segunda-feira, junho 28, 2010

Sapiência

"O docente e o discente devem-se unir num propósito comum: o primeiro, ser útil ao discípulo, o segundo, tirar benefício do convívio com o mestre" Séneca

"Se a sabedoria só me for concebida na condição de a guardar para mim, sem a partilhar, então rejeitá-la-ei pois nenhum bem há, cuja posse não partilhada dê satisfação. (...) Cada um de nós ao ser útil aos outros é útil a si mesmo".Séneca
"Sem sintaxe não há emoção duradoura. A imortalidade é uma função dos gramáticos".Bernardo Soares, Livro do Desassossego
"Ao entardecer, debruçado pela janela
E sabendo de soslaio que há campos em frente
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde
Alberto Caeiro, Poemas
"Mais certo era dizer que um estado de alma é uma paisagem;haveria na frase a vantagem de não conter a mentira de uma teoria, mas tão-somente a verdade de uma metáfora".Bernardo Soares, Livro do Desassossego
"Só no dicionário trabalho vem depois de êxito".Einstein
"A internet é a primeira coisa que a humanidade construiu, mas que não compreende.É a maior experiência de anarquia que algum dia tivemos".Eric Schimidt
"A minha pátria é a língua portuguesa
As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas"Bernardo Soares,Livro do Desassossego
"É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e quanto mais come e consome tanto menos se farta.É a guerra aquela tempestade terrestre, que leva os campos, as casas, as vilas os castelos, as cidades, e talvez em um momento serve os reinos e monarquias inteiras. É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades, em que não há mal algum que ou não se padeça ou não se tema, nem bem que seja próspero e seguro.O pai não tem seguro o filho, o rico não tem segura a fazenda, o pobre não tem seguro o seu suor, o nobre não tem segura a honra, o eclesiástico não tem segura a imunidade, o religioso não tem segura a cela, e até Deus nos templos e nos sacrários, não está seguro".Padre António Vieira, Sermão da Sexagéssima
"A vida pública não quer inquietar-se com a morte, que considera como uma falta de tacto".Emmanuel Lévinas
"Um homem esquece mais depressa e facilmente a morte de seu pai do que a perda de seu património".Maquiavel
"Existem três coisas que fazem um homem fugir de sua casa: o fogo/ o fumo e uma mulher má".Sócrates
"Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem".Sócrates
"O grande problema da comunicação é a ilusão de que ela ocorre".Bernard Shaw
"A nossa vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente".S.Kierkegaard
"A moral não me ajuda.Sou antagónico nato. Sou uma daquelas pessoas que são feitas para excepções, não para regras".O.Wilde

domingo, junho 27, 2010

Boa Campanha Publicitária

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sábado, junho 26, 2010

Lady Gaga - Alejandro

Stefani Joanne Angelina Germanotta mundialmente conhecida por Lady Gaga nasceu em 28 de Março de 1986, na cidade de Nova Iorque, mais precisamente na ilha de Manhattan sendo a filha mais velha de um casal ítalo-americano Joseph e Cynthia Germanotta .Quando Lady Gaga surgiu, levantaram-se muitas vozes sobre o que ela poderia trazer de nova à cena musical e não só, havendo até quem duvidasse que ela poderia sobreviver num palco onde Shakira, Bayoncé e Rihanna eram rainhas absolutas.A surpresa surgiu, quando Lady Gaga lança os singles, Just Dance e Poker Face, que rapidamente se tornam sucessos de venda, sendo que o primeiro, Just Dance é indicado para a categoria "Melhor Canção de Dança" no 51º Grammy Awards.Em 2009, depois de abrir os espectáculos de grupos como New Kids on the Block e Pussycat Dolls, Lady Gaga embarca no seu The Fame Ball Tour, conseguindo vender mais de 20 milhões de singles digitais e 8 milhões de álbuns mundialmente, o que fez dela uma das artistas que mais vendeu em 2009.Em 2010 atingiu a marca de 10 milhões...Surgem as parcerias musicais, nomeadamente com Boyoncé, passado então Lady Gaga a ser um ícone da moda em todas as vertentes, desde a roupa, aos sapatos e múltiplas cabeleiras por si usadas, adorada por milhares de adolescentes, comunidadade gay (que ela sempre defendeu e talvez daí a polémica sobre a sua propria sexualidade), não esquecendo a sua postura, algo andrógina e ao arrepio de tudo o que até ai tinha surgido.A par de Barack Obama, a sua página no FaceBook é das mais visitadas a nível planetário, só ultrapassada por esse outro ícone desaparecido faz agora um ano, de seu nome Michael Jackson. Quando vejo um vídeo clip desta cantora, não posso deixar de me recordar de Madonna (uma das referências de Lady Gaga).Essa quase imitação (se assim quisermos chamar) é transversal a todas as canções da cantora, mas torna-se mais visível no actual video clip, Alejandro.Além de ser uma obra prima (o vídeo foi realizado por Steven Klein ) o mesmo remete-nos para Like a Virgem, de Madonna pelo uso dos simbolismos religiosos e por isso o vídeo tem causado várias polémicas,dentro da própria comunidade artística e pelas imagens a preto e branco. A brancura do corpo da artista, o hábito que ela usa, os símbolos a vermelho impressos nesse hábito, toda a movimentação dos corpos dos dançarinos e da própria Lady Gaga, fazem deste video uma peça de arte cheia de movimento e de pequenas homenagens a nomes grandes do cinema como Marlene Dietrich e a sempre omnipresente Madonna.Dentro do panorama artístico actual, e a continuar com este ritmo e toda esta imaginação, Lady Gaga candidata-se a ser a Madonna do século XXI os seus vídeo clips pequenas obras de arte que arriscam a fazer-nos esquecer o sempre inesquecível Vogue, que para mim continua a ser o que de melhor se fez até hoje no que se refere à pop music.
Exagero?Talvez!

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sexta-feira, junho 25, 2010

Joaquín Sorolla-Pintor da Luz

Joaquín Sorolla nasceu a 27 de Fevereiro de 1863 em Valência e morreu a 10 de Agosto de 1923 em Cercedilla, Na fase inicial da sua carreira, foi um pintor muito tradicional, cumprindo toda a trajetória considerada necessária na época para um pintor que se valorizasse como acadêmico. Entretanto, a partir de 1900 o seu estilo muda e Sorolla revela-se de forma espetacular, manifestando todo o seu génio artístico em pinceladas rápidas e carregadas de tinta, que em poucos traços plasmavam a rica e vibrante gama de cores das praias e transeuntes que ocupavam suas telas.
Em poucos anos a sua técnica notável tornaria-o mundialmente famoso, chegando a pintar um enorme friso para a Hispanic Society de Nova Iorque, recriando diferentes regiões da Espanha, embora com um resultado irregular. Conhecido como o Pintor da Luz, foi o mais prolífico dos pintores espanhóis, com mais de 2 200 obras em seu poder, além de ser um retratista notável. Entre essas deve-se ressaltar seu retrato de Juan Ramón Jiménez, assim como a sua preferência por locais cheios de luz, como as praias, o trabalho no campo e as aldeias espanholas.Um pintor fantástico que urge redescobrir.



