O meu Blogue é um pouco de mim.Procuro através dele transmitir os meus gostos e as minhas ideias.Escreverei sobre aquilo que me vai na alma tendo sempre presente a máxima de Aristóteles que num belo dia disse: "Somos aquilo que fazemos consistentemente.Assim, a excelência não é um acto mas sim um hábito".
O nome do meu Blogue é uma homenagem que faço a essa grande pintora do século XVI que foi Artemisia Gentileschi.
Que Vivas para sempre Minha Deusa da pintura!
Fazê-lo parado fortalece a coluna, de barriga para baixo estimula a circulação do sangue, de barriga para cima é mais agradável, fazê-lo sozinho é enriquecedor, mas egoísta, em grupo pode ser divertido, no w.c. é muito digestivo, no automóvel pode ser perigoso... Fazê-lo com frequência desenvolve a imaginação, a dois, enriquece o conhecimento, de joelhos, torna-se doloroso... Enfim, sobre a mesa ou sobre ao secretária, antes de comer ou à sobremesa, sobre a cama ou numa rede, despidos ou vestidos, na relva ou sobre o tapete, com música ou em silêncio, entre lençóis ou no roupeiro: Fazê-lo é sempre um acto de amor e de enriquecimento Não importa a idade, nem a raça, nem o credo, nem o sexo, nem a posição económica...
Coincidentemente, dois juízes encontram-se no corredor do acesso a um motel e, constrangidos, reparam que cada um estava com a mulher do outro.
Após alguns instantes de silêncios e de muito constrangimento,mas, mantendo-se a compostura própria de magistrados, em tom solene e respeitoso um diz ao outro:
- Nobre colega, e não obstante este fortuito imprevisível, sugiro que desconsideremos o ocorrido, crendo eu que o CORRECTO seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Excelência no seu.
Ao que o outro respondeu:
- Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o CORRECTO, sim... no entanto, não seria JUSTO, levando-se em consideração que... vocês já estão saindo... e nós ainda estamos entrando...!
José Almada Negreiros , nasceu em São Tomé a 7 de Abril de 1893 e morreu em 1970 a 15 de Junho, no Hospital de São Luís dos Franceses no mesmo quarto, (diz-se) em que falecera Fernando Pessoa. Almada é um artista de importância capital na cultura portuguesa dos últimos dois séculos, com um espólio dividido por várias frentes: Desenho, Pintura, Poesia, Romance, Decoração Mural, Ilustração. "Em todos estes vários domínios, Almada ombreia com os maiores, manejando o seu imenso talento natural e a paixão de experimentar e inovar", escreveu Raquel Henriques da Silva, professora de História de Arte. Almada Negreiros era filho de um tenente de cavalaria, estudou no Colégio de Campolide para, em, 1911 ingressar na Escola Internacional de Lisboa, onde passa a gozar de grande liberdade artística.Publica o primeiro desenho em "A Satíra", um ano depois escreve e ilustra o jornal "A Paródia" e expõe no I Salão dos Humoristas Portugueses. Aos 20 anos realiza a sua primeira grande exposição e conhece o poeta Fernando Pessoa, do qual se torna grande amigo e fonte de inspiração para alguns dos seus quadros. Em 1915, conclui a novela "A Engomadeira", colabora no número inaugural da revista "Orpheu", realiza o bailado "O Sonho da Rosa" e publica "O Manifesta Anti-Dantas e por Extenso".Após uma colaboração com António Ferro, vai viver para Espanha entre 1927/1932 e em 1934 casa com a pintora Sarah Afonso.De 1943 a 1948, a sua arte passa sobretudo pela realização dos frescos das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos, que lhe garantem o Prémio Domingos Sequeira em 1946. As suas últimas obras conhecidas datam de 1969.O filme que realizei procura ilustrar um pouco do que foi a obra deste grande artista português.
Há um ano, a eleição do Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos da América funcionou como parte do sonho há muito anunciado, em 1963, em Washington, por este orador e activista norte-amereicano dos Direitos Humnaos, Nobel da Paz (1644) pela sua luta contra a segregação Racial e a Discriminação. Assassinado a 4 de Abril de 1968 (há 42 anos), Marin Luther King deixou um forte legado reconhecido oficialmente pelas Presidential Medal of Freedom (1977) e Congressional Gold Medal (2004) e pelo feriado nacional celebrado na terceira segunda feira de Janeiro.
O Museu do Oriente está nomeado para o prémio Museu Europeu do Ano de 2010, o mais importante galardão atribuído à museologia europeia e que este ano será entregue em Maio na cidade finlandesa de Tampere. Para Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente, proprietária do Museu do Oriente, a nomeação para o prémio "é um motivo de orgulho e satisfação, pois, apesar das circunstâncias adversas dos últimos dois anos, o Museu do Oriente tem sido um sucesso a todos os níveis, comprovado por esta nomeação". O prémio Museu Europeu, atribuído desde 1977, visa premiar os espaços museológicos do velho continente que, além da sua qualidade, observem a diversidade e riqueza cultural da Europa e captem a atenção do público. O Museu do Oriente abriu as portas em Maio de 2008 em Lisboa num antigo armazém de bacalhau na Doca de Alcântara e tem, além de mostras temporárias, duas exposições permanentes subordinadas à temática asiática como Macau, Timor-Leste, a presença portuguesa na Ásia ou a rota da madrepérola e outra relativa à arte religiosa na Ásia.
Vem também a propósito lembrar que este Museu promoverá a 19 de Abril às 19.00h um workshop que tem como objectivo desvendar segredos e truques de preparação da mais popular iguaria japonesa: o sushi. Este cincurso inesere-na Festa do Japão, que se celebra neste Museu até 9 de Maio, no âmbito das comemorações dos 150 anos do tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão.
"Dubbed Vulva", nome da fragrância, é o último grito no que toca a produtos destinados a homens. Da estação de televisão americana Fox até ao jornal britânico "Daily Star", foram vários os órgãos de comunicação que falaram no assunto, no entanto, o que mais me despertou curiosidade foi saber como é produzida esta fragrância e havia um que explicava. Guido Lenssen, patrão da empresa de cosmética alemã que inventou o perfume, revelou à revista "Austrian Times" como chegou ao aroma que agora vende sob o nome de Dubbed Vulva : "Sempre que estou com uma mulher interessa-me o cheiro natural dela e não o perfume que aplicou. Por isso, decidi criar um cheiro natural íntimo feminino, recolhendo e misturando o cheiro de suor vaginal, urina feminina e o cheiro da excitação de diferentes mulheres. O resultado foi genial e está à vista". Embora considere esta invenção mais uma bizarria do mundo dos cosméticos , fica-me duas interrogações: Será que esta fragrância, por si só, pode mesmo satisfazer os homens? E nós mulheres não temos todas um cheiro diferente?E com tanto perfume com aromas maravilhosas a que propósito inventar um que cheira a Mulher?Se nós Mulheres colocamos perfume é porque queremos cheirar a tudo, menos a nós próprias! Enfim, é caso para dizer que há cheiros para todos os gostos, e aguardemos numa perfumaria perto de nós!
Coloca-se um grupo de crianças a pintar um quadro. Para isso entrega-se para as suas mãozitas, pincéis, tintas e uma tela. Elas pintam aquilo que lhes apetece. Depois, alguém pega nesta tela, entra com ela às escondidas na internacional e conhecida feira de arte a ArCo, "monta" às escondidas a dita tela, coloca-a em lugar de destaque e é ver a reacção das pessoas.É surpreendente o que o público diz acerca dessa tela pintada por crianças, e o valor que a mesma atinge, sem que ninguém saiba que ela afinal é uma mera brincadeira de garotos!
Espantoso este mundo tão estranho e tão 'suis generis' que é o mundo da 'Arte'!
