segunda-feira, agosto 02, 2010

Agosto-Dolce Fare Niente


































































































































































































































































Maria do Carmo Vieira: "O Professor tem de Desobedecer aos Programas"

Maria do Carmo Vieira, 58 anos, professora, tem sido uma voz crítica dos programas de Português do ensino básico ao secundário. No seu último livro traça um retrato negro do ensino desta disciplina.
Fala apaixonadamente da experiência da leitura. Mas nem todos os alunos estão preparados para ela. Muitos não sabem sequer ler rótulos. Como se contorna esta realidade?
Ao partir-se de uma fasquia tão baixa como é a leitura de um rótulo ou das instruções de uma máquina de lavar, estaremos continuamente a nivelar os alunos por baixo. Porque não é na convivência com esses textos que educamos o interesse dos alunos para outra coisa mais elevada como a literatura. Tem de se melhorar os programas e voltar à exigência e à qualidade. Não o será com a implementação desta nova reforma que oficializou o nivelamento por baixo. Nunca levaria para a aula um rótulo de uma garrafa, instruções de uma camisola ou de uma torradeira eléctrica. Quando os alunos aprendem a interpretar os autores que são património, qualquer um saberá compreender uma instrução.

Do seu livro pode concluir-se que acredita que o ensino da língua se resume à leitura dos clássicos portugueses. É verdade?
Não. Falo da subestimação de que a literatura foi alvo, nos vários ciclos, na implementação da reforma em 2003, e do esvaziamento dos programas dos autores clássicos. E da rivalidade que se criou entre o “novo” e o “velho”. O “novo” foi introduzir em avalancha textos informativos e subgéneros [nos programas]. Os autores clássicos foram banidos porque foram considerados “chatos” e porque não correspondiam aos interesses dos alunos. A minha experiência e a de muitos colegas contraria os mentores da nova reforma, porque chatos são os professores que certamente não leram bem os clássicos e nem os sabem interpretar. Nesta dicotomia entre o novo e o velho, despreza-se o legado patrimonial do passado e privilegia-se o “real”, como os reality shows, porque supostamente correspondem aos interesses dos alunos. Como podemos ajudar o aluno a ter espírito crítico a discutir o Big Brother?

Diz que os professores não podem “servir o Estado como máquinas”. Mas há programas para cumprir. Qual o papel do professor para resistir ou contornar estes programas?
O professor tem, por vezes, de desobedecer. Quando nos pedem, por exemplo, para sermos compreensivos com os erros ortográficos. Não poderia levar as instruções da máquina de lavar para a aula, como se está a fazer a partir do 1.º ciclo. Tenho é que levar contos de fadas, e outros, para que os alunos se habituem desde cedo à palavra.

Fala da leitura do regulamento do Big Brother. Mas há outros, o professor pode escolher. Depende dos manuais.
Sim, mas sinto que se um aluno consegue interpretar um texto literário tem todas as ferramentas para quando sair da escola elaborar um regulamento, um currículo ou uma carta. Se escreve bem é porque sabe pensar, ora se sei pensar sei ler um regulamento. A aula de Português não é uma aula de secretariado, sem desprimor para o secretariado.

Há quanto tempo não dá aulas?
Desde 2007. Ainda que não esteja reformada, continuo em contacto com muitos alunos, por causa de um exame, de um teste ou de um trabalho, e também com colegas. É por isso que também vou conhecendo o que se passa na escola. E o que sinto é o acentuar da menorização da competência científica dos professores e a valorização de supostas competências pedagógicas. A escola tem de acrescentar algo aos alunos, essa é a sua função. Não é fazê-los regredir, fechando-os nos seus interesses.

Os interesses dos alunos não devem determinar aquilo que se ensina?
Creio que não são os alunos que devem definir os objectivos da educação. O que se tem é de prepará-los para a vida e isso requer qualidade e exigência. A sua ausência do ensino prejudicará todos, sobretudo os mais desfavorecidos. Por exemplo, lia a Enid Blyton dos Cinco, mas não na sala de aula. Agora os livros da ministra da Educação [Uma Aventura] vão para a aula. As minhas filhas leram-nos em casa, mas ficaria abismada se um professor lhes dissesse que iriam analisar esses livros.
Se pudesse mudar alguma coisa, que solução apresentaria?
Neste momento, interromper a euforia das teorias pedagógicas. Porque foram elas que definiram o facilitismo, afastaram a dificuldade, instauraram o lúdico. Têm de ser debatidas e mostrar os efeitos que estão a ter.