Caravaggio-Judite e Holofernes

Michelangelo Merisi Caravaggio nasceu presumivelmente em Milão em 1571 e morreu em Porto Ercole em 1610.Estudou com o pintor Simone Peterzano em Milão entre 1584/88 antes de trabalhar na cidade de Caravaggio, perto de Bérgamo.Por volta de 1592, foi par a Roma, onde colaborou em vários oficinas de arte e como era um belíssimo pintor rapidamente encontrou patronos na corte papal, onde passa a trabalhar.Como tinha um estilo de vida pouco convencional era quezilento, tumultuoso e estava constantemente mergulhado em brigas e em dividas foi diversas vezes preso e passou os últimos anos da sua vida em constante fuga, estando aliás a sua morte mergulhada em mistério. Contrastando com Annibale Caragi, do qual já aqui abordei num post anterior, Caravaggio tentou insuflar nova vida na arte ao retratar as pessoas e os objectos de uma forma mais extremamente realista e naturalista, usando pessoas comuns e até muitas vezes prostitutas e pedintes para posarem para si. Foi um artista que sempre foi muito meticuloso na apresentação das figuras, assim como procurou sempre usar fortes contrastes entre luz e sombra, passando esse aspecto a ser uma característica da sua obra. Embora menosprezado por alguns contemporâneos, Caravaggio teve grande influência em muitos artistas da geração seguinte por toda a Europa.Os seus principais trabalho incluem, "Cristo em Casa de Emaús", 1597"A Incredulidade de S.Tomás",1600,"David e Golias",1609 "A Conversão de Saúl",1601,"A Tocadora de Alaúde",1595, "A Vidente",1597 ,"Judite e Holofernes",1600.É precisamente este último quadro que aqui surge. É um óleo sobre tela, tem 145x195, e nele Caravaggio retrata um tema que também foi abordado por outros pintores nomeadamente Artemisia Gentileschi e Cristofano Allori.Neste dramático quadro, Caravaggio mostra Judite perpetrando o terrível feito que libertou o seu povo dos torcionários.Segundo reza a história, Judite foi convidada para a tenda de Holofernes e encorajou-o a beber até à embriaguez, durante uma refeição. Cortou-lhe então a cabeça com a sua própria espada e levou-a para a cidade, onde a exibiu ao seu povo. Na versão de Caravaggio, Judite aparece de supresa à direita do quadro, acompanhada pela sua aia e então decapita o inimigo; a luz destaca os pormenores macabros. A magnífica cortina escarlate que cai sobre essa cena simboliza quer a natureza sangrenta da morte, quer o triunfo da heroína. As figuras de Judite e da velha criada são muito realistas.A cara de Judite e as mãos estão queimadas pelo trabalho ao sol, enquanto a pele do seu corpo, activo e muito poderoso, é pálido.Os traços e as mãos gastas da velha aia são impressionantes.Ela segura um saco onde Judite colocará a cabeça de Holofenes, O rosto de ambas revela determinação, havendo um ligeiro asco no rosto de Judite.Por sua vez Holofernes apanhado na surpresa da morte esboça um último grito. O sangue que espirra sobra a cama é impressionante, como impressionante é todo essa obra magnifica, que pode ser vista na Galleria Nazionale d'Arte Antica em Roma.

quinta-feira, junho 24, 2010

Reviver o Passado

A característica mais interessante e até estranhamente irónica quando revemos um homem que amamos e que há muito deixamos de ter qualquer interesse nele, é considerarmos o que é que víamos naquele homem, que nos levou durante meses, ou anos, a' partilhar' a nossa vida e por arrasto toda a nossa intimidade com ele!Acho que isso também é extensível aos homens, mas o que me interessa agora aqui analisar é o ponto de vista feminino. Muitas vezes , se não mesmo sempre, esse reencontro serve para verificarmos que o tempo cura tudo, e que não há melhor remédio senão deixarmos rolar os dias, meses e anos, para assentarmos a poeira mascarada de mágoa, dor, tristeza, resignação e muita estupefacção sentida após a ruptura. Esse reencontro é também em muitas situações essencial,para revermos e analisarmos os nossos próprios sentimentos, servindo também como uma forma de podermos seguir com a nossa vida para a frente, e encararmos a nova relação que entretanto estabelecemos com alguém de uma outra forma, talvez até bem mais positiva.Há a ideia que, quando alguêm termina uma relação, deve fechar essa 'porta' e seguir em frente, uma vez que o passado é passado e o que interessa é encarar um novo amanhã, até porque quando se fecha uma porta Deus abre múltiplas janelas. Contudo, e em muitas situações, ao fecharmos essa porta, não avançamos e encostamos-nos a ela, na esperança que o nosso passado retorne, e estando nós encostados a essa porta, mais depressa a abrimos. Como consequência disso, ficamos paralisados e esperamos,esperamos, até que um dia ela de facto se abre e retomamos a um passado poeirento e doloroso, verificando então, o tempo que perdemos, e o ganho que poderíamos ter tido se tivesses avançado a passos largos em direcção às janelas que solarengamente esperavam por nós.Isso é verificável, quando encaramos com o nosso passado e damos conta que o que resta dele nada mais é de que espectros sem qualquer sentido, que não vão trazer nada de novo para a nossa vida, são memórias ocas, sem consistência, sem qualquer forma ou conteúdo.Penso que nestas situações, o que nos resta fazer, é fecharmos mansamente essa porta aberta e encarar de uma vez por todas que o que interessa não é a perda desse passado, até porque algo de bom ele trouxe, (quanto mais não seja a possibilidade de aprendermos com os nossos erros) e seguir em frente tendo a certeza de que dias melhores virão, posto que, se aqui na terra fomos lançados é para possuirmos algumas alegrias, quanto mais não seja, a alegria de podermos verificar que a capacidade que temos de amar e de nos apaixonarmos não se perdeu nem jamais se perderá,com os tristes erros cometidos outrora.

África

África vista pela máquina fotográfica do fotógrafo Nick Brandt.
Simplesmente fantástico!

Tango e Futebol

quarta-feira, junho 23, 2010

Miguel Torga-Quase Um Poema de Amor


Há muito tempo já que não escrevo um

poema

de amor

E é o que eu sei fazer com mais

delicadeza!

A nossa natureza

Lusitana

Tem essa humana

Graça

Feiticeira

De tornar de cristal

A mais sentimental

E baça

Bebedeira


Mas eu que vou envelhecendo

Mas eu é que não pude ainda por meus

passos

Sair desta prisão em corpo inteiro,

E levantar âncora, e cair nos braços

De Ariane, o veleiro.
Miguel Torga
Prisão do Aljube - Lisboa, 1 de Janeiro de 1940


segunda-feira, junho 21, 2010

Sofonisba Anguissola






Sofonisba Anguissola, nasceu em 1530 em Cremona, Itália e morreu em 1623 em Palermo.Esta pintora do renascimento provêm de uma família nobre. Foi uma de quatro irmãs, todas elas pintoras. Estudou entre 1545 e 1549 com Bernardino Campi (que retrataria mais tarde num magnifico quadro)e Bernardino Gatti. Anguissola foi particularmente influenciada pelo pintor italiano Corregio, especialmente no que diz respeito aos retratos e prosseguiu o trabalho até se tornar numa das pintoras mais famosas da Itália .Em 1560,viaja para Madrid, onde trabalha para Filipe II (nessa sua estadia em Espanha, Anguissola, não só retrataria Filipe II, como Ana de Áustria com quem este se casou assim como as infantas e várias personagens da corte espanhola).Mais tarde, em 1584, mudou-se para Génova, onde não permanece muito tempo, partindo depois para Palermo, onde conhecerá Anthony van Dyck.Desse seu conhecimento, os trabalhos desta pintora mudam, e passam a caracterizar por uma observação contida mas penetrante, assim como por composições tranquilas, que empregam cores escuras e apagadas. Entre as suas obras mais famosas contam-se: "Bernardino Campi pintando Sofonisba Anguissola", 1550, "Auto retrato com Paleta", 1554, e o "Jogo de Xadrez",1555.Anguissola, pintou uma série de auto retratos durante a sua carreira, penso até que foi das pintoras do Renascimento que mais obsessivamente se auto retratou .Neste "Auto retrato com Paleta" que aqui surge, um óleo sobre tela, realizado em 1550, julga-se que a pintora teria 20 anos, devido à inscrição que surge no próprio quadro.Tal como nos seus outros auto retratos, Anguissola retratou-se numa pose simples diante de um fundo neutro,sem qualquer enfeite e com o cabelo apanhado atrás.Enverga roupas austeras, sem qualquer enfeite ou adorno. Segura na mão direita um pedaço de papel e com a esquerda segura uma paleta e um pincel.Apresenta-se a todos nós como uma artista autoconfiante e olha-nos com firmeza e de olhos bem abertos.No outro quadro que também aqui aparece,intitulado" Retrato de Casal" e que é um óleo sobre tela, realizado por volta de 1570, quando Anguissola se encontrava em Espanha na corte de Filipe II, a pintora criou uma imagem muito intimista e afectiva de um casal anónimo.A tela irradia uma luz intensa apesar da simplicidade da sua composição.A mulher elegantemente vestida segura na mão direita uma peça de fruta, possivelmente uma referência à fertilidade e plenitude do casamento.O homem que surge por detrás dela, segura-lhe calma e meigamente no braço e estranhamente olha para nós com doçura e serenidade. No último quadro que aqui podemos apreciar intitulado "Bernadino Campi pintando Sofonisba Anguissola", realizado por volta de 1550/60, podemos ver que a pintora se auto retrata, mas através de uma composição em que as personagens principais, Bernardino Campi e a própria pintora, olham para nós de uma forma directa quase desafiante.O corpo de Campi como que se afasta para um canto do quadro para que possamos ver a própria Sofonisba Anguissola em toda a sua simplicidade e austeridade. Um quadro algo complexo, mas magnífico e que nos remete para o "Las Ninas" de Velasquez, não só pelo tema da composição mas pelos tons escuros e austeros criados por esta artista.De facto, Sofonisba Anguissola é uma magnífica pintora (algo desconhecida) e que merece ser redescoberta.As suas obras estão espalhadas por alguns paises europeus, nomeadamente Alemanha e Áustria, mas a maior parte delas podem ser podem ser apreciadas em Itália nomeadamente na Galleria Degli Uffizi em Florença, Galeria Doria Pamphili em Roma e na Pinacoteca Nacionale em Siena.