"Clash of the Titans" é um dos blockbusters mais aguardados deste ano. Remake do filme homónimo dos anos 80,('Choque de Titãs', com Lourenço Lamas e Ursula Andrews nos principais papéis e onde a técnica do stop motion que permitia animar as bestas que habitam o mito grego era uma novidade para a época), revisita o mito de Perseus, o filho mortal do deus dos deuses, Zeus.A história centra-se em Perseus. Criado como um homem, Perseus fracassou em defender a sua família de Hades, o deus do submundo e da morte. Não tendo nada a perder, voluntaria-se para impedir o domínio das forças das trevas, na Terra. Esta é uma perigosa jornada contra demónios e bestas, um grande épico baseado na mitologia grega.Perseus passa então a liderar uma perigosa missão para derrotar Hades, antes que este possa tomar o poder de Zeus e desencadear o inferno na terra. Liderando um grupo de guerreiros, Perseus parte numa perigosa viagem por mundos proibidos. Lutando contra demónios e feras temíveis, ele só vai sobreviver se aceitar o seu poder como um deus e criar o seu próprio destino. A realização de Clash of the Titans, com o título em português de 'Confronto de Titãs', está a cargo de Louis Leterrier, responsável por filmes como Transporter 2 (2005) e The Incredible Hulk (2008). Já a banda sonora fica a cargo do alemão Ramin Djawadi (Iron Man), enquanto que os efeitos especiais têm como responsável Neil Corbould, que já venceu um Óscar pelo seu trabalho em Superman Returns (2006). No elenco temos nomes de Sam Worthington (Avatar), Liam Neeson (Persiguição Implacável), Ralph Fiennes (Harry Potter), Jason Flemyng (Solomon Kane), Gemma Arterton (Quantum of Solace) e Mads Mikkelsen (Valhalla Rising).
Michelangelo Merisi da Caravaggio nasceu em Milão a 29 de Setembro de 1571 e morreu em Porto Ercole, comuna de Monte Argentario a 18 de Julho de 1610.Vivia em constantes viagens entre Roma, Sicília, Malta, Veneza... É normalmente identificado como um artista Barroco, estilo do qual ele é o primeiro grande representante. Caravaggio era o nome da aldeia natal da sua família, que ele adoptou como nome artístico. Mesmo ainda vivo, Caravaggio era considerado enigmático, fascinante e perigoso. Nascido em Milão, onde o seu pai, Fermo Merisi, era administrador e arquiteto-decorador do Marquês de Caravaggio, Michelangelo Merisi surgiu na cena artística romana em 1600 e, desde então, nunca lhe faltaram comissões ou patronos. Porém ele lidou com o seu sucesso de uma forma atroz. Uma nota precocemente publicada sobre ele, em 1604, descrevia seu estilo de vida três anos antes: "Após uma quinzena de trabalho, ele irá vagar por um mês ou dois com uma espada a seu lado e um servo o seguindo, de um salão de baile para outro, sempre pronto para se envolver em alguma luta ou discussão, de tal maneira que é bastante torpe acompanhá-lo." (Floris Claes van Dijk; Roma, 1601."Considerado um borguista inconsequente, vivia envolvido em constantes problemas com a polícia, estava constantemente falido e procurava brigas nos bairros mal afamados das cidades por onde viajava. Em 1606, mata um jovem durante uma dessas suas constantes brigas e foge de Roma, com a cabeça a prémio. Em Malta (1608) envolve-se em outra briga, e mais outra em Nápoles (1609), possivelmente um atentado premeditado contra a sua vida devido às suas acções, por inimigos nunca identificados. No ano seguinte, após uma carreira de pouco mais do que uma década, Caravaggio estava morto, aos 38 anos vítima de Malária. Nas suas obras Caravaggio tinha por hábito usar a imagem de pessoas comuns das ruas de Roma e essa técnica usou-a no seu quadro para 'Maria e os Apóstolos'. A sua constante fonte de inspiração eram comerciantes, prostitutas, marinheiros, ou seja todo o tipo de pessoas que não eram de estirpe nobre e que tivessem grande expressão, como é visível nas suas obras. O artista levou este princípio estético às últimas consequências, a ponto de ter sido acusado de usar o corpo de uma prostituta aparecida morta do rio Tibre para pintar 'A Morte da Virgem'. Esta foi uma das duas mais importantes características das suas pinturas: retratar o aspecto mundano dos eventos bíblicos, usando o povo comum das ruas de Roma. A outra característica marcante foi a dimensão e impacto realista que ele deu aos seus quadros, ao usar um fundo sempre raso, obscuro, muitas vezes totalmente negro, e agrupar a cena em primeiro plano com focos intenso de luz sobre os detalhes, geralmente os rostos. Este uso de sombra e luz é marcante em seus quadros e atrai o espectador para dentro da cena, como fica bem demonstrado em 'A Ceia em casa de Emmaus'. Os efeitos de iluminação que Caravaggio criou receberam um nome específico: tenebrismo.
Neste quadro que aqui aparece denominado de "David vencendo Golias", Caravaggio representa com grande crueza e realismo o momento em que David corta a cabeça do gigante Golias e a ata, tal como aparece escrito na Bíblia no primeiro livro de Samuel.A história conta como David foi ao encontro de Golias, disposto a confrontar-se com ele. Meteu a mão no seu bornal, tirou de lá uma pedra e arremessou-a contra a cabeça do gigante Golias. Este ferido fatalmente na testa, cai no chão. David corre rapidamente até o filisteu, põe-se em cima dele, arrebata-lhe a espada e decapita-o. Os filisteus ao verem tal acto de bravura fogem, deixando para trás o seu herói morto por David. Na composição as figuras de David e de Golias aparecem intensamente iluminadas, emergindo de um fundo negro, tão característico da pintura deste artista.Esta obra constitui mais um exemplo do estilo realista e tenebrista iniciado por Caravaggio no barroco. O pintor italiano utiliza uma gama cromática muito reduzida e que realça o realismo da cena. Deste modo, emprega os negros, os brancos , os ocres e os cinzas. A cabeça de Golias é representada com um naturalimo absolutamente dramático, com a profunda ferida na testa, os olhos vidrados e a boca entreaberta por onde exalou o seu último suspiro!
Esta obra denominada de "David vencendo Golias", foi realizada ente 1601/02, é Óleo sobre tela, tem 1.10x91 cm e pode ser vista no Museu do Prado em Madrid.
A Coca Cola raramente defrauda as expectativas dos apreciadores de originais spots publicitários.Uma vez mais, eis um belíssimo filme publicitário que prima pela originalidade, engenho e arte!
Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino (sem querer apontar dedos) é dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida. É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares. O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não. A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento. O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas. Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo. Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano. Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta. Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança. Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.
Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão
Jacopo Comin, mais conhecido por Tintoretto nasceu em Veneza em 1518 e morreu na mesma cidade em Maio de 1594. Foi um dos pintores mais radicais do Maneirismo. Devido à sua energia fenomenal em pintar, foi chamado Il Furioso, e a sua dramática utilização da perspectiva e dos efeitos da luz fez dele um dos precursores do Barroco. O seu pai, Battista Comin, era tintore (tingia seda), o que lhe valeu o apelido. Também era conhecido como Jacopo Robusti. Na infância, Jacopo, um pintor nato, começou a decorar as paredes da tinturaria do seu pai. Vendo seu talento, o pai levou-o à oficina de Ticiano, na época com mais de cinquenta anos, para o filho aprender o ofício. Dizem que o mestre ficou pouco tempo com ele, por ter percebido o talento e a independência do garoto, o que faria dele um pintor, mas não um bom aprendiz. Tintoretto estudou então por conta própria, observando as obras dos grandes mestres. Foi sempre um grande admirador da obra de Ticiano, e mais tarde adotou como lema no seu estúdio a frase 'O desenho de Michelangelo e a cor de Ticiano'.Os seus dois primeiros trabalhos foram murais descritos como 'A Festa de Balthasar' e 'Carga de Cavalaria'. O seu primeiro trabalho a ter repercussão foi um retrato dele e seu irmão com um efeito noturno, e tal como aconteceu com os seus primeiros trabalhos também este se perdeu com o tempo. Uma das pinturas iniciais ainda existentes está na igreja de Carmine, em Veneza, a 'Apresentação de Jesus no Templo'. Em São Benedito estão 'A Anunciação' e 'Cristo e a Mulher de Samaria'. Para a Escola da Trindade (na verdade um hospital e asilo em Veneza) ele pintou quatro passagens do Gênesis, duas delas, 'Adão e Eva' e 'Caim e Abel', actualmente na Academia Veneziana, mostram um trabalho