quinta-feira, setembro 29, 2011

Ticiano-Vénus com o Amor Ouvindo Música

Vénus com o Amor Ouvindo Música

Vénus de Urbino

Ticiano-Auto-retrato
Ticiano Vecellio (1488/1576), realizara várias obras sobre o tema "Vénus".Os elementos distintivos entre elas centram-se basicamente na figura de Vénus.Aqui nesta "Vénus com o Amor Ouvindo Música", podemos ver esta deusa do Amor e da beleza, deitada, num leito coberto por sumptuosas sedas.Vénus surge nua e com o sexo à vista, contrariamente à "Vénus de Urbino", que tapa o sexo com uma mão. Está acompanhada por um Cupido que a olha maravilhado pela sua grande beleza. Junto de Vénus, podemos ver um organista com as mãos sobre o teclado, mas que, no entanto, dirige os eu olhar para o sexo de Vénus.Então, o que aqui esta deusa representa é o puro amor carnal. Trata-se de uma alegoria aos sentidos da visão, o organista que contempla a beleza de Vénus, e da audição, através da música tocada por aquele. Ao fundo da composição, podemos observar uma paisagem iluminada pela luz do entardecer, onde se avista uma grande fonte de pedra, alguns animais, como veados  e um pavão e também, podemos apreciar um casal apaixonado, passeando pela floresta. As cores empregues por Ticiano nesta obra são quentes e intensas.Também o modo como pinta as árvores confere grande profundidade ao espaço compositivo.O casal que se passeia pela floresta é mais um elemento que alude ao amor carnal.Também o corpo da própria Vénus é representado atendendo aos cânones de beleza da época. Trata-se de uma mulher gorda e com o tomo de pele extremamente pálido. Esta obra foi um presente de Ticiano para o imperador Carlos V durante a sua estadia em Augsburg. Esta tem tem consideráveis dimensões de 1.48x2.17cm, é óleo sobre tela e pode ser apreciada no Museu do Prado em Madrid.

terça-feira, setembro 27, 2011

Na Poupança é que está o Ganho

Algumas pessoas têm toda a sorte do mundo… sem saber muito bem como!
Novo anúncio ‘Some people are lucky in life’, do banco norueguês DnB NOR, com George Clooney.Muito divertido!

sábado, setembro 24, 2011

Gustave Courbet-O Atelier do Artista


Trata-se de uma das obras mais conhecidas do pintor Jean Désiré-Gustave Courbet, que foi exposta em conjunto com outras, da sua autoria, num pavilhão perto da exposição internacional, por se opor aos pressupostos oficiais da arte. A obra tem como título "O Atelier do Pintor", seguido de um subtítulo muito sugestivo:"Alegoria Real que define uma fase de sete anos da minha vida artística e moral".Ao que consta o artista escreveu uma carta ao seu amigo, o escritor Jules Champfleury, na qual explicava o significado desta obra. Nela vemos o artista pintando uma paisagem sob o olhar atento de uma jovem seminua e de um menino acompanhado de um cão branco adormecido no chão. O pintor é o eixo que separa ambos os lados do quadro, onde se desenvolve a cena enquadrada num fundo. À esquerda da composição, mostram-se os dois lados da sociedade, ilustrada através de personagens como o caçador com o cão, representante da classe burguesa, ou  a mulher de cócoras, que simbolizaria a classe mais desfavorecida.Estão também membros das classes religiosas, representados pelas figuras de um homem judeu e de um sacerdote cristão.No entanto, à direita do quadro estão os amigos do pintor pertencentes todos eles a classes altas e representantes da cultura como, por exemplo, o músico A. Promayet que aparece em primeiro plano, ou o filósofo e sociólogo Pierre-Joseph Proudhon.Por sua vez o poeta Boudelaire, grande amigo do pintor aparece sentada à direita da composição, lendo um livro, e mostrando-se alheio à cena que decorre à sua volta.A mulher seminua que está atenta ao quadro cobre-se com uma parte do pano branco que cai para o chão, e contempla, concentrada, o artista enquanto ele pinta. É interessante observar que Courbet preferiu uma mulher aos críticos habituais dos salões, demonstrando com este facto o desagrado que estes lhe causava. Uma obra estranha e que foge aos cânones habituais. Este "O Atelier do Pintor" foi realizado em 1855 tem as consideráveis dimensões de 3.59x5.98cm é óleo sobre tela e pode ser vista no Museu D'Orsay em Paris.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Lado a lado