domingo, junho 20, 2010

Inception/A Origem

Christopher Nolan nunca trabalha mal acompanhado.Neste seu último filme "Inception", "A Origem", tem a seu lado Leonardo DiCaprio, Marion Cotilard, Ellen Paige, Cylian Murphy e como já vem sendo hábito, Michael Caine, entre outros. Depois de mais de um ano envolvido em grande secretismo, finalmente se percebe (mais ou menos) o enredo deste novo thrilher mental do realizador britânico que já nos deu provas de estar muito à vontade neste terreno, basta que nos recordemos deste estranho e intrincado objecto cinematográfico (mas belíssimo) que foi "Memento" (2000).Neste seu novo thrilher, a Mente é a "cena do crime".Dom Cobb (DiCaprio) é um engenheiro especializado em roubar Ideias. E quando Christoppher Nolan fala em roubar ideias não está a referir-se em espiões do formato clássico.Cobb vai direito à Origem, ou seja à Mente. Contudo, esse talento que o coloca no centro do lucrativo mundo da espionagem industrial acaba por fazer dele um homem procurado.E a redenção é-lhe oferecida a troco de um último golpe, uma missão quase impossível, a que um perigoso inimigo vem tornar ainda mais espinhosa. O trailer, não é muito revelador, mas já é o suficiente para deixar os fãs deste realizador, a qual me incluo, ansiosos pela estreia a 16 de Julho, data da estreia mundial do filme. O público português terá de esperar depois mais uma semana.Até lá podemos ver o trailer promocional do filme.

sábado, junho 19, 2010

Nada Abona a Favor Da Nossa Espécie

O filósofo Inglês Mark Rowlands, 47 anos, teve um lobo como animal de estimação, ao longo de uma década.Num livro agora publicado em Portugal, "O Filósofo e o Lobo", relata os ensinamentos que recebeu do canídeo
Porque teve um lobo como animal de estimação?
Logo que comecei a trabalhar nos EUA, senti falta de um animal de companhia, como os grand danois que tinha no País de Gales.Num jornal local, encontrei um anúncio com crias de lobo para venda e assim foi.
O que significou esse lobo "Brenim" para si?
Era como um irmão.Um amigo por quem tinha uma grande admiração, pela sua força de carácter.Vou lembrar-me sempre da reacção do Bremim em situações críticas, como as que testemunhei uma vez com um pittbull de um amigo meu:na iminência de ser atacado, a sua postura era de calma desafiante mas nunca de desespero.Tinha apenas dois meses.
Essa sua experiênia levou-o a questionar mitos?
Fez-me investigar o lado obscuro dos atributos associados à nossa superioridade sobre os outros animais: a inteligência a moral e a consciência de que somos mortais.O que nos distingue enquanto espécie não abona a nosso favor.
Porquê?
A raiz da inteligência assenta na capacidade de enganar e manipular; a moral alicerça-se no poder e na mentira; a consciência de que vamos morrer leva-nos a tomar decisões duvidosas, como lutar e ter sucesso, para dar um sentido á vida - o que nos torna infelizes.
Mark Rowlands é doutorado em Filosofia, é docente universitário de origem inglesa, viveu na Irlanda e em França, residindo agora em Miami, nos EUA. Escreveu vários livros sobre o estatuto moral dos animais inspirados nos seus conhecimentos académicos e na vivência que teve com o lobo Benim, entre os 27 e os 38 anos.É casado, tem dois filhos, um cão e não come carne.
In Revista Visão

quinta-feira, junho 17, 2010

Marie Guilhelmine Benoist-Retrato de Mulher Negra

Marie-Guilhelmine Benoist, nasceu em 1768 em Paris e morreu em 1826 na mesma cidade. Foi uma das pintoras de maior êxito da sua geração, Em 1780, tornou-se discípula de Elizabeth-Louise Vigée-Lebrun (que poderão ver um pouco da vida e obra num post mais abaixo) e mais tarde de Jacques-Louis David (cuja vida e obra já abordei num anterior post).A sua obra, que foi exposta pela primeira vez em 1784 e cedo recebeu o reconhecimento do público.Em 1804, recebeu uma medalha de ouro e fundou um estúdio para mulheres artistas.Também recebeu o monopólio de encomendas de retratos do departamento de Artes Francesas, sob o auspício de Napoleão. No começo da sua carreira, Benoist pintou motivos clássicos, mas desistiu aos poucos desses motivos enveredando a partir de 1795 por retratos de personagens famosos da sociedade parisiense ou simplesmente retratando pessoas comuns. As suas pinceladas poderosas antecipam o estilo de Jean-Auguste-Dominique Ingres que lhe sucedeu no género. Entre as obras mais famosas desta excelente pintora estão "A Princesa Paulina Borghese",1808 e "Lendo a Bíblia", 1810.Esta tela que aqui aparece denominado de "Retrato de Mulher Negra" é um óleo sobre tela realizado em 1800.Nela cada pormenor serve para realçar o motivo central: a dignidade desta mulher estrangeira. Se repararmos bem, ela olha para baixo para nós observadores de uma forma orgulhosa e com uma expressão enigmática. A alvura do vestido que ela enverga salienta o tom escuro da sua pele sem que Benoist acrescente nenhum elemento exótico ou erótico. Uma tela fabulosoa! Loius XVIII, quando olhou para este quadro, achou-o tão impressionante que o comprou imediatamente para a sua colecção no Louvre.É precisamente neste Museu que poderemos apreciar esta magnífica obra desta excepcional pintora que foi Marie-Guilhelmine Benoist.

Faltar ao Trabalho

Faltar ao trabalho, por vezes não é aconselhável, principalmente quando a importância do cargo que tens é, digamos ...bastante..... notada!

terça-feira, junho 15, 2010

William Bouguereau

William A. Bouguereau, pintor francês nasceu em La Rochelle a 30 de Novembro de 1825 e morreu em La Rochelle, 19 de Agosto de 1905. Tradicionalista, despretensioso e modesto, tornou-se um conceituado artista do século XIX. Foi membro do Instituto das Artes Francesas e Presidente da Sociedade de Pintores, Escultores e Gravadores de França. Ganhou grande reputação como grande pintor de temas mitológicos,contudo Bouguereau pintou telas lindíssimas representando mães com seus filhos ao colo, crianças brincando, jovens raparigas conversando, bordando, brincando....As suas telas são extremamente apelativas, pois W. Bouguereau, soube captar com grande intensidade e plasticiade as mais diversas expressões que compõem o rosto e o cropo humano. A maior parte das suas obras foram pintadas na sua terra natal, La Rochelle, no jardim do seu estúdio, num estilo realista quase fotográfico e que se tornou um sucesso entre os coleccionadores de seu tempo, embora modernamente tenha sido relativamente esquecido pela celebridade dos impressionistas seus contemporâneos entre os quais Renoir, Veermer, Degas, Matisse entre outros. Em 1896, com 71 anos, desposou uma estudante de arte norte-americana, Elizabeth Gardner, cujas pinturas posteriores mostram claramente a forte influência do seu mestre e esposo. Perto do fim da vida expressou seu amor à arte escrevendo: " Cada dia entro no meu estúdio cheio de alegria; à noite, quando a escuridão me obriga a deixá-lo, mal posso esperar pelo dia seguinte. Se eu não me pudesse devotar à minha amada pintura eu seria um pobre coitado".Com tamanha dedicação desenvolveu uma carreira extraordinariamente prolífica, deixando oitocentas e vinte e seis obras. Faleceu com oitenta anos, de um ataque cardíaco.

segunda-feira, junho 14, 2010

Cristofano Allori - Júdite e a Cabeça de Holofernes

Cristofano Allori, nasceu em Florença em 1577 e morreu na mesma cidade em 1621.Era filho do pintor Alessandro Allori. Familiarizou-se com a obra do seu tio-avô Agnolo Bronzino e com as lições de pintura dadas pelo seu pai. A influência de Gregorio Pagani foi também importante no desenvolvimento deste artista, pois foi Pagani que colocou Allori com a escola de Bolonha e o ajudou a ultrapassar a rigidez e frieza dos últimos tempos do Maneirismo. Allori passou a combinar nas suas obras elementos estilísticos de Ludovico Cardi Cigoli, mas a sua maior influência artística vai ser Corregio, e isso irá reflectir-se no estudo profundo de modelos vivos e de elementos da natureza. Conseguiu grande renome quer com os seus retratos quer com as suas expressivas obras sobre temas biblícos e mitológicos,Entre os seus quadros estão "São João Batista", 1612, "Isabel de Aragão, ajoelhada diante de Carlos VIII", 1610 e "Cristo em Casa de Emaús", também de1610. A obra que aqui aparece, intitulada de "Júdite e a Cabeça de Holofernes", foi realizada pelo artista em 1613, é um óleo sobre tela, e nele, Allori, realça dramaticamente os contrates: o contraste entre o rosto sinistro do general assírio e as feições angelicais da heroína, assim como o contraste entre o ar sensual de Júdite e a horrível natureza do seu acto mais recente.Tal como outros artista, este tema foi bastante recorrente na pintura renascentista e tal como Artemisia Gentileschi, também Allori procurou realçar em toda a sua dimensão e dramaticidade, a coragem fria e sanguinária de Júdite que com a cumplicidade da criada leva a cabo uma tarefa heróica, usando para tal um punhal...e toda a sua sedução.Diz-se que Allori, retratou aqui a sua amante Mazzafirra na figura de Júdite, enquanto que a criada tem presumivelmente a cara da mãe de Mazzafirra.Esta obra de Allori, pode ser apreciada na Galeria Palatina existente no Palácio Pitti em Florença, Itália.