nobre e de alta maestria, que não deixam dúvidas que Tintoretto nessa época já era um pintor consumado, um dos poucos que conseguiram reconhecimento sem uma aprendizagem formal . Durante o ano de 1546, Tintoretto pintou para a igreja da 'Madona do Horto' três de seus melhores trabalhos, 'A Confecção do Calf Dourado', 'Apresentação da Virgem no Templo' e 'Último Julgamento'. Esta igreja em estilo gótico em Fondamenta dei Mori, próxima a Murano, Veneza, existe ainda. Em 1548 recebeu a encomenda de quatro quadros para a Escola de São Marcos onde pintou 'Encontrando o Corpo de São Marcos em Alexandria' (actualmente em Murano), 'O Corpo do Santo trazido a Veneza e Votos do Santo' (ambos em Veneza, na biblioteca do palácio real) e finalmente 'O Milagre do Escravo', celebrada obra que é uma das glórias da Academia Veneziana, representa a lenda de um escravo cristão torturado em punição por devoção ao santo e salvo por um milagre. Estes quatro trabalhos foram recebidos com grande entusiasmo pelos seus pares e não só.Com esses trabalhos terminaram para Tintoretto os seus tempos de de obscuridade . Era conhecido e abastado, o suficiente para casar com Faustina de Vescovi, filha de um nobre veneziano. Ela foi uma boa esposa, que conseguia aturar o seu gênio intratável e deu-lhe dois filhos e cinco filhas. A próxima encomenda foi pintar as paredes e tectos da Escola de São Marcos, obra de enorme esforço e auto-aprendizado para Tintoretto, que pode ainda ser vista como uma homenagem brilhante a seu próprio gênio. O edifício foi iniciado em 1525 e era deficiente em iluminação. A pintura começou em 1560, após vários pintores, incluindo Veronese terem sido consultados. Tintoretto assegurou a obra doando um quadro, 'São Rocco recebido no Céu'. Completou então a primeira sala. Em 1565 reiniciou os trabalhos com 'Crucificação', 'A Praga das Serpentes', 'Festividades da Páscoa' e 'Moisés quebrando as Tábuas da Lei'.Contudo, a obra que coroaria o seu trabalho denominou-a de 'Paraíso' considerada a maior pintura jamais feita sobre uma tela, pelo seu enorme tamanho. É estupenda pela escala, pela pureza da inspiração da alma, com apaixonada imaginação visual e uma mão mágica para as formas e cores que desafiou os especialistas por três séculos. Tintoretto trabalhou na obra em estúdio, levando-a para o local definitivo e dando os retoques finais com a ajuda de seu filho Domenico. Toda Veneza o aplaudiu, foi considerada uma obra prima até hoje inigualável em tamanho,pormenor, cor e grandiosidade! Depois de completar o 'Paraiso', Jacopo Robusti começou uma vida mais descansada, não realizando mais nenhum trabalho relevante, e passou a sua velhice descansando.Sabe-se que teve pouco pupílos. Morreu em 31 de Maio de 1594 de uma doença que começou como uma dor de estômago, seguida de febre. Foi enterrado na igreja da madona do Horto, ao lado de sua filha Marietta, ela mesma retratista e música, que trabalhou como assistente do pai vestida como um menino. Em 1866 a tumba dos Vescovi e Robusti foi exumada e encontrados restos de nove membros da família. Além dos filhos, teve poucos pupilos. Existem influências de Tintoretto na obra do contemporâneo Veronese e na do espanhol El Greco, que conheceu sua obra numa viagem a Veneza.Para além da obra 'Paraíso', ilustro também aqui a obra 'Caim e Abel' ,na qual Tintoretto abordou o tema dos filhos de Adão e Eva. Este episódio é narrado no Génesis. Ambos os jovens fazem oferendas a Deus, enquanto Caim lhe dá produtos da terra, Abel oferece-lhe um dos animais do seu rebanho. Deus aceita com benevolência a oferta de Abel, tendo rejeitado a de Caim, enfurecendo-o enormemente. Caim, furioso, com a atitude de Deus, revolta-se levando o seu irmão Abel para o campo, matando-o. Desconhece-se com que arma cometeu o crime, pensa-se que o matou com uma pedra.O momento que Tintoretto ilustra é precisamente o momento do fraticídio. Parece que utiliza uma enxada, podadeira ou uma marreta para levar a cabo o seu crime tão assombroso. A cena, de uma grande agressividade, apresenta a figura de Abel iluminada, enquanto Caim aparece representado envolto numa certa penumbra.A figura de caim, inclinada sobre o seu irmão Abel, apresenta uma musculatura rígida e um rosto repleto de ira. À direita da composição encontra-se um cordeiro que dirige o seu olhar terno e inocente para a cena em que o seu fiel amo e pastor está prestes a perder a vida.Um quadro magnífico e terrífico ao mesmo tempo e que ao olharmos para ele não deixamos de sentir um certo mal estar e tristeza pelo que ali está a decorrer!.Esta obra de tintoretto denominada de "Caim e Abel", é Óleo sobre tela, foi realizada em 1550/1553, e pode ser vista na Galeria da Academia em Veneza.
(...)A pedra está aí. O distraído tropeça nela, o violento usa-a como projéctil, o empreendedor constrói algo com ela, o caminhante usa-a para se sentar quando está cansado. Para as crianças ela pode ser um brinquedo. Drumond de Andrade fez dela um poema. David usou-a para matar Golias e Miguel Ângelo tirou dela a mais bela das esculturas. Em todos esses casos, a diferença não estava na pedra, mas sim na pessoa".
O médico aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito. Sinto-me de volta a adolescência, mas estou muito empolgada com tudo. Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso, vai ser tudo de bom.
Primeirodia de dieta:
Um queijo branco. Um copo de diet shake. Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve. Uma leve dor de cabeça talvez.
Segundo dia de dieta:
Uma saladinha básica. Algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhosa. A cabeça doi um pouquinho mais forte, mas nada que uma aspirina não resolva.
Terceirodia de dieta:
Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito. Achei que fosse ladrão. Mas, depois de um tempo percebi que era o meu próprio estômago. Roncando de dar medo. Tomei um litro de chá. Fiquei mijando o resto da noite.
Anotação: Nunca mais tomo chá de camomila.
Quartodia de dieta:
Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritada. Mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor. Janaína comeu uma torta alemã hoje no almoço. Mas eu resisti.
Anotação: Odeio Janaína
Quinto dia de dieta:
Juro por Deus que se ver mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! No almoço, a salada parecia rir da minha cara. Gritei com o boy hoje! E com a Janaína. Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Gisele na capa. Minha meta. Não posso perder o foco.
Sexto dia de dieta:
Estou um caco. Não dormi nada essa noite. E o pouco que consegui sonhei com um pudim de leite. Acho que mataria hoje por um brigadeiro..
Sétimo dia de dieta:
Fui ao médico. Emagreci 250 gramas. Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato. Só faltando mugir e perdi 250 gramas! Ele explicou que isso é normal. Mulher demora mais emagrecer, ainda mais na minha idade. O FDP me chamou de gorda e velha!
Anotação: Procurar outro médico.
Oitavo dia de dieta:
Fui acordada hoje por um frango assado. Juro! Ele estava na beirada da cama, dançando can-can.
Anotação: O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito hoje, Janaína diz que é porque estou parecendo o Jack do "Iluminado".
Nono dia de dieta:
Não fui trabalhar hoje. O frango assado voltou a me acordar, dançando dança-do-ventre dessa vez. Passei o dia no sofá vendo tv. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária. Ensinaram a fazer torta de morangos, salpicão e sanduíche de rocambole.
Anotação: Comprar outro controle remoto, num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.
Décimo dia de dieta:
Eu odeio Gisele B.
Décimo primeiro dia de dieta:
Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. O boy não entra mais na minha sala e as secretárias encostam na parede quando eu passo.
Décimo segundo dia de dieta:
Anotação: Nunca mais jogo pôquer com o frango assado. Ele rouba.
Décimo terceiro dia de dieta:
A balança não se moveu. Ela não se moveu! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar. Assustado, o médico sugeriu um psicólogo. Acho que chegou a falar em psiquiatra. Será que é porque eu o ameacei com um bisturi?
Anotação: Não volto mais ao médico, o frango me disse que ele é um charlatão.
Décimo quarto dia de dieta:
O frango me apresentou uns amigos. A picanha é super gente boa, e a torta, embora meio enfezada, é um doce.
Décimo quinto dia de dieta:
Matei a Gisele B! Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha em casa.
Anotação: O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. O Pão me ameaçou com um pedaço de salame.
Décimo sexto dia:
Não estou mais de dieta. Aborrecida com o frango, comi ele junto com pão. E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce.
Frase do dia: "Estou fazendo a dieta da sopa... Deu sopa eu como!"
