quarta-feira, novembro 25, 2009

Michelangelo Caravaggio-A Morte da Virgem

A origem do termo Barroco é controversa. Em português, equivale a irregularidade, em espanhol (barrueco) designa uma pérola não perfeitamente esférica, irregular. A palavara começou por ser utilizada pelos ourives e assim se tornou sinónimo de arte cinzelada, preciosa, extravagante; arte da argúcia e do insólito. O Barroco explode, fantasmagórico e inovador, no século XVII, época do declínio do império espanhol na Europa, da formação progressiva do conceito de nacionalidade, das descobertas devidas à "nova ciência" que, de Kepler a Galileu modificam profundamente a concepção do universo.Com a queda do geocentrismo bíblico, a dimensão humana inclina-se para a visão do infinitamente grande, o macrocosmos de Giordano Bruno, que assume valores filosóficos inéditos. A crise das consciências provocada pela reforma protestante constitui mais uma força de dissuasão para a transformação da relação universo/homem: a cultura barroca cria uma nova percepção do incomensurável "desígnio divino" e uma nova mitologia religiosa.
No início do século XVII, Roma é o, local de confronto das mais variadas expressões artísticas, sede do governo pontífico, local de onde a igreja exporta a restauração do seu poder e da sua imagem.É neste ambiente cultural que Michelangelo Merisi Caravaggio trabalha.Protegido do cardeal Francesco Maria del Monte, graças a quem é incumbido de pintar a série de quadros de S.Luís dos Franceses (1599-1602), Caravaggio está a par das novidades culturais que vão invadindo os múltiplos domínios do saber. Essas novidades estimulam nele um forte interesse pela "natureza intrínseca das coisas".Aliando-se à sua formação lombarda, levam-no a afastar-se da ortodoxa pintura da época, preferindo o rigor de uma penetrante e atenta observação do real, abordagem que o leva a conceber a mais estrondosa revolução artística desde o Renascimento.
Nos quadros de Caravaggio, a luz rasante, o instante crucial, a natureza viva ou morta tudo é observado sem juízos de valor. O olhar do artista pousa sobre as coisas, acaricia-as, sonda-as, independentemente das coonvenções formais. O mal e o bem emergem como faces de uma mesma moeda, como único ponto de apoio que permite atingir os aspectos mais insondáveis da existência.
Basta observarmos a sua obra intitulada de A Morte da Virgem,(1605) onde o drama humaníssimo é recuperado no seu valor total, de perda e de dor, de verdadeira derrota: um destino irremediável, que a cabeça inclinada de Madalena, em primeiro plano, descreve como algo de perda inconsolável.
Esta obra magnífica de Caravaggio Morte da Virgem, realizada em 1605, pode ser apreciada no Museu do Louvre,Paris, e embora se trate de uma cena de morte "sagrada" a obra revela uma intensa observação do real e um sentimento de desespero perante um acontecimento insondável e contudo inevitável.
Uma obra soberba!

O Poder de uma Loira!

domingo, novembro 22, 2009

Balthus-O Rei dos Gatos

O conde Baltasar Michel Klossoviski de Rola, mais conhecido como Balthus, filho de um historiador de arte e de uma pintora, nasceu em Paris a 29 de Fevereiro de 1908. Casou duas vezes e teve três filhos. Além de pintor, criou cenários, ilustrações e guarda roupa para diversas peças teatrais. Em 1961 André Malraux , ministro da cultura no Governo do General de Gaulle, nomeou Balthus para director da Academia de França em Roma. Apresentado por Jacques Chirac, Balthus recebeu em 1991 o Praemium Imperial atribuido pela Japan Art Association e em 1998 é nomeador Doutor Honoris Causa pelo Universidade de Vroclac. Faleceu na sua casa em Rossinière (Suíça) em 18 de Fevereiro de 2001.
Quando em 1967 a Tate Galery organizou uma exposição sobre Balthus , pediram ao artista elementos para uma biografia destinada ao catálogo. A resposta do pintor chegou categórica "A melhor maneira de começar é dizer que Balthus é um pintor de quem nada se sabe. E agora vamos ver os quadros".
A sua obra mais polémica A Lição de Guitarra foi apresentada em 1934 numa exposição da Galeria Pierre Loeb em Paris,mas numa sala à parte, um pouco afastada do percurso da galeria. Essa obra só reapareceu em público em 1977 na Galeria Pierre Matisse em Nova Iorque. O puritanismo anglo-saxão obrigou o jornalista Tom Hesse a desculpar-se por não poder reproduzi-la , devido à intensidade das suas imagens, para ilustrar o artigo que sobre esta obra escreveu na revista New York. Mais tarde ao rever a obra o jornalista declarou que a Lição de Guitarra, sustentada por um excepcional domínio pictórico, era, sem sombra de dúvida, um dos grandes clássicos do século XX mas teremos de esperar outros tempos mais tolerantes para que volte a aparecer. Em 1984, meio século depois de ter sido exposta pela primeira vez, a obra foi proibida de fazer parte da restrospectiva Balthus no Centre Georges Pompidou e no Museum of Modern Art de Nova Iorque. O organizador da exposição explicou no catálogo a ausência da Lição de Guitarra por motivos que não partilhava inteiramente mas que mostravam até que ponto, cinquenta anos depois de ser pintada, a obra ainda incomodava e perturbava. Felizmente a Lição de Guitarra acabou por reaparecer em 2001 na retrospectiva Balthus no Pallazo Grassi de Veneza.
Quando o acusavam de intenções eróticas e perversas e lhe diziam que as meninas que o tinham tornado célebre não eram apenas as companheiras de Alice no País das Maravilhas mas também Lolitas ordinárias, Balthus, zangado dizia: "Nunca pintei senão anjos, pequenos seres puros e sem idade. Aliás toda a minha pintura é religiosa." Uma das suas modelos ,Michelina, declarou mais tarde quando já era adulta que Balthus era alguém que conseguia representar o momento da passagem importante da infância para a idade adulta.
Balthus era católico e acreditava profundamente na oração. Rezar era para ele um modo de sairmos de nós próprios. "Eu não sou Deus mas sou provavelmente uma parte dele e quando rezo tento alcançar a luz, elevar-me. Quando pinto é como uma oração". Pouco antes da sua morte quando o actor Richard Gere, adepto do budismo,o visitou no seu chalet em Rossinière na Suiça perguntou-lhe: "Quem é aquele que pinta as suas orações e tenta alcançar a luz? Balthus então com 92 anos de idade respondeu sem hesitar: "Deus. O homem não pode criar pode apenas inventar. O pintor reza àquele que cria mas eles são parecidos. Talvez o criador pinte aquele que reza. Em definitvo todo o problema consiste em saber quem cria o criador. É uma regressão sem fim. O pintor tenta sair de si mesmo e assim aproximar-se do seu criador. Quando pintamos tentamos esquecer o nosso ego e é nesse momento que sinto a luz que é Deus , e o meu espírito e as minhas mãos são apenas máquinas que escutam. Ouvimos o que temos de fazer."
Balthus tinha uma especial admiração pelos gatos, denominava-se a si próprio de "O Rei dos Gatos". Os primeiros desenhos que publicou, quando tinha apenas doze anos, foram quarenta imagens destes felinos em memória do seu gato Mitsou que tinha morrido. Como disse, com um certo humor, um amigo do artista, os gatos são autodidactas não se inscrevem na escola de bela-artes. Estudam , observam e aprendem tudo sozinhos. Balthus mostra bem que pertenceu à família dos gatos. Era um autodidacta. Os pais recusaram-se a mandá-lo para uma escola de pintura. Ele vangloriava-se disso e dizia que era gato desde a infância.
O filme que realizei procura ilustrar um pouco daquilo que é e continuará a ser a obra magnífica de um pintor excepcional.