A vida é Éfemera

A Efémera tem uma esperança de vida de apenas um dia. Mas preocupa-se com isso? Nem por um minuto, porque preenche esse dia com as coisas que mais adora... Magnifico spot publicitário da vodafone, que acaba por nos mostrar a importância que devemos atribuir a cada momento da nossa vida!

domingo, junho 13, 2010

E Deus Criou o Professor.....

Conta a lenda que, quando Deus pensou sobre o modo como distribuir o conhecimento aos homens determinou que esse mesmo conhecimento ficaria restrito a um grupo muito seleccionado de sábios. Mas, neste pequeno grupo, onde todos se achavam "semi-deuses", alguém traiu as determinações divinas...

Aí aconteceu o pior!!!!!!........

Deus, furioso com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos!
Assim determinou sobre os professores:

1º - Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.

2º - Não verás o teu filho crescer.

3º - Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.

4º - Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera.

5º - A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e comida chinesa!

6º - Os teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

7º - A tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;

8º - Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.

9º - O trabalho será o teu assunto preferido, talvez o único.

10º - As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que ensinam e as que não entendem. E acharás graça nisso.

11º - A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.

12º - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contacto com outras pessoas loucas como tu.
13º - Terás sonhos, com cronogramas, planificações,correcção de provas, fichas de alunos, medidas correctivas, provas de recuperação, actas, relatórios, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.

14º - Exibirás olheiras como troféu de guerra.

15º -Viverás assim, até lá para os 65 anos...depois te reformarás...se entretanto a lei não mudar!

16º E, o pior........ inexplicavelmente gostarás de tudo isso...


Manual de Instruções para lidar com Mulheres

O desrespeito à natureza tem afectado a sobrevivência de vários seres, e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tendo um homem apenas um exemplar em casa, há que mantê-lo com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredita-se que é ela quem o mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, qualquer homem que é homem tem por obrigação lançar a campanha 'Salvem as Mulheres!'
Aqui estão alguns conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que os homens preservem os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat
Uma Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Um homem jamais terá a posse de uma mulher, uma vez que ela é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação Correcta
Ninguém vive de vento. Uma Mulher vive de carinho. Um homem deve dar isso com abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber vai arranjar noutro homem !. Beijos matinais e um 'eu te amo’ ao pequeno almoço mantém-na viçosa e perfumada durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para os 'amores perfeitos'. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores
Também fazem parte de seu menú – uma mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza
Um homem não suporta TPM?Então que se case com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiseres viver com uma mulher, prepare-te para isso.

Não tolha a sua vaidade
É da mulher colocar madeixas no cabelo, pintar as unhas, colocar batom, gastar o dia nos salões de beleza, coleccionar brincos,relógios, comprar muitos sapatos,lanchar com as amigas ,falar horas ao telefone, ficar horas escolhendo roupas nos C.Comerciais. Entenda tudo isso e apoie.

O Cérebro feminino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o reformaram há muito!). Então, aguente mais essa: uma mulher sem cérebro não é mulher, mas sim um mero objecto de decoração. Se um homem cansou-se de colecionar bibelôs, tente relacionar-se com uma mulher. Algumas vão mostrar-lhe que têm mais massa cinzenta do que muitos homens. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela
Se quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, tu vais te bronzear. Porém, se ela estiver atrás, arriscas-te a levar um belo de um pontapé no traseiro!
Conclusão:
Aceita isso: as mulheres também têm luz própria e não dependem de um homem para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da sua parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando-se a si mesmo.

Se um homem acha que mulher é um 'artigo' muito caro, então só há um remédio: vire gay.

Só tem Mulher quem pode e não quem quer!









sábado, junho 12, 2010

Conversas de Mulheres

Do que falam duas ou mais amigas amigas quando vão almoçar, lanchar ou jantar? Para alguns homens tal mistério é quase comparável ao de tentarem saber o porquê das mulheres carregarem consigo, cada vez que saem de casa com uma mala recheada de coisas que para eles é absolutamente dispensável! As mulheres têm essa particularidade de se juntarem-se para irem a algo lado conversar. Então, sentam-se o mais comodamente possível num café, pastelaria, restaurante, esplanada e sem perderem nada do que ao seu redor se passa, falam de tudo.A conversa gira em torno, do trabalho, filhos, moda, homens, afazeres domésticos,culinária,revistas, cabeleireiro, doenças, excesso de peso,da rotina, esteticistas, patrões,telenovelas,colegas de trabalho, actores, sexo, empregadas domésticas, do stress do dia a dia, das depressões, das outras amigas, das inimigas, das vizinhas, dos homens...e já me estou a repetir!Não se cansam dos temas porque os temas são sempre interessantes, porque há sempre algo que ainda não foi dito, alguma novidade que ficou por dizer anteriormente.Têm também outra particularidade, a de serem capazes de combinar um almoço, lanche ao jantar pelo telefone, estarem nessa altura a falarem uma hora, e quando se encontram é como se não tivesse existido anteriormente qualquer contacto, porque há sempre o que dizer, um acrescento a fazer a algo que anteriormente tinha sido dito. Nesses lanches, almoço os ou jantares, os desabafos, acabam por dar alento à alma e ao fim do encontro é imperativo que se marque qualquer outra coisa para um 'dia desses...' porque até chegar esse dia haverá sempre algo mais para ser dito. Para os homens, esses encontros de mulheres são autênticas idiossincrasias, porque para muitos deles, as mulheres falam demais e têm sempre que dizer, e tudo isso acaba por causar alguma confusão às suas meninges, posto que para um homem estar horas a falar com outro, o motivo tem de ser sério e invariavelmente passa por ser um encontro de negócios ou algo que vai além disso (não imagino o quê...) e lá para o fim do encontro poder-se-á então falar de algum futebol, política, sexo e invariavelmente ...mulheres.Raramente um homem assume que esteve a 'jogar conversa fora com um amigo', até porque isso é apanágio das mulheres e mesmo que não raras vezes isso aconteça, a castração cultural e educacional impede-os de assumirem isso!Para as mulheres as coisas são mais fáceis, os encontros com amigas, acaba por fazer parte do seu ´papel de mulher' seja la o que isso for. Nesses encontros, ouve-se, fala-se, por vezes rolam lágrimas, surgem recordações, há atritos devido a palavras mal ditas ou mal interpretadas, há recordações e memórias de tempos e encontros passados, trocam-se muitas inconfidências, os 'não acredito...', 'estou pasmada...' ,'nem quero crer...', 'vou também fazer isso...',fazem parte constante da troca de palavras infindáveis e no fim, se pensarmos bem o que ali se passou, verificamos que não foi mais do que um mero encontro em que duas ou mais mulheres amigas ou conhecidas, estiveram juntas descontraidamente,relaxadamente, apenas e só para falarem, de tudo...e de nada.

sexta-feira, junho 11, 2010

A Importância da Pontualidade!

Um velho padre foi a um jantar de despedida pelos seus 25 anos de
trabalho ininterrupto à frente da Paróquia.

Um importante político da região e membro da comunidade, convidado para
entregar o presente e proferir um pequeno discurso, atrasou-se.

O sacerdote decidiu proferir umas palavras e disse:

«A primeira impressão que tive da paróquia decorreu da primeira confissão que ouvi :
A primeira pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um aparelho de TV,
tinha roubado dinheiro aos seus pais, tinha roubado a firma onde trabalhava
e tivera aventuras amorosas com a esposa do patrão.
Dedicara-se ainda ao tráfico de drogas e de armas.