Albrecht Dürer nasceu em Nuremberga a 21 de Maio de 1471 e morreu também em Nuremberga a 6 de Abril de 1528. Foi um gravador, pintor e ilustrador alemão. Dürer era filho de um ourives de origem húngara, tendo morado duas vezes em Itália quando adulto. Em 1512 é nomeado pintor de corte de Maximiliano I da Germânia. Em 1520, depois da morte do imperador, parte para os Países Baixos, tendo visitado muitas das cidades do norte e conhecido pintores e homens de Letras, entre os quais Erasmo de Roterdão. Nos últimos anos da sua vida, em Nuremberga, trabalhou em tratados teóricos, pois os seus interesses, no espírito humanista do Renascimento, abrangiam muitos campos: a matemática, a geografia, a arquitectura, a geometria e a fortificação.Muito conhecida é a sua xilogravura denominada de "O Rinoceronte de Dürer" realizada em 1515. A imagem foi baseada numa descrição por escrito e um rascunho executado por um autor desconhecido de um rinoceronte indiano que foi levado até Lisboa no início daquele ano, juntamente com um elefante. Dürer nunca chegou a ver o rinoceronte real, que foi o primeiro exemplar vivo a ser visto na Europa desde a época do Império Romano. Ainda nesse ano o rei de Portugal Manuel I enviou o animal de presente para o Papa Leão X. Infelizmente o papa nunca chegou a ver o seu presente, pois o navio que levava o animal naufragou na costa italiana em 1516 e o rinoceronte morreu no naufrágio. A espécie só foi novamente avistada quando um segundo rinoceronte chegou da Índia à corte de Filipe II de Espanha, Filipe I de Portugal, por volta de 1579. Apesar das incoerências anatómicas, o desenho de Dürer, primeiramente descrito no poemetto de Giovanni Giavomo Penni, tornou-se muito famoso na Europa e foi copiado várias vezes nos três séculos que se seguiram. Foi redesenhado por diversos autores contemporâneos e posteriores a Albrecht Dürer tal como David Kandel. Foi tomado como uma verdadeira representação de rinoceronte até ao século XVIII, sendo depois substituído por representações mais realísticas, tal como os desenhos de Clara a rinoceronte, que viajou pela Europa nas decadas de 1740 e 1750. Tem sido dito em relação a este desenho de Dürer que "provavelmente nenhuma imagem de um animal exerceu uma tão profunda influência nas artes". As figuras pictóricas que aqui vemos de "Adão" e de "Eva" ,foram realizadas em 1507. A figura de Adão é, juntamente com Eva, os primeiros nus em tamanho natural, que foram realizados no seio da pintura alemã. O corpo do personagem responde claramente a um estudo profundo da anatomia humana. Tudo em si demonstra que Durer tentou que os corpos humanos transmitissem o máximo de naturalismo. A figura apresenta uma ligeira, contudo perceptível inclinação, tal como o seu rosto. Este, com o cabelo a esvoaçar ao vento, revela uma expressão de certa surpresa. É o rosto de um homem jovem com uma densa e ondulada cabeleira ruiva, de feições belas e proporcionadas.Vemos que Adão segura na sua mão esquerda um ramo com uma maça, cujas folhas cobrem o seu sexo. Essa mão encontra-se representada na perfeição e torna-se imperativo sublinhar o gesto gracioso de Adão ao segurar o ramo da macieira. É importante referir que, enquanto o chão onde o personagem se encontra faz uma clara alusão a um terreno irregular, repleto de pedras, o fundo por outro lado, é completamente liso, homogéno e negro, fazendo sobressair muito mais a figura.
A figura de Eva representa uma postura um pouco diferente da de Adão, pois tem uma perna mais à frente do que a outra e é mais frontal do que a do personagem masculino. Eva aparece junto à macieira, onde num dos ramos se encontra enrolada a serpente que tenta Eva com a maça. Graças às folhas de um ramo que está disposto na zona esquerda da composição, Eva tem também o sexo tapado. O seu corpo nu está bem proporcionado, perfeitamente delimitado e pintado numa tonalidade de pele mais clara do que a de Adão, seguindo o artista deste modo a tradição de representar os homens em tons mais escuros.O seu rosto é delicado demonstrando igualmente um aspecto incoente.A sua longa cabeleira tal como a de Adão esvoaça ao vento. A serpente enrolada na árvore segura na sua boca a maça que Eva tem na sua mão esquerda.Há uma inscrição num cartaz que pende do ramo da esquerda e onde podemos lder o seguinte:"Albrecht Durer, alemão, pintou-a depois do parto da Virgem, no ano do Senhor, 1507.Ambas as telas são Óleo sobre madeira foram realizadas em 1507 e têm 2.09x80cm, podendo ser vistas no Museu do Prado em Madrid.
Sou fã dos livros de Stephen King, e procuro possuir todos os livros deste escritor norte americano, com uma escrita muito 'suis generis' e onde o terror está sempre presente nas suas mais variadíssimas formas. Há uns anos comprei um livro de contos deste escritor ("Sonhos e Pesadelos" I e II) da editora Temas e Debates logo no início do Volume I o conto era, "O Cadillac de Dollan".Lembro-me que S.King coloca o narrador a descrever a sua espera de sete anos para se vingar da sua mulher e o conto prende-nos logo desde o início quando o mesmo começa por descrever a sua espera de sete anos para uma vingança mais do que merecida:"Esperei e observei durante sete anos.Ao Dollan.Observei-o a entrar em restaurantes elegantes, vestido de smoking, sempre com uma mulher diferente pelo braço, sempre com o seu guarda costas a protegê-lo.Vi o seu cabelo a passar de um tom cinzento-aço para um distinto prateado, enquanto o meu cabelo ia recuando até me deixar careca.Vi-o partir de Las vegas nas suas peregrinações regulares à costa oeste.Observei o seu regresso.Em duas ou três ocasiões. Observei-o de uma estrada secundária e vi o sedan DeVille, no mesmo tom dos seus cabelos passar pela estrada 71 a caminho de Los Angeles.Noutras ocasiões vi-o sair da sua casa de Hollywood Hills no mesmo Cadillac cinzento, para regressar a Las Vegas, mas foram poucas que isso aconteceu. Sou profesor.(...) Ele não sabia que estava a observá-lo porque nunca me aproximei o suficiente para que o percebesse. Tive muito cuidado. Matou a minha mulher, ou ordenou que a matassem.Em qualquer dos casos, o resultado foi o mesmo.Querem os pormenores?"(...) S.King é um mestre nisso, pois consegue prender-nos a um leque de personagens tão ricas na sua malvadez (Dollan e seus acólitos ) ou tão apaixonadas (Robinson e Elizabeth). Todo o livro acaba por se centrar no plano de vingança de Robinson e de repente damo-nos conta de que aquilo que o personagem principal pretende fazer como vingança pela morte da sua amada, é tão extraordinário, tão insano, tão absurdo, tão terrífico que só mesmo a mente de S.King poderia engendrar algo assim! Não é um conto que nos marca para toda a vida, mas é daqueles que ficam para sempre na nossa memória. Claro que ao lermos o conto apercebemo-nos que o mesmo daria um extraordinário filme desde que o realizador soubesse tirar partido daquelas personagens (principalmente dos personagens masculinos) e conseguisse arranjar alguém capaz de no grande ecrãn mostrar até que ponto o amor por uma mulher consegue levar um homem a mais perfeita e louca vingança.O filme surge agora e é dirigido pelo realizador Jeff Bestley. Penso que este realizador conseguiu apanhar muito bem o ponto de vista de S.King, conseguindo criar um thriller electrizante que nos mostra que a vingança para surtir efeito tem que ser servida fria e com doses generosas de paciência e fé.Os personagens foram bem escolhidas, começando por Christian Slater, no papel de Jimmy Dollan, Wes Bentley no de Robinson e a lindíssima Emmanuelle Vaugier no de Elizabeth.O enredo conta a história de Robinson e Elizabeth, casal feliz, partilhando um amor profundo e decidido a arrumar a vida. No entanto esse idílio perfeito desmorona quando Elizabeth testemunha acidentalmente um assassinato cruelmente perpectado no deserto pelo cruel e sanguinário Dollan. Chocada com o acto, Elizabeth foge mas deixa cair acidentalemte no local o seu telemóvel. O assassino só terá descanso quando a silenciar, uma vez que o que ela viu foi um impiedoso chefe da mafia que considera que aquela mulher é apenas um pequeno percalço no seu caminho que tem que ser elininada. Mesmo estando o casal inserido num programa de protecção de testemunhas, Dollan não desiste de a elininar. Ela acaba por morrer "acidentalmente" numa explosão no seu carro, e é aqui que Robinson que tudo tinha feito para a proteger sem o ter conseguido e sabendo que o crime tinha sido perpectado por Dollan, começa a engendrar o seu terrífico plano de vingança.Para isso vigia obssessivamente todos os passos de Dollan, tentando encontrar qualquer vulnerabilidade, e encontra-a no ponto forte de Dollan:o seu precioso Cadillac!Para chegar a Dollan ele terá que chegar a esse potente carro negro, essa preciosidade que Dollan tanto adora... e tudo será então decidido no deserto. Aquilo que para Dollan é o seu bem mais precioso, vai-se então tornar no seu maior pesadelo!....Um livro magnífico, repito, para quem gosta do género S.King e um filme magistral que consegue prender os espectador do princípio ao fim tal como nos sentimos presos ao livro e aos seus trágicos personagens.