sábado, julho 31, 2010

Giuseppe Arcimboldo - O Verão

Giuseppe Arcimboldo, nasceu em Milão em 1527 e morreu na mesma cidade em 1593.Recebeu a sua formação artística na oficina do seu pai, onde fez vitrais, tapeçarias e frescos para igrejas. Em 1562 e 1587 trabalhou como pintor da corte de Praga, onde as suas tarefas incluíam o retrato, mas também o desenho de figurinos e cenários. Archimboldo desenvolveu um original estilo maneirista-naturalista nos seus imaginativos retratos e alegorias. Criou cabeças sobrenaturais e figuras como se fossem naturezas-mortas, fazendo colagem de frutas, plantas, animais e até objectos produzidos pelo homem, tudo combinado de forma muito extravagante. A sua arte pode ser entendida como uma nova visão e compreensão da Natureza, o que lhe confere um toque de originalidade sem precedentes.Na obra que aqui aparece, e se a irmos de perto, o quadro parece ser o sonho de um qualquer vendedor de fruta. Ao afastarmo-nos, uma cabeça humana começa a tomar forma.O quadro foi realizado na sua totalidade com base nos frutos de verão.Embora conhecido por usar frequentemente frutos e legumes para criar os seus retratos Arcimboldo, costumava também usar, potes,panelas, e até ferramentas na criação das suas estranhas imagens.À época, as suas obras eram de alguma forma tidas como ridículas, embora fossem imitadas.Foi apenas quando os surrealistas iram nele um amante dos jogos visuais e, logo, um dos seus, que Arcimboldo se tornou famoso. Esta obra denominada de "O Verão", foi realizada em 1573, é óleo sobre tela, tem 76x63,5cm e pode ser apreciada (tal como outras obras do artista) no Museu do Louvre em Paris.

Sapiência

"As coisas nem sempre são o que parecem. As primeiras aparências enganam muitos. A inteligência de poucos percebe o que foi cuidadosamente escondido".
Phaebus-Poeta Romano
"O objectivo não é ser eterno.O objectivo é criar algo que o seja".
Chuck Palahniuk
"O que é silêncio no pai fala no filho, e muitas vezes encontro no filho o segredo não revelado do pai".
F.Nietzsche
"Não existe refúgio para a memória e para o remorso no mundo.Os espíritos das nossas tolas façanhas assombram-nos, com ou sem arrependimento".
Gilbert Parker
"São raras as novas verdades que se conseguem impor contra a resistência de ideias há muito estabelecidas".
Isaiah Berlin
"O governo, mesmo quando perfeito, não passa de um mal necessário; quando imperfeito, é um mal insuportável".
Thomas Paine
"Os judeus têm demasiada história e pouca geografia".
I.Berlin
"Não é por as coisas serem difíceis que não temos ousadia.É por não termos ousadia que as coisas são difíceis".
Séneca
"O que ouço, esqueço.O que vejo, recordo.O que faço, compreendo".
Confúcio
"A oeste, nasce o sol. Ao oeste o mar.A este e oeste, esta sede que não me deixa sossegar".
Gerald Gold
"É muito mais fácil conservar o carácter do que recuperá-lo".
T.Paine
"Os filósofos são adultos que insistem em fazer perguntas infantis".
I.Berlin
"A abundância tem por hábito ficar quieta.Já a fome vagueia constantemente"
P.Zulu
"O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: todos pensamos tê-lo em tal medida que ninguém deseja mais do que aquele que tem".
R.Descartes
"É propriamente não valer nada não ser útil a ninguém".
R.Descartes
"Só deveríamos escolher para esposa a mulher que escolheríamos para amigo, se fosse homem".
J.Joubert
"É melhor manter a boca fechada e parecer estúpido do que abri-la e não deixar margem para dúvidas".
Mark Twain
"Acredito que o nosso pai do Céu criou o Homem porque ficou desapontado com o macaco".
M.Twain
"Leitor, suponha que é um idiota. E suponha que era um membro do Congresso.Mas... já me estou a repetir".
M.Twain
"A ciência ainda não nos provou se a loucura é ou não a mais sublime das inteligências".
Edgar A.Poe
"Recuso-me a pertencer a um clube que me aceita como sócio".
G.Marx
"A vida do ser humano consiste em ser feliz, sobretudo por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve".
E.A.Poe
As mulheres são para ser amadas, não para serem compreendidas".
O.Wilde
"Nunca se deve confiar numa mulher que revela a sua verdadeira idade.Uma mulher que seja capaz de revelar isso é capaz de revelar tudo".
O.Wilde
"Os homens tornam-se velhos mas nunca se tornam bons".
O.Wilde
"O leopardo quando morre deixa a sua pele.O homem quando morre deixa a sua reputação".
P.Chinês
"Só o mais sábio dos homens e o mais estúpido dos homens, nunca mudam".
Confúcio
"Aqueles que não querem imitar coisa nenhuma, produzem coisa nenhuma".
S.Dalí
"Nunca tive medo de nada, a não ser o morrer sozinho, sem uma mulher a cuidar de mim".
Alexander Higgins