sábado, novembro 21, 2009

Narciso

Na mitologia greco-romana, Narciso ou O Auto-Admirador (Língua grega: Νάρκισσος), era um herói do território de Téspias, Beócia, famoso pela sua beleza e orgulho. Várias versões do seu mito sobreviveram:
a de Ovídio, nas Metamorfoses; a de Pausânias, do seu Guia para a Grécia ;e uma encontrada entre os papiros encontrados em Nag Hammadi, ou Chenoboskion, também chamada Oxyrhynchus.
Narciso era filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. No dia do seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura.
Pausânias localiza a fonte de Narciso na "cama de juncos" em Donacon, no território dos Téspios. Pausânias acha incrível que alguém não conseguisse distinguir um reflexo de uma pessoa verdadeira, e cita uma variante menos conhecida da história, na qual Narciso tinha uma irmã gémea. Ambos se vestiam da mesma forma e usavam o mesmo tipo de roupas e caçavam juntos. Narciso apaixonou-se por ela. Quando ela morreu, Narciso consumiu-se de desgosto por ela, e fingiu que o reflexo que via na água era a sua irmã. Onde o seu corpo se encontrava, apenas restou uma flor: o narciso.
Pausânias conta outra história. Conta que a flor narciso foi criada para atrair Perséfone, filha de Deméter, para longe das suas companheiras e permitir que Hades a raptasse.
Também na sua obra Metamorfoses, Ovídio conta-nos outra versão.
Aqui se relata a história de uma ninfa bela e graciosa tão jovem quanto Narciso,chamada Eco e que amava o rapaz em vão. A beleza de Narciso era tão incomparável que ele pensava que era semelhante a um deus, comparável à beleza de Dionísio e Apolo. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz tolo, vaidoso e frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própria beleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar: o narciso.
Imagem-Narciso, por Caravaggio

sexta-feira, novembro 20, 2009

O Grandioso Dubai


As imagens não deixam de ser Impressionantes!
Foram tiradas do edifício mais alto do mundo o "Burj Dubai" a 2,620 pés / 801m!!!
O que acham desta autêntica torre de babel? Realmente espantoso!O dinheiro e o engenho humano ao dispor da grandiosidade humana!
Não aconselhável a quem sofre de vertigens!

quinta-feira, novembro 19, 2009

Mika - Um Fenómeno

Mika nasceu em Beirute,filho de pai norte-americano e mãe libanesa. Filho do meio de entre cinco, Mika e a família viram-se a obrigados a deixar o seu país natal devido à situação de conflito e partiram para Paris quando ele tinha apenas um ano de idade. Mudaram-se, novamente, desta vez para Londres, na altura dos seus nove anos de idade, após seu pai ter sido raptado no Kuwait durante a Guerra do Golfo. Em Londres, frequentou inicialmente o Lycées Français Charles de Gaulle, no entanto, devido ao seu problema de dislexia, foi vítima de incompreensão por parte dos professores e também de maus-tratos por parte dos seus colegas (bullying), fato que o levou a mudar para um colégio britânico.
O seu contacto com a música começou cedo. Aos onze anos já gravava publicidade e participou, a cargo da sua professora de música, numa ópera chamada Die Frau ohne Schatten, de Strauss. Devido à grande variedade de influências musicais que recebeu em toda a sua vida, Mika tem hoje um reportório que se pode definir como uma mistura de todas essas influências. Desde Prince e Metallica à música clássica que conhecera na ópera, passando pelos traços islâmicos trazidos do Médio Oriente. No entanto, o que mais encanta das características de Mika é a sua voz, muito comparada a de Freddie Mercury. Excêntrico em palco e com um ritmo dançante, leva o público ao delírio quando aplica tons mais altos e agudos na sua voz.
Durante cinco anos tentou, em vão, entrar no mercado da música. Com um estilo muito diferente e arrojado, diferente de tudo o que hoje em dia se vende, Mika foi, por várias vezes, rejeitado pelas gravadoras. Essa relação não tão boa com as editoras inspirou-o a escrever a letra de "Grace Kelly", o seu primeiro vídeo de divulgação, onde ele critica a editora britânica à qual estava ligado, pelo fato desta, segundo ele, o querer a todo o custo moldado para um estilo mais comercial.
Cantando desde temas melodramáticos a ironias divertidas, as suas letras cantam a vida do ser mais comum, ao contrário da maioria que, segundo ele, "só cantam histórias de amor, com meninas ricas e bonitas que andam em bons carros".
No dia 15 de Abril de 2009, Mika surpreendeu os seus fãs com um concerto surpresa, em Los Angeles. Foram apresentadas quatro músicas inéditas (Blame It On The Girls, Good Gone Girl, Toy Boy e Blue Eyes) que, a princípio, deverão constar no repertório do seu novo álbum a ser lançado em setembro, primeiramente chamado de We Are Golden.
Em Julho, o primeiro single, We Are Golden, do álbum foi disponibilizado na internet, juntamente com o videoclipe da música. No dia 6 de agosto, o título do álbum foi trocado para The Boy Who Knew Too Much.
Mika atuou pela primeira vez em Portugal no dia 10 de Julho de 2008, no festival Super Bock Super Rock - Lisboa. O espectáculo foi transformado numa super-festa com direito a palhaços, big girls, lollipop girls, e Mika a falar bastante bem português. A crítica ao concerto foi bastante positiva, citando o artista como Furacão Mika, Super Bock Super Mika ou referindo mesmo que Mika salvou a noite.
A próxima passagem do cantor por Portugal já está agendada, e será dia 16 de Abril de 2010 no Campo Pequeno, em Lisboa.

Um cantor muito bom, muito alegre, as suas canções, têm letras muito bonitas, ele é fantástico em palco, tem uma alegria contagiante, tem bons video clips, e penso que este rapaz vai longe no mundo da musica.
Parabéns Mika!
http://www.youtube.com/watch?v=sknDfB3pJB8

O Poder de um Soutien!

O Sexo e a Cidade-Parte 2

A vida da cronista mais conhecida da tv e das suas amigas dá origem a mais um filme para as suas fiéis plateias femininas. Uma fuga de informação deu agora origem a mais informações sobre o que virá a ser esta sequela. O jornal israelita Yedioth Ahronoth afirma ter em seu poder um guião do filme, podendo revelar alguns pormenores interessantes.
Este vai passar-se em plena crise global, com Carrie Bradshaw e Mr. Big a enfrentarem problemas no casamento, depois de perderem tudo num esquema financeiro. Mr. Big muda-se para Londres e trai Carrie, que acaba tudo com ele antes de saber que está grávida.
Stanford Blacth e Anthony Marantino vão casar-se, e Liza Minelli vai aparecer para cantar Single Ladies (Put a ring on it).
Samantha Jones também terá problemas financeiros, mas não há nada que mais um homem na sua vida não resolva e este será Smith Jerrod, com quem tinha terminado anteriormente.
Miranda Hobbes deixa de exercer advocacia depois de ser processada e abre um restaurante com o marido. Esperamos que depois de revelarmos tudo isto, as salas de cinema não fiquem vazias
. E não faz mal relembrar que o filme estreia nos Estados Unidos a 28 de Maio de 2010.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Vincente Van Gogh-Os Girassóis

Notável e surpreendente, este simples vaso de girassóis irradia uma aguda vibração.As pinceladas foram sobrepostas em espessas camadas de tinta, que Van Gogh aplicava como um escultor dando relevo ao barro. As cores - tons de amarelo e castanho- e a técnica expressam um belo mundo de esperança e de luz. No entanto, na altura em que este trabalho foi pintado, esse mundo afastava-se lenta, mas irremediavelmente da vontade desesperada do pintor, que ia aos poucos enlouquecendo. Talvez a superfície do quadro, agitada quas maníaca, reflicta o estado de espírito do artista ao aproximar-se o fim da sua curta e trágica vida. Sendo Van Gogh um pintor que amava a natureza e conseguia ver a beldade pura das coisas simples, afirmou que preferia pintar árvores vistas de uma janela do que visões imaginárias.
Holandês de nascimento, Van Gogh pôs fim à sua sobressaltada vida emocional em 29 de Julho de 1890 na cidade francesa de Auvers-sur-Oise.
Vincent Van Gogh nasceu em Groot-Zundert (Holanda)em 1853 e morreu em Auvers-sur-Oise em 1890.
Esta tela intitulada de Os Girassóis, foi realizada em 1888, é óleo sobre tela, tem 92x73cm e pode ser vista no National Gallery em Londres.

