terça-feira, maio 31, 2011

Johannes Vermeer-Mulher com Jarro de Água


Esta é uma das poucas pinturas do artista do barroco JohannesVermeer que chegaram até nós, visto que este realizava muito poucas telas por ano. A cena do interior é muito típica deste pintor, especializado em temas do quotidiano, e representa uma mulher em sua casa, abrindo uma janela com uma mão, enquanto, que com a outra, segura um jarro de água. Este tipo de cenas, aparentemente mundanos, escondia contudo uma profunda simbologia, coisa muito do agrado da sociedade holandesa da época. Aqui, trata-se de uma alegoria a pureza e da virgindade, tal como o jarro de água indica, atributo tradicional de Santa Maria.Como sempre, J.Vermeer situa o foco de luz do lado esquerdo da divisão, que é filtrado, ténue, trespassado através de uma janela. A atmosfera parece petrificar a cena conferindo-lhe um carácter intemporal, próprio da temática tratada.Se repararmos bem, a touca desta mulher, de tão branca e alva, torna.se transparente e bela revelando todo o domínio da cor de Vermeer. Por sua vez o tratamento do jarro de água ou da caixa da costura sobre a mesa de camilha, é uma verdadeira natureza morta, género holandês por excelência.Também o mapa mundi que aparece do lado direito reflecte o gosto burguês do momento.Tal como as marinas e as paisagens este tipo de telas eram as temáticas preferidas para se colocar numa sala.Esta obra, "Mulher com um Jarro de Água" realizada por J.Vermeer em 1662 é um óleo sobre tela e pode ser apreciada no Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.O filme abaixo mostra algumas das obras deste excepcional artista holandês.
video

domingo, maio 29, 2011

O que está a ouvir?



Um passeio em Nova Iorque, mil caras diferentes que passam, uma pergunta… e respostas que nos surpreendem!

As músicas:


1 The Bee Gees: More Than A Woman
2 Fenix TX: Abba Zabba
3 Eminem: Not Afraid
4 Keni Burke: Keep Rising to the Top
5 Beyonce: Smash Into You
6 LCD Soundsystem: Dance Yrself Clean
7 The Black Keys: Too Afraid To Love You
8 Kanye West: Blame Game
9 Kinky: Mas
10 Lil Wayne: Lollipop
11 Oasis: What’s the Story Morning Glory
12 Frank Sinatra: The Best Is Yet To Come
13 Korn: Counting on Me1
14 Britney Spears: How I Roll
15 Panic! At the Disco: From A Mountain In The Middle Of The Cabins
16 Kid Cudi: Day ‘n’ Night
17 Bob Marley: Buffalo Solider
18 Wiz Khalifa: Black & Yellow
19 Big Punisher: Still Not A Player
20 NPR2
21 Tub Ring: No One Wants To Play
22 Lady Gaga: Just Dance