Fiquei assustadíssimo... Pensei que o bispo me tinha enviado para um lugar terrível.
Mas fui confessando mais gente, que em nada se parecia com aquele homem...
Constatei a realidade de uma Paróquia cheia de gente responsável,com valores, comprometida
com a sua fé.
Vivi aqui os 25 anos mais maravilhosos do meu Sacerdócio.»


Neste momento, chegou o político.

O padre passou-lhe então a palavra.
O político, depois de pedir desculpas pelo atraso, disse:

«Nunca vou esquecer o dia em que o sr. padre chegou à nossa Paróquia.
Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a confessar-me!»


Moral da história: NUNCA SE DEVE CHEGAR ATR
ASADO!

Homens da Luta

Entreguemos também as nossas calças!

quinta-feira, junho 10, 2010

O Mordomo

Chega o Conde à sua mansão.

O mordomo, atentamente, abre-lhe a porta, baixa a cabeça e respeitosamente, saúda-o:

- Entra, filho de uma grande puta, de onde vem o senhor Conde com essa cara de paneleiro?

Ao que o Conde, sorridente, lhe responde:

- De comprar um aparelho auditivo!

terça-feira, junho 08, 2010

Vincent van Gogh - Os Girassóis

Notável e muito surpreendente, este vaso de girassóis irradia luz e harmonia. As pinceladas do artista foram sobrepostas em espessas camadas de tinta, que Vincent van Gogh aplicava como um escultor dando relevo ao barro. As cores - tons de amarelo e castanho - e a técnica expressam um belo mundo de esperança e de luz.No entanto, na altura em que este trabalho foi realizado, este mundo da realidade, afastava-se implacavelmente e irremediavelmente da vontade do pintor que entraria pouco depois na mais completa loucura. Talvez que, a superfície do quadro, e os próprios girassóis apontados ao céu reflictam o estado de espírito do artista ao aproximar-se da sua curta e trágica vida.Sendo um pintor que amava a natureza e conseguia ver a beleza pura das coisas simples, van Gogh afirmou que preferia pintar árvores vistas de uma janela do que visões imaginárias. Holandês de nascimento, van Gogh pôs fim à sua sobressaltada e atormentada vida emocional em 29 de Julho de 1890 na cidade francesa de Auvers-sur-Oise.Esta obra intitulada de "Os Girassóis" foi realizada em 1888, é Óleo sobre tela, tem 92x73 cm e pode ser vista no National Gallery em Londres.

domingo, junho 06, 2010

Carta da Filha...Resposta do Pai....

Um pai entrou no quarto da sua filha e encontrou uma carta sobre a
cama que dizia o seguinte:


Queridos pais: Com muita pena vos digo que fugi com o meu noivo,
encontrei o amor da minha vida.

Estou absolutamente fascinada com os seus piercings, cicatrizes e tatuagens.

Mas não é só, estou grávida de gémeos. Aprendi também que a Marijuana
e a Cocaína não fazem mal a ninguém.

Só rezo para que a Ciência encontre a cura da Sida, o Joaquim merece.

Não se preocupem com o dinheiro, o Joaquim conseguiu que eu entrasse
em filmes com outros amigos, posso ganhar EUR 50,00 hora, se for com
mais de três homens são EUR 200,00 e se entrar o Pastor Alemão do
Joaquim são EUR 300,00.

Não te preocupes mãe. Já tenho 15 anos e sei cuidar de mim mesma.

Com muito carinho, a vossa querida filha.

Ps: Pai, é uma brincadeira, estou a ver televisão na casa da vizinha,
só queria mostra-te que há coisas piores na vida que as minhas notas.

_________________________________________________

Resposta do pai:

Querida filha,

Dei a carta a ler à tua mãe, teve um AVC e foi internada de urgência,
está entre a vida e a morte.

Por causa disso e a conselho dos advogados foste retirada do testamento.

Todas as coisas do teu quarto foram doadas e também mudamos a
fechadura da nossa casa.

Não tentes fazer pagamentos por Multibanco, porque a Conta foi cancelada.

Demos também baixa do teu telemóvel.

Demos também a tua colecção de CDs ao anormal do 5º andar.

Podes começar também a pensar em trabalhar, com a tua idade e com esse
corpinho estou certo que trabalho não vai faltar, apesar da
concorrência das brasileiras.

Enfim, espero que sejas muito feliz na tua nova vida.

Do teu pai

Ps: Filha querida, claro que é tudo uma brincadeira, a tua mãe está
aqui a ver a novela.

Só queríamos mostrar-te que há coisas bem piores que passares as
próximas 3 semanas sem sair de casa, sem ir à Internet e sem ver
televisão por causa das tuas notas, e da tua brincadeira de merda!

A Desconfiança

A ingenuidade e a bondade humana sempre me fascinaram, assim como a inocência das pessoas adultas.Digo pessoas adultas, porque criou-se a ideia, que os adultos devem ter a 'pestana' sempre aberta e a não acreditar em de metade daquilo que ouvem.Nos dias que correm é idieia 'sine quo non' ninguém acreditar em ninguém!No que se refere às crianças e até aos adolescentes é-lhes permitido uma atitude de ingenuidade, que em adulto não 'cola' com a vida que levamos no nosso quotidiano.Exige-se que estejamos sempre alerta em relação aos demais, e esse estar sempre alerta, inclui uma série de esquemas, como não acreditar,desacreditar, duvidar, pensar que metade do que o outro diz pode e talvez seja mentira,a mais pura efabulação, produto da imaginação, fanfarronice, gabarolice, enfim...por tudo o que nos é dito devemos partir sempre do princípio que metade pode ser uma grande aldrabice.Os factores a que levam o ser humano a agir desta forma, são inúmeros, e o facto de 'meio mundo andar a enganar o outro meio' não é alheio a isso.Então, o que acontece, é que no local de trabalho, nas relações circunstanciais (ou não tão circunstancias assim) com colegas, nas relações de amizade, somos quase que 'obrigados ' a desconfiar daquilo que nos é dito. Penso que até nem é tão mau assim (desde que não seja levado ao exagero) pensarmos que o que os outros dizem pode não ser bem assim, mas o mais trágico é quando essa desconfiança entra portas adentro nas relações de amizade e nas relações amorosas.Quando uma mulher ou um homem, desconfiam sistematicamente do outro, e essa desconfiança passa até pelas mais simples palavras que ambos trocam constantemente, penso que entramos no campo da esquizofrenia pura, contudo, é isso que actualmente se está a passar.Ninguém acredita em ninguém, homens deixaram de acreditar em mulheres, mulheres em homens e ambos os sexos não acreditam no que amigos, conhecidos e demais seres vivos e racionais que os rodeiam possam dizer ou até fazer.É a desconfiança total. Obviamente e inevitavelmente essa desconfiança passou a ser extensível aos nossos superiores hierárquicos porque, " o que agora é verdade, amanhã já é mentira", e assim vamos vivendo de uma forma mais ou menos confortável e nem nos apercebemos o quanto isso é trágico. Cada um vive pensando que aquilo que o outro diz pode nem ser verdade, sem que contudo haja indícios que assim o seja, apenas porque, o melhor é desconfiar para depois não ser apanhado de surpresa.Também, o facto de nenhum de nós querer ser surpreendido por algo de desagradável, faz com que dentro da rotina esteja sempre omnipresente a dúvida e a hipotética mentira.A ingenuidade desapareceu das relações sociais, porque parte-se sempre do princípio que pode nem ser verdade, pode ser exagero e as coisas não são assim como eu estou a contar ou como eu ouvi contar. Chegou-se ao ponto de estarmos a contar algo que ouvimos contar de um amigo e o nosso ouvinte não acreditar que aquilo que estamos a contar do nosso amigo é verdade, porque é impossível que assim seja, ninguém procede assim, ninguém age dessa forma, e surge o inevitável conselho...'olha abre bem a pestana..porque senão vais é ter muitos desgostos...estou a avisar-te, como amiga/o'!Que fazer então? Talvez viver tendo sempre como lema que aquilo que eu digo e aquilo que eu oiço, faz parte de uma pequenina parcela de verdade, resquícios de uma ingenuidade e inocência a que todos nos devemos apegar, sob pena de de pensarmos que vivemos uma trágico-comédia sem fim à vista e que no fundo é representativa das nossas vidas rotineiras.