O Homem e a Natureza, lado a lado - tão diferentes, tão iguais, sempre interligados…
Soberbo anúncio ‘Side by Side’ desenvolvido pela Ogilvy para o WWF - World Wildlife Fund.



quarta-feira, setembro 21, 2011

Júlio Resende: 1918-2011




Diplomado em pintura, pela escola de Belas-Artes do Porto, fez a sua primeira exposição em 1944, na I Exposição dos Independentes. Júlio Resende estudou também em Paris, para onde seguiu em 1948, e foi discípulo de Duco de la Haix e Otto Friez. As suas obras dos dias de Paris foram expostas em Portugal em 1949.Na transição entre o figurativo e o abstrato, Resende foi também professor no Porto, na década de 60.Uma das sua obras mais conhecidas em Lisboa é a decoração da estação do Metropolitano do Jardim Zoológico, em Lisboa.O Lugar do Desenho foi criado pela Fundação Júlio Resende com vista a promover o trabalho do pintor, composto por cerca de duas mil obras. Amanhã, dia 22 de Setembro, pelas 16h00, terão início as exéquias fúnebres, com celebração de missa de corpo presente na Igreja Matriz de Valbom, seguindo o funeral às 16h45 para o Cemitério de Valbom em Valbom", lê-se no comunicado.O pintor de 93 anos morreu hoje, em Gondomar, segundo as informações dadas à Lusa por um amigo do artista.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Pablo Picasso-Gertrude Stein

Gertrude Stein-Picasso


Gertrude Stein
Não resisto a colocar aqui um pequeno post a propósito desta obra de Picasso, em que o mesmo pinta um retrato da escritora Gertrude Stein, sua grande amiga e conselheira. Este post vem no seguimento de um anterior que escrevi acerca da nova obra  cinematográfica de W.Allen "Meia-Noite em Paris", e onde  Gertrude Stein, (interpretado por Kathy Bates) aparece, qual 'rainha' adorada por conhecidos escritores e pintores entre os quais o grande Picasso.Cabe então aqui referir que esta obra de Picasso, em que vemos um retrato da escritora norte americana Gertrude Stein, foi sendo realizada pelo artista ao longo do inverno de 1905-1906, quando Picasso contava 24 anos de idade.A personagem aparece sentada numa posição a três quartos e as mãos descansam sobre a sua saia. Enverga uma espécie de casaco de tons escuros, que é compensado pela presença de uma blusa branca. A zona da cabeça implicou um trabalho enorme para o artista, que depois de a ter finalizado, voltou a pintá-la numa viagem a Espanha realizada em 1906. O rosto de Gertrude Stein apresenta umas pálpebras grossas, um nariz proeminente e uma boca pequena.Esse rosto quase nada tem a ver com a autêntica Gertrude Stein, retratada por Picasso quando esta tinha 32 anos.Ela não sorri, e o seu olhar ligeiramente desviado para a direita e inclinado para baixo é de uma serenidade extrema.Tanto a reduzida paleta cromática  como certas forma utilizadas por Picasso antecedem de forma clara o período cubista, posteriormente inaugurado com a sua magistosa obra "As Meninas de Avinhão", de 1907. A retratada aparece sentada num sofá de tons avermelhados decorado com motivos florais que animam um pouco a composição, tão sumida e emersa em escuridão.O colarinho da camisa branca aprece decorado com um pregador de tons alaranjados, que á primeira vista parece ser de âmbar e que confere à composição um toque de calor muito assombroso.Esta obra de Picasso denominada simplesmente de "Gertrude Stein" é óleo sobre tela e pode ser apreciada em Nova Iorque no Metropolitan Museum of Art, mas conhecido por MoMa.

