoit não soube aproveitar isso (aí que saudades da versão de Luis Buñuel) preferindo introduzir as os tão incomodativos flash backs que no filme só servem para atrapalhar nunca criando uma verdadeira ligação entre a narrativa presente e aquelas cenas do passado.
Vemos isso mesmo na cena da carruagem do comboio com a antiga patroa, bem como as cenas de Célestine com o antigo jovem patrão que morre tuberculoso.
Houve até uma cena que me pareceu que desapareceu do filme ( a morte da criada do capitão) e nós espectadores ficamos para ali a pensar como é que ela morreu se na cena anterior a vimos cheia de saúde e a tagarelar com Célestine!
O que dá animo e alento ao este Diário é a prestação de Léa Seydoux.
Para mim ela está impecável!
Seydoux foi a escolha indicada porque para além dela ser magnifica, o seu rosto o olhar e até o andar, exprimem bem o que lhe vai na alma, e isso é sempre uma grande mais valia para qualquer realizador que saiba aproveitar as suas potencialidades, pois elas são muitas.
Seydoux foi a escolha indicada porque para além dela ser magnifica, o seu rosto o olhar e até o andar, exprimem bem o que lhe vai na alma, e isso é sempre uma grande mais valia para qualquer realizador que saiba aproveitar as suas potencialidades, pois elas são muitas.
O seu arzinho de insolência, de desprezo, de amor e ódio, os seus gestos fazem dela a actriz indicadíssima para o papel de Célestine, a criada que vai de Paris servir para casa dos Lanlaire, família de burgueses endinheirados cuja dona de casa tem como fim único infernizar a vida de quem a serve e o onde o dono da casa tem como desporto dormir com as serviçais, engravidá-las e posteriormente pô-las na rua a mando da esposa.
O diálogo entre a desgraçada cozinheira e Célestine é uma das cenas capitais do filme e ali vemos o que era esta França rural, com personagens absolutamente abjectos como é o caso do Capitão vizinho dos Lanlaire, personagem truculento e do mais nojento que me foi dado a ver.
Já o personagem Joseph desempenhado por Vincent Lindon é também quase totalmente desperdiçada na sua relação com Célestine e é pena, pois o mesmo teria potencial para bem mais, na sordidez da sua vida e no ódio pelos judeus. Aliás é esse ódio pelos judeus teria capital para ser desenvolvido mas não o é preferindo o realizador centrar-se em totalmente no papel desempenhado por Seydoux, desperdiçando película onde a vemos a andar escada acima, escada abaixo escusadamente.
Mesmo o casal para onde Célestine vai trabalhar teria mais a dar, coisa que aqui não acontece.
O próprio fim do filme é feito de uma forma atamancada e quando o mesmo termina dá-se em quem o está a ver uma sensação de total desilusão pelo mesmo. Dá mesmo ideia que o realizador termina o filme por puro cansaço!
Em suma, este Diário de Uma Criada de Quarto vale apenas pela prestação de Léa Seydoux, por algumas frases que ali são ditas,( tenho que ter dentro de em mim a servitude) e pelo magnífico guarda roupa e excelente fotografia.
É pouco para uma revisitação desta magnifica obra do escritor,critico e arte e jornalista Octave Mirbeau, que já foi filmada por Jean Renoir e Bunel de uma forma excelente.
É pouco para uma revisitação desta magnifica obra do escritor,critico e arte e jornalista Octave Mirbeau, que já foi filmada por Jean Renoir e Bunel de uma forma excelente.
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domingo, janeiro 03, 2016
Curtas de 2016
Ontem à noite estava a ver o programa televisivo Governo Sombra onde os muito divertidos comentadores entre os quais o sempre muito bem disposto R.A.Pereira, estavam já a fazer o balanço de 2016!!!
Pensei o quanto era bom que de facto pudéssemos dar um salto de 365 dias e por magia saber o que aconteceu neste ano que agora começa evitando tudo o que de errado pudesse acontecer tanto a nós como aos outros e assim sermos mais felizes, pois com certeza evitaríamos cair em erros e viver de uma forma mais assertiva, saudável, solidária...