A Mulher do Viajante no Tempo

Audrey Niffenegger estreia-se na ficção com um primeiro romance absolutamente prodigioso. Revelando uma concepção inovadora do fenómeno da viagem temporal, cria um enredo intrigante e arrebatador, que alia com magistralidade a riqueza emocional a um apurado sentido do suspense. Este livro é, antes de mais, uma celebração do poder do amor sobre a tirania inflexível do tempo. Para Henry, essa inexorabilidade assume contornos estranhamente inusitados: ele é prisioneiro do tempo, mas não como o comum dos mortais. Cronos preparou-lhe uma armadilha caprichosa que o faz viajar a seu bel-prazer, para uma data e um local inesperados, onde aparece completamente desprovido de roupa ou de outros bens materiais. A Clare, sua mulher e seu grande amor, resta o papel de Penélope, de uma Penélope eternamente reiterada a cada nova partida de Henry para onde ela não pode segui-lo. Quando Clare e Henry se encontram pela primeira vez, ela é uma jovem estudante de artes plásticas de vinte anos e ele um intrépido bibliotecário de vinte e oito. Clare já o conhecia desde os seis anos… Henry acabava de a conhecer… Estranho?! Poderia parecer, não fosse a mestria de Audrey para tecer os fios do tempo com uma espantosa clareza. Intenso e fascinante, "A Mulher do Viajante no Tempo" é um livro inesquecível pela qualidade das reflexões que provoca, pela sensibilidade com que nos retrata a luta pela sobrevivência do amor no oceano alteroso do tempo. Na orla desse oceano, perscrutando o horizonte, ficará sempre Clare, à espera de um regresso anunciado…O filme estreia-se dentro em breve em Portugal e promete algum sucesso de bilheteira, até porque os actores são muito bons (Raquel McAdams no papel de Clare e Eric Bana no de Henry).

Como Treina a Selecção Australiana para o Mundial

Está demais!

sábado, junho 05, 2010

Angelika Kauffmann-Auto-Retrato

A 7 de Novembro de 1807, o povo da cidade de Roma assistiu a um espectáculo único: um funeral concebido pelo escultor Antonio Canova (1757-1822). Uma enorme multidão de gente comum, 50 padres, 50 monges capuchinhos, prelados com vestres cerimoniais e outras pessoas acompanhavam à sua última morada a pintora Angelika Kauffmann (1741/1807). Raparigas envergando trajes de estilo clássico, acompanhava o féretro, parecendo acabadas de sair de um dos quadros da falecida pintora.Logo atrás delas, seguia o presidente da Academia de Artes e outras personalidades do mundo artístico. O cortejo fúnebre levava alguns quadros da pintora, que foi chorada durante muito tempo.Mas cabe a questão? Porquê todas essas honrarias? Porque juntamente com a pintora retratista francesa, Elisabeth Vigée-Lebrun ( que poderão ver no post mais abaixo) e a pintora italiana Rosalba Carrera ( sobre o qual abordarei mais tarde), Angelika Kauffmann foi das mais importantes pintoras do século XVIII! Descendente de de alemães nasceu a 30 de Outubro de 1741 em Chur, na Suíça, mas passou a maior parte da sua vida em Londres e Roma.Em criança aprendeu italiano, inglês e francês, para além da sua língua materna, o alemão.E, 1768, a jovem artista foi aceite na' Royal Academy de Londres', fundada por Sir Joshua Reynolds, um grande admirador da obra da artista. Angelika visitou Roma, pela primeira vez em 1758 ali encontrando um bom mentor na pessoa do académico Johann J. Winckelmann ( que ela posteriormente retratou numa magnífica obra).Winckelmann foi das principais figuras do movimento artístico neoclássico, uma reacção aos exageros do Barroco e do Rococó, caracterizada pelo retorno à beleza clara e simples do Renascimento. Winckelmann encorajou a artista a pintar cenas históricas e da mitologia clássica, um género exigente e olhado pelas academias como a mais elevada forma de arte. Segui-se-lhe uma carreira de sucesso sem precedentes, com Angelika a receber encomendas e honrarias oficiais.Casou-se pela segunda vez com pintor veneziano Antonio Lucchi, em 1781.Uma não mais tarde o casal mudou-se para a famosa Casa de Stefanoni, na Via Gregoriana, em Roma.Esta muito elegante mansão em breve se tornaria num centro da vida social da cidade.Artistas e amigos, muitos deles estrangeiros, encontravam-se aqui rodeados por colecções de pintura a óleo, esculturas e livros da pintora. Foi uma eloquente cicerone -a Cicerone de Roma- e assumiu a responsabilidade pessoal de levar proeminentes figuras da ciência, da política e da cultura a ver a "Roma dos Antigos".Assim, viajavam por famosos locais da Antiguidade Clássica.Estas excursões artísticas, aos domingos, com Johann Wolfgang von Goethe, ( que considerou a pintora como a mulher mais culta, sensível e talentosa da Europa) durante a sua estada em Roma, ficaram para sempre conhecidas.No quadro que aqui aparece, um óleo sobre tela,realizado em 1784, com 64,8x50,7cm, que se encontra no Nova Pinacoteca de Munique e que se intitula de "Auto-Retrato", Angelika Kauffmann, realiza um auto-retrato para a galeria de retratos do Castelo Leopoldskron.Foi encomendado pelo conde Karl J.Firmian de Salzburgo, um dos seus principais mecenas.Angelika Kauffmann, então com 43 anos, retratou-se a meio corpo, vestida à moda do renascimento italiano como é apresentada nas obras de Rafael e outros artistas.

Alicia Keys-Empire State of Mind

Simplemente Fabuloso!

quinta-feira, junho 03, 2010

Julien Dupré

Julien Dupré nasceu em Paris a 18 de Março de de 1851 e morreu na mesma cidade em 1910.Era filho de Jean Dupré um joalheiro e de Pauline Bouillie. Começou a sua vida adulta trabalhando numa loja de rendas e bordados e mais tarde começa a trabalhar com o seu pai na arte da fabricação de jóias. A guerra de 1870 e o cerco de Paris, forçou o encerramento e Julien começa a leccionar Cursos Noturnos na 'École des Arts Décoratifs' e foi através dessas aulas que ele consegue a admissão na famosa 'École des Beaux-Arts' em Paris. Em meados da década de 1870 viajou para Picardia e tornou-se aluno do pintor rural Désiré Laugée François (1823-1896), cuja filha Marie Françoise Eléonore viria a tornar-se sua esposa em 1876, ano em que apresentou sua primeira pintura, no Salão de Paris .Os seus temas passam a estar muito ligadas à temática do campo e é precisamente este tema que lhe trará fama mundial. Ao longo de sua carreira Julien Dupré defendeu a vida dos camponês e continuou a pintar cenas da vida rural nas áreas da Normandia e Bretanha até à sua morte a 16 de Abril de 1910.Os slides abaixo procuram mostrar um pouco da arte deste excepcional artista.

quarta-feira, junho 02, 2010

The American

George Clooney regressa ao grande ecrã num «thriller» assinado por Anton Corbijn, o realizador de «Control», sobre um assassino contratado que quer deixar a profissão.
Jack é um assassino contratado norte-americano, o melhor na sua profissão. Mas quando um trabalho na Suíça corre pior que o esperado, ele decide que o seu próximo trabalho será o último. Enquanto prepara o último golpe, Jack esconde-se numa pequena cidade italiana do interior, onde faz amizade com o padre local e se apaixona por uma jovem. Mas ao sair das sombras, arrisca-se claramente a ser descoberto.
«The American» é a segunda longa-metragem para cinema do holandês Anton Corbijn, que ganhou notoriedade como realizador com o seu biopic de Ian Curtis «Control», além do seu extenso currículo como director de «videoclips» para grupos como os U2 e os Depeche Mode. Com George Clooney contracenam actores como Thekla Reuten, Bruce Altman e Paolo Bonacelli.
O filme adapta um romance de Martin Booth de 1990, «A Very Private Gentleman», e estreia nos EUA no inicio de Setembro. A Portugal chegará a 14 de Outubro.