Aos 88 anos o neto do grande S.Freud, de seu nome Lucien Freud possui certas singularidades que lhe vão garantindo um estatuto único e também poucos consensos no mundo artístico.Possui o recorde de vendas de obras de um artista vivo, e continua a produzir numa notável longevidade.Pinta muito bem (para quem gosta do seu tipo de pintura), previlegiando o trabalho de ateliê e continuando a usar modelos. Relembro que tanto a Rainha de Inglaterra como a modelo Kate Moss, já serviram de modelos a este pintor.Usa também como modelo, inúmeras vezes, membros da sua família, amigos e desconhecidos.Está patente até ao dia 19 de Julho no Centre Pompidou em Paris uma mostra das obras deste artista que reúne 50 grandes telas assim como quadros emblemáticos.Pode ser visto também fotografias e videos que mostram os métodos do artista da carne dita expressionista.(Poderão ler e ver mais alguns quadros deste excepcional pintor aqui no meu Blogue clicando em Maio de 2009).
Dominico Greco nasceu em Dito, Cândia [Eraklion], na ilha de Creta, em 1541e morreu em Toledo, Espanha, a 7 de Abril de 1614. Tendo nascido em Creta, então possessão da República de Veneza, e por isso cidadão veneziano, começou a sua instrução em Cândia, com João Gripiotis. Mais tarde, entre 1560 e 1566 instalou-se em Veneza, tendo provavelmente trabalhado no atelier de Ticiano, cuja técnica o influenciou. Em 1570 estava em Roma, vivendo no palácio do cardeal Alessandro Farnese. Foi admitido na Academia de São Lucas em 1572 com o nome de «Dominico Greco», como pintor em papel, tendo-se manifestado abertamente contra o Juízo Final de Miguel Ângelo, pintado na Capela Sistina. Tal posição valeu-lhe a antipatia do meio artístico de Roma, o que o terá levado a partir para Espanha, com a provável intenção de trabalhar nas obras do Escorial, mas passando primeiro por Veneza. Depois de uma curta estadia em Madrid a partir da Primavera de 1577, instalou-se em Toledo em 1578 onde viveu até à data da sua morte, com D. Jerónima de Las Cuevas, com quem nunca casou, mas de quem teve um filho que legitimou,( que mais tarde lhe seguiu as pegadas, mas sem grande êxito), parecendo que não poderia casar, já que a mencionou em vários documentos, assim como no seu testamento A primeira encomenda que o pintor teve, logo que chegou a Toledo, foi um conjunto de pinturas para o altar-mor e dois altares laterais na igreja conventual de São Domingos o Velho existente na cidade. O próprio desenho dos altares foi feito por El Greco, no estilo do arquitecto veneziano Palladio. O quadro realizado para o altar-mor, a «Assunção da Virgem» marca um novo período na vida do artista. A influência de Miguel Ângelo faz-se sentir no desenho das figuras humanas, sendo a técnica - sobretudo o uso liberal da cor branca para salientar as figuras e os pormenores - claramente veneziana; mas a intensidade das cores e a manipulação dos contrastes é de El Greco. A tendência do pintor para alongar a figura humana, aprendida em Miguel Ângelo, mas também em Tintoretto e Paolo Veronese, e em pintores maneiristas vai caracterizar toda a sua pintura.El Greco não deixou escola. Após a sua morte, alguns artistas, incluindo o seu filho, realizaram cópias dos seus trabalhos, mas de muito pouca qualidade. A sua arte era demasiado pessoal para poder sobreviver, até porque o novo estilo Barroco começava a impor-se com Caravaggio e Carracci. A obra que aqui aparece faz parte de um retábulo do mosteiro de Santo Domingo e que se encontrava colocada na parte superior do dito retábulo. Foi a primeira encomenda espanhola de El Greco, após o seu regresso de Itália. Representa um momento de grande tensão, através do qual Deus Pai segura no seu colo o corpo sem vida do seu filho Jesus, estando acompanhado por um grande grupo de anjos e pela pomba que representa o Espírito Santo. Por um lado, a composição relembra um pouco uma outra obra de Durer e também podemos constactar certas influêncuas renascentistas italianas principalmente de Miguel Ângelo, no que respeita à anatomia das figuras. A presença escultórica do corpo de Jesus Cristo confere ao quadro e a tudo o que ali se passa uma grande solenidade. A posição ondulante do corpo de Jesus Cristo conseguida através de contratres de luz ajuda a aumentar o dramatismo da cena.Esse dramatismo também é visível nos rostos adolescentes de alguns anjos que ladeiam Deus e o seu Filho. Há também que referir que a monumentalidade do corpo de Cristo é de um grande impacto visual, pois El Greco pretende representar as proporções das personagens seguindo os padrões tradicionais. O rosto de expressão serena de Cristo acaba por suavizar a tensão que a cena nos transmite.
Este quadro intitulado "A Trindade" é Óleo sobre tela, foi realizado por volta de 1577/1580 tem 3.00x1.79cm e pode ser viso no Museu do Prado em Madrid.
Um original e engraçado filme da Pixar, mostrando como nascem os bebés...e as agruras porque passa uma determinada cegonha e os maus humores de certa nuvem.
Este filme deTerry Gillian, ex-Monty Python e que se tornou conhecido do grande público pelos seus estranhos objectos cinematográficos muito arrojados e fantasiosos, (basta para isso lembrar-nos do seu filme "Os Irmãos Grimm", também com H.Legher, em 2005 ou "As Aventuras do Barão Munchausen" em 1988),vem recheado de estrelas e de histórias acerca dos seus actores. Estava a ser filmado quando um dos actores principais Heath Ledger morreu, provocando com isso uma suspensão temporária da produção do filme, forçando a uma readaptação do argumento para se poder desenvolver a sua personagem através de alter-egos interpretados por três actores.Terry Gillian vai então buscar amigos pessoais do malogrado H.Legher, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que vão fazendo o papel de Tony (a personagem de Ledger), conseguindo assim que o filme não perdesse consistência.Isso também fica a dever-se ao universo que rodeia o filme, todo ele cheio de voltas e reviravoltas, tudo sendo passado num universo circense em que o non sense está sempre presente.O filme retrata a história do Dr. Parnassus (Christopher Plummer) que possui o dom de inspirar a imaginação das pessoas. Dono de uma companhia de teatro itinerante, ele conta com a ajuda de seu assistente Percy (Verne Troyer) e do mágico Anton (Andrew Garfield) para oferecer ao público a chance de transcender a realidade e entrar em um universo sem limites, o qual pode ser alcançado ao atravessar um espelho mágico. Tony (Heath Ledger) foi encontrado pela trupe dependurado em uma ponte, à beira da morte. Após ser salvo, ele passa a integrar a trupe , como forma de escapar de seu passado. Numa tentativa de modernizar o show, ele termina por conhecer o novo mundo oferecido por Parnassus e passa por diversas transformações no decorrer de sua viagem. Só que esta mágica tem um preço e ele está perto de ser cobrado ao dr. Parnassus: sua preciosa filha Valentina (Lily Cole), oferecida por Parnassus ao Dr Nick (O Diabo) interpretado pelo genial Tom Waits, como paga pelo presso da sua imortalidade.... Os personagens são de peso e para além do malogrado Heath Ledger (Tony), temos Johnny Depp (Tony 1), Jude Law (Tony 2), Colin Farrell (Tony 3), Christopher Plummer (Dr. Parnassus), LilyCole (Valentina), Tom Waits ( Mr. Nick), Andrew Garfield (Anton) Peter Stormare (O Presidente), Verne Troyer (Percy). Um bom filme muito ao género do que Terry Gillian nos tem habituado.A própria produção do filme, para além da morte de H. Legher teve também que contar com a perda de um dos produtores (morreu de cancro durante as filmagens), sendo o próprio T.Gillian atropelado por um carro, partindo uma vértebra.Como ele próprio diz "Apanharam-me a estrela, o produtor, e quase que levaram o realizador, mas neste último os sacanas falaram!Quem quer que eles sejam..." Um Monty Python Forever!!!!