Como tal não é possível, então que não caíamos nos erros do ano anterior, pois já vimos os resultados...mas como errar é humano vai continuar o egoísmo, a maldade mais insana, a pouca solidariedade, as mentiras,as mortes brutais... etc...etc...
Enfim...o ser humano no seu pior.
Finalmente decidi ler A Rapariga no Comboio.Foi o livro best seller no ano que findou e desconfio que o continuará a ser este ano.
Lá me decidi a comprá-lo como minha prenda de Natal. Comecei a lê-lo no dia 30 e vou terminá-lo hoje. Já o deveria ter terminado mas estou tão ansiosa pelo fim (resisto a lê-lo, pois tenho esse hábito horrível!) que não me quero apressar.
De facto, o livro lesse de um fôlego. É um policial e dos bons. Para primeira experiência de uma escritora,de seu nome Paula Hawkins, o livro está soberbo. Prende-nos do principio ao fim. Não dá descanso a ninguém. Há semanas atrás ela concedeu à revista Sábado uma entrevista e um conto de duas páginas e ali podemos ver a mestria desta escritora que vai dar cartas no panorama literário, no que concerne a este tipo de literatura de suspense.
Li que Hollywood sempre atenta a estes fenómenos já comprou os direitos do livro e vai sair um filme e que a actriz até já está escolhida, cabendo o papel principal à Emily Hunt que eu adoro de coração. Se for ela a coisa vai sair bem, pois ela é muito boa actriz. A exemplo do mundialmente célebre As das 50 Sombras de Grey , as mulheres estão a dar cartas no mundo literário. Gostei!
Ah...uma amiga deu-me pelo natal o livro de outra escritora emergente, a Ali Smith. Estou mortinha para começar a ler este A Primeira Pessoa e Outras Histórias.
Nesta quadra natalícia em que passamos o dia a comer e a beber dei por mim a pensar no desperdício dos alimentos e de como as sociedades ditas ricas, ainda olham apenas para os seus umbigos.
Fui deitar o lixo e vi um bolo rei inteiro no contentor do lixo. Fiquei tão chocada! Como é tal possível nos dias que correm? Sem querer ser demagógica, há tanta gente a passar mal e há gente a deitar comida no lixo? Isto é cá em Portugal onde há gente com imensas dificuldades, agora imaginem em sociedades onde a fartura chega a ser quase obscena. O que acontecerá aí? Nem quero imaginar.
Com as campanhas de apelo a donativos de alimentos , haver ainda quem faça isso, é de bradar aos céus.
Ainda não vi, mas faço intenções de ir ver. Ontem, uma amiga minha mandou-me mensagem a dizer que sem ser um grande filme vale pela prestação do actor, o Eddie Redmaine.
Falo-vos da Rapariga Dinamarquesa. Em principio o Óscar lá irá outra vez para ele que já o tinha ganho no ano passado com A Teoria de Tudo, filme que valia apenas e só pelo modo como ele encarnou o físico Stefen Hawkings. Estou toda a torcer pelo meu di Caprio e o seu papel visceral em O Renascido filme ainda não estrado por cá. Gosto do realizador (Alejandro González Iñarritu) e sei que o di Caprio tem ali o papel de uma vida. Se não o ganhar é pena, pois ele já merecia um prémio da categoria de um Óscar.
Três dias depois do Natal, fui ao Colombo com uma amiga cuja filha adolescente queria ir aos saldos na Zara. As filas para entrar neste espaço comercial eram idênticas as que 72 horas antes se tinham feito para se ultimar as compras da quadra e lá dentro o Colombo rivalizava com a estação de caminhos de ferros do filme E Tudo o Vento Levou sem os feridos e os mortos, mas com a multidão a comportar-se como se as compras de saldos, promoções e tutti quanti, fossem a última oportunidade para atingirem o nirvana.