Élisabeth Vigée-Lebrun-Auto-Retrato


Marie Louise Élisabeth Vigée-Lebrun, nasceu em 1755 em Paris e morreu na mesma cidade em 1842. Aprendeu os rudimentos da pintura com o seu pai o pintor a pastel Louis Viigée, e depois com Gabriel Doyen Briard. Prosseguiu a sua instrução com o estudo das pinturas de Peter Paul Rubens, Anthony Van Dyck e Rembrand, nas colecções de arte parisienses.Em 1776, Élisabeth Vigée casa-se com Lebrun um abastado pintor mas, mais conhecido como negociante de arte.Em 1779, com apenas 24 anos de idade a rainha Maria Antonieta (1755-1793) nomeou-a pintora da corte, passando então Élisabeth a produzir uma muito conhecida e famosa série de quadros de membros da família real e de cortesãs.Em 1783, foi aceite na Academia de Belas Artes e, a partir de então, foi autorizada a exibir anualmente as suas obras no Salão do Louvre.Durante a revolução francesa, fugiu, primeiro para Roma, em 1789 e depois para Berlim, Dresden, Sampetesburgo e Londres.Regressa por fim a Paris em 1809, como a mais estimada retratista da aristocracia europeia.Entre as suas obras principais, contam-se:"Retrato de Joseph Vernet, 1778", "Retrato de Maria Antonieta", 1783, "Retrato de Hubert Robert", 1788. Os quadros que aqui surgem são um auto retrato em que a própria pintora aparece numa pose muito académica, com uma paleta de pintor nas mãos.É um quadro muito bonito onde podemos verificar a mestria com que Élisabeth Vigée se auto retrata de uma forma muito alegre e serena.O outro quadro é um Auto-retrato que foi pintado a pedido da família Uffiizi, quando a pintora estava refugiada em Roma, no ano de 1790.É um quadro que tem sido reproduzido inúmeras vezes em cópias e gravuras.Nele Élisabeth Vigée retrata-se diante de uma grande tela, pintando um retrato quase imperceptível, da sua grande amiga e patrona, a rainha Maria Anonieta. É um quadro a Óleo sobre tela, tem 1.00x81cm e encontra-se em exposição na Galleria Degli Uffizi, em Florença.

terça-feira, junho 01, 2010

Dia Mundial da Criança-Be Happy

Se por um dia, o mundo fosse apenas das crianças… todos os problemas pareceriam muito mais fáceis de resolver, e o dia teria sempre um final feliz!

domingo, maio 30, 2010

Humor Cubano

Humor Cubano
Sabem por que é que em Cuba não há piscinas....?!?
... Por que todos os que sabiam nadar já fugiram para a América!



Um cubano queria fugir da ilha e lembrou-se de aproveitar a partida
do circo de Moscovo que, na altura, se exibia por lá.
Então disfarçou-se de macaco e meteu-se na jaula dos animais.
Pouco antes da partida de Cuba, aparece o domador e mete os leões na mesma jaula...
O cubano, desesperado e cheio de medo, desata a gritar por socorro e a tentar sair da jaula, quando um dos leões lhe diz:
- Vê se te calas ou ainda lixas a fuga a toda a gente!!!



Um europeu pergunta a um cubano:
- Então, como é que vocês vão em Cuba?
- Olha... não nos podemos queixar.....
- Ah, sim??? Vão andando menos mal, não é verdade?
- Não, não! NÃO NOS PODEMOS QUEIXAR...!!!!!



Fidel morre e vai para o céu.
Mas, como o nome dele não constava das listas, São Pedro mandou-o para o inferno.
Quando chegou ao inferno Satanás foi recebê-lo e disse-lhe:
Olá Fidel! Já estava à tua espera.
Entra que aqui serás tratado como em tua casa!
Fidel responde-lhe:
Muito obrigado Satanás, mas há um pequeno problema.
Ao passar no céu esqueci-me lá das minhas malas...
Não te preocupes. Eu mando lá dois diabretes para as irem buscar!
Quando os dois diabretes chegam ao céu encontram as portas fechadas.
São Pedro estava a almoçar...
Não faz mal (diz um diabrete ao outro) saltamos os portões, levamos as malas e não incomodamos ninguém...
Assim fizeram. Mas mal começam a saltar os portões, são vistos por dois anjinhos que por ali passavam.
Então um dos anjinhos comenta com o outro:
- O Fidel nem há 10 minutos está no inferno e já começaram a chegar refugiados...!!!



Em Cuba :
Um autocarro chama-se Aspirina... é um de quatro em quatro horas.
Um bife chama-se Jesus Cristo... fala-se dele, mas ninguém o vê.
Um frigorífico chama-se côco... lá dentro só tem água...



Sabes como é que os gatos miam em Cuba??
- Miaaami... Miaaami... Miaaami...


A professora mostra um retrato de Bush aos alunos e pergunta-lhes:
De quem é este retrato?
Silêncio absoluto...
Vou ajudar um bocadinho. É por culpa deste senhor que estamos a passar fome...
Aí o menino Joãozinho responde:
- Desculpe professora! Mas sem a farda e a barba não o reconhece
mos...

Junho



Era uma Vez....