domingo, setembro 18, 2011

Woody Allen-Meia Noite em Paris



Há coisa de uma semana passou no Canal Um da RTP, um dos filmes que mais amo, deste fantástico realizador que é Woody Allen.O filme era o "Vicky, Cristina, Barcelona".Para mim este filme,  a par de "Poderosa Afrodite" , "A Rosa Púrpura do Cairo" ,"Alice" e " Match Point", são daqueles filmes que me marcaram para sempre em termos cinematográficos, posto que os amamos porque...temos de os amar e...ponto final. Parece que não há explicação para isso, visto que o que vemos é uma experiência única, uma combinação de talento, originalidade, bom argumento, boa realização, bons actores, etc. Desde ontem que acrescento  "Meia-Noite em Paris" a esta galeria de filmes realizados por este génio que é Woody Allen.O filme é...fantástico, uma experiência cinematográfica única.Tal como já tinha acontecido em  "Match Point" (Londres),"Vicky, Cristina, Barcelona" (Barcelona) W.Allen, escolhe mais uma cidade europeia para nela dar azo a toda a sua loucura imaginativa e neste caso temos... Paris, vista pelo olhar  muito peculiar deste realizador. Aqui, já não é tanto a cidade em si a personagem principal (se bem que as imagens iniciais, fazem-nos ter vontade de voar rapidamente para esta cidade...) mas sim os famosos personagens que escolheram-na como porto de abrigo e como centro cultural e que nela se inspiraram para produziram obras intemporais. Assim é neste 'tunel do tempo' que o personagem principal se introduz a partir da meia noite, que vemos um excepcional e louco E. Hemingway, um tresloucado S.Dalí, um sorumbático L.Buñuel, um simpatiquíssimo e cavalheiresco S.Fitzgerald sempre atento a Helga a sua talentosa mas suicidária esposa,  um P.Picasso às voltas com o seu génio algo incompreendido e uma Gertrude Stein que a  todos aconselha qual rainha mestra. No meio de toda essa loucura apercebemo-nos também, que  W.Allen não tem contemplações para  os seus compatriotas americanos em viagem pela Europa, e os caracteriza de uma forma risível e caricatural, fazendo com que o filme se torne ainda mais delicioso.Claro  que o visionamente do filme requer algum conhecimento dos personagens históricos que vão surgindo e dos diálogos que o personagem principal (Gil Pender, bem interpretado por Owen Wilson) vai tendo com os mesmos.Contudo, isso é um risco que o realizador corre e que  a meu ver consegue sair airosamente, quanto mais não seja porque tudo é feito de uma forma muito leve, com diálogos muito bons e com uma fotografia lindíssima  de uma Paris feita do presente e de um passado magnífico, com personagens únicos e irrepetíveis e que à imagem do que acontece com Gil, sentimos vontade de  ter essa capacidade de negação do presente e poder viajar para o passado e por lá ficar, a rir a conversar e a ouvir o grande e talentoso...Cole Porter.Um filme obrigatório para todos os que amam o cinema.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Honoré-Victorien Daumier-A Lavadeira