Há sempre quem esteja pior que nós...


domingo, novembro 15, 2009

Dança Fabulosa

Que bem que este par dança.Fabuloso!

sábado, novembro 14, 2009

Computador do Futuro

Realmente Fantástico!
http://www.youtube.com/watch?v=7H0K1k54t6A

A Dança da Mil Mãos

Ler em primeiro lugar o texto seguinte, antes de ver o vídeo.
Há uma dança impressionante, chamada de "As Mil Mãos-Guanyin". Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização não deixa de ser surpreendente, mais ainda porque todas as bailarinas são surdas. Sim, é verdade. Todas as 21 bailarinas são completamente surdo-mudas.
Baseando-se somente nos sinais dos formadores nas quatro esquinas do cenário, estas extraordinárias bailarinas oferecem um grande espectáculo visual. O seu primeiro grande "début" internacional foi em Atenas na cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da "Chinese Disabled People's Performing Art" e já viajou a mais de 40 países. A sua primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos de idade e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.

http://www.youtube.com/watch?v=xgHmSdpjEIk

sexta-feira, novembro 13, 2009

O Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso

Há dias fui à Fnac (passo a publicidade) do Centro Comercial Colombo à procura de um filme, "O Menino Selvagem" de F.Truffaut, que vim a descobrir com grande pesar meu que não só já não existe para venda como deixou de ser editado. Caso alguma alma caridosa e bem intencionada esteja a ler esta minha crónica e tenha em casa o filme e pouco ou nenhuma importância dê ao mesmo, agradecia que mo oferecesse, uma vez que é um dos meus filmes preferido e é há muito procurado por mim.
Mas, o que eu queria aqui contar não é sobre o meu pesar pela desilusão de não encontrar o dito filme, mas sim pelo que aconteceu-me nessa demanda do Santo Graal'!
Estava eu a espera que a funcionária procurasse no sistema informático pelo já mencionado filme, quando deparei com um pequenino livro em cima do balcão (no meio de outros tantos livros de bolso) e que se intitula de O Pequeno livro da Etiqueta e Bom Senso. O livro é das ediçõs Livros D'Hoje, a autora chama-se Maria João Saraiva de Menezes, o livro já vai na 5ª Edição, e não é mais do que uma grande pérola de bom gosto e de fino humor, que através de 501 Conselhos, procura que qualquer ser humano civilizado saiba brilhar em qualquer ocasião.Tal como diz na contracapa o livro é um pequeno manual de Etiqueta para o dia a dia que constitui simultaneamante uma leve crítica aos parcos hábitos de civismo dos cidadãos passando pelo comportamento ecológico, ao comportamento na estrada, sem esquecer as relações sociais, como estar à mesa, ou saber receber uma pessoa. Não se trata de um livro exaustivo sobre etiqueta, mas de um conjunto de conselhos práticos, exorcizando humoristicamente a mais básica falta de maneiras, incomportável em sociedade.
Confesso-vos que mal comecei a ler este pequenino livro apercebi-me estar perante uma divertida e ao mesmo tempo muito agradável obra sobre etiqueta e regras sociais. A autora, consegue de uma forma que direi no mínimo fantástica dar-nos 501 conselhos de como nos devemos comportar nas mais diversas situações, conseguindo ainda a proeza, de criar uma pequena obra que, quando chegamos ao fim, não só estamos exaustos de tanto rir, como estamos perfeitamente elucidados de como é dificil mas absolutamente necessário sermos civilizados e sabermo-nos comportar nas mais diversas situações do nosso quotidiano, sob pena de passarmos a vida a fazer figuras tristes perante nós mesmos e perante os demais.
Ficamos a saber, ou relembramo-nos que de facto e como diz a autora, (...) a vida sorri àqueles que têm uma postura harmoniosa e positiva perante a vida.Ninguém tem respeito por alguém que desafia as convenções do pudor ou que ostenta uma figura gordurosa e repelente".
"É nos primeiros contactos que se define o futuro de uma relação. Um encontro imediato com um desempenho desastroso e inconveniente, vota qualquer futura relação ao fracasso.Nunca coloque o carro à frente dos bois, seja comedido, diplomático e autêntico".
"Não olhe de alto a baixo (aprenda a observar sem olhar)".
"Não pergunte onde é que a pessoa comprou a roupa que usa e quanto custou".
"Nunca peça favores a alguém que acabou de conhecer".
"Livre-se de lhe pedir dinheiro emprestado".
"Após ter sido convidado para uma refeição, nunca se esqueça de convidar de volta essas pessoas, a breve trecho.
"É de bom tom telefonar no dia seguinta a agradecer e elogiar a recepção e a refeição. (Se quiser, pode agradecer por e.mail ou mandar uma mensagem escrita por telemóvel, que é a borla)".
"Não faça perguntas indiscretas (Ex: "Quanto é que ganha?", ou "É virgem?").
"Tão importante como saber comer em casa, é saber comportar-se à mesa de um restaurante.Este é um local onde se paga não só o que se come como também o serviço.Por isso não se ponha a empilhar pratos nem a ir buscar os menus"."Abstenha-se de trazer para a mesa conversas sobre política ou futebol".
"Não se refugie por detrás da desculpa de uma escolaridade insuficiente.Conheço muitos doutores que cometem às dúzias de erros linguísticos. Se não sabe, aprenda.Seja um autodidacta. Pior do que a ignorância é o desinteresse pela aprendizagem". (...)
Através deste llivrinho damo-nos conta do quanto é necessário a aprendizagem ou reaprendizagem de normas sociais, uma vez que elas nunca são demais.Estamos a entrar numa época natalícia, peçam o livrinho ao Pai Natal, porque de facto, se querem passar algumas horas bem dispostos e ao mesmo tempo aprenderem ou realizarem uma reciclagem dos comportamentos a nível social, esta é a obra indicada.
Um livrinho imperdível, uma lufada de ar fresco, muito humor e ao mesmo tempo muita sabedoria...ah...e indispensável (repito) para quem não quer fazer figuras...de urso!

quinta-feira, novembro 12, 2009

Jan Van Eyck-Giovanni Arnolfini e sua Mulher Giovanna Cenami

Giovanni Arnolfini mercador italiano residente em Bruges segura a mão da sua jovem esposa. O pequeno cão, as chinelas no chão o fruto no parapeito da janela, o castiçal, o terço pendurado num prego, as tábuas do chão e o tapete, tudo isso foi pintado com enormíssima precisão.É muito provável que Van Eyck tenha sido convidado a pintar este quadro para comemorar a feliz união, e, qual testemunha de casamento, escrever na parede do fundo: "Johannes de Eyck fuit hic" (Jan van Eyck esteve aqui).
No espelho, podemos ver o casal de costas e uma terceira ficgura, provavelmente a do pintor, que presencia o acontecimento. A superfície do quadro, macia, quase esmaltada, foi obtida através da aplicação de várias camadas de pigmento misturado com óleo de linhaça, cobertas por fim com verniz.Ao usar esta técnica, Van Eyck e o seu irmão Hubert, passaram a ser considerados como os "inventores" da pintura a óleo.
Jan van Eyck, nasceu em 1422 em Haia e morreu em Bruges em 1441.
Esta tela intitulada de Giovanni Arnolfini e sua mulher Giovanna Cenami foi realizado em 1434, é óleo sobre madeira, tem 81,8x59,7 cm e pode ser visto no Nacional Gallery, Londres.