Ignorância Sobre o Mundo Animal

Editado pela Casa das Letras, eis que surgiu esta semana nas bancas um livro interessantíssimo denominado da "O Livro da Ignorância Sobre o Mundo Animal".Nele podemos constatar factos reveladores sobre o mundo muitas vezes desconhecido da vida animal.Entre muitos outros factos originais acerca do mundo animal, ficamos por exemplo a saber que:
Os Coalas têm um olfacto apuradíssimo, só come folhas de eucalipto que tenham mais de um ano e menos de ano e meio, isto porque as folhas mais novas não têm valor nutritivo e as mais velhas contêm um ácido venenoso.Como o eucalipto tem baixo valor energético o Coola tem que dormir 20 horas por dia.Os machos têm o pénis bifurcado e as fêmeas duas vaginas.O acto sexual dura apenas um minuto.Ficamos também a saber que em cativeiro as fémeas envolvem-se frequentemente em orgias lésbicas e por cada relação heterossexual têm 3 homossexuais!
O Albatroz voa maiores distancias e durante mais tempo que qualquer outra ave conhecida. Consegue planar durante 6 dias sem bater as asas, dorme enquanto voa, desligando metade do cérebro de cada vez e pode manter-se no ar durante 10 anos!!.Por exemplo o Albatroz-viajeiro só pousa para se reproduzir.Quando encontra parceiro acasala para toda a vida e desenvolve uma linguagem corporal única de cumprimento após longas separações.
Os Ácaros alimentam-se de plantas, mas podem viver em todo o lado, e até os ácaros têm ácaros!À volta de cada uma das pestanas humanas podem estar 10 ácaros.O ácaro doméstico alimenta-se de flocos de pele que caem do corpo e é impossível eliminá-los, e os volgares aspiradores só serve para os espalharmos pela casa toda.
O pequeno Colibri, em proporção tem um cérebro do dobro do tamanho dos humanos, o que lhe dá um sentido temporal preciso. Lembra-se das localizações, mas também de quando se deslocou às flores. Assim, deixa-as encherem-se novamente de néctar antes de as revisitar. À escala tem também o maior coração de todos os animais e o metabolismo mais rápido: num minuto pode ter até 1.200 batimentos cardíacos e inspirar 500 vezes.
A Foca é bem mais eficiente a caçar que um leão!Pode mergulhar duas horas de cada vez e chegar a profundidades de 1500 metros.Expele todo o ar dos pulmões sobrevivendo só com o oxigénio do sangue (tem o dobro da maioria dos mamíferos).Quando mergulha, os seus batimentos cardíacos baixam de 90 por minuto para apenas quatro.Algumas focas engolem pedras para afundarem mais depressa.
O Ganso apesar de ter reputação de estúpido, mostra sinais de grande sensibilidade e inteligência:Muitas espécies acasalam para toda a vida e a morte de um familiar pode transtorná-los de uma forma muito comovente. Têm comportamentos idênticos aos dos humanos, pois grasnam, deixam de comer, eriçam as penas e podem ficar apáticos durante meses. O seu voo em V permite uma visão desimpedida para todas as aves.
A Ratazana pode nadar 72 horas, saltar 15 metros sem se lesionam, espremer-se por uma abertura de um centímetro e meio. Sobrevive sem água mais tempo que um camelo e come tudo, até cimento, tijolo, chumbo e alumínio.Faz sexo até 20 vezes por dia e é extremamente promiscua: uma fémea com cio pode ter relações sexuais mais de 500 vezes com um celeiro cheio de machos e produzir 12 ninhadas de 22 crias por ano!
A Minhoca é o animal que mais prolifera pelo mundo. Algumas quando da escassez de alimento alimentam-se do próprio corpo, podendo até comer 95% do corpo e sobreviver. A minhoca comum não tem pulmões, dentes ou olhos, mas possui 10 corações, em cinco pares. Detectam as alterações de luz pela pele e o seu simplíssimo cérebro serve apenas para dizer ao corpo como reagir a essas alterações.
As enormes orelhas do Elefante desenvolveram-se para impedir que morresse, literalmente de calor, isto porque o fluxo de ar que produzem reduz a temperatura do corpo em 5 graus. Para não se ajoelhar para beber desenvolveu um nariz de dois metros, capaz de sugar quatro litros de água de uma vez.Não é capaz de correr, mas usa as patas para ouvir, captando frequências muito baixas de elefantes que podem estar a 10 quilómetros.O elefante também não é capaz de correr, pois para isso teria que levantar os pés do chão todos ao mesmo tempo.
O Tardígrado um animal microscópico é o mais resistente do planeta.Vive onde existir água, mas se ela secar, ele também seca e entra num estado de animação suspensa, que alguns cientistas julgam poder explicar a origem da vida no planeta terra. Os seus processos vitais param, fica totalmente inerte e torna-se praticamente indestrutível: sobrevive a 272 graus negativos, e a 151 positivos, sobrevive a doses de irradiação mil vezes superior à fatal aos humanos, assim como sobrevive a submersões em químicos e a compressões seis vezes superior às do fundo do oceano.Mas, com uma gota de água está de volta à vida, mesmo que isso aconteça passados 100 anos!