A obra que aqui aparece trata-se de uma pintura de Honoré-Victorien Daumier na qual uma lavadeira é a protagonista da cena. Recordemos que, na época, era muito frequente as mulheres lavarem diariamente a roupa no rio Sena, e esta pintura é disso exemplo. A lavadeira foi com a sua  pequenita filha lavar a roupa. Esta última socorre-se de uma pá para subir as escadas que vão do rio até ao passeio. A cena tem como enquadramento a cidade de Paris, vista através dos edifícios brancos, sobre os quais incide a luz da manhã. O céu, pintado através de manchas avermelhadas, azuis e ocre é uma amostra do carácter impressionista de alguns pormenores das pinturas de Daumier, que,  não era um artista muito dado á paisagem, mas sim ao enquadramento das suas obras em temas sociais da altura como esta obra é disso exemplo. A menina  que acompanha a sua mãe na árdua tarefa de lavar a roupa diariamente, tem dificuldade em segui-la, pois utiliza uma pá que lhe serve para subir as escadas. Por sua vez a sua mãe, a lavadeira, leva debaixo do braço, a roupa acabada de lavar, facto que fica perfeitamente ilustrado, pois esta parece recém-escorrida. Daumier utiliza tons escuros em toda a obra acentuado assim o carácter pesado da tarefa e a tristeza daquelas que ase entregam a tarefas árduas  acompanhadas das suas filhas. A única tonalidade alegre é mesmo as paredes do casario por detrás das personagens e a roupa acabada de lavar. nem a própria criança escapa á escuridão da obra, muito pelo contrário, acentua-a no esforço que a pequenita faz para subir as escadas. uma obra soturna e ao mesmo tempo magnífica. Denominada de "A Lavadeira" esta obra de Honoré-Victorien Daumier, é óleo sobre madeira foi realizada entre 1860/61 e pode ser apreciada no Museu D'Orsay em Paris. 

Stop Pain

Para algumas pessoas, a dor não tem fim…
Campanha ‘Stop Pain’ desenvolvida pela TBWA para a Douleurs Sans Frontières / Pain Whithout Borders.Spot dirigido por Philippe Gamer e Fred Remuzat, produção de Alexandre Calogeropoulos, música de M83.A ver com atenção!

quarta-feira, setembro 14, 2011

Andy Whitfield-1972-2011



Morreu Andy Whitfield, estrela da série «Spartacus: Sangue e Arena».O ator faleceu aos 39 anos, em Sydney, na Austrália, vítima de um linfoma não-Hodgkin.Andy Whitfield nasceu no País de Gales e mudou-se para a Austrália em 1999.Era desconhecido quando foi escolhido para interpretar a figura de Spartacus, na primeira temporada da série de televisão (estreada em 2010) que se tornou conhecida pelas doses de violência e sexualidade gráficas, e a série acabou por lhe trazer uma enorme popularidade.Whitfield estava a preparar-se para rodar a segunda temporada, quando lhe foi diagnosticado um linfoma não-Hodgkin, há cerca de um ano e meio.O ator afastou-se então para fazer um tratamento agressivo contra o cancro e, enquanto esperava pela sua recuperação, a produtora avançou com uma prequela de seis episódios, «Spartacus: Deuses da Arena», que abordava os acontecimentos anteriores à chegada de Spartacus a Roma.No entanto, a saúde de Whitfield continuou a piorar e a produtora acabou por anunciar, em janeiro deste ano, que a personagem iria passar ser interpretada pelo ator australiano Liam McIntyre.
Este domingo, aos 39 anos, e de acordo com um comunicado à imprensa feito pela sua mulher, Vashti Whitfield, «numa bonita manhã ensolarada de primavera em Sydney, cercado pela sua família, nos braços da sua esposa, o nosso belo e jovem guerreiro Andy Whitfield perdeu a batalha de 18 meses contra o cancro».
«Obrigado a todos os seus fãs, cujo amor e apoio o ajudaram a chegar até aqui. Ele será lembrado como o pai, marido e homem inspirador, corajoso e gentil que era», acrescenta a viúva.
In Sapo

O Bailado do Pequeno Almoço

Esqueça tudo o que julgava saber sobre a refeição mais importante do dia
!Short-movie ‘Breakfast Interrupted’, da Alchemedia Project, filmado com uma Phantom HD Gold a 1000 fps.Fantástico!!