quarta-feira, novembro 11, 2009

A Vida é Curta

A vida é muito curta.
O que temos que fazer é vivê-la o melhor que podemos e sabemos.
http://tube.aeiou.pt/life-is-short-play-more/

quinta-feira, novembro 05, 2009

Relações Virtuais

Há muito anos fui ao extinto cinema Monumental, ver um filme denominado de "Denise telefona".O filme passava-se num tempo em que ainda não existia os omnipresentes telemóveis e os omnipotentes computadores, mas sim os velhinhos e espero que eternos telefones fixos. O que se passava no filme é que a personagem Denise, pólo aglutinador de toda a história, possui um interminável rol de amigos, que constantemente trocam as mais variadas "fofoquices" pelo telefone. Essa rede de amigos ia sendo engrossada à medida que as namoradas/os, primos,conhecidos e demais personagens iam trocando as mais diversas conversas sempre agarrados ao telefone.A certa altura do filme apercebemo-nos que nessa roda de gente que conversa, ri, chora, troca confidencialidades, e até iniciam namoriscos pelo telefone, muitos nem se conhecem, sendo apenas o telefone o único elo de ligação entre todos. Um belo dia, Denise considera a ideia de todos se reunirem num mega jantar para se conhecerem, ideia que é prontamente aceita por uns e rapidamente rejeitada por outros. Contudo e após várias insistências, lá se marca por telefone o restaurante, o número de comensais, etc. No dia aprazado...ninguém aparece! E no outro dia tudo recomeça por telefone, as fofoquices, aos namoriscos, o contar das alegrias, e o carpir das tristezas.
Esta minha introdução, esse relembrar deste filme tão interessante e que me parece agora tão nostálgico serve para abordar aquilo que denomino de Relações Virtuais, ou conhecimentos virtuais. Existem hoje em dia inúmeros sites na internet, onde mediante inscrição, pode-se aceder a um "cardápio" de putativos homens/mulheres (conforme sexualidade de cada indivíduo ) para futuras relações de amizade, convívio, amor, camaradagem,casamento e afins.Nesses sites aparece de tudo, desde homens e mulheres casadas, mas que pelos vistos necessitados de algo mais do que aquilo que possuem portas adentro, aparecem homens e mulheres bastante jovens o que deixa uma sensação de estranhesa e perplexidade perante a dificuldade ou a não aceitação de conhecimentos que possam ser feitos através de amigos comuns, bares, esplanadas, colegas de trabalho, etc,... aparecem licenciados, mestrados, empresários, professores, e tutti quanti, cabendo a todos a caracterização de um perfil, em que é retratado um pouco do que essas pessoas são. É nesses perfis, que reside toda a atracção , pois lá vemos que existem corações despedaçados a procura de quem o componha, há quem esteja num pós processo de divórcio extremamente doloroso e que por isso precise de um curativo rápido e bastante eficaz, há quem recite Fernando Pessoa, mostrando que este grande poeta nestas coisas do coração,dá sempre muito geito, quem escreva autênticas cenas de telenovela, procurando condoer os corações mais empedernidos, quem se compare a um porto de abrigo, esperando que nesse porto atraque uma embarcação ligeira e de coração generoso, há quem tendo dois ou até mais filhos procure quem possa aumentar a família, numa relação familiar estável e se possível duradoira, há quem seja viajado e apenas procure companhia nesses périplos turísticos, há quem apenas quer alguém que o/a compreenda, há quem procure um pouco de paz acompanhado de doses generosas de carinho e amor, há os que vivendo no fora de Portugal, procure quem os acompanhe nesta vida dura, que é viver longe deste recanto chamado Portugal, ah...é verdade, há também os/as estrangeiros/as que talvez querendo navegar por outros mares outras mentes e outros corpos procure a/o sempre generosa/o e afável mulher/homem português/a ...enfim...há de tudo um pouco.Convêm de todo não nos esquecermos dos pervertidos que apenas estão ali para...caçar, o que, se não me engano, são a sua maioria!
Pelo que li, há bem pouco tempo, milhões de homens e mulheres por este mundo fora,conhecem-se pela internet, considerando-se que no futuro, não muito longínquo, essa será a forma mais eficaz e mais cómoda de homens e mulheres se conhecerem e iniciarem uma relação, devido talvez ( e esta é apenas uma possível explicação) ao modo de vida sedentário e solitário que os seres humanos hoje em dia possuem.
A estranhesa disto tudo, é que ao contrário do que acontece com a pobre Denise e os seus incontáveis amigos, onde ninguém aparece ao jantar, porque simplesmente consideram que a magia da teia de conhecimentos que todos teceram, estava em não se conhecerem, neste tempo de conhecimentos pela internet, as pessoas querem se conhecer e o mais rapidamente possível. A internet é apenas um passo muito pequenino para o grande passo que é encontrarem-se,encararem-se, conhecerem-se intimamente e...após isso, caso esse relacionamentio intímo seja satisfatório, prosseguirem então numa relação dita 'normal'.Caso não dê certo, sempre existe e continuará a existir na ominpresente e omnipotente internet um vasto cardápio de putativos homens/mulheres dispostos a serem o porto de abrigo de corações solitários e desabrigados por tempestuosas relações incertas.
O café, a esplanada, os bares,as discotecas, o local de emprego, os transportes colectivos, as viagens, a vizinhança, está aos poucos a deixar de ser o palco onde se poderia conhecer a cara metade, uma vez que vivemos numa era completamente informatizada e onde ao mesmo tempo que podemos fazer e pagar as nossas compras online, também podemos escolher o nosso parceiro/a, aquele/a que quiça, poderá bem ser o homem/mulher dos nossos sonhos... ou talvez um belo pesadelo!
É apenas uma questão de tentar, num site bem perto de si!

domingo, novembro 01, 2009

Emoção

Emoção é o termo utilizado para nos referirmos ao prazer ou desprazer associados às nossas experiências no mundo.De facto o que seria, se nos limitássemos a reagir fria e mecanicamente ao que se passa à nossa volta? Como seria a nossa existência, se carecêssemos de sentimentos, se nunca ríssemos nem chorássemos, se não amássemos, se não sentíssemos ira, se nunca experimentássemos a felicidade de viver ou a angústia de certos momentos?Se não passássemos por emoções como o medo, o amor, a alegria ou a cólera, a nossa vida nada mais seria que a quietude de um pântano acinzentado sem manchas nem formas de quebrar-lhe a monotonia.
Assim, as emoções são componentes essenciais da vida humana.Elas são consideradas como o sabor da vida, uma espécie de qualidades que dão cor à cognição do mundo.Não se trata de elementos dos quais possamos prescindir, como se cumprissem uma função meramente decorativa.Antes, desempenham um papel notável na defesa do organismo, na medida em que, de modo natural e directo, fornecem uma avaliação dos estímulos do meio, impulsionanndo o organismo para os que lhe são benéficos e inibindo-o em relação aos prejudiciais.
Assim as emoções, o emocionarmos com o que nos redeia, confere à nossa avida aspectos afectivos, sejam eles agradáveis ou desagradáveis, que acompanham e acompanharão sempre as nossas vivências.

domingo, outubro 25, 2009

Paul Delvaux-Vénus Dormindo

Um esqueleto e um manequim de costureira guardam o sono de Vénus, numa cidade iluminada pela lua.Deitada de pernas afastadas, Vénus sonha com a sedução da Morte.Talvez seja o combinar da jovem beleza feminina com a morte, do desejo com o horror, que torna este quadro tão perturbador A imagem de marca dos Surrealistas como Delvaux era a representaçao de imagens estranhas, inspiradas pelo sonho e pelo subconsciente.
O percurso artístico de P.Delvaux abarcou o Impressionismo, o Expressionismo e o Surrealismo. Teve grande sucesso nos círculos artísticos do pós guerra, altura em que o Surrealismo estava no seu auge. Tendo visitado a Itália em 1939, Delvaux ficou profundamente impressionado com a arquitectura romana. É também um pintor conhecido pelas suas imagens fantasiosas de belas mulheres, muitas vezes nuas, colocadas em cenários meticulosamente representados.
Paul Delvaux, nasceu em Antheit (Bélgica) em 1897 e morreu em Knokke em 1994.
Esta sua obra intitulada de Vénus Dormindo, foi realizada em 1944, é óleo sobre tela, tem 1.73x1.99cm e pode ser vista no Tate Gallery, Londres.