The Tree of Life/A Árvore da Vida

Ontem fui ver o filme "The Tree of Live/ A Arvore da Vida", filme vencedor do  festival de Cannes deste ano.O filme é  do realizador Terence Malick. A sala estava cheia, mas fiquei com a sensação que se o filme não tivesse o selo de vencedor deste importante festival estaria lá apenas uma dúzia ou pouco mais de espectadores. Apesar de ter uma grande legião de fãs, T.Malick nunca foi um realizador consensual e de agrado do grande público, principalmente o norte americano, e consegue aquilo que Woody Alen não consegue, a saber, ser detestado na sua terra natal e na europa... um feito de monta! Isso fica a dever-se ao facto de  os seus filmes terem sempre dividido ( e muito) a opinião pública. O facto de ser um realizador que há  3 dezenas de anos ninguém lhe coloca a vista em cima,  assim como ter no seu currículo meia dúzia de filmes em 40 e tal anos de carreira como realizador e ainda o facto dos seus filmes levarem anos a serem pensados e outros tantos anos a serem realizados, temos um conjunto de factores que fazem deste realizador uma ave rara no panorama cinematográfico. Consta que este  seu último filme levou10 anos a ser escrito,(o argumento é do realizador), a arranjar financiamento, a pensar  nos actores (Brad Pitt foi segunda escolha visto que o realizador teve sempre em mente o malogrado Heath Ledger para o papel daquele pai repressor) e também a arranjar a cidadezinha ideal para o desenvolvimento da história.O perfeccionismo de Malick levou-o a percorrer durante dois anos, centenas de cidadezinhas americanas até descobrir Smithville e considerá-la a cidade ideal!A escolha deste cenário revelou-se fundamental, posto que o que ali se passa não poderia ser noutro sítio senão naquela terra perdida no tempo, uma América profunda imbuída de uma religiosidade quase palpável e em que os valores familiares estão tão arreigados que tudo acaba por ter um pendor quase que religiosamente terrífico e onde a relação do pai com os seus três filhos é prova disso mesmo.Brad Pitt consegue dentro das suas limitações como actor dar boa conta do recado, visto que trabalhar com o método Malick não é fácil, uma vez que os actores têm eles próprios que, a partir de um pequeno guião desenvolver o seu papel.Pode parecer aliciante, mas parece-me que ao fim de algum tempo deve tornar-se uma tarefa esgotante a todos os níveis!B.Pitt não atinge a meu ver, a dureza que seria essencial para o papel, mas essa sua intrínseca fraqueza acaba por ser um trunfo para o filme e para o desenvolvimento da mesma.Quem considero que está excepcional é a actriz Jessica Chastain, como mãe e esposa e o jovem actor Hunter McCracken como jovem Jack O'Brian.Este jovem actor consegue sem grande falas (aliás todo o filme tem pouquíssimos diálogos) 'carregar' o filme aos seus ombros através da postura corporal e principalmente através do olhar. É no seu olhar que perpassa todo a sua relação amor/ódio pelo pai, puro amor pela mãe e  pelos irmãos, por aquela cidadezinha... e quando a transição é feita para Sean Penn, sabemos que quem, ali continua a estar é ainda o  jovem Jack O´Brian, perplexo e perdido pela não resolução do conflito que sempre travou com o pai agravando-se pela perda de um irmão, o preferido, um 'Abel' que sempre conseguiu atingir o coração do pai pela sua bondade, talento musical e calma.Jessica Chastain é a esposa modelo, a que está sempre presente na educação dos filhos, a mulher/mãe, a mulher que nasceu para ser mãe.É através da bondade dela e que procura afincadamente transmitir aos filhos que Malick liga todo o filme a uma religiosidade cósmica quase assustadora.É precisamente essa religiosidade, mostrada através de imagens muito bonitas e em que a água está constantemente presente como elemento de fruição e de ligação entre o Homem e a mãe Natureza, que o filme atravessa a linha entre o que é cinema, ou entre aquilo que entendemos como cinema, e passa a ser algo de difícil definição.Arte?  Considero que sim! É precisamente essa nova concepção de ver cinema, que leva a que amemos esta obra de arte ou a odiemos posto que  considero que não há meio termo. E é precisamente aqui que muita gente claudica e abandona a sala, porque o que passamos a ver, a partir do momento em que ela, a mãe recebe a notícia da morte de um dos seus queridos filhos, é a procura de apaziguamento interior, de consolo  e então o que lhe resta é virar-se para algo que lhe seja superior e que lhe dê as resposta que ela procura, que no fundo sempre procurou.Ela é a mulher etérea, frágil, bondosa, ligada à vida, que comunga com a natureza, que adora os  seus filhos que ama  todos os animais viventes...por isso não sabe lidar com a morte.Esta última é uma entidade que lhe escapa, que não entende, que não quer aceitar, por isso esta mãe não encontra consolo neste mundo!Então, só lhe resta virar-se para o cosmos e aí indagar pelo porquê da sua provação/sofrimento.As respostas vão sendo dadas ao longo do filme e no fim dá-se o apaziguamento, posto que todos se encontram, todos estão ligados... no fundo é a ligação à árvore da vida, às suas várias ramificações, porque por mais que nos estendemos no tempo, as nossas raízes prendem-nos àquilo que foi o nosso passado e que pode-nos torturar o futuro.É um apaziguamento que não só se estende à mãe e a Jack O'Brien adulto, mas  também  àqueles que assistem ao filme, pelo menos aos  que se entregam ao mesmo e que se querem sentir apaziguados.Senti-me bem com o filme, gostei do filme, sabia ao que ia, visto que T.Malick não defrauda as expectativas daqueles que estão dispostos a ver algo mais do que um filme e a comungarem com a sua visão do mundo. Não censuro as muita pessoas que saíram do filme, nem as que escreveram autênticas barbaridades acerca do filme no cartaz colocado à porta do cinema para esse efeito. O que censuro é que as pessoas não se informarem antes de comprar o bilhete e irem ver este longo filme.Quem vai ver um filme de Terence Malick já sabe que ele tem um modo muito suis generis de fazer cinema que possuiu uma  visão do mundo muito própria e que desconfio que por mais alguns poucos  filmes que  possa escrever e realizar até ao fim dos seus dias nunca irá abdicar dessa mesma visão.Amamos ou odiamos este realizador, o que eles não nos deixa é nunca indiferentes. Lembro-me de o filme terminar e as pessoas continuarem sentadas como que em estado de choque, uns bateram palmas, outros assobiaram, outros nada diziam de tão estupefactos.O mesmo aconteceu aquando da sua estreia em Cannes.Malick...em todo o seu esplendor!Ah...a cena dos dinossauros?Existe de facto no filme? Existe sim...e fazem todo o sentido!Um belíssimo filme!