O estilo de Hieronymus Bosch é único, e podemos dizer que sem paralelo na tradição pictórica holandesa. A sua obra em nada pode ser comparada à dos artistas da sua época tais como Van Eyck. A maior parte dos temas deste pintor gira em torno de cenas da vida de cristo, ou de algum santo que se confronta com o mal e o pecado, ou então pinta magistralmente alegorias acerca da insensatez, loucura e pecados do ser humano. Se repararmos bem a obra de Bosch é extremamente actual, e muitos anos depois vemos a sua influência pairar sobre o Expressionismo e mais tarde sobre o Surrealismo!
A primeira obra que aqui aparece denominada de "Ecce Homo", vemos cristo coroado de espinhos e sangrando dos golpes de chicote. Cristo permanece com Pilatos e a sua comitiva perante a multidão excitada. A discusão entre Pilatos e a multidão é reproduzida pelas inscrições, que ali têm a função de legendas.Da boca de Pilatos saem as palavras "Ecce Homo" - "Eis o Homem".A inscrição "Crucifige eum" - "Crucifica-o" - quase não é necessária: a expressão disturcida dos rostos e os gestos ameaçadores das pessoas mostram, indubitavelmente o seu ódio. O que Hieronymus Bosch procurou aqui nesta sua obra foi representar o paganismo de Pilatos e da sua comitiva pelos trajes e toucados estranhos entre eles um turbante pseudo-oriental. A maldade intrínseca da cena é caracterizada por certos símbolos tradicionais do Mal, como por exemplo, a coruja que se vê alojada no nicho sobre a cabeça de Pilatos e o sapo gigante que decora o escudo de um dos soldados presentes na cena. Ao fundo do quadro vê-se o largo de uma cidade: numa das torres está içado o quarto crescente da Turquia. Os Turcos e os seguidores do profeta Moamé que dominavam a maioria dos santuários da cristandade eram, para os contemporâneos de Bosch, os símbolos dos inimigos de Cristo. Os edifícios ali pintados não têm, no entanto qualquer sinal de islamismo, apenas uma distante torre de base bojuda evoca lugares longínquos.Esta obra de Bosch é Óleo sobre madeira, tem 75x61 cm e encontra-se no Frankforte Galerie na Alemanha.Na segunda obra que aqui vemos intitulada de "Cruz às Costas", H.Bosch mostra Cristo carregando a cruz que o irá sacrificar perante a multidão.A cabeça do redentor, coroada de espinhos distingue-se da multidão de espectadores maléficos e de soldados de faces e bocas retoricidas tão do agrado deste pintor. O único rosto sereno é o de Cristo que de olhos fechados quase que se isola da turba ululante que o rodeia.Caminha para a morte em paz e sossego e este contraste é realçado pelo pintor de uma forma magistral!Esta obra é também Óleo sobre madeira, tem 57,2x32cm e pode ser vista no Kunsthistorisches Museum em Viena.
Winslow Homer nasceu na cidade de Boston em 1836 e morreu em Prout's Neck em 1919. Este artista americano foi repórter e ilustrador da revista Harpsr's Weekly, para o qual realizava reportagens sobre a Guerra civil americana. A sua primeira incursão pela pintura foi com uma obra intitulada 'Lar, Doce Lar' (1863) onde se pode ver dois homens da Infantaria ANorte Americana a fazer uma pausa, enquanto uma banda toca uma música que lhes faz lembrar o longínquo lar. O conflito bélico que ocorreu entre 1861 e 1865 transformou a sociedade americana de uma forma muito profunda. Os homens iam para a guerra, enquanto as suas mulheres tinham de se ocupar dos negócios da família, tendo inclusivé algumas trabalhado como professoras. Este facto, aparentemente simples, efectuou uma mudança na sociedade, uma vez que pela primeira vez,as mulheres assumiam papéis distintos. Esse tema foi aborado em inúmeras ocasiões por Homer, que realizou algumas obras em que as mulheres eram protagonistas, sendo algumas delas fazendeiras ou professoras de colégio. Nesse sentido, as obras de Homer são um instrumento para conhecer a sociedade americana daquela época, como também é um complemento visual perfeito para textos que ele próprio redigia para a revista Harper's Weekly.
Mais tarde W.Homer faz uma inversão no rumo das temáticas das suas pinturas e elege o mar num dos seus temas favoritos.Essa paixão pelo mar surge quando W.Homer começou a passar férias em Gloucester, Massachussets.Aí começou a pintar paisagens em que o mar era o principal protagonista.
Na obra que aqui surge retratada, vemos um barco com o nome de Gloucester, regressando ao porto pela tarde depois da faina pesqueira durante o dia. No barco vemos um homem e três rapazes que se colocam expressamente numa das zonas da embarcação para, desta forma, compensar a força das ondas que batem contra ele. Um dos rapazes parece estar a dormir na proa da embarcação, enquanto os outros dois estão sentados tranquilamente a observar as ondas. A aparente espontaneidade da obra, que Homer retrata de uma forma simples mas encantadora, é no fundo um recurso, pois na realidade,o artista calcula cuidadosamente tudo nas suas composições, sem nunca deixar nada ao acaso, inclusivé nesta que aqui aparece.
É interessante observarmos como o artista colocou o nome do barco em letras maiúsculas (Gloucester) na popa, virada para nós espectadores da obra, para que não tenhamos nenhuma dúvida de que se trata do local onde passava os seus verões! Também é interessante observar a espuma branca das ondas, mostrando que o mar está bravo, datando assim a obra de uma maior iluminação.Esta obra que foi pintada no mesmo ano em que Mark Twain escreveu a sua célebre obra Huckleberry Finn, 'Vogando com a Brisa',evoca recordaçoes da infância, o ar fresco e as férias de verão, elementos típicos dos trabalhos de Homer nos meados do século XIX.
Embora na escolha dos temas das suas obras seja por vezes comparado aos Impressionistas franceses contemporâneos, W.Homer nuca foi directamente influenciado por eles.Juntamente com o artista Thomas Eakins(que abordarei oportunamente a sua obra), W.Homer é considerado o principal artista americano do Naturalismo.
A obra que aqui aparece denomina-se então "Vogando com a Brisa", foi realizada em 1876, é Óleo sobre tela, tem 61,5x97cm e encontra-se exposta no National Gallery of Art , em Washington.
Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo.Uma delícia!
'Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem 'Despacha-te!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão'.
'Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos. Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci. Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite. Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.Quero te apertar com todas asforças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do teu corpo. Só assim, livrar-me-ei de ti, mosquito Filho da Puta! '
Nicolas Poussin nasceu em Les Andelys, Normandia, França, 15 de Junho de 1594 e morreu em Roma, 19 de Novembro de 1665. Foi um pintor francês, mas toda a sua inspiração artística era acerca da arte romana, sendo aliás um pintor muito apreciado pela classe intelectual de roma. É também considerado um dos maiores representantes do classicismo do século XVII, trabalhou quase que exclusivamente em Roma. Um dos trabalhos mais famosos de Poussin é uma pintura que retrata um túmulo com uma lápide enorme, onde se pode ler "Et in Arcadia ego". Este túmulo, anos após a sua morte, foi encontrado nas redondezas de Rennes-le-Château, um vilarejo no sudeste da França, que fora habitado pelos visigodos e merovíngios. "O rapto das sabinas", é também um dos seus quadros mais conhecidos e apreciados posteriormente por artistas como Cézanne, Renoir entre outros.A tela que aqui aparece, denominada de "Midas lavando-se na fonte de Pactolus", representa um episódio da mitologia greco-romana, narrado por Ovídio na sua obra "Metamorfose" e insere-se no classicismo francês do século XVII.A cena descreve o momento em que o Rei Midas, rei da Frígia, se lava no rio Pactolus para se desfazer do dom que Baco lhe havia concedido.Este deus tinha-lhe outorgado o poder, a pedido do próprio Midas, de transformar em ouro todos os objectos em que tocasse.Midas, ao aperceber-se de que, deste modo, não poderia comer nem beber, pediu ao deus do vinho que anulasse o dom concedido.Acedendo, Baco mandou-o tomar banho no rio Pactolus para desfazer o feitiço.Na cena para além do próprio Midas também aparece um pequeno putto praticamente nu e com uma coroa de folhas de videira, indicando a sua pertença ao séquito de Baco.Por sua vez o rei Midas está a banhar-se, podendo ver-se metade do seu corpo ao lado da personificação do rio Pactolus.