sábado, outubro 24, 2009

Pura Adrenalina

Para os amantes de desportos radicais, eis a visão de um salto livre em 3D.
Demora um pouco a carregar, mas vale a pena.
Impressionante!
http://www.tubewatcher.tv/198

quarta-feira, outubro 21, 2009

O Dia da Saia

Protagonizado por Isabelle Adjani, o Flme O Dia da Saia é um drama sobre uma professora, Sonia Bergerac, vítima de descontrolo emocional causado pelo stress incutido pela indisciplina dos seus alunos. Um dia descobre na sala de aula uma arma a sair de uma mochila, toma-a e, à falta de melhor solução, usa-a para controlar os alunos e poder tentar dar a matéria. Um drama intenso que nos apresenta um rol de problemas habituais nas escolas francesas, mas também nas portuguesas, como indisciplina, abusos sexuais, racismo e até violência para com os docentes.
Um filme que aborda de uma forma provocativa, de tão realista, os problemas que os professores enfrentam no seu dia-a-dia na formação das nossas gerações futuras.
Isabelle Adjani já foi nomeada duas vezes para o Óscar de Melhor Actriz da Academia de Hollywood e premiada quatro vezes com o César, o mais importante troféu do cinema europeu. O Dia da Saia marca o regresso da actriz francesa ao grande ecrã, depois de um longo período de afastamento. Isabelle Adjani regressa como protagonista, com uma performance que a crítica já considerou uma das suas mais impressionantes de sempre
.

Clica no Gatinho!

Belo trabalho de Jaquie Lawson.
É só clicar no gatinho e quando abrir, clique no pincel.

http://www.jacquielawson.com/viewcard.asp?code=1560479383964&source=jl999

terça-feira, outubro 20, 2009

Sapatos ...no mínimo muito Originais!































































Figuras Históricas

À medida que vamos passando com o cursor do rato pelas figuras e fizermos click, recebemos mais informação sobre cada uma dessas mesmas figuras. Isto pode manter-nos ocupados por algumas horas.
Para quem tenha tempo não há nada como experimentar!
http://cliptank.com/PeopleofInfluencePainting.htm

domingo, outubro 18, 2009

Viver em Solidão

O porquê da Solidão, o medo/receio da Solidão , a alegria pela Solidão e o facto de haver seres humanos que a apreciam mais do que outros, pode ser tema, e o é, de inúmeras teses acadêmicas, ensaios médicos, artigos jornalisticos, crónicas femininas, tertúlias televisivas,romances, etc.
Procurando num velho Dicionário, pelo significado da palavra solidão, eis que encontro o seguinte:
"Estado do que está só; lugar ermo deserto; retiro".
Faço a ligação de todos esses termos e verifico então que aquele que está só é como um lugar ermo, retira-se para si, e muitos vezes também para os outros.Vou mais longe e passo a considerar a solidão como algo que nos interioriza de tal modo que havendo tanta gente que vive na solidão ela talvez não seja mais do que um mal necessário na sociedade em que vivemos.Mas cada perguntar:
Porque "optamos" por viver sós?Ou, porque estamos sós?O que faz com que nós seres humanos e gregários por natureza, vivamos em solidão?
Vivemos sós por múltiplos factores.Pode ser por escolha pessoal, circunstâncias da vida, pode ser por algo que nos seja intrínseco (quase um factor genético), pode ser por abandono/desistência daquele/a com quem vivíamos, pode ser por escolha temporária, pode ser por escolha definitiva...O que é certo é que estudos recentes evidenciam que num futuro não muito longínquo, parte dos seres humanos estarão a viver sós e que essa solidão pode ser vivida, num estado de solidão pura, em que o indivíduo vive isolado de pessoas dentro de um espaço fisico habitacional, ou vivendo rodeado de pessoas, encontra-se num estado de solidão permanente.
Este último aspecto, interessa a sociólogos, psicólogos,e a todos aqueles que estudam este tema, porque aqui a solidão é por vezes dramática, o indivíduo vive acompanhado, mas esse estar rodeado de gente não lhe diz nada, ou essas pessoas não lhe dizem nada, ele vive para si e por si, sentindo-se permanentemente distante daqueles que o rodeiam.Os factores, para esse sentir-se só, rodeado de pessoas pode ser explicado pela própria sociedade consumista e individualista em que vivemos, por factores psicológico-depressivos, de auto-estima,etc, em que o indivíduo por mais que se esforce (ou talvez não), não consegue socializar-se.
Mas,se equacionarmos bem as coisas, viver em solidão pode não ser assim tão dramático como à primeira vista pode parecer, até porque tem certas, talvez mesmo, um cem número de vantagens.
Desde que não nos tornemos seres isolados do convívio dos outros, egoístas, egocêntricos e que constantemente pensamos que o nosso umbigo é, ou pode vir a ser o centro do universo,a solidão abre-nos um vasto campo de possibilidades, e proporciona-nos uma liberdade de movimentos que viver acompanhado pode por vezes limitar-nos/constrangir-nos. Traz também a possibilidade de nos dedicarmos a nós, àquilo que queremos da vida, e as escolhas são feitas, tendo um pano de fundo bem mais vasto do que se estivermos acompanhados.No fundo, acabamos por ser cidadãos do mundo e se tivermos possibilidade monetária e psicológica essa solidão permite-nos viajar por esse mesmo mundo sem grandes constrangimentos .No nosso quotidiano estamos rodeados de gente uma parte do dia, mas depois isolamo-nos, introspeccionamo-nos,e verificamos que o silêncio que cai sobre nós no recesso do nosso lar nao é assim tão desagradável, e é até muitas vezes, muito bem vindo!
Desvantagens?Algumas, como tudo na vida, mas mesmo assim....uhhh....procuremos ultrapassá-las!

Sabedoria dos Artistas

"A criação prossegue incessantemente por meio do homem. Mas o homem não cria, descobre".
Antoni Gaudi
"Um artista não é pago pelo seu trabalho, mas pela sua visão".
J.McNeill Whistler
"Leva muito tempo tornarmo-nos jovens".
Pablo Picasso
"Pobre é o discípulo que não excede o seu mestre".
Leonardo da Vinci
"Sonha como se vivesses para sempre.Vive como se fosses morrer hoje".
James Dean
"Dominar um assunto e percebê-lo bem dá-nos, ao mesmo tempo a perspectiva e a compreensão de muitas coisas".
Vincente Van Gogh
"Dizem sempre que o tempo muda as coisas, mas na realidade somos nós próprios que tem de as mudar".
Andy Warhol
"Senhor, faz com que eu possa desejar mais do que posso alcançar".
Michelangelo
"Aqueles que não querem imitar coisa nenhuma, produzem coisa nenhuma".
Salvador Dalí
"Aos 5 anos queria ser pintora e sabia que o seria. Não era especialmente dotada.Era obstinada".
Vieira da Silva

quinta-feira, outubro 15, 2009

Escadas Piano

Escadas Piano: A Teoria do Divertido
A forma mais fácil de mudar o comportamento das pessoas, é tornar divertido o que têm que fazer quotidianamente, como é o caso de subirem e descerem escadas do Metropolitano. Muito Bonito e Divertido!

sábado, outubro 10, 2009

Georges Seraut-Domingo à Tarde na Ilha da Grande Jatte

Neste belíssimo quadro G.Seraut pintou um típico domingo à tarde na Grande Jatte, um sítio muito popular numa illha do Rio Sena, a noroeste de Paris. Visitou a Grande Jatte diariamente durante seis meses, para fazer os esboços preparatórios da paisagem e das numerosas figuras, como é o caso da mulher com anquinhas à moda e da mãe acompanhada pela criança, antes de pintar este quadro, minuciosamene preparado no seu estúdio.Quando inicialmente o quadro foi exposto, foi recebido com grande indignação, pela maioria dos artistas e críticos.
Qual o motivo de tanta celeuma?
Reprovavam veementemente a técnica revolucionária de G.Seraut, conhecida como "Pontilhismo".
De facto, a superfície do quadro é dominada por pontos de cor pura. Quando visto à distância, os pontos parecem fundir-se, criando um bonito e espantoso halo de cor brilhante.
G.Seraut, nascido em Paris em 1856 morreu de uma grave infecção aos 32 anos na cidade de Paris em 1891.
Esta tela intitulada Domingo à Tarde na Ilha da Grande Jatte, foi realizada em 1884/6, é óleo sobre tela, tem 202x300 cm e pode ser vista no Art Institute of Chicago, em Chicago.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Site Muito Útil!