Era uma vez, uma princesa que nasceu num belo dia de primavera.Nasceu muito pequenina, e mais tarde tornou-se de estatura mediana, com bonitos olhos castanhos, lindas mãos e pés bonitos.Em tudo o resto ela era mediana, até na inteligência. Quando tinha um ano e dormia no seu berço surgiu-lhe a fada madrinha.Entrou pela janela, carregando um grande saco Cucci, onde trazia nele os três últimos dons que iria dar de presente à sua afilhada.Vinha embriagada, e mal se tinha em pé.A noite tinha sido terrível e depois de cada distribuição de dons às suas afilhadas a fada madrinha sentia sempre a necessidade de fazer um intervalo e tomar alguns shots de tequila, os seus preferidos. De facto,não é fácil distribuir dons, posto que a cada dom que ela distribuía, as suas afilhadas recusam-nos abrindo as suas pequeninas mas sonoras bocas de bebé e berrando desalmadamente, sinal de que recusavam os ditos e que não faziam a menor intenção de os possuir.Por isso a fada madrinha tinha que os meter novamente no saco e retirar o que fosse de maior agrado, e se multiplicarmos isso por uma série de princesas petulantes e de nariz arrebitado, a noite só podia ser aguentada a tratos de vodka e outras bebida fortes. A fada madrinha, não era das antigas, era uma mulher democrática e amiga de fazer vontades, apesar disso só lhe trazer dissabores, como era agora o caso, em que abrindo o seu belo saco apenas restavam os três dons que nenhuma das outras suas afilhadas tinha querido.Olhou para esta princesa que tinha ficado para o final da noite e que dormia placidamente e com um grande suspiro preparou a cerimónia de distribuição dos mesmos. Retirou então os últimos dons e distribui-os pelos corpo da criança adormecida: seria então dotada de uma paciência infinita, iria amar apenas um homem para o resto da sua vida e teria a capacidade de ouvir os outros, sem que contudo estes tivessem paciência e amabilidade de a ouvir.Após a distribuição destes três desprezados dons, a fada madrinha arrotou sonoramente, levantou-se a custo, ajeitou o seu vestido, colocou a sua bela mala às costas e de mansinho desapareceu no ar.A princesa mediana foi crescendo e armada com o dom da paciência, foi aguentando a sua vida e dos demais que a rodeavam, tendo sempre que ouvir, as mais incríveis inconfidências, e as mais soberbas idiotices dos que a rodeavam, até que chegando à idade de casar, e posto que a pressionavam para dar o grande passo, preferiu arranjar um emprego, porque tudo era melhor que viver rodeada por uma corte de gente insana. Assim, um belo dia e sem que dessem por ela, saiu de mansinho do palácio e armada com o curso universitário que possuía, foi andando de emprego em emprego, uma vez que a vida estava difícil e os contratos a prazo na ordem do dia. A entidade empregadora, não fazia contratos definitivos e assim a princesa conheceu imensa gente, lidou com muitos caracteres, viu e falou com alguma gente inteligente, mas também lidou e tratou com muita gente estúpida, mas como tinha o dom da paciência nunca se queixou, até porque isso lhe estava vedado pelo terceiro dom.Num belo dia de Outono a princesa apaixonou-se repentina e , insanamente.Como? Tinha arranjado um novo emprego, pois no outro tinha cessado o seu contrato e nesse local de novos conhecimentos e novos ouvintes estava aquele que seria para sempre o seu único e eterno amor. O que ela não sabia é que ele era um príncipe e que também lhe tinha sido dado três dons: o dom do egoísmo, da extrema avareza e o dom de nunca amar ninguém a não ser a si mesmo.Assim travando conhecimento com tão insana criatura, a princesa ia ficando cada dia mais apaixonada e pacientemente ouvindo-o foi-se apercebendo de que também ele era um príncipe e ao fim de algum tempo já estava na posse desses três dons, visto que lidando com a criatura qualquer mediana inteligência, via logo o seu egoísmo, avareza e incapacidade de gostar de alguém a não ser dele próprio.Mas como um dom é um dom e não podendo modificar essas suas circunstâncias, não teve outro remédio senão ligar-se mentalmente e fisicamente a esse monstro idiossincrático. O príncipe sentiu-se lisonjeado de ser amado pela princesa, pois no seu infinito egoísmo isso envaidecia-o, visto que muitas vezes o egoísmo anda de mãos dadas com a vaidade e nesse caso não só andavam de mão dada como nunca essas mãos se desprendiam.A sua avareza incomodava a princesa, visto que ela era umas mãos largas, mas a sua lendária paciência fazia com que ela perdoasse esse terrível defeito, pagando as contas do príncipe e fechando os olhos às mais extraordinárias safadezas que o mesmo fazia, fruto dessa sua avareza , egoísmo, entre outros defeitos que nem valia a pena a princesa contabilizar, pois só se iria desgastar e perder o seu rico tempinho. Claro que o que mais lhe doía era ter-se apaixonado por alguém que era incapaz de amar alguém e isso era algo que nem a o ser mais paciente e tolerante poderia suportar.Então a princesa resolveu tomar medidas algo drásticas. Um dia desesperada com a situação, chamou a sua fada madrinha.Como todas sabemos as fadas madrinhas são pessoas ocupadas e não aprecem assim, de um dia para o outro.A princesa esperou e desesperou, mas um dia a fada apareceu! Já não vinha embriagada, porque nos dias que correm as suas afilhadas são bem mais dóceis e aceitam qualquer dom sem grande berreiro, posto que o que interessa é ter algo que as distingia dos demais mortais. Assim, a fada apareceu sempre agarrada ao seu belo saco Cucci e perguntou à sua desconsolada e algo traumatizada afilhada o que queria ela. A mesma pacientemente explicou toda a sua desesperada situação. A fada madrinha, que sempre se tinha condoído dos dons que tinha dado a esta afilhada resolveu intervir e prometeu-lhe resolver a situação, e tal como tinha aparecido, desapareceu.Passaram-se os meses e a princesa não via que as coisas estivessem melhor, muito pelo contrário, o seu principe além dos defeitos assinalados à sua nascença e dos demais adquiridos no convivío com seres tão ou mais desprezíveis que o mesmo estava cada dia estava mais velho, orgulhoso, preconceituoso e vaidoso. Estando quase a perder a sua paciência (coisa que ela sabia que nunca iria acontecer!) eis que um belo dia a princesa acordou e deu conta do seguinte: continuava a ter o dom da infinita paciência, pois saindo do apartamento em que vivia, deparou-se com a vizinha do lado e com uma paciência só comparada a do lendário e biblíaco Job ouvia-a lamentar-se sobre as agruras que decorriam da sua vida de viúva... mas ao chegar ao restaurante onde tinha ficado de se encontrar com o seu amado, mas avaro, egoísta e desalmado príncipe verificou que este estava diferente.Estava muito amoroso e solícito e pela primeira vez ofereceu-se para pagar a conta do restaurante coisa que ele no seu imenso egoísmo e avareza nunca tinha feito, e aí a princesa apercebeu-se de que esses malfadados dons tinham desaparecido, e verificou também que o príncipe olhava para ela de forma diferente.O seu olhar já não era altivo arrogante, mas olhava-a como se a olhasse pela primeira vez, e todos os seus olhos eram doçura e amor e, pela primeira vez ele disse algo que a surpreendeu, falou de Amor. Ao ouvir e vê-lo a princesa, que nesse dia tinha recebido um telefonema do pai, para voltar para a corte e começar a assumir as suas responsabilidade de futura rainha da cocada (o rei tinha uma imensa plantação de coqueiros)assustou-se, traumatizou-se (mais do que era habitual) e saiu a correr do restaurante!Então assumindo o seu papel de mulher do século XXI, resolveu fazer aquilo que todas as fadas madrinhas detestam...serem chamadas pelo telemóvel.Mas foi isso que a princesa (futura rainha) fez:telefonou e exigiu a sua imediata presença. A fada madrinha apareceu furiosa e perguntou o porquê daqueles incómodos e a princesa resolveu colocar as cartas na mesa.Queria que ela lhe retirasse um dos seus dons de uma forma rápida e irreversível!A fada madrinha que sempre tinha gostado daquela sua afilhada, pensou, pensou e resolveu ceder.No dia seguinte a princesa foi trabalhar, e logo na sala de convívio do seu local de trabalho, começou por ouvir pacientemente e sem que nunca fosse ouvida os seus colegas.Estava neste paciente ouvir de confidências quando chega o princípe ex-desalmado.Aproxima-se rapidamente dela procurando abraça-la e demonstrar todo o seu amor, mas eis que a princesa, desviando-se de tão ignóbil abraço perguntou quem era aquele homem que tão estranhamente a assediava, visto que ela não se lembrava dele.O príncipe algo confuso, tratou logo de contar quem era e de como se sentia um homem novo,pois que repentinamente sentia-se um ser livre de estranhas e muito duradouras amarras, mas a princesa, continuava confusa e algo assustada com esse homem, pois que se havia algo que ela sentia a alguns dias era a total e muito feliz incapacidade de amar qualquer homem, que tivesse mais de 40 anos (era o caso do príncipe) e que tivesse a particularidade de se dirigir a ela, dizendo as palavras "Amo-te".No fim do seu contrato de trabalho ( depois de exaustivos meses de fuga ao príncipe apaixonado e baboso) a princesa voltou ao seu reino e tomou as vestes de rainha da cocada, vivendo feliz e sempre rodeada de homens novos.Tinha era uma particularidade: quando um desses belos príncipes abriam a boca para dizer que a amava, havia uma sala nos confins do palácio onde a princesa descontraia do stress do dia chicoteando-lhes as costas e as suas belas nádegas!Mais tarde, a princesa soube pelas coscuvilhices típicas das cortes, que o principe ex-avaro,ex-egoísta e ex-desalmado, tinha tido um grave problema de saúde, (a que não era alheia a rejeição que tinha sofrido), tinha gasto todo o seu dinheiro em inutilidades que nem vale a pena aqui enunciar de tão inúteis que eram, e por fim tinha caído nas garras de uma mulher que sabendo maravilhosamente lidar com esse tipo de homens o tinha colocado a trabalhar para poder ser sustentada, posto que a essa tinha sido dado o dom de ser para toda a vida sustentata por um homem!De facto, as fadas madrinhas quando querem...são bem lixadas!

Rosalba Giovanna Carriera-Auto-Retrato com Retrato da Irmã Noveta

Rosalba Giovanna Carriera, nasceu em 1675 em Veneza e morreu em 1757, na mesma cidade. Foi uma artista muita apreciada pelos seus contemporâneos como pintora de retratos. Recebeu a sua formação com Giuseppe Diamantini e Antonio Balestra, mas foi também inspirada pelo seu cunhado, Giovanni Antonio Pellegrini. Esta artista, a princípio pintou retratos-miniaturas e depois virou-se para os grandes formatos, concentrando-se em pintar em pastel.Foi das primeiras artistas a aperfeiçoar a nova técnica a lápis, que tornava possível trabalhar rápida e espontâneamente. Teve muito êxito com este método e recebeu muitas encomendas das cortes europeias.Em 1705, foi aceite como membro da 'Accademia di San Luca' em Roma e tornou-se membro da 'Académie Royale de Peinture e Sculture' durante a sua estadia em Paris.Teve uma influência duradoura na pintura a pastel francesa e foi genial ao expressar os traços de carácter dos seus retratados nas suas obras. Os seus alunos incluem as irmãs Carriera e Mariana Carlevaris.Entre os seus mais importantes trabalhos estão: "Retrato de Rapariga", 1708, "Retrato da Bailarina Campanini",1739 "Alegoria do Ar",1746, entre outras pinturas famosas, nomeadamente auto retratos.A obra que aqui aparece é um Auto retrato com Retrato da Sua irmã Noveta, onde podemos apreciar a técnica da pintora. Os seus retratos vivos e elegantes vão de simples estudos de cabeças a figuras de meio corpo cuidadosamente planeadas que mostram total ausência de pormenores pomposos, mas sim uma aguda caracterização daquilo que a artista quer mostrar. Nesta obra, tal como em outras obras suas, as cores transparentes, aveludadas como de madrepérola deste auto retrato, bem como as suaves transições pelas quais Giovanna é famosa, são conseguidos pelo desfocar dos tons pálidos usados em toda a composição. Ao olharmos para o retrato da irmã que ela, como que compõe sobre o seu regaço, quase que vemos Noveta olhando-se e olhando-nos através de um espelho. A própria Giovanna olha-nos como que desafiando-nos e a pele pálida e os seus cabelos louros fazem-nos lembrar uma estátua.Neste quadro tanto a pintora como a sua irmã retratada apresentam-se ao observador ao mesmo tempo auto confiantes e vulneráveis. Este "Auto-retrato com Retrato da sua Irmã Noveta"foi realizado em 1709 é Pastel sobre papel, tem 71x57cm e pode ser apreciado na Galleria degli Uffizi em Florença.