Esta história é assim uma obra moralizante que previne contra a vaidade humana e as suas trágicas consequências.Este tipo de narrativas era muito apreciado pela sociedade barroca francesa, amante das alegorias.A tela foi realizada por Poussin pouco depois de este chegar a Roma, em 1624. Por isso ainda conserva características tipicamente barrocas e distanciadas do classicismo, sendo isso visível na cor esbatida e na composição diagonal.
A tela tem 97,5x72,7cm é Óleo sobre tela e pode ser vista no Moma/Metropolitan de Nova Iorque.
Dá gosto ver a actuação da Bulgara Boyanka Angelova, ginasta olímpica, numa actuação nos Campeonatos Europeus realizados em Torino no ano de 2008 em que ganha a medalha de Ouro. Uma medalha mais que merecida, uma vez que a sua actuação ficou para sempre como um dos momentos altos do mundo da ginástica ritmica feminina.Se a perfeição em ginástica existe, ela esteve com esta atleta. Sublime é a palavra que podemos classificar esta actuação!
Antonio Ciseri pintor Italo/Suíço nasceu no cantão de Ticino, Suíça, a 25 de Outubro de 1821 e morreu em Florença a 8 de Março de 1891. Foi em Florença que Ciseri estudo sob a orientação de Niccola Benvenuti. Os seus quadros mais famosos retratam cenas religiosas muito Rafaelinas na composição sendo o artista capaz de produzir nos seus quadros um traço extremamente delicado e refinado criando um efeito quase que fotográfico.Ciseri criou imensas obras por encomenda de Igrejas Italianas e Suíças. Foi também um exímio retratista. As obras que aqui aparecem são da sua fase religiosa e "Ecce Homo", é um dos seus trabalhos mais ambiciosos e nesta obra podemos verificar a meticulosa atenção do artista no que diz respeito às figuras humanas como em todo o cenário envolvente.
A obra "Ecce Homo"retrata o julgamento de Jesus no Pretório de Jerusalém, amarrado, sofrendo com uma coroa de espinhos e vulneravelmente nu até à cintura. Pôncio Pilatos, governador romano da Judéia, apresenta Jesus a uma multidão hostil, declarando:
"Ecce Homo!"Significado: "Eis o Homem!" A multidão enfurecida e instigada por Pôncio grita que não têm rei, senão César, exigindo então a morte de Jesus por crucificação.Esta obra de Ciseri, é Óleo sobre tela e pode ser vista na Galleria d'Arte Moderna em Florença.
Na segunda obra que aqui aparece denominada de "Transladação de Jesus Cristo até ao Sepulcro", (1864-1870) podemos ver como Ciseri retrata minuciosamante os rostos sofridos das mulheres e homens que transportam o corpo morto de Jesus Cristo. Por sua vez este repousa sobre um lençol e é bem visivel a marca de Antonio Ciseri na composição quase retrátil e lúcida de todos os intervenientes desta cena de luto e de dor.Esta obra encontra-se no Santuário della Madona del Sasso, Florença.
De facto a maquilhagem pode mudar...e muito... as pessoas famosas! Apanhadas sem maquilhagem, Madonna, Britney Spears, Renee Zellweger, Jennifer Lopez, Gwen Stefani, Pamela Anderson, Daryl Hannah, Paris Hilton, Penelope Cruz,Jessica Simpson, Cameron Diaz, Fergy,(vocalista dos Black Eyes Peas), Charlize Theron,Nicole Kidman, Jessica Parker,Halle Barry, Drew Barrymore, Julia Roberts… entre outras tantas famosas e charmosas!Estas imagens vêm demonstrar mais uma vez o quanto está certo o ditado que diz :"Não há mulheres feias, o que há... é mulher pobre!
John William Waterhouse (1849-1917), carinhosamente apelidade de Nino pelos amigos, nasceu em Roma, em 6 de abril de 1849 e morreu em londres em 1917. Os seus pais eram pintores ingleses que se mudaram para a Itália em busca de um ambiente artístico. Mais tarde (1850) Waterhouse e os pais regressaram a inglaterra. Quando jovem,Waterhouse assistida o seu pai no estúdio de arte Waterhouse, onde o jovem desenvolveu o seu talento para a escultura e pintura.Após várias tentativas de admissão para a Royal Academy, finalmente conseguiu essa admissão em 1870, tornando-se posteriormente membro de pleno direito em 1895. Embora muitas vezes classificada como um Pré-Rafaelitas pelo seu estilo e temas, Waterhouse é verdadeiramente um pintor neo-clássico. Algumas das obras anteriores de Waterhouse foram centrados em temas e cenários italianos, refletindo o seu amor pelo seu lugar de nascimento. Mais tarde começou-se a notar nos seus trabalhos influências de pintores como Sir L.Tadema e Frederick Leighton. Waterhouse foi um pointor bastante activo, chegando a pintar cerca de 200 telas por ano retratando nelas quase sempre temas da mitologia grega e romana assim como temas históricos e literários e de poetas clássicos Ingleses como Keats e Tennyson. Continuou a pintar até à sua morte, no dia 10 de Fevereiro de 1917 após doença prolongada. O seu estilo tornou-se por sua vez uma grande influência em muitos dos pré-rafaelitas tarde incluindo Frank Dicksee Herber e James Draper. Hoje em dia, muitas de suas obras encontram-se espalhadas por colecções particulares ou em lugares desconhecidos, no entanto, a maioria de suas pinturas mais famosas estão espalhadas por toda a Inglaterra tais como no Manchester City Art Gallery, ("Echo and Narcissus" ) e também no Art Gallery em Liverpool. Entre elas está "The Lady of Shalott" - 1888, que pode ser encontrado em Londres, no Tate Gallery e ("Hilas e as Ninfas") - 1896 no Manchester City Art Gallery.Outros trabalhos famosos de Waterhouse podem ser encontrados pelo mundo inteiro, incluindo a Alemanha (La Belle Dame Sans Merci), Escócia (Penélope e os Pretendentes) e Austrália (Circe Invidiosa).
No quadro que aqui aparece "A Dama de Shalott",o que nos atrai é a luminosidade e o cuidado que o artista colocou nos pormenores e que realçam a emotividade deste episódio do poema de Tennyson. Quase podemos sentir o frio que faz quando a rapariga condenada inicia a sua última viagem, com a sua beleza assombrada a encher a cena. Além deste quadro contar uma história trágica, é também um exercício de pintura de uma paisagem vista de perto, pois cada um dos juncos e canas são pintados em pormenor e é dada igual atenção aos reflexos da água. Waterhouse sempre mostrou uma grande apetência pelos momentos dramáticos e sempre soube combinar um grande sentido de composição com uma técnica soberba. Acima de tudo, foi a beleza melancólica dos seus modelos femininos (neste caso pensa-se que terá sido a própria mulher do pintor a servir de modelo) que lhe assegurou fama duradoura.
Este quadro de John William Waterhouse denominado de "A Dama de Shalott" foi realizado em 1888 é Óleo sobre tela, tem 1.53x2.00cm e pode ser visto no Tate Gallery , Londres.
"Estado de Guerra" foi o este ano o grande vencedor dos Óscares deixando "Avatar" "apenas com 3 Óscares" e na minha modesta opinião, Avatar acabou por vencer nas categorias certas e a mais não era licito ambicionar! Com seis troféus conquistados, incluindo Melhor Filme e Realizador, «Estado de Guerra» foi então o grande vencedor da 82ª cerimónia dos Óscares.