Aqui vai o endereço de uma página muito completa e que dará jeito para todas as pessoas, pois pode-se saber chegadas de aviões, ler os jornais, aceder aos sites dos bancos, das operadoras móveis, aos horários dos comboios, aos números do euro milhões, das farmácias de serviço um sem número de coisas. Serve assim como índice de sites a um sem número de utilidades.Vale a pena consultá-lo!
http://www.indeks.pt/

segunda-feira, outubro 05, 2009

Tristeza, um Sentimento Necessário

"Deixa lá esta cara!Estás triste porquê?Não tens motivos para isso..."
Quantas vezes reagimos asssim quando alguém está simplesmente triste, como se essa emoção não fosse natural? E nós próprios?Quantos vezes nos permitimos ter momentos de introspecção,melancolia, tristeza? O normal é dizermos logo que não é normal e corrermos para o Centro Comercial mais próximo ( ou para o médico!). Mas será a tristeza assim tão má para nós? E será esta alegria que todos parecemos fazer questão de sentir realmente verdadeira?
"Actualmente as pessoas experimentam uma felicidade que não é real: é distracção, é um gozo passageiro e um hedonismo de superfície. Quase diria que se consomem drogas de vários tipos: não só substâncias como fármacos e álcool, mas espetáculos, concertos, discotecas, compras, que só servem para nos alienar dos problemas". Estas palavras são do psicólogo Vítor Rodrigues e serve de alerta:
"As emoções básicas do ser humano são a tristeza, alegria, aversão, medo, ira e espanto. Se sobreviveram desde a Pré-História até agora é porque têm as suas funções. A tristeza tem a sua função, até porque encontramos pessoas que são tristes, mas também criativas, sendo que o momento criativo alia sofrimento e alegria, um pouco como as dores de parto. Não será esse impulso criativo uma função da tristeza?"
Qual é então a função da tristeza?
"Puxa-nos para dentro e interioriza-nos, enquanto a alegria nos leva para fora e conduz à acção."
Por isso mesmo, os momentos de tristeza são muitas vezes momentos de paragem para deitarmos contas à vida, para pararmos e nos aprofundarmos. Há uma função essencial associada à tristeza.
"A ânsia de felicidade pode ser encarada como fuga ao confronto interior: há muitas pessoas que fogem a esse confronto como o demónio da cruz, até porque, ao fazê-lo, encontram dores e problemas a resolver."
Mas vale a pena incorrermos nesse confronto connosco próprios? Para o psicólogo, a resposta é clara:
"Muitas vezes a recompensa pode ser muito grande, pois a mudança está do lado dessa interiorização. Da mesma maneira como há emoções que parecem estar mais ligadas à resposta rápida ligada à sobrevivência e à acção, como a aversão, o medo e a ira, há emoções que parecem aglutinadas a uma certa paragem para aprender, como é o caso da tristeza, que se torna criativa e nos ajuda a crescer. Do mesmo modo que a alegria nos acelera, a tristeza trava-nos e mergulha-nos na direcção do interior. Por isso a tristeza não só não é negativa em si, como é extremamente necessária e produtiva.Não podemos prescindir de estar tristes. Em termos psicológicos, ela é uma fonte de mudança, de criatividade e de autoconsciência."
Por Sofia Martinho

Las Meninas - Diogo Velásquez

Las Meninas (obra de Diogo Velásquez e que se encontra no Museu do Prado em Madrid) é talvez das suas obras a mais conhecida.Desde Lucas Jordan que a considerou uma "teologia da pintura", até Pablo Picasso que executou uma série de estudos destas figuras (Museu Picasso/Barcelona) esta obra interessou profundamente os artistas, que vêem nela o apogeu da pintura de Velásquez, a essência do seu pensamento pictórico.
Em Las Meninas, a cena é aparentemente fortuita: é o momento em que a encantadora infanta Margarida, com a petulância da sua condição principesca e dos seus 5 anos de idade, irrompe no estúdio de Velásquez no Alcázar quando este se encontrava a pintar um retrato dos régios esposos, cujas faces se reflectem no espelho colocado na parede do fundo. Acampanham a princesa alguns personagens da sua pequena corte: as duas damas de honor, Maria Agoostina Samiento e Isabel de Velasco, em virtude dos quais o quadro recebeu a sua designação, por serem as donzelas, aias ou "Meninas" (nome de origem portuguesa) da infanta; uma anã, Mari-Barbola, um anão Pertusato, e um canzarrão. Em segundo plano, na penumbra, distinguem-se os vultos de outros servidores do Paço, destacando-se na porta a silhueta do apresentador Nieto Velásquez, talvez parente afastado do pintor. Nessa mesma parede estão dois grandes quadros, quase às escuras, cópias de um Rubens, Minerva e Aracne, e de um Jordaens, Apolo e Pã, duas fábulas mitológicas de sentido idêntico, porque nelas se afirma a superioridade da arte sobre meros ofícios artesanais. Sublinhemos que Velásquez se auto-retrata fora da composição como se estivesse a imaginá-la no desenho interno da sua mente e antes de aplicar o pincel à tela, pôs em relevo o valor simbólico de uma obra que até há pouco tempo foi considerada como um caso extremo de realismo.
Conta-se que o crítico e poeta francês Theo Cautier, ao entrar na sala do Prado onde tinham exposto Las Meninas, exclamou:
"Mas...onde está o quadro?"
Com efeito esta obra de Velásquez confunde-se com a realidade graças ao espaço aberto do lado do contemplador (nós), a quem só faltaria que o espelho do fundo reflectisse as nossas feiçoes, em vez de as de Filipe e Mariana.
De facto uma obra fantástica, a ser vista e revista continuamente!
Diogo de Silva y Velásquez nasceu em Sevilha em 1590 e morreu em Madrid em 1660.Esta obra intitulada Las Meninas, foi realizada em 1656, é óleo sobre tela, tem 3.18x2.76 e encontra-se no Museu do Prado em Madrid.

Tsunami

No fatídico 11 de Setembro de 2001, perderam a vida 2819 pessoas .
Em 2005, o Tsunami ceifou 280.000 vidas… !
“O nosso planeta é muito poderoso” é a mensagem dramática deste anúncio controverso que a DDB Brasil criou para o World Wildlife Fund (WWF).
A campanha (com o vídeo “Aviões” e “Tsunami”) foi muito mal recebida pela sociedade norte americana, que a considerou ofensiva e incorrecta, tendo levado o WWF e a DDB a optar pelo seu cancelamento.
No entanto esta campanha não deixa de ser um aviso sério ao problema do Aquecimento Global.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Outono

BOM OUTONO PARA TODOS!!!
.....Simplesmente LINDO!!!!
Ao abrir, clic no pássaro.