sexta-feira, maio 27, 2011

BBC/ Home

Clique no Link abaixo indicado e veja estas Imagens Lindísssimmmmaaaassss!
http://www.youtube.com/watch_popup?v=2HiUMlOz4UQ&vq=large

Não Exagere na Dieta

Seja gentil com o seu estômago!Só Rir!

quarta-feira, maio 25, 2011

O Mundo Maravilhoso das Miniaturas

Espantoso vídeo de apresentação do Miniatur Wunderland de Hamburgo, a maior e mais completa pista de comboios miniatura, e uma das mais populares exibições permanentes na Alemanha.

Albrecht Durer - Auto Retrato


Albrecht Durer-Auto-Retrato

Penso que nenhum auto-retrato de um artista chama tanto a nossa atenção de modo tão solene e tão portentoso do que a imagem em tamanho natural de Albrecht Durer pintado em 1500.Isso deve-se ao facto,de nenhuma outra obra unir tão abertamente e de modo tão altivo, mas ao mesmo tempo estranhamente modesto, todas as máximas da piedade e da reflexão artística que vigoravam na passagem do século XV para o século XVI.Se vermos bem, a própria inscrição, o monograma e a data, escritos a ouro em Antíqua à esquerda do quadro e à direita da cabeça ao nível dos olhos no rosto composto frontalmente, contém uma declaração humanístico-cristã que traduzido do latim diz o seguinte:"Eu Albrecht Durer de Nuremberga, pintei-me a mim próprio em cores apropriadas a mim aos 28 anos de idade". Aquilo que acabou por confundir todos os amantes da arte e os peritos ao longo dos séculos nesta obra fantástica, foi a transformação do aspecto do artista como se este fosse visto num espelho sob a imagem idealizada de....Jesus Cristo!De facto, contra um fundo escuro, ergue-se austera e simetricamente a figura de meio-corpo do pintor, com a barba cuidadosamente aparada, o bigode exuberantemente ondulante e os longos cachos de cabelo arranjados primorosamente.Tem vestido o seu traje domingueiro.Com a mão direita, que atrai o nosso olhar na margem inferior da pintura, segura diante do peito a gola de pele do casaco, formando ao mesmo tempo com os dedos num gesto que pode ser visto como uma...bênção.Tudo na sua auto-representação está bem ordenado e medido, tudo é quase escultural.Se repararmos com atenção, há pormenores muito curiosos nesta obra, tais como os caracóis que envolvem o rosto do artista, as rugas do rosto a perfeição dos lábios muito rosados.Os traços faciais, que o pintor idealizou são impassíveis e sérios: o rosto está ao centro, isto é, o eixo do nariz é também o eixo vertical do quadro.A linha imaginária unindo os olhos que pode ser prolongada para formar um eixo horizontal passando pela inscrição, torna-se a unidade de medida de um módulo pela qual a figura e a área da pintura se tornam geometricamente mensuráveis.O oval do rosto de Durer, os cabelos, a gola do casaco, juntam-se para formar uma composição cujo princípio básico é a idealização da arte pela arte. Olhando tranquilamente para o observador, Durer parece querer comunicar connosco, parecendo comunicar através do seu auto-retrato toda a sua genialidade e originalidade.Com este trabalho complexo, Durer, concluiu uma série de introspecções iniciada quando era criança, posto que em 1484, com apenas 13 anos retratou-se a si próprio "reflectido num espelho", pondo assim o seu nome num dos primeiros desenhos de criança da história da arte.O culminar desta série, foi então este painel pintado em 1500, que permaneceu ao longo de toda a sua vida como obra particular, talvez porque o artista pensasse que poderia ser mal interpretado ao se retratar da forma em que o fez.Ao guardar o quadro para si, Durer pretendia que o mesmo fosse apenas visto de preferência pelos seus colegas artistas, talvez que ansiando que esse visionamento fosse tido como uma uma utopia personificada da humanidade artística cristã.Actualmente este auto-retrato de Durer (óleo sobre tela)  pode ser apreciada na Alte  Pinakothek/ Munique.