domingo, setembro 11, 2011

Paul Gauguin-Auto-Retratos

Auto-retrato
A primeira tela que aqui aparece foi realizada por Paul Gauguin aquando da sua chegada a Paris, por volta de 1893/94, depois de ter vivido durante 3 anos no Taiti. Morice, o seu agente, vendera grande parte das suas obras sem lhe enviar os lucros.Por essa razão, o pintor viu-se obrigado a mudar-se para a Europa, onde chegou com várias esculturas e sessenta e seis quadros.Estes últimos foram expostos em seguida, alcançando poucas vendas e críticas contraditórias, embora a exposição não tenha passado despercebida ao público.A falta de recursos económicos do artista fazia com que o seu principal modelo fosse ele próprio.Gauguin aparece no centro da tela olhando para o espectador com o característico olhar provocador próprio da sua personalidade impulsiva e radical.O pintor parece estar no seu estúdio, cuja parede está decorada com uma tela que representa uma taitiana, o seu motivo pictórico preferido.O sentido decorativo da obra do artista reflecte-se, perfeitamente, através do estampado da toalha da mesa, esquemático e de cores primárias. O gosto/necessidade  facto de Gauguin se auto retratar fez com que se conservassem inúmeros auto-retratos do pintor.Aqui, nesta tela, a arbitrariedade da cor, tão típica da sua obra, torna-se evidente no verde que preenche a parte esquerda do seu rosto.Esta tela não é grande, tem 46x38cm  e é um óleo sobre tela.
Auto-retrato do Artista
A segunda tela aqui exposta foi realizada por Gauguin, no ano de 1896, altura em que voltou a residir no Taiti com Pahura, a sua vahiné de catorze anos. Sem dinheiro e com dores intensas numa perna (mal que padeceu até à sua morte atacado de sífilis), o artista sofreu uma forte depressão, tal como se depreende da correspondência com o seu agente Morice:"estou à beira do suicídio".Nesse mesmo ano, o pintor tentou matar-se  com arsénico.Acalmando as dores com doses de morfina, entrou finalmente no hospital de Papeete e foi inscrito como 'indigente'.O Governo francês ofereceu-lhe um pequeno subsídio, mas Gauguin, muito orgulhoso, recusou-o. A sua agonia agudizou quando o filho de Pahura morreu, pouco tempo depois de nascer.O ano de 1896 foi, efectivamente, muito penoso para Gauguin, tal como é refletido no seu rosto neste Auto-retrato do Artista.De facto, cabisbaixo, com olhar ausente e melancólico Gauguin retrata-se sem as cores vivas e fortes que caracterizavam a sua pintura.O seu busto ocupa quase toda a superfície do quadro, constituindo uma reflexão sobre si mesmo.No ano seguinte a ter pintado este  quadro, o pintor confessará que já não lhe restam "razões morais para viver", algo que nós próprios conseguimos vislumbrar neste rosto profundamente abatido. A própria bata do artista está pintada com uma cor plana e homogénea, abandonando todo o sentido de volume e claro-escuro, típico da sua grandiosa obra. Ambas as telas podem ser apreciadas no Museu D'Orsay em Paris.

sexta-feira, setembro 09, 2011

A Guerra dos Ícones

E se o MSN se chateasse com o ICQ, e o Outlook desatasse à pancada com o Internet Explorer?
Divertido short-movie “Icon Story” da MasoDigitalStudio.Só rir!

quinta-feira, setembro 08, 2011

Parede Pintadas

Cindy Sherman-Sem Título Nº96


Esta fotografia apresenta uma remissão para a arte vitoriana no modo como é retratada uma jovem muito contemplativa. No entanto, os motivos simbólicos usados prelos Pré-Rafaelitas são substituídos pela superfície agreste de uma certa modernidade, senão vejamos: a jovem senhora transforma-se numa bonita  e sonhadora adolescente; a "carta" que ela segura na mão direita parece ser a página de uma qualquer revista social tipo "correio do coração" ; todo o enquadramento provém do cinema.Cindy Sherman,fotógrafa e realizadora norte-americana,  nascida  em 1954, em New Jersey, nos Estados Unidos da América,acaba quase sempre por ser a "estrela" dos seus trabalhos, encenando-os, e nos quais, sob disfarce, desenvolve uma ´série de narrativas, muitas vezes inspiradas no cinema ou na história da arte erudita. Nos seus trabalhos cada vez mais originais nos finais da década de 80, o corpo feminino passa a ser desmembrado ou substituído por próteses pornográficas, numa violenta evocação da imagem como cadáver e da mulher como vitima. O desrespetio por Sherman pelos valores tradicionais combina com um humor mordaz, dando lugar a uma abordagem muito poderosa e original. Esta obra que aqui aparece denominada de "Sem Título Nº96" é uma fotografia a cores e faz parte da Colecção Saatchi, Londres.