http://www.jacquielawson.com/preview.asp?cont=1&hdn=0&pv=3133187

domingo, setembro 27, 2009

Singularidades de um Cinquentão

Ele é alto, diria até que é bonito, tem charme, é cativante, culto, bem falante, tem curso superior, aliás, tem cursos superiores, tem um belo sorriso, escreve muito bem, aliás é escritor, viajado, conhece vários continentes, o sul americano é o seu preferido, as suas gentes aqueles que ele mais ama, aliás ele ama as sul americanas,aliás ele só "ama" as sul americanas, detesta todas as mulheres de outras nacionalidades, incluindo obviamente a portuguesa. Tem filhos de anteriores relações, (helás...mulheres portuguesas),aliás ele teve várias anteriores relações,porque não se coibe de nada daquilo que lhe dá poder e prazer. Ele toma aquilo que quer e descarta aquilo que não quer, tem a mentira fácil na ponta da língua, aliás é mentiroso compulsivo, mas o seu charme faz com que essa compulsão para a mentira seduza, engane e nos deixemos enganar. Ele não é o tipico português espertalhão ele vai mais além,ele é o típico psicopata, mas essa psicopatia irradia charme e sedução. O seu coração é negro, tão negro como as noites mais negras, mas isso não é impeditivo de se gostar dele, ele não ama, já amou e foi traido, por isso, simplesmente deixa-se amar, vive uma mentira... a sua vida é uma perpétua mentira, mas o que importa isso? Escreve compulsivamente: Ele escreve prosa, poesia, ensaios vários,crónicas jornalísticas...etc.. Gosta de política, mas estranhamente a política não gosta dele, mas ele não se importa, espera pacientemente pela sua ocasião, essa ocasião nunca vai chegar, mas até lá ele entretêm-se com afazeres vários. Quais? A leitura, a escrita, os negócios vários e...a sedução. A vitimização surge quando a sedução vacila, ele vive em constante oscilação mas estranhamente não cai, vive num fio, não por um fio, tem ainda largos anos pela frente, é saudável, cuida-se, e por fim...anseia por um filho!
Um filho feito de Amor! E os outros que ele tem? Filhos sem Amor! Esse filho, que presumidamente será feito por Amor, dará continuidade à sua inteligência, capacidade de manipulação e de sedução. Tem dificuldades físicas em concretizar esse desejo. Não confia nos médicos, deveria confiar nos deuses?Não! Simplesmente porque não é crente,aliás abomina os deuses, são todos idolos com pés de barro, ídolos falsos.Apercebemo-nos que são idolos do qual ele é a sua perfeita imagem, mas ele não se apercebe disso, pois ele, desconsiderando os deuses, considera-se ele próprio um deus, pois a sua perfeição, sabedoria, discernimento e sageza, são provas dessa sua própria deificação!
Amamo-lo e deixamo-nos seduzir pela sua sedução, até que um belo dia acordamos deste estranho sono dogmático, e apercebemo-nos de quem ele é, confrontá-mo-lo...e estranhamente este cinquentão, do alto dos seu pedestal olhá-nos como seres dignos de pena, mal amadas, despeitadas,mulheres que entram por feudos alheios, mulheres insignificantes que afinal ainda não se deram conta de que, estão perante alguém superior e que pelo facto de ele lhes ter concedido a sua atenção é o suficiente para fazer delas as mulheres mais felizes para toda a eternidade!Perante tais argumentos tão argutos ficamos primeiramente desarmadas, mas depois caindo na realidade e pensando com a cabeça e não com o coração e a vagina, damo-nos conta como de facto é difícil confrontarmo-nos e lidarmos com homens cujas estranhas singularidades, fazem deles os mais perfeitos idiotas e cretinos que Deus colocou na terra!

E.Delacroix-A Liberdade Guiando o Povo

Eugene Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês. Na sua obra convergem a voluptuosidade de Rubens, o refinamento de Veronese, a expressividade cromática de Turner e o sentimento patético de seu grande amigo Géricault. O pintor, que como poucos soube sublimar os sentimentos por meio da cor, escreveu: "
...nem sempre a pintura precisa de um tema".
Delacroix nasceu numa família de grande prestigio social sendo o seu pai era ministro da República. Alguns acreditam que o seu pai natural teria sido na realidade o príncipe Talleyrand, que viria a ser mais tarde o seu mecenas. O fato é que Delacroix teve uma educação esmerada, que o transformou num erudito precoce pois frequentou grandes colégios de Paris, teve aulas de música no Conservatório e de pintura na Escola de Belas-Artes. Também aprendeu aquarela com o professor Soulier e trabalhou no ateliê do pintor Pierre-Narcise Guérin, onde conheceu o pintor Géricault. Visitava quase todos os dias o Museu do Louvre, para estudar as obras de Rafael e Rubens.
O seu primeiro quadro foi A Barca de Dante — a obra deste escritor italiano foi um dos temas preferidos do romantismo. A tela lembra A Barca da Medusa, de Géricault, para quem o pintor havia posado.
Algumas pessoas viram no artista um grande talento como o de Rubens e o as semelhanças de Michelangelo. Não tão apreciados da mesma maneira: O Massacre de Chios (1822), A Morte de Sardanápalo (1827) e A Tomada de Constantinopla pelos Cruzados (1840), baseadas em temas exóticos e históricos, de composições bem mais caóticas e de uma dramaticidade e simbolismo cromático incompreensíveis para a Academia.
Delacroix interessou-se também pelos temas políticos do momento. Sentindo-se um pouco culpado pela sua pouca participação nos acontecimentos do país, pintou então a que hoje é considerada a sua obra mais conhecida A Liberdade Guiando o Povo (1830), um quadro que o Estado Francês adquiriu e que foi exibido poucas vezes, por ter sido considerado excessivamente panfletário. O certo é que a bandeira francesa tremulando nas mãos de uma liberdade resoluta e destemida, prestes a saltar da tela, impressionou um número não pequeno de espectadores.
Em 1833 Delacroix foi contratado para decorar o palácio do rei em Paris, o Palácio de Luxemburgo e a biblioteca de Saint-Sulpice. Nos seus últimos anos de vida preferiu a solidão de seu ateliê.

Distraxion

Chefe e estagiário com gostos musicais diferentes: uma noite difícil no escritório.
Mini-filme de animação de Mike Stern
Fantástico!
http://tube.aeiou.pt/distraxion/

quinta-feira, setembro 24, 2009

O Valor de uma Mulher

Um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada: berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, o frigorífico estava aberto, havia comida de cão no chão e até um copo partido em cima do balcão.
Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
'Será que a minha mulher passou mal?' ele pensou.
'Será que alguma coisa grave aconteceu?'
Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do WC...
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na sanita.
A pasta de dentes tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordava de água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto, ele encontrou a sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou:
- Que diabos aconteceu aqui em casa? Porquê toda esta bagunça?
Ela sorriu e disse:
- Todos os dias, quando chegas do trabalho, perguntas-me:
"- Afinal de contas, o que é que tu fizeste o dia inteiro dentro de casa???"
- Bem... Hoje eu não fiz nada, FOFO !!!

Os Novos Materias Escolares


domingo, setembro 20, 2009

Planeta Terra

Do pó das estrelas ao primeiro homem a caminhar de pé, um tributo à evolução com imagens espectaculares da história natural do nosso planeta.
No mínimo Fantástico!
Para ver o vídeo, clique aqui:

http://tube.aeiou.pt/planet-earth-natural-history-tribute

sábado, setembro 19, 2009

Salvador Dali - O Sono

Nesta fantástica interpretação do sono, vê-se apenas uma cabeça, de um ser adormecido, contra um fundo de imagens fantáticas. O equilíbrio delicado da figura é tal que sabemos que, se apenas um dos suportes caísse, a cabeça acordaria; assim se demonstra a fragilidade do sono. A meticulosa atençao de S.Dali ao pormenor cria uma atmosfera de acentuada hiper-realidade.
Como menbro do movimento Surrealista, Dali promoveu o conceito de absurdo e o papel do insconsciente na sua arte.
Salvador Dali colaborou também com o realizador Luis Buñuel em filmes como Un chien Andalou e L'Age d'Or, que são considerados ainda hoje marcos na história do cinema.
Embora provocasse a indignaçao pública, a sua celebridade e o contributo para a arte são inegáveis.
Tendo trabalhado em Paris e Nova Yorque, Dali regressou à sua Espanha natal emm1955, onde se instalou com a sua companheira Gala, de quem pintou muitos retratos.
Este quadro de S.Dali, que nasceu em Figueras em 1904 e morreu em Barcelona em 1989, denomina-se O Sono, foi pintado em 1937, é Óleo sobre tela, tem 50,8x78,2 cm e faz parte de uma Colecção Particular.