Jovem Albrecht Durer-1484

segunda-feira, maio 23, 2011

Cannes 2011

O realizador americano Terrence Malick conquistou este domingo a Palma de Ouro do 64º Festival de Cannes com o seu filme «A Árvore da Vida», produzido e interpretado por Brad Pitt, Jessica Chastain, Sean Penn, Fiona Shaw, entre outros .Há que salientar que este filme de T.Malick (que não é fotografado há mais de 30 anos e que impôs a si próprio uma reclusão só comparável a de S.Kubrich) fez a sua  estreia na primeira noite do festival, sendo na altura  recebido bastante  com frieza por parte do público. A fazer fé no que foi dito,  o filme recebeu uns míseros 3 minutos de aplausos, um valor muito abaixo do que costuma receber um realizador tão conceituado,  (a média é de dez minutos). O crítico do jornal  "The Independent" assinalou mesmos os assobios e uivos da audiência, mas desvalorizou tais atitudes. Afinal Malick, que com "A Árvore da Vida" estreia o seu quinto filme em quase 40 anos de carreira, é conhecido por polarizar as audiências.É daqueles realizadores que amamos ou odiamos. Realço também aqui o facto de Malick coerente com a sua auto reclusão, não ter ido receber o prémio sendo este sido entregue aos produtores, um dos quais o actor Brad Pitt."Há que admirar a preserverança de Malick", escreveu Geoffrey Macnab no "The Independent" depois de ver o filme. "Nenhum outro realizador americano, nem sequer Stanley Kubrick no seu auge fez um filme tão idiossincrático como "A Árvore da Vida". É um filme experimental de duas horas que mais facilmente poderia passar numa galeria de arte do que num cinema. Cheio de monólogos interiores, flashbacks e flashforwards, é lírico, místico, inspirador e às vezes muito frustrante", conclui."Estamos de acordo em afirmar que este foi o filme que tinha a grandeza, a amplitude, as intenções e o impacto necessários para o que pode se esperar de uma Palma de Ouro», explicou Robert De Niro, presidente do júri do festival.Este filme de T.Malick terá a sua estreia em Portugal, muito em breve.Quem também saiu vencedora neste Cannes 011, foi a actriz Kirsten Dunst,  que  conquistou o troféu de Melhor Actriz pelo seu excepcional  papel de noiva depressiva no filme «Melancholia», obra que foi bem recebida pelos críticos apesar de seu realizador, Lars von Trier, ter sido considerado «persona non grata» no festival ao causar um escândalo com suas declarações polémicas sobre Hitler.A actriz não se amedrontou com essas criticas, tendo no momento dos agradecimentos ao prémio recebido, referido o nome de Lars von Trier, saientando o quanto lhe estava agradecida.O galardão de Melhor Actor foi para Jean Dujardin, de 38 anos,  no seu papel de uma estrela de cinema decadente em «The Artist», de Michel Hazanavicius, filme mudo e a preto e branco. Muito entusiasmado, o actor francês ajoelhou-se diante do Robert de Niro e declarou na sua saída do palco: «acho que vou ficar calado... Foi assim que me dei bem!»Original!
Não posso deixar de realçar o facto de que este ano o cartaz alusivo ao Festival prestou uma homenagem à actriz Faye Dunaway colocando a sua fotografia (belíssima) quando jovem, a preto e branco.