terça-feira, setembro 06, 2011

Vénus Negra

Selecção Oficial do Festival de Cinema de Veneza, Selecção Oficial do New York Film Festival, esta 'Vénus Negra' do realizador de "O Segredo de um Cuscus" e "A Esquiva", Abdellatif Kechiche,e com a grande  Yahima Torres no papel principal, é um "murro no estômago", uma visão dantesca, tormentosa e atormentada de quem se dispõe a ver durante 3 horas os 'padecimentos' porque que passa esta 'Vénus Negra', caso verídico e símbolo da degradação humana. 'Vénus Negra' é baseado numa história verídica, a história de Saartjie Baartman, uma mulher da etnia Khoikhoil que foi exibida em espectáculos em Londres e Paris, como uma aberração devido às formas voluptuosas e algo simiescas do seu corpo. A. Kechiche não facilita e trata-nos como 'voyeurs' e como tal, transporta-nos para o lado da mais pura degradação humana, aquela que observa avidamente e por fim usa e abusa de S.Baartman.O que esta 'Vénus Negra' queria quando partiu da sua África natal era a fortuna e reconhecimento, mas o que encontrou foi um público doentiamente ávido do seu corpo invulgar, que o observa, que depois o usa e que por fim faz dele objecto de estudos académicos e não contente o esquarteja, e o exibe como uma aberração, até que o mesmo é reclamado em 2002, e por fim é enterrado com honras de Estado... as mesmas honras que Saartjie  procurou sem nunca ter encontrado. Uma obra cinematográfica notável, que mostra-nos a sociedade do espectáculo e os caminhos  da indignidade  humana. Um filme obrigatório, um filme soberbo!

segunda-feira, setembro 05, 2011

Separando o lixo

Saber separar o lixo é muito importante!Divertido anúncio ‘Bigger than money’, campanha do Goethe Institute.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Salvador Dalí-Auto-retrato em Atitude de Adoração



















Nenhum pintor do século XX o superou em termos  de conceitos excêntricos ou encenações fantásticas, mais nenhum artista serviu o mito da criatividade incondicional de modo mais maníaco, ou ao mesmo tempo de modo mais ideológico.Mas, mais nenhum artista atingiu também estes padrões com tal paixão pela perfeição do ofício. Isso trouxe, a Salvador Dalí, um esmagador sucesso  comercial, e depois, a partir de 1940, quando foi  para os E.U.A durante oito anos, as aclamações frenéticas do comércio internacional de arte.Todos sabemos que S.Dalí  foi uma figura da moda durante décadas.Mas, nem sempre obteve a apreciação, e muito menos a simpatia dos amantes de arte 'sérios'. E até hoje, embora seja visto como um génio cujo excepcional estatuto na história  Surrealismo franco-espanhol é indiscutível  que as opiniões continuam a dividir-se acerca da sua importância estética  e artística. Quanto S.Dalí pintou o seu auto-retrato em 1954, aos cinquenta anos, estava no auge da fama. Entre os inúmeros componentes que permeiam sinteticamente o seu trabalho, há acima de tudo dois que determinam o conceito, e ambos têm importância na pintura de 1954. Surge,  em primeiro lugar, aquilo a que o artista chamou, a partir da década  de 1930, o seu "método paranóico-crítico": a utilização de efeitos fisionómicos e ilusões espaciais sugestivas que criam "imagens duais" que se "sobrepõem" uma à outra. Assim, o homem nu com o bigode característico ajoelha-se tanto na praia como esta, (e as águas calmas repousam sobre a sua coxa enquanto o homem olha para cima em êxtase), ao mesmo tempo que a mão, a fazer sombra, está apoiada na própria água como se esta fosse uma placa de metal. Há uma alternância constante entre o pequeno e o grande, o perto e o longe.As montanhas costeiras da sua terra natal (Port Lligat) perto da cidade de Cadaqués, apresentam a mesma definição alucinante de pormenor que as rochas da praia. Estas altercações da realidade forma exploradas por Sigmund Freud como um princípio perceptual na interpretação dos sonhos e da teoria da neurose (que Dalí estudou ávidamente), os medos armazenados do inconsciente afirmando o seu poder desconcertante contra todas as tentativas de repressão pelo consciente racional.O segundo grande componente da obra de Dalí é, do ponto de vista da obra de 1954 muito pertinente. O próprio artista chamava-lhe "misticismo religioso-nuclear".Após o lançamento da bomba nuclear a 6 de Agosto de 1945, Salvador Dalí horrorizado mas ao mesmo tempo extasiado, desenvolveu a visão de que Deus podia ser visualizado como a coerência explosiva das mais pequenas partículas e forças, e que neste espírito o mundo moderno seria trazido  à consciência das pessoas através de uma forma conjurada e através de todos os desastres. Assim o modelo da bomba atómica que surge como uma alucinação sobre a simples natureza do cão adormecido não é mais do que a visão mística de um universo interior.O facto de no centro das forças atómicas, por baixo da cúpula explosiva do velho mundo-edifício, os elementos do rosto de uma mulher (reconhecemos nesse rosto a amante, a musa e agente de Dalí, Gala), nasceram unidos unidos e separados, revela que o nu ajoelhado presta homenagem aos cosmo, que ele próprio criou, e que está unido a ele em delírio e êxtase erótico.Uma obra estranha e portentosa! Este "Auto-retrato em Atitude de Adoração" foi realizada por Salvador Dalí em 1954, é óleo sobre tela, tem 61x46cm e faz parte de uma Colecção Particular.

quinta-feira, setembro 01, 2011

Fim de Férias

Se as férias servem para descansarmos, porque nos sentimos tão cansados após as ditas cujas e porque sentimos que só Deus sabe o quanto precisamos de férias para descansar dessas mesmas férias?A quebra da rotina de meses e meses de trabalho, 'ajudam na festa' assim como as deslocações que muitos fazem ao estrangeiro, as longas caminhadas, a praia, o campo, o mudar de lugar  cheios de malas e bagagens, o stress na espera por uma mesa num restaurante apinhado de gente, o stress na espera por uma bebida num qualquer bar nocturno,o choro e o grito de crianças, numa piscina, no avião, no restaurante etc. Na verdade, é nas férias que muitos casais 'obrigados' a viver durante dias e dias sempre juntos, e no qual  o intervalo de tempo entre o trabalho de um e de outro deixa de existir, começam a notar  defeitos mútuos, que na rotina do dia a dia passam despercebido.Estudos compravam elevadas taxas de divórcio após as férias, e quando a medida não é tão drástica, o regresso a casa e o recomeço do trabalho, faz-se de implicações e constante má vontade de parte a parte.Juntemos  a isso, o recomeço das aulas em Setembro, o stress na compra dos livros escolares para os casais que têm filhos  e subsequente gasto de 'pipas' de dinheiro nos ditos compêndios, mochilas, cadernos, lápis, e tutti quanti, assim como a conta bancária quase a zeros e temos...faces carrancudas, tristes, e desalentadas.De facto, as férias fazem-se de  um cansaço, repetido anos após anos, mas que contudo esperamos ansiosamente que chegue o mais rapidamente possível, para tornarmos a repetir tudo de novo, na certeza porém que tudo será diferente no próximo ano.

Setembro