quinta-feira, setembro 17, 2009

O Trabalho de um Professor

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.
Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e "nem se dá por ela".
Caro anónimo indignado com a indignação dos professores.
Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.
O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professorestambém se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão,(esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.
O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seutrabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas sãopassadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas desubstituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica,etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que érealizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes,correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhosindividuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.
Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou aconsiderar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamenteiguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas,como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta umtotal de 84 horas nesta tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, porperíodo, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar deztestes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar,escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas,seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos ostestes, durante um período.
4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.
5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, eque cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados),dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas porsemana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.
Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estestrabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas parao efeito.
Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor noNatal.
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro.
Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias detrabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.
Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve,em média, a cada professor no final de cada período escolar.
Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof.Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!
Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura
, o amigo paga o que deve.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Ser Professor, segundo Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um “Adesivo”.
Precisa faltar, é um “turista”.
Conversa com os outros professores, está “malhando” nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou “água-benta”.
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele.

domingo, setembro 13, 2009

Pobre David!


O efeito de substâncias ilícitas na condução!

Diário de um Dono de Casa

Porque se queixarão as mulheres das lides domésticas se basta um pouco de organização?
Segunda-feira. Sozinho em casa. A minha mulher foi passar a semana fora. Ora aí está uma excelente mudança. Vamos passar uma semana inesquecível, o cão e eu. Delineei um programa e organizei o meu horário. Sei exactamente a que horas me levantar, quanto tempo demoro na casa de banho e a preparar o pequeno-almoço. Acrescentei o número de horas de que preciso para lavar a loiça, fazer limpezas, passear o cão, ir às compras e cozinhar. Fiquei agradavelmente surpreendido com o muito tempo livre que ainda terei. Não percebo porque é que as mulheres se queixam da lida da casa se tudo isso exige tão pouco tempo. O segredo está numa boa organização. O cão e eu comemos um bife cada um ao jantar. Vesti-me a rigor, acendi uma vela e pus rosas numa jarra para criar uma atmosfera aprazível. O cão comeu paté de foi gras como entrada, repetiu a dose como prato principal, com uma requintada guarnição de legumes e biscoitos à sobremesa. Eu bebi vinho e fumei um charuto. Há muito que não me sentia tão bem.
Terça-feira. Tenho de dar uma olhadela ao meu horário. Uns pequenos acertos. Expliquei ao cão que não se pode ter festa todos os dias e que por isso, não pode estar à espera de entradas e três tigelas de comida, que é claro, tenho de lavar. Ao pequeno-almoço, verifiquei que o sumo de laranja natural tem um inconveniente. É preciso lavar sempre o espremedor. Alteração possível: fazer sumo para dias. Assim só tenho metade do trabalho. Descoberta: posso aquecer salsichas dentro da sopa. Menos uma panela para lavar. É claro que não pretendo aspirar todos os dias, como a minha mulher queria. De dois em dois dias é mais que suficiente. O segredo está em andar de chinelos e limpar as patas do cão. Quanto ao resto sinto-me optimamente.
Quarta-feira. Tenho a impressão de que afinal a lida doméstica leva mais tempo do que pensava. Preciso de repensar a minha estratégia. Primeiro passo: Comprei um saco de comida rápida. Não tenho de perder mais tempo com cozinhados. É um disparate perder mais tempo com a comida do que comê-la. A cama é outro problema. Primeiro é preciso sair de dentro do edredão, a seguir arejá-lo e por fim fazer a cama. Que complicação! Acho que não vale a pena fazê-la todos os dias, sobretudo porque nessa mesma noite voltarei a deitar-me. Parece-me inútil. Deixei de fazer refeições complicadas para o cão. Comprei algumas de lata. Ele fez má cara, mas não teve outro remédio senão comê-las. Se tenho de arranjar-me com refeições pré – cozinhadas, ele não é mais do que eu.
Quinta-feira. Acabou-se o sumo de laranja! Como é que um fruto aparentemente tão inocente causa tamanha confusão? É inacreditável! Vou passar a compara sumo engarrafado pronto a beber. Descoberta: Consegui sair da cama quase sem a desfazer. Basta-me depois alisar ligeiramente a roupa. Claro que é preciso uma certa prática, e não me posso mexer muito durante o sono. Doem-me um bocado as costas, mas nada que um bom duche quente não possa resolver. Deixei de fazer a barba todos os dias. É uma perda de tempo. Assim, também, ganho uns minutos preciosos que a minha mulher, como não tem de fazer a barba nunca perde. Descoberta: Não vale a pena usar um prato lavado de cada vez que como. Lavar a loiça tantas vezes começa a dar-me cabo dos nervos. O cão também pode comer só numa tigela. Afinal, de contas é um animal. Nota: cheguei à conclusão de que basta aspirar no máximo uma vez por semana. Salsichas ao almoço e ao jantar.
Sexta-feira. Adeus sumos de fruta! As laranjas são muito pesadas. Descobri o seguinte: as salsichas sabem bem de manhã. Ao almoço nem por isso. Ao jantar, nem vê-las. Salsichas mais de dois dias seguidos enjoam. O cão, esse, está a comida seca. Afinal de contas tem os mesmos nutrientes, e não suja a tigela. Descobri que posso comer a sopa directamente da panela. Sabe ao mesmo. Nem tigela nem concha. Assim já não me sinto tanto como uma máquina de lavar a louça. Já não lavo o chão da cozinha. Irritava-me tanto como fazer a cama. Nota: acabaram-se as latas. O abre-latas fica todo pegajoso!
Sábado. Que ideia é esta de me despir à noite se tenho de voltar a despir-me de manhã? Aproveito mas é o tempo para ficar mais um bocadinho na cama. E também não preciso de colcha, por isso a cama está sempre feita. O cão encheu tudo de migalhas. Pu-lo na rua de castigo. Não sou criado dele! Que estranho. De repente, dei-me conta de que é o que a minha mulher me diz às vezes… Hoje é dia de fazer a barba, mas não me apetece nada. Tenho os nervos em franja. Ao pequeno-almoço, só as coisas que não seja preciso desembrulhar, abrir, cortar polvilhar, cozinhar sem misturar. Tudo coisas que incomodem. Plano: Comer directamente do saco em cima do fogão. Nem pratos, nem talheres nem toalha, nem nenhum disparate desses. Tenho as gengivas um bocado inflamadas. Deve ser a falta de fruta, que é muito pesada para carregar. Se calhar, estou com princípio de escorbuto. A minha mulher telefonou à tarde a saber se tinha lavado as janelas e posto a roupa a lavar. Desatei a rir meio histérico. Disse-lhe que não tinha tempo para essas coisas. Há um problema com a banheira. Está entupida com esparguete. Também não estou para me chatear. Não me incomoda muito porque deixei de tomar duche. Nota: O cão e eu comemos juntos directamente do frigorífico. Tem é de ser depressa. Não convém deixar a porta aberta muito tempo.
Domingo .O cão e eu estamos sentados na cama a ver televisão. Vemos pessoas a comer todo o tipo de iguarias. Salivamos os dois. Ambos estamos fracos e rabugentos. Esta manhã comi da tigela do cão. Nenhum de nós gostou. Precisava de me lavar, barbear, pentear, fazer comida para o cão, limpar a casa ir às compras e uma série de outras coisas, mas não arranjo forças. Sinto que estou a perder o equilíbrio e que a vista me está a faltar. O cão deixou de abanar a cauda. Num último reflexo de sobrevivência arrastámo-nos até um restaurante. Durante uma hora, comemos toda a espécie de pratos óptimos. Em seguida, fomos para um hotel. O quarto é limpo, arrumado e confortável. Descobri a solução ideal para o governo da casa. Não sei se a minha mulher já se terá lembrado disso!