sábado, maio 21, 2011

Jeff Koons-Ilona com o Rabo para Cima

Jeff Koons designou-se a si próprio como o herdeiro artístico do grande Andy Warhol.Pretensão? Talvez o que Koons pretendia dizer com isto é que continuou a afirmação do consumidor e do mundo dos meios de comunicação das décadas de 60 e 70, mas que a elevou a um novo nível conceptual.Tal como Warhol, J.Koons declara que o verdadeiro objectivo da arte é a aceitação genuína da realidade e, transcendendo os meros sinais, a perpétua busca do quotidiano .Contudo vendo/apreciando as obras  de Koons percebemos uma radicalização que foge aos padrões Warholianos, pois Koons alia o prazer ao material.Para ele, a beleza enquanto felicidade verdadeira, está contida em todas as coisas e momentos, não apenas nos da arte.Isso pode envolver  electrodomésticos, cujo design e utilização cativa os olhos e as mãos através do prazer proporcionado tanto pela nossa percepção abstracta deles, como pela sua utilidade concreta.Assim através desse critério, o kitsch e o luxo merecem também uma aceitação completa.Segundo Koons temos de responder com uma revolta de valores demonstrativa, e a arte segundo ele, é a esfera apropriada para isso.Vejamos por exemplo a pornografia: não devia ser menosprezada e diabolizada mas sim, através da percepção consciente, transformada  de tal modo que toda a existência é "sexualizada" por si sem olhar a coisas, valores e sentimentos.O que se consegue com isso? Uma dessexualização libertadora do que é sexual. Em 1989 Koons põe essas suas ideias em prática precisamente quando se encontrou com a estrela porno de seu nome Ilona Staller, mais conhecida por Cicciolina, para encenar com ela um "ready made", um modelo directo da pornografia revalorizada posteriormente, Cicciolina por seu lado ficou logo empolgada pelo projecto uma vez que, recentemente eleita para o parlamento italiano,agitava politicamente a "libertação sexual".Ambos viriam a apaixonar-se, casarem-se em 1991 e divorciarem-se no ano seguinte encenando até hoje uma interminável guerra nos meios de comunicação um contra o outro, Mas, enquanto o durou o idílio tiraram uma série de fotografias em grande formato. Que mostravam essas fotos? A representação da sua relação sexual real (intitulada de Made in Heaven) e que foi exibida vários meses mais tarde na Bienal de Arte de Veneza.O grande sucesso desses trabalhos foi muito ajudado pela execução de algumas esculturas em madeira e porcelana de algumas imagens do casal.Koons e Cicciolina funcionavam nessas fotos e nessas esculturas como uma espécie de novos Adão e Eva entregues ao prazer da cúpula e dos afagos.Assim o que aqui tínhamos era uma mistura  de pudor e impudor, intimidade e público, o paraíso do prazer...mas o inferno da moral mais conservadora.O sexo era exposto ao mesmo tempo como um artigo de consumo apresentável ao grande público,mas também como uma metáfora da felicidade, suscitando fantasias várias.Claro que tudo isso funcionava como uma provocação, suscitadora de várias questões:estaría o espectador  perante Pornografia? Arte? Seja como for, Koons, o pioneiro do prazer aliado à arte sabia que nos seus dias o negócio da arte e o potencial de sucesso é explorado de forma cada vez mais sensacional ( a sua vida privada foi vitima disso mesmo).A exposição, o prazer e o negócio sempre andaram de mãos dadas e o artista provou disso até à saciedade.A tela que aqui aparece "Ilona com o Rabo para cima" é um óleo sobre tela, tem 243,5x366 cm e faz parte de uma Colecção Particular.