O Mundo fantasioso de Jacek Yerka

Jacek Yerka é um Polaco com 55 anos que muito cedo começou a sua incursão pela área artística. Oriundo de uma família virada para as artes - ambos os pais frequentaram a Academia de Belas Artes - toda a sua infância esteve rodeado de materiais que cativaram a sua atenção para o desenho e pintura. As suas primeiras memórias de infância são unicamente esboços, cheiro de pinturas, tinta, papel e pincéis. Mesmo antes de tornar oficial o legado de seus pais e enveredar por uma carreira na Academia, Yerka trilhou o seu caminho como um autodidacta. Influenciado pelos seus pais e pelas correntes modernas da Pintura - desde o impressionista ao abstracto - foi fortemente marcado por Cézanne e Klee. Apesar das influências, as grandes fontes de inspiração de Yerka continuariam sempre a ser as lembranças de infância - os lugares, sentimentos, fragrâncias e as técnicas dos anos 50 - juntamente com uma imaginação que cedo se mostrou ter uma forte personalidade.
Através deste Power Point, poderemos conhecer um pouco mais deste mundo de fantasia de Jacek Yerka






História de Portugal, Muito Condensada!

Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe
E acabou por se vingar na pandilha de mauritanos
que vivia do outro lado do Tejo.

Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer
e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero
porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu.

Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei,
bateu também as botas e foi desta para melhor.

Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada,
apareceu um tal João que, ajudado por um amigo de longa data
que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão
e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho
que era dado aos desportos náuticos.
De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render
e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão
com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Lourenço Marques, Ormuz,
Calecute, Malaca, Timor e Macau.

Quando a coisa deu para o torto,
ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação
e resolveu ir afogar as mágoas,
provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo.

Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou
de tomar conta do estaminé até chegar outro João
que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil
e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos.

Com conventos a mais e dinheiro menos,
as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar
numa manhã de Novembro.

Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo,
já estava tudo arranjado outra vez,
graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para o bricolage
e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas.

Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar
se podia ficar com isto. Levou com os pés dos ingleses que queriam o mesmo.
Outro João tinha dois filhos e queria pôr o Pedro a brincar com o irmão mais novo, o Miguel,
mas este teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão
que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano
que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios.

A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa
E foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos
quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço.


O pessoal assustou-se com o barulho, escondeu-se num buraco e vieram os republicanos que meteram isto numa guerra onde ninguém nos queria.
Na Flandres levámos tiros que fartou
disparados por alemães. Ao intervalo, já perdíamos por muitos
mas o desafio não chegou ao fim porque uma menina vestida de branco
apareceu a flutuar por cima de uma azinheira
e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos
e mais tarde em beatos.

Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado
mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa
mesmo que andassem para aí a espalhar boatos.

Comunistas dum camandro!
Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo
e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite
e um molho cravos em cima do assunto.
Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel
que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira
numa exposição mundial e mamar uma seca da Grécia na final do futebol.

E o Cavaco ?
O Cavaco foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo...