domingo, outubro 25, 2009

Paul Delvaux-Vénus Dormindo

Um esqueleto e um manequim de costureira guardam o sono de Vénus, numa cidade iluminada pela lua.Deitada de pernas afastadas, Vénus sonha com a sedução da Morte.Talvez seja o combinar da jovem beleza feminina com a morte, do desejo com o horror, que torna este quadro tão perturbador A imagem de marca dos Surrealistas como Delvaux era a representaçao de imagens estranhas, inspiradas pelo sonho e pelo subconsciente.
O percurso artístico de P.Delvaux abarcou o Impressionismo, o Expressionismo e o Surrealismo. Teve grande sucesso nos círculos artísticos do pós guerra, altura em que o Surrealismo estava no seu auge. Tendo visitado a Itália em 1939, Delvaux ficou profundamente impressionado com a arquitectura romana. É também um pintor conhecido pelas suas imagens fantasiosas de belas mulheres, muitas vezes nuas, colocadas em cenários meticulosamente representados.
Paul Delvaux, nasceu em Antheit (Bélgica) em 1897 e morreu em Knokke em 1994.
Esta sua obra intitulada de Vénus Dormindo, foi realizada em 1944, é óleo sobre tela, tem 1.73x1.99cm e pode ser vista no Tate Gallery, Londres.

sábado, outubro 24, 2009

Pura Adrenalina

Para os amantes de desportos radicais, eis a visão de um salto livre em 3D.
Demora um pouco a carregar, mas vale a pena.
Impressionante!
http://www.tubewatcher.tv/198

quarta-feira, outubro 21, 2009

O Dia da Saia

Protagonizado por Isabelle Adjani, o Flme O Dia da Saia é um drama sobre uma professora, Sonia Bergerac, vítima de descontrolo emocional causado pelo stress incutido pela indisciplina dos seus alunos. Um dia descobre na sala de aula uma arma a sair de uma mochila, toma-a e, à falta de melhor solução, usa-a para controlar os alunos e poder tentar dar a matéria. Um drama intenso que nos apresenta um rol de problemas habituais nas escolas francesas, mas também nas portuguesas, como indisciplina, abusos sexuais, racismo e até violência para com os docentes.
Um filme que aborda de uma forma provocativa, de tão realista, os problemas que os professores enfrentam no seu dia-a-dia na formação das nossas gerações futuras.
Isabelle Adjani já foi nomeada duas vezes para o Óscar de Melhor Actriz da Academia de Hollywood e premiada quatro vezes com o César, o mais importante troféu do cinema europeu. O Dia da Saia marca o regresso da actriz francesa ao grande ecrã, depois de um longo período de afastamento. Isabelle Adjani regressa como protagonista, com uma performance que a crítica já considerou uma das suas mais impressionantes de sempre
.

Clica no Gatinho!

Belo trabalho de Jaquie Lawson.
É só clicar no gatinho e quando abrir, clique no pincel.

http://www.jacquielawson.com/viewcard.asp?code=1560479383964&source=jl999

terça-feira, outubro 20, 2009

Sapatos ...no mínimo muito Originais!































































Figuras Históricas

À medida que vamos passando com o cursor do rato pelas figuras e fizermos click, recebemos mais informação sobre cada uma dessas mesmas figuras. Isto pode manter-nos ocupados por algumas horas.
Para quem tenha tempo não há nada como experimentar!
http://cliptank.com/PeopleofInfluencePainting.htm

domingo, outubro 18, 2009

Viver em Solidão

O porquê da Solidão, o medo/receio da Solidão , a alegria pela Solidão e o facto de haver seres humanos que a apreciam mais do que outros, pode ser tema, e o é, de inúmeras teses acadêmicas, ensaios médicos, artigos jornalisticos, crónicas femininas, tertúlias televisivas,romances, etc.
Procurando num velho Dicionário, pelo significado da palavra solidão, eis que encontro o seguinte:
"Estado do que está só; lugar ermo deserto; retiro".
Faço a ligação de todos esses termos e verifico então que aquele que está só é como um lugar ermo, retira-se para si, e muitos vezes também para os outros.Vou mais longe e passo a considerar a solidão como algo que nos interioriza de tal modo que havendo tanta gente que vive na solidão ela talvez não seja mais do que um mal necessário na sociedade em que vivemos.Mas cada perguntar:
Porque "optamos" por viver sós?Ou, porque estamos sós?O que faz com que nós seres humanos e gregários por natureza, vivamos em solidão?
Vivemos sós por múltiplos factores.Pode ser por escolha pessoal, circunstâncias da vida, pode ser por algo que nos seja intrínseco (quase um factor genético), pode ser por abandono/desistência daquele/a com quem vivíamos, pode ser por escolha temporária, pode ser por escolha definitiva...O que é certo é que estudos recentes evidenciam que num futuro não muito longínquo, parte dos seres humanos estarão a viver sós e que essa solidão pode ser vivida, num estado de solidão pura, em que o indivíduo vive isolado de pessoas dentro de um espaço fisico habitacional, ou vivendo rodeado de pessoas, encontra-se num estado de solidão permanente.
Este último aspecto, interessa a sociólogos, psicólogos,e a todos aqueles que estudam este tema, porque aqui a solidão é por vezes dramática, o indivíduo vive acompanhado, mas esse estar rodeado de gente não lhe diz nada, ou essas pessoas não lhe dizem nada, ele vive para si e por si, sentindo-se permanentemente distante daqueles que o rodeiam.Os factores, para esse sentir-se só, rodeado de pessoas pode ser explicado pela própria sociedade consumista e individualista em que vivemos, por factores psicológico-depressivos, de auto-estima,etc, em que o indivíduo por mais que se esforce (ou talvez não), não consegue socializar-se.
Mas,se equacionarmos bem as coisas, viver em solidão pode não ser assim tão dramático como à primeira vista pode parecer, até porque tem certas, talvez mesmo, um cem número de vantagens.
Desde que não nos tornemos seres isolados do convívio dos outros, egoístas, egocêntricos e que constantemente pensamos que o nosso umbigo é, ou pode vir a ser o centro do universo,a solidão abre-nos um vasto campo de possibilidades, e proporciona-nos uma liberdade de movimentos que viver acompanhado pode por vezes limitar-nos/constrangir-nos. Traz também a possibilidade de nos dedicarmos a nós, àquilo que queremos da vida, e as escolhas são feitas, tendo um pano de fundo bem mais vasto do que se estivermos acompanhados.No fundo, acabamos por ser cidadãos do mundo e se tivermos possibilidade monetária e psicológica essa solidão permite-nos viajar por esse mesmo mundo sem grandes constrangimentos .No nosso quotidiano estamos rodeados de gente uma parte do dia, mas depois isolamo-nos, introspeccionamo-nos,e verificamos que o silêncio que cai sobre nós no recesso do nosso lar nao é assim tão desagradável, e é até muitas vezes, muito bem vindo!
Desvantagens?Algumas, como tudo na vida, mas mesmo assim....uhhh....procuremos ultrapassá-las!

Sabedoria dos Artistas

"A criação prossegue incessantemente por meio do homem. Mas o homem não cria, descobre".
Antoni Gaudi
"Um artista não é pago pelo seu trabalho, mas pela sua visão".
J.McNeill Whistler
"Leva muito tempo tornarmo-nos jovens".
Pablo Picasso
"Pobre é o discípulo que não excede o seu mestre".
Leonardo da Vinci
"Sonha como se vivesses para sempre.Vive como se fosses morrer hoje".
James Dean
"Dominar um assunto e percebê-lo bem dá-nos, ao mesmo tempo a perspectiva e a compreensão de muitas coisas".
Vincente Van Gogh
"Dizem sempre que o tempo muda as coisas, mas na realidade somos nós próprios que tem de as mudar".
Andy Warhol
"Senhor, faz com que eu possa desejar mais do que posso alcançar".
Michelangelo
"Aqueles que não querem imitar coisa nenhuma, produzem coisa nenhuma".
Salvador Dalí
"Aos 5 anos queria ser pintora e sabia que o seria. Não era especialmente dotada.Era obstinada".
Vieira da Silva

quinta-feira, outubro 15, 2009

Escadas Piano

Escadas Piano: A Teoria do Divertido
A forma mais fácil de mudar o comportamento das pessoas, é tornar divertido o que têm que fazer quotidianamente, como é o caso de subirem e descerem escadas do Metropolitano. Muito Bonito e Divertido!

sábado, outubro 10, 2009

Georges Seraut-Domingo à Tarde na Ilha da Grande Jatte

Neste belíssimo quadro G.Seraut pintou um típico domingo à tarde na Grande Jatte, um sítio muito popular numa illha do Rio Sena, a noroeste de Paris. Visitou a Grande Jatte diariamente durante seis meses, para fazer os esboços preparatórios da paisagem e das numerosas figuras, como é o caso da mulher com anquinhas à moda e da mãe acompanhada pela criança, antes de pintar este quadro, minuciosamene preparado no seu estúdio.Quando inicialmente o quadro foi exposto, foi recebido com grande indignação, pela maioria dos artistas e críticos.
Qual o motivo de tanta celeuma?
Reprovavam veementemente a técnica revolucionária de G.Seraut, conhecida como "Pontilhismo".
De facto, a superfície do quadro é dominada por pontos de cor pura. Quando visto à distância, os pontos parecem fundir-se, criando um bonito e espantoso halo de cor brilhante.
G.Seraut, nascido em Paris em 1856 morreu de uma grave infecção aos 32 anos na cidade de Paris em 1891.
Esta tela intitulada Domingo à Tarde na Ilha da Grande Jatte, foi realizada em 1884/6, é óleo sobre tela, tem 202x300 cm e pode ser vista no Art Institute of Chicago, em Chicago.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Site Muito Útil!

Aqui vai o endereço de uma página muito completa e que dará jeito para todas as pessoas, pois pode-se saber chegadas de aviões, ler os jornais, aceder aos sites dos bancos, das operadoras móveis, aos horários dos comboios, aos números do euro milhões, das farmácias de serviço um sem número de coisas. Serve assim como índice de sites a um sem número de utilidades.Vale a pena consultá-lo!
http://www.indeks.pt/

segunda-feira, outubro 05, 2009

Tristeza, um Sentimento Necessário

"Deixa lá esta cara!Estás triste porquê?Não tens motivos para isso..."
Quantas vezes reagimos asssim quando alguém está simplesmente triste, como se essa emoção não fosse natural? E nós próprios?Quantos vezes nos permitimos ter momentos de introspecção,melancolia, tristeza? O normal é dizermos logo que não é normal e corrermos para o Centro Comercial mais próximo ( ou para o médico!). Mas será a tristeza assim tão má para nós? E será esta alegria que todos parecemos fazer questão de sentir realmente verdadeira?
"Actualmente as pessoas experimentam uma felicidade que não é real: é distracção, é um gozo passageiro e um hedonismo de superfície. Quase diria que se consomem drogas de vários tipos: não só substâncias como fármacos e álcool, mas espetáculos, concertos, discotecas, compras, que só servem para nos alienar dos problemas". Estas palavras são do psicólogo Vítor Rodrigues e serve de alerta:
"As emoções básicas do ser humano são a tristeza, alegria, aversão, medo, ira e espanto. Se sobreviveram desde a Pré-História até agora é porque têm as suas funções. A tristeza tem a sua função, até porque encontramos pessoas que são tristes, mas também criativas, sendo que o momento criativo alia sofrimento e alegria, um pouco como as dores de parto. Não será esse impulso criativo uma função da tristeza?"
Qual é então a função da tristeza?
"Puxa-nos para dentro e interioriza-nos, enquanto a alegria nos leva para fora e conduz à acção."
Por isso mesmo, os momentos de tristeza são muitas vezes momentos de paragem para deitarmos contas à vida, para pararmos e nos aprofundarmos. Há uma função essencial associada à tristeza.
"A ânsia de felicidade pode ser encarada como fuga ao confronto interior: há muitas pessoas que fogem a esse confronto como o demónio da cruz, até porque, ao fazê-lo, encontram dores e problemas a resolver."
Mas vale a pena incorrermos nesse confronto connosco próprios? Para o psicólogo, a resposta é clara:
"Muitas vezes a recompensa pode ser muito grande, pois a mudança está do lado dessa interiorização. Da mesma maneira como há emoções que parecem estar mais ligadas à resposta rápida ligada à sobrevivência e à acção, como a aversão, o medo e a ira, há emoções que parecem aglutinadas a uma certa paragem para aprender, como é o caso da tristeza, que se torna criativa e nos ajuda a crescer. Do mesmo modo que a alegria nos acelera, a tristeza trava-nos e mergulha-nos na direcção do interior. Por isso a tristeza não só não é negativa em si, como é extremamente necessária e produtiva.Não podemos prescindir de estar tristes. Em termos psicológicos, ela é uma fonte de mudança, de criatividade e de autoconsciência."
Por Sofia Martinho

Las Meninas - Diogo Velásquez

Las Meninas (obra de Diogo Velásquez e que se encontra no Museu do Prado em Madrid) é talvez das suas obras a mais conhecida.Desde Lucas Jordan que a considerou uma "teologia da pintura", até Pablo Picasso que executou uma série de estudos destas figuras (Museu Picasso/Barcelona) esta obra interessou profundamente os artistas, que vêem nela o apogeu da pintura de Velásquez, a essência do seu pensamento pictórico.
Em Las Meninas, a cena é aparentemente fortuita: é o momento em que a encantadora infanta Margarida, com a petulância da sua condição principesca e dos seus 5 anos de idade, irrompe no estúdio de Velásquez no Alcázar quando este se encontrava a pintar um retrato dos régios esposos, cujas faces se reflectem no espelho colocado na parede do fundo. Acampanham a princesa alguns personagens da sua pequena corte: as duas damas de honor, Maria Agoostina Samiento e Isabel de Velasco, em virtude dos quais o quadro recebeu a sua designação, por serem as donzelas, aias ou "Meninas" (nome de origem portuguesa) da infanta; uma anã, Mari-Barbola, um anão Pertusato, e um canzarrão. Em segundo plano, na penumbra, distinguem-se os vultos de outros servidores do Paço, destacando-se na porta a silhueta do apresentador Nieto Velásquez, talvez parente afastado do pintor. Nessa mesma parede estão dois grandes quadros, quase às escuras, cópias de um Rubens, Minerva e Aracne, e de um Jordaens, Apolo e Pã, duas fábulas mitológicas de sentido idêntico, porque nelas se afirma a superioridade da arte sobre meros ofícios artesanais. Sublinhemos que Velásquez se auto-retrata fora da composição como se estivesse a imaginá-la no desenho interno da sua mente e antes de aplicar o pincel à tela, pôs em relevo o valor simbólico de uma obra que até há pouco tempo foi considerada como um caso extremo de realismo.
Conta-se que o crítico e poeta francês Theo Cautier, ao entrar na sala do Prado onde tinham exposto Las Meninas, exclamou:
"Mas...onde está o quadro?"
Com efeito esta obra de Velásquez confunde-se com a realidade graças ao espaço aberto do lado do contemplador (nós), a quem só faltaria que o espelho do fundo reflectisse as nossas feiçoes, em vez de as de Filipe e Mariana.
De facto uma obra fantástica, a ser vista e revista continuamente!
Diogo de Silva y Velásquez nasceu em Sevilha em 1590 e morreu em Madrid em 1660.Esta obra intitulada Las Meninas, foi realizada em 1656, é óleo sobre tela, tem 3.18x2.76 e encontra-se no Museu do Prado em Madrid.

Tsunami

No fatídico 11 de Setembro de 2001, perderam a vida 2819 pessoas .
Em 2005, o Tsunami ceifou 280.000 vidas… !
“O nosso planeta é muito poderoso” é a mensagem dramática deste anúncio controverso que a DDB Brasil criou para o World Wildlife Fund (WWF).
A campanha (com o vídeo “Aviões” e “Tsunami”) foi muito mal recebida pela sociedade norte americana, que a considerou ofensiva e incorrecta, tendo levado o WWF e a DDB a optar pelo seu cancelamento.
No entanto esta campanha não deixa de ser um aviso sério ao problema do Aquecimento Global.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Outono

BOM OUTONO PARA TODOS!!!
.....Simplesmente LINDO!!!!
Ao abrir, clic no pássaro.

http://www.jacquielawson.com/preview.asp?cont=1&hdn=0&pv=3133187

domingo, setembro 27, 2009

Singularidades de um Cinquentão

Ele é alto, diria até que é bonito, tem charme, é cativante, culto, bem falante, tem curso superior, aliás, tem cursos superiores, tem um belo sorriso, escreve muito bem, aliás é escritor, viajado, conhece vários continentes, o sul americano é o seu preferido, as suas gentes aqueles que ele mais ama, aliás ele ama as sul americanas,aliás ele só "ama" as sul americanas, detesta todas as mulheres de outras nacionalidades, incluindo obviamente a portuguesa. Tem filhos de anteriores relações, (helás...mulheres portuguesas),aliás ele teve várias anteriores relações,porque não se coibe de nada daquilo que lhe dá poder e prazer. Ele toma aquilo que quer e descarta aquilo que não quer, tem a mentira fácil na ponta da língua, aliás é mentiroso compulsivo, mas o seu charme faz com que essa compulsão para a mentira seduza, engane e nos deixemos enganar. Ele não é o tipico português espertalhão ele vai mais além,ele é o típico psicopata, mas essa psicopatia irradia charme e sedução. O seu coração é negro, tão negro como as noites mais negras, mas isso não é impeditivo de se gostar dele, ele não ama, já amou e foi traido, por isso, simplesmente deixa-se amar, vive uma mentira... a sua vida é uma perpétua mentira, mas o que importa isso? Escreve compulsivamente: Ele escreve prosa, poesia, ensaios vários,crónicas jornalísticas...etc.. Gosta de política, mas estranhamente a política não gosta dele, mas ele não se importa, espera pacientemente pela sua ocasião, essa ocasião nunca vai chegar, mas até lá ele entretêm-se com afazeres vários. Quais? A leitura, a escrita, os negócios vários e...a sedução. A vitimização surge quando a sedução vacila, ele vive em constante oscilação mas estranhamente não cai, vive num fio, não por um fio, tem ainda largos anos pela frente, é saudável, cuida-se, e por fim...anseia por um filho!
Um filho feito de Amor! E os outros que ele tem? Filhos sem Amor! Esse filho, que presumidamente será feito por Amor, dará continuidade à sua inteligência, capacidade de manipulação e de sedução. Tem dificuldades físicas em concretizar esse desejo. Não confia nos médicos, deveria confiar nos deuses?Não! Simplesmente porque não é crente,aliás abomina os deuses, são todos idolos com pés de barro, ídolos falsos.Apercebemo-nos que são idolos do qual ele é a sua perfeita imagem, mas ele não se apercebe disso, pois ele, desconsiderando os deuses, considera-se ele próprio um deus, pois a sua perfeição, sabedoria, discernimento e sageza, são provas dessa sua própria deificação!
Amamo-lo e deixamo-nos seduzir pela sua sedução, até que um belo dia acordamos deste estranho sono dogmático, e apercebemo-nos de quem ele é, confrontá-mo-lo...e estranhamente este cinquentão, do alto dos seu pedestal olhá-nos como seres dignos de pena, mal amadas, despeitadas,mulheres que entram por feudos alheios, mulheres insignificantes que afinal ainda não se deram conta de que, estão perante alguém superior e que pelo facto de ele lhes ter concedido a sua atenção é o suficiente para fazer delas as mulheres mais felizes para toda a eternidade!Perante tais argumentos tão argutos ficamos primeiramente desarmadas, mas depois caindo na realidade e pensando com a cabeça e não com o coração e a vagina, damo-nos conta como de facto é difícil confrontarmo-nos e lidarmos com homens cujas estranhas singularidades, fazem deles os mais perfeitos idiotas e cretinos que Deus colocou na terra!

E.Delacroix-A Liberdade Guiando o Povo

Eugene Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês. Na sua obra convergem a voluptuosidade de Rubens, o refinamento de Veronese, a expressividade cromática de Turner e o sentimento patético de seu grande amigo Géricault. O pintor, que como poucos soube sublimar os sentimentos por meio da cor, escreveu: "
...nem sempre a pintura precisa de um tema".
Delacroix nasceu numa família de grande prestigio social sendo o seu pai era ministro da República. Alguns acreditam que o seu pai natural teria sido na realidade o príncipe Talleyrand, que viria a ser mais tarde o seu mecenas. O fato é que Delacroix teve uma educação esmerada, que o transformou num erudito precoce pois frequentou grandes colégios de Paris, teve aulas de música no Conservatório e de pintura na Escola de Belas-Artes. Também aprendeu aquarela com o professor Soulier e trabalhou no ateliê do pintor Pierre-Narcise Guérin, onde conheceu o pintor Géricault. Visitava quase todos os dias o Museu do Louvre, para estudar as obras de Rafael e Rubens.
O seu primeiro quadro foi A Barca de Dante — a obra deste escritor italiano foi um dos temas preferidos do romantismo. A tela lembra A Barca da Medusa, de Géricault, para quem o pintor havia posado.
Algumas pessoas viram no artista um grande talento como o de Rubens e o as semelhanças de Michelangelo. Não tão apreciados da mesma maneira: O Massacre de Chios (1822), A Morte de Sardanápalo (1827) e A Tomada de Constantinopla pelos Cruzados (1840), baseadas em temas exóticos e históricos, de composições bem mais caóticas e de uma dramaticidade e simbolismo cromático incompreensíveis para a Academia.
Delacroix interessou-se também pelos temas políticos do momento. Sentindo-se um pouco culpado pela sua pouca participação nos acontecimentos do país, pintou então a que hoje é considerada a sua obra mais conhecida A Liberdade Guiando o Povo (1830), um quadro que o Estado Francês adquiriu e que foi exibido poucas vezes, por ter sido considerado excessivamente panfletário. O certo é que a bandeira francesa tremulando nas mãos de uma liberdade resoluta e destemida, prestes a saltar da tela, impressionou um número não pequeno de espectadores.
Em 1833 Delacroix foi contratado para decorar o palácio do rei em Paris, o Palácio de Luxemburgo e a biblioteca de Saint-Sulpice. Nos seus últimos anos de vida preferiu a solidão de seu ateliê.

Distraxion

Chefe e estagiário com gostos musicais diferentes: uma noite difícil no escritório.
Mini-filme de animação de Mike Stern
Fantástico!
http://tube.aeiou.pt/distraxion/

quinta-feira, setembro 24, 2009

O Valor de uma Mulher

Um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada: berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, o frigorífico estava aberto, havia comida de cão no chão e até um copo partido em cima do balcão.
Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
'Será que a minha mulher passou mal?' ele pensou.
'Será que alguma coisa grave aconteceu?'
Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do WC...
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na sanita.
A pasta de dentes tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordava de água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto, ele encontrou a sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou:
- Que diabos aconteceu aqui em casa? Porquê toda esta bagunça?
Ela sorriu e disse:
- Todos os dias, quando chegas do trabalho, perguntas-me:
"- Afinal de contas, o que é que tu fizeste o dia inteiro dentro de casa???"
- Bem... Hoje eu não fiz nada, FOFO !!!

Os Novos Materias Escolares


domingo, setembro 20, 2009

Planeta Terra

Do pó das estrelas ao primeiro homem a caminhar de pé, um tributo à evolução com imagens espectaculares da história natural do nosso planeta.
No mínimo Fantástico!
Para ver o vídeo, clique aqui:

http://tube.aeiou.pt/planet-earth-natural-history-tribute

sábado, setembro 19, 2009

Salvador Dali - O Sono

Nesta fantástica interpretação do sono, vê-se apenas uma cabeça, de um ser adormecido, contra um fundo de imagens fantáticas. O equilíbrio delicado da figura é tal que sabemos que, se apenas um dos suportes caísse, a cabeça acordaria; assim se demonstra a fragilidade do sono. A meticulosa atençao de S.Dali ao pormenor cria uma atmosfera de acentuada hiper-realidade.
Como menbro do movimento Surrealista, Dali promoveu o conceito de absurdo e o papel do insconsciente na sua arte.
Salvador Dali colaborou também com o realizador Luis Buñuel em filmes como Un chien Andalou e L'Age d'Or, que são considerados ainda hoje marcos na história do cinema.
Embora provocasse a indignaçao pública, a sua celebridade e o contributo para a arte são inegáveis.
Tendo trabalhado em Paris e Nova Yorque, Dali regressou à sua Espanha natal emm1955, onde se instalou com a sua companheira Gala, de quem pintou muitos retratos.
Este quadro de S.Dali, que nasceu em Figueras em 1904 e morreu em Barcelona em 1989, denomina-se O Sono, foi pintado em 1937, é Óleo sobre tela, tem 50,8x78,2 cm e faz parte de uma Colecção Particular.

quinta-feira, setembro 17, 2009

O Trabalho de um Professor

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.
Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e "nem se dá por ela".
Caro anónimo indignado com a indignação dos professores.
Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.
O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professorestambém se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão,(esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.
O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seutrabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas sãopassadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas desubstituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica,etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que érealizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes,correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhosindividuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.
Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou aconsiderar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamenteiguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas,como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta umtotal de 84 horas nesta tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, porperíodo, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar deztestes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar,escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas,seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos ostestes, durante um período.
4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.
5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, eque cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados),dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas porsemana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.
Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estestrabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas parao efeito.
Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor noNatal.
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro.
Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias detrabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.
Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve,em média, a cada professor no final de cada período escolar.
Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof.Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!
Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura
, o amigo paga o que deve.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Ser Professor, segundo Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um “Adesivo”.
Precisa faltar, é um “turista”.
Conversa com os outros professores, está “malhando” nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou “água-benta”.
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele.

domingo, setembro 13, 2009

Pobre David!


O efeito de substâncias ilícitas na condução!

Diário de um Dono de Casa

Porque se queixarão as mulheres das lides domésticas se basta um pouco de organização?
Segunda-feira. Sozinho em casa. A minha mulher foi passar a semana fora. Ora aí está uma excelente mudança. Vamos passar uma semana inesquecível, o cão e eu. Delineei um programa e organizei o meu horário. Sei exactamente a que horas me levantar, quanto tempo demoro na casa de banho e a preparar o pequeno-almoço. Acrescentei o número de horas de que preciso para lavar a loiça, fazer limpezas, passear o cão, ir às compras e cozinhar. Fiquei agradavelmente surpreendido com o muito tempo livre que ainda terei. Não percebo porque é que as mulheres se queixam da lida da casa se tudo isso exige tão pouco tempo. O segredo está numa boa organização. O cão e eu comemos um bife cada um ao jantar. Vesti-me a rigor, acendi uma vela e pus rosas numa jarra para criar uma atmosfera aprazível. O cão comeu paté de foi gras como entrada, repetiu a dose como prato principal, com uma requintada guarnição de legumes e biscoitos à sobremesa. Eu bebi vinho e fumei um charuto. Há muito que não me sentia tão bem.
Terça-feira. Tenho de dar uma olhadela ao meu horário. Uns pequenos acertos. Expliquei ao cão que não se pode ter festa todos os dias e que por isso, não pode estar à espera de entradas e três tigelas de comida, que é claro, tenho de lavar. Ao pequeno-almoço, verifiquei que o sumo de laranja natural tem um inconveniente. É preciso lavar sempre o espremedor. Alteração possível: fazer sumo para dias. Assim só tenho metade do trabalho. Descoberta: posso aquecer salsichas dentro da sopa. Menos uma panela para lavar. É claro que não pretendo aspirar todos os dias, como a minha mulher queria. De dois em dois dias é mais que suficiente. O segredo está em andar de chinelos e limpar as patas do cão. Quanto ao resto sinto-me optimamente.
Quarta-feira. Tenho a impressão de que afinal a lida doméstica leva mais tempo do que pensava. Preciso de repensar a minha estratégia. Primeiro passo: Comprei um saco de comida rápida. Não tenho de perder mais tempo com cozinhados. É um disparate perder mais tempo com a comida do que comê-la. A cama é outro problema. Primeiro é preciso sair de dentro do edredão, a seguir arejá-lo e por fim fazer a cama. Que complicação! Acho que não vale a pena fazê-la todos os dias, sobretudo porque nessa mesma noite voltarei a deitar-me. Parece-me inútil. Deixei de fazer refeições complicadas para o cão. Comprei algumas de lata. Ele fez má cara, mas não teve outro remédio senão comê-las. Se tenho de arranjar-me com refeições pré – cozinhadas, ele não é mais do que eu.
Quinta-feira. Acabou-se o sumo de laranja! Como é que um fruto aparentemente tão inocente causa tamanha confusão? É inacreditável! Vou passar a compara sumo engarrafado pronto a beber. Descoberta: Consegui sair da cama quase sem a desfazer. Basta-me depois alisar ligeiramente a roupa. Claro que é preciso uma certa prática, e não me posso mexer muito durante o sono. Doem-me um bocado as costas, mas nada que um bom duche quente não possa resolver. Deixei de fazer a barba todos os dias. É uma perda de tempo. Assim, também, ganho uns minutos preciosos que a minha mulher, como não tem de fazer a barba nunca perde. Descoberta: Não vale a pena usar um prato lavado de cada vez que como. Lavar a loiça tantas vezes começa a dar-me cabo dos nervos. O cão também pode comer só numa tigela. Afinal, de contas é um animal. Nota: cheguei à conclusão de que basta aspirar no máximo uma vez por semana. Salsichas ao almoço e ao jantar.
Sexta-feira. Adeus sumos de fruta! As laranjas são muito pesadas. Descobri o seguinte: as salsichas sabem bem de manhã. Ao almoço nem por isso. Ao jantar, nem vê-las. Salsichas mais de dois dias seguidos enjoam. O cão, esse, está a comida seca. Afinal de contas tem os mesmos nutrientes, e não suja a tigela. Descobri que posso comer a sopa directamente da panela. Sabe ao mesmo. Nem tigela nem concha. Assim já não me sinto tanto como uma máquina de lavar a louça. Já não lavo o chão da cozinha. Irritava-me tanto como fazer a cama. Nota: acabaram-se as latas. O abre-latas fica todo pegajoso!
Sábado. Que ideia é esta de me despir à noite se tenho de voltar a despir-me de manhã? Aproveito mas é o tempo para ficar mais um bocadinho na cama. E também não preciso de colcha, por isso a cama está sempre feita. O cão encheu tudo de migalhas. Pu-lo na rua de castigo. Não sou criado dele! Que estranho. De repente, dei-me conta de que é o que a minha mulher me diz às vezes… Hoje é dia de fazer a barba, mas não me apetece nada. Tenho os nervos em franja. Ao pequeno-almoço, só as coisas que não seja preciso desembrulhar, abrir, cortar polvilhar, cozinhar sem misturar. Tudo coisas que incomodem. Plano: Comer directamente do saco em cima do fogão. Nem pratos, nem talheres nem toalha, nem nenhum disparate desses. Tenho as gengivas um bocado inflamadas. Deve ser a falta de fruta, que é muito pesada para carregar. Se calhar, estou com princípio de escorbuto. A minha mulher telefonou à tarde a saber se tinha lavado as janelas e posto a roupa a lavar. Desatei a rir meio histérico. Disse-lhe que não tinha tempo para essas coisas. Há um problema com a banheira. Está entupida com esparguete. Também não estou para me chatear. Não me incomoda muito porque deixei de tomar duche. Nota: O cão e eu comemos juntos directamente do frigorífico. Tem é de ser depressa. Não convém deixar a porta aberta muito tempo.
Domingo .O cão e eu estamos sentados na cama a ver televisão. Vemos pessoas a comer todo o tipo de iguarias. Salivamos os dois. Ambos estamos fracos e rabugentos. Esta manhã comi da tigela do cão. Nenhum de nós gostou. Precisava de me lavar, barbear, pentear, fazer comida para o cão, limpar a casa ir às compras e uma série de outras coisas, mas não arranjo forças. Sinto que estou a perder o equilíbrio e que a vista me está a faltar. O cão deixou de abanar a cauda. Num último reflexo de sobrevivência arrastámo-nos até um restaurante. Durante uma hora, comemos toda a espécie de pratos óptimos. Em seguida, fomos para um hotel. O quarto é limpo, arrumado e confortável. Descobri a solução ideal para o governo da casa. Não sei se a minha mulher já se terá lembrado disso!

sábado, setembro 12, 2009

A Gripe A vista pelos Cartonistas





















Educação Sexual na visão dos Monty Python

Aula de educação sexual.Monty Python Style.
Imperdível!
Aula Piloto de Educação Sexual muito útil para os professores, sobretudo os DT, que têm de concretizar o PES.
Em breve, numa escola perto de si.
Convém praticar.
Conta também para a avaliação dos professores.
Legendado em português:
http://sorisomail.com/email/4373/isto-sim-e-uma-aula-de-educacao-sexual-monty-python-imperdivel.html
Versão inglesa, mais extensa, aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=QLKMQtfZLUw&feature=related

quinta-feira, setembro 10, 2009

Sinais dos Tempos


Personagens Famosas

Ao passar o cursor por cima dos personagens ficamos a saber quem são.
Se clicarmos 2 vezes em cima da personagem ficamos a saber mais informação.
Muito instrutivo.
http://cliptank.com/PeopleofInfluencePainting.htm

Sinais

Curta-metragem vencedora de um "Leão" em Cannes 2009.
Comunicação sem palavras... ditas.
Aconselho o visionamento.

Hitler e o caso Manuela Moura Guedes

Vejam a verdadeira conspiração, que esteve por detrás desse tão estranho afastamento de Manuela M.Guedes!
http://www.youtube.com/watch?v=oBRFURLT69U

domingo, setembro 06, 2009

Henri Fantin-Latour


Esteve presente na F.C.Gulbenkian, até hoje dia 6 de Setembro uma exposição que pretendia dar a conhecer aos portugueses o percurso artístico de Henri Fantin Latour. Fantin Latour começou a sua carreira como pintor convencional reconhecido pelo Salão Parisiense da Academia Francesa. No entanto, a sua visão romântica levá-lo-ia a abandonar a abordagem acadêmica. Em 1863, exibiria as suas obras com os seus amigos Impressionistas nos quais se incluia Édouard Manet. Para além das suas mais que famosas naturezas-mortas, Fantin Latour tornar-se-ia famoso pelos seus retratos de grupo. Num deles podemos ver Manet com vários amigos pintores em volta de um retrato de Eugène Delacroix. Fantin Latour é também autor de uma série de litografias inspiradas na música de Wagner e de outros compositores românticos.
As rosas que vemos nesta pintura parecem brilhar sobre o fundo escuro. São flores colhidas que, pela sua vida efêmera simbolizavam a mortalidade. Cada pétala nasce de uma pincelada espessa. A variação de cor foi obtida pela aplicação de pinceladas distintas debranco e de cor de rosa.Fantin Latour também é conhecido pela sua actividade de copista nomeadamente das obras de Ticiano, Veronese, Rubens e Delacroix. Uma das suas mais famosas cópias é a obra de Veronese, intitulada de "As Bodas de Canãa", que também se encontrava patente na presente exposição na F.C.Gulbenkian.
Henri Fantin Latour, nasceu em Grenoble em 1836 e morre em Buré em 1904.
A primeira obra aqui exposta denomina-se "Rosas Brancas e Cor de Rosa" foi pintada em 1850 e é óleo sobre tela, tendo 37x32cm e faz parte de uma Colecção Particular. A segunda obra é um auto retrato de Fantin Latour, realizada a carvão, e pode ser vista em Manchester City, Art Gallery.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Casas Estranhas













Frases soltas....

"Os homens juntam os erros das suas vidas e criam um monstro a que chamam destino"
John Hobbes
"E assim me deito toda a noite ao lado da minha querida, minha vida e minha noiva, no sepulcro, lá junto ao mar, no seu túmulo, junto ao mar murmurante".
Edgar Alan Poe
"Sonha como se vivesses para sempre. Vive como se fosses morrer hoje"
James Dean
"Senhor, faz com que eu possa sempre desejar mais do que possa alcançar".
Michelangelo
"O que eu ouço, esqueço;
o que vejo, recordo;
o que faço, compreendo".
Confúcio
"O leopardo quando morre deixa a sua pele.
O Homem quando morre deixa a sua reputação".
Provérbio Chinês
"Visão sem acção não é mais do que fantasia, acção sem visão é apenas um pesadelo".
Provérbio Japonês
"Só o mais sábio dos homens e o mais estúpido dos homens nunca mudam".
Confúcio
"Não é por as coisas serem difíceis que não temos ousadia. É por não termos ousadia que as coisas são difíceis".
Séneca
"Somos aquilo que fazemos consistentemente. Assim a excelência não é um acto mas sim um hábito".
Aristóteles

Pont Neuf,Paris coberta por J.Christo

Javacheff Christo escultor associado a tendências como a Arte da Terra, tornou-se mundialmente famoso por embrulhar"coisas". Aqui na imagem apresenta-se o imenso trabalho escultórico que criou ao embrulhar um dos símbolos de Paris - A Pont Neuf - em telas espessas, atadas por cordas. A transformação temporária da ponte numa obra de arte constituiu uma nova forma de escultura. Ao cobri-la de tecido, o artista chamou a atenção das pessoas para os pormenores escultóricos da ponte, enquanto criava um magestoso e misterioso objecto de beleza. Esta acção serviu igualmente para realçar a importância da preservação de tais monumentos históricos. Essa ideia de transformar objectos familiares é típica dos Novos Realistas, um movimento fundado em 1960.
Nascido na Bulgária, J.Christo foi viver para Nova Yorque em 1964. Em 1976, completou a sua obra Running Fence, uma vedação de tecido branco, percorrendo as colinas da Califórnia ao longo de 40 km.
J.Christo nsceu em Gabrovo em 1935.
A Pont Neuf em Paris, foi embrulhada em 1985 com tela e corda, um trabalho posteriormente desmontado.

Delírio

É o meu mel
que eu cheiro na tua boca

É no teu pénis
que eu bebo a sede toda

Nos teus lábios abertos
que me vencem eu nado devagar sem ter vergonha
É a lagoa - eu digo
de veludo
É o grito - eu sei
na raiva solta

É a proa do prazer sobre o lençol
onde mais tarde vai rebentar a onda

Secreto é o ruído dos corpos
no combate

Os elmos já depostos pelo chão
caídas as viseiras e as máscaras
o vestido misturado à armação

São fulvos os cavalos
com as patas cor de pó
tropeçando na paz adormecida

Eu levo a bandeira
do orgasmo
E "para tão grande amor é curta a vida".
Maria Teresa Horta
Só de Amor

domingo, agosto 30, 2009

Ribeira de Ilhas-Ericeira

A praia de Ribeira de Ilhas, na Ericeira, é um cantinho do paraíso em Portugal. É uma praia muito conhecida a nível internacional, talvez mais do que a nível nacional, tem uma configuração muito bonita, é relativamente pequena, muito bem frequentada, com equipamentos óptimos ( e que fazem corar de vergonha algumas praias algarvias). O amar é relativamente calmo. O senão desta praia fica a nível do parqueamento de carros, muito pequeno, o que obriga os condutores a darem tratos à imaginação para conseguirem estacionar o carro. Os acessos pedonais são feitos através de uma elevada escarpa, que actualmente possui uma imensa escadaria. A vista desta escadaria é espetacular e para aumentar a beleza da praia foi contruido um miramar, com bancos de onde se poderá assistir ao fim do dia a um espetacular pôr do sol, como as imagens documentam. A praia tem uma escola de Suf, o que faz com que o movimento de surfistas ao longo do dia seja imenso, aliás poucas são as pessoas que não possuem ali uma prancha de surf. A praia é muito frequentada também por muitos banhistas estrangeiros, talvez atraídos pela fama da mesma. A Ericeira tem vindo há alguns anos a melhorar as suas infra estruturas balneares o que faz com que actualmente seja um polo turistico a ter em atenção. Uma visita à praia de Ribeira de Ilhas é de facto garantia de um dia bem passado.








quinta-feira, agosto 27, 2009

A Maior Flor do Mundo

A Maior Flor do Mundo
Filme animado de Emilio Arâgon, baseado num conto de José Saramago.
Muito Bonito
http://www.youtube.com/watch?v=-KTL94Rl7CI

quarta-feira, agosto 26, 2009

Marilyn Monroe


Nome real: Norma Jean Baker
Data de nascimento: 01/ 06 / 1926
Data falecimento: 05 / 08 / 1962
Olhos: Azuis
Cabelos : Loiros ( pintados )
Altura: 1,68 m
Local : Los Angeles,CA.
Nome da mãe: Gladys Pearl Monroe
Nome do pai: Stanley Gifford
Primeiro marido: James Dougherty
Segundo marido: Joe DiMaggio
Terceiro Marido: Arthur Miller
Primeiro papel de destaque: Torrentes de Paixão
Último filme: Os Inadaptados


Amor

Amo-te muito, muito!
Reluz-me o paraíso
Num teu olhar fortuito,
Num teu fugaz sorriso!

Quando em silêncio finges
Que um beijo foi furtado
E o rosto desmaiado
De cor-de-rosa tinges,

Oh!se essa nudez tua
É como a que eu conservo
Lá quando à noite observo
O que no céu flutua;

Amamo-nos!não cabe
Em nossa pobre língua
O que a alma sente, à míngua
De voz...que só Deus sabe!

João de Deus, in Campo de Flores
Tomo I

Ser Benfiquista

Isto de ser Benfiquista...tem sempre muitas e boas vantagens!
Ah...é verdade...eu também sou ferrenha Benfiquista!

quarta-feira, agosto 05, 2009

Férias de um Português em crise?


Aquecimento Global

Se nós desistirmos, os animais também desistem!
Extraordinário vídeo de sensibilização para o problema do aquecimento global.
("Stop Global Warming", campanha Quercus / Agência McCann Portugal)

Sir Lawrence Alma Tadema- Ask Me No More-1906