Jeff Bridges e Sandra Bullock também foram os grandes premiados premiados, nas categorias melhor actor e actriz. Por muito impacto que «Avatar» tenha tido nas bilheteiras de todo o mundo, foi o mais económico «Estado de Guerra» a triunfar em grande na 82ª cerimónia de entrega de entrega dos Óscares, com seis estatuetas douradas:
Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Original, Melhor Som, Melhor Efeitos Sonoros e Melhor Montagem. Kathryn Bigelow protagonizou um momento histórico ao ser a primeira mulher a conquistar o Óscar de Melhor Realização, que recebeu das mãos de Barbra Streisand. «Avatar» um dos favoritos à vitória, teve de se contentar com três estatuetas em categorias técnicas: Melhores Efeitos Visuais,Melhor Fotografia e Melhor Direcção Artística. Quanto a actores, cumpriram-se todas as previsões:
Jeff Bridges venceu finalmente o Óscar de Melhor Actor por «Crazy Heart» (que não tem data de estreia em Portugal, situação que esta vitória pode mudar);
Sandra Bullock conseguiu o prodígio de, com um dia de diferença, ganhar o Razzie de Pior Actriz do Ano por «All About Steve» e o de Melhor Actriz por «Um Sonho Possível»;
Christoph Waltz, como Melhor Actor Secundário, mereceu o único troféu de «Sacanas sem Lei»,e Mo'Nique foi aplaudida de pé pelo seu papel em «Precious», que lhe valeu o galardão de Melhor Actriz Secundária. Também sem surpresas, «Up - Altamente!» conquistou o Óscar de Melhor Longa-Metragem de Animação e valeu a Michael Giacchino o troféu de Melhor Banda Sonora Original. A grande surpresa da noite no que diz respeito a prémios surgiu mesmo na categoria dos argumentos, com Mark Boal a bater Quentin Tarantino no troféu de Melhor Argumento Original por «Estado de Guerra» e Geoffrey Fletcher a triunfar com «Precious» a estatueta de Melhor Argumento Adaptado, passando à frente de Jason Reitman e «Nas Nuvens», que saiu de mãos a abanar da cerimónia. Inesperada foi também a vitória na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, com o argentino «El Secreto de sus Ojos» a ganhar aos favoritos «O Laço Branco» e «Um Profeta». Quanto à cerimónia em si mesma, com a presença do coreógrafo Adam Shankman como produtor e um luxuoso número musical de abertura de Neil Patrick Harris, tudo parecia indiciar um regresso à componente espectacular de outrora, que caiu em desuso quando Billy Crystal começou a fazer pouco dos números mais musicais faustosos que caracterizavam a emissão. Só que, ao longo da cerimónia, pouco mais houve que discursos, e quase nenhum foi particularmente memorável. A coreografia em estilo de hip hop para ilustração do troféu de Melhor Banda Sonora Original não compensou a eliminação, pela primeira vez em décadas, das cinco canções nomeadas, o que acabou por tirar variedade ao espectáculo sem grande ganho em economia de tempo. Os próprios Alec Baldwin e Steve Martin, apesar de algumas piadas com graça, estiveram longe de fazer esquecer a prestação do anfitrião do ano passado, Hugh Jackman. Com os Óscares honorários (este ano para Lauren Bacall, Roger Corman, Gordon Willis e John Calley) relegados para uma cerimónia à parte, já efectuada em Novembro, os produtores optaram por deixar os momentos comoventes por conta do obituário anual, com um espaço invulgarmente grande atribuído a John Hughes, com o aparecimento de alguns dos actores que brilharam nos seus filmes durante os anos 80 .
Este filme de animação (2009) dirigido e escrito por Wes Anderson vai ser uma agradável surpresa em termos de filmes de animação, quanto mais não seja pela originalidade do argumento, mas principalente pelos personagens e pelas vozes de George Clooney e Meryl Streep ....no Sr Raposo e...Sra Raposa!
O enredo centra-se à volta do Sr. Raposo, e da Sra. Raposa e os seus filhos que vão morar vão morar para uma árvore, localizada numa colina. Passam a ter como vizinhos um Coelho, um Texugo e uma Doninha, entre outros animais, todos com suas respectivas famílias. Para alimentar sua família, todas as noites o Sr. Raposo rouba frangos de três fazendeiros que moram por perto: Boggis, Bunce e Bean. Claro que não tarda nada, esse trio une-se para capturá-lo....e as peripécias começam porque o Sr Raposo...é extremamente matreiro, esperto e...muito raposo!
O filme é baseado no divertido livro "Fantastic Mr. Fox" de 1970, (Fantástico Senhor Raposo) do escritor britânico Roald Dahl. A direcção e o guião estão a cargo do próprio Wes Anderson com a colaboração de Noah Baumbach sendo um dos pontos fortes do filme as vozes como já disse anteriormente de George Clooney, Meryl Streep, Adrien Brody, Owen Wilson, Willem Dafoe, Jason Schwartzman, Bill Murray, Michael Gambon, Brian Cox, Jarvis Cocker, o próprio Wes Anderson, Helen McCrory, Wallace Wolodarsky, Roman Coppola, Mario Batali, Hugo Guinness, Molly Cooper, Eric Chase Anderson, Jeremy Dawson, Garth Jennings, Steven M. Rates, Karen Duffy, Robin Hurlstone, Hugo Guiness e James Hamilton.
O filme é produzido pelos estúdios 20th Century-Fox Film Corporation.
Uma boa surpresa do fantasporto ( abertura do Festival) foi o filme do jovem realizador britânico Michael J. Bassett. O filme foi pensado como o primeiro de uma saga centrada na figura em Solomon Kane, um herói solitário criado pelo escritor norte-americano Robert E. Howard. Robert E.Howard (1906-1936) foi um escritor de livros de aventuras com muito êxito, apesar da sua curta vida, que inventou também Conan, o Bárbaro, outro herói celebrado pelo cinema e, tal como Solomon Kane, também transposto para a banda desenhada. Prémio do Público no Fantasporto "Solomon Kane" retrata então a vida deste "Capitão Justiceiro" uma máquina mortal do séc XVI, brutalmente eficiente. Armado com pistolas, alfange e florete, ele e os seus homens dão vazão à sua sede de sangue ao lutarem por Inglaterra guerra após guerra, em todos os continentes. A partir de certa altura, um a um, os homens de Kane são colhidos por criaturas demoníacas, até que resta apenas ele próprio para enfrentar a "Ceifeira do Demónio". Embora Kane consiga escapar com vida, ele está ciente que terá de se redimir renunciando à violência e dedicando-se totalmente a uma vida de paz e pureza. A sua da espiritualidade, é, no entanto, rapidamente submetida ao derradeiro teste quando Kane inicia a sua viagem através de uma Inglaterra assolada por diabólicos salteadores controlados por um terrível Senhor feudal mascarado. Após fracassar na sua tentativa de travar o brutal massacre dos Crowthorns, uma família Puritana com a qual havia travado amizade, Kane jura encontrar e libertar a sua filha aprisionada, Meredith - ainda que isto signifique a perdição da sua alma pela recuperação dos seus talentos como assassino por uma causa superior. O produtor do filme é Samuel Hadida (O Pacto dos Lobos), Michael J. Bassett,dirigiu e escreveu o guião e James Purefoy (Actor do filme Coração de Cavaleiro e da série Roma) é Solomon Kane. O filme estreia no circuito comercial a 18 deste mês.
O filme «Heartless», do britânico Philip Ridley, venceu o Grande Prémio do Fantasporto. «Heartless»,narra a história de um fotógrafo que espalha a sua paranóia numa Londres nocturna e fantasmagórica e com isso acabou por vencer assim o Grande Prémio do Fantasporto. O filme do britânico Philip Ridley obteve também o prémio para a Melhor Realização e foi distinguido com o galardão para Melhor Actor, atribuído a Jim Sturgess (actor e belíssimo cantor)! O prémio para Melhor Actriz foi entregue a Neve McIntosh, pelo seu desempenho no filme «Salvage», um filme de ficção política no limiar do terror psicológico, do britânico Lawrence Gough. Quanto ao Prémio Especial do Júri foi atribuído a «Deliver us from Evil», de Ole Bornedal, um co-produção entre a Dinamarca, a Suécia e a Noruega, sobre a história de um pai que, ao regressar à sua cidade Natal, terá de lidar com a xenofobia que por lá paira. Outro dos filmes distinguidos foi o francês «La Horde», a fita sobre uma batalha apocalíptica entre polícias, zombies e gangsters, que arrecadou os prémios para Melhor Argumento e Melhores Efeitos Especiais. O público que por estes dias passou pelo Fantas, decidiu atribuir o seu voto a «Solomon Kane», de Michael J. Basset, que, de resto, estreia no circuito comercial de cinema já no dia 18 de Março. Quanto à Semana dos Realizadores, o grande vencedor foi «Fish Tank»,de Andrea Arnold, galardoado com os troféus de Melhor Filme e Melhor Argumento. «Ward nº6», de Karen Shakhnazarov mereceu o Prémio Especial do Júri e o húngaro Pater Sparrow o de Melhor Realizador por «1», fita que também valeu a Zóltan Mucsi o troféu de Melhor Actor. A espanholaElena Anaya foi considerada Melhor Actriz por «Hierro». «Thirst...Este é o Meu Sangue», de Chan Wook-Park, foi considerado o Melhor Filme da secção Orient Express, com «A Frozen Flower», de Yoo Ha, a ser galardoado com o Prémio Especial.