A espaços andei pela Zara sem sentir que andasse sobre o soalho, posto que aquilo que eu pisava eram montanhas de roupa espalhadas pelo chão. Não olhei para cima mas desconfio que deveria haver roupa pendurada no tecto. As pobres funcionárias estavam a pontos de um AVC,as filas para os provadores e pagamentos eram de bradar aos céus, a nervoseira imperava de uma forma avassaladora,tanto em homens como em mulheres, tudo aquilo era uma insanidade. Se imaginarmos que dias antes tinham sido gastos milhões de euros em compras de natal naquele mesmo espaço, dá que pensar onde está a crise. Ali é que não era de certeza!
Ah...o dono daquele espaço continua a ser um dos homens mais ricos do mundo...dahhhh!

Será que o Donald Trump irá ter possibilidades de ganhar a convenção Republicana e ser o candidato oficial deste partido? Nahhh....ainda tenho uma réstia de fé nos norte americanos e e no seu discernimento.
Cá em Portugal, penso que o Marcelo é que já ganhou isto...não é? Lá divertido tê-lo como presidente deve ser, deve!
A chuva veio e não nos tem dado tréguas.Bem dela precisávamos. Que caia e que faça o que tem de ser feito, sem ser demasiado e que não prejudique ninguém com enxurradas e outras coisas assustadoras.
Fui ver a exposição Real Bodies na Cordoaria Nacional e gostei. É didáctico e está bem concebido. Não impressiona ver aqueles corpos que sabemos ser reais. O que impressiona é o preço dos bilhetes que achei pró caro. Se calhar até nem é caro, quem abre a carteira é que tem pouco dinheiro.Lol!
Vale a pena levar os miúdos lá.
Depois de ir ver a exposição fui com duas amigas lanchar aos Pasteis de Belém.Escusado dizer que as filas eram enormes, tanto para compra ao balcão como para se lanchar. Via-se mais turistas que portugueses. Pelo que li esta casa centenária vem nos guias turísticos e daí toda essa curiosidade se bem que o pasteis deles são bem bons.
Lá conseguimos arranjar mesa e para meu espanto e grande surpresa nossa o simpatiquíssimo e bonito funcionário que nos atendeu disse-nos que aquela casa é das poucas que trabalha 365 dias do ano!!!
Nunca fecha. Sim senhor!
Parabéns aos Pasteis de Belém e a toda a sua equipa que são do melhor que existe, e que continuem a ser sempre assim, trabalhadores e excelentes no atendimento.
Não vejo hora de estrear a próxima temporada de A Guerra dos Tronos a minha série favorita e única, posto que deixei de ver o Walking Dead (fartei-me daquelas gente toda e da falta de higiene que ali imperava!Lol)) e de Scandal (achei que se o presidente nunca ia ficar com a Olivia então que se lixe a série) .
Não há meio de chegar Abril e vermos se o John Snow morreu mesmo ou se irá ser ressuscitado.
É o que eu digo desde o inicio.
Assim que nos afeiçoamos a a alguém nesta magnifica série (a melhor de todos os tempos) alguém vai por trás e mata-o !
Que ódio!

Por fim,que o Ano de 2016 nos traga tudo de bom...principalmente saúde e que já agora e se não for pedir muito ao Rui Vitória que o Benfica seja campeão...ou que pelo menos seja vice campeão!
Não vejo hora de estrear a próxima temporada de A Guerra dos Tronos a minha série favorita e única, posto que deixei de ver o Walking Dead (fartei-me daquelas gente toda e da falta de higiene que ali imperava!Lol)) e de Scandal (achei que se o presidente nunca ia ficar com a Olivia então que se lixe a série) .Não há meio de chegar Abril e vermos se o John Snow morreu mesmo ou se irá ser ressuscitado.
É o que eu digo desde o inicio.
Assim que nos afeiçoamos a a alguém nesta magnifica série (a melhor de todos os tempos) alguém vai por trás e mata-o !
Que ódio!

Por fim,que o Ano de 2016 nos traga tudo de bom...principalmente saúde e que já agora e se não for pedir muito ao Rui Vitória que o Benfica seja campeão...ou que pelo menos seja vice campeão!
Publicada por
Fátima
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domingo, janeiro 03, 2016
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