Piratas das Caraíbas-4

Está quase a estrear em Portugal o muito aguardado Pirata das Caraíbas-4. O actor Johnny Depp vai voltar a ser o capitão Jack Sparrow no quarto filme da série, mas com um elenco bastante diferente: sem Keira Knightley e Orlando Bloom mas com Penélope Cruz e Ian McShane.«The Pirates of the Caribbean: the fountain of youth» é o título do quarto filme da saga cinematográfica «Piratas das Caraíbas», com Rob Marshall a substituir Gore Verbinski na realização. Desta feita, Jack Sparrow (Johnny Depp) vai partir em busca da Fonte da Juventude, e terá pelo caminho de enfrentar o temível pirata barba Negra .O filme, cuja rodagem  foi feita nas ilhas do   Hawai, mais concretamente nas ilhas Oahu e Kauai, mantém alguns intérpretes da trilogia original, mas os responsáveis defendem que a história será completamente diferente, sem sequência directa com a anterior. Assim, as personagens de Orlando Bloom e Keira Knightley desaparecem, tendo encontrado o seu final feliz no final da terceira película, para dar lugar a novos actores, como Penélope Cruz, no papel de uma pirata cuja destreza na espada é em tudo semelhante à de Sparrow, e Ian McShane como o vilão de serviço, o mítico pirata 'Barba Negra'.Além de Depp,   Geoffrey Rush regressa com a sua já famosa personagem 'Barbossa', que se une a Jack Sparrow na busca pela Fonte da Juventude.A estreia mundial do filme está agendada para este mês de Maio e o filme estrará em Portugal dentro de dias.

Desejos

São os nossos mais puros desejos e os objectivos que criamos para nós e para os que nos rodeiam que motivam todas as nossas acções,  são esses desejos que nos fazem sair da cama e enfrentar o dia a dia.Esse quotidiano pode ser monótono e enfadonho, ou radioso e maravilhoso, mas sem essas  pulsões vindas do nosso interior muito dificilmente poríamos o pé fora da cama.Contudo, é indubitável que esse nosso querer enfrentar a vida está em grande medida determinado pelo conhecimento racional daquilo que somos e do que é a realidade que nos circunda.Os nossos conhecimentos, opiniões, as nossas  ideias  e vontades decidem o que nos parece conveniente desejar e no fundo sabemos que nem tudo o que pode nos apetecer é compatível com aquilo que somos e como somos.Posso desejar alcançar tudo o que me vem à cabeça mas o facto de estar confinada ao "meu mundo", às minhas circunstâncias confina esse meu desejo a uma pequena parcela daquilo que eu tanto desejava.Claro que posso contornar obstáculos, ultrapassá-los...é verdade...mas muitas vezes não o conseguimos porque não queremos...ou porque não lutamos suficientemente! Então acomodamo-nos...racionalizamos e recalcámos esses desejos e por vezes eles extinguem-se como um fogo que aos poucos se vai apagando.É essa lenta extinção que nos definha e nos faz adaptar aos condicionalismos da sociedade, tornando-nos mais um entre muitos....
"Amanhã, prometemos a nós mesmos, será diferente.Contudo, o amanhã é muitas vezes uma repetição do dia de hoje". James T. Mccay

Viage em Grupo

Um pequeno grupo de formigas mostra porque é mais inteligente viajar em grupo. Anúncio divertido da De Lijn, da série “It’s smarter to travel in groups - Take the bus”.

sexta-feira, maio 20, 2011

Edgar Degas-A Aula de Dança


Esta obra é característica dentro da carreira de Edgar Degas, pintor que se dedicou a representar os diferentes momentos da vida das bailarinas em Paris. Neste caso trata-se de uma aula de ballet, no qual se conserva outra versão no Museu D'Orsay de Paris, a qual tinha que ser apresentada na exposição do estúdio de Nadar, no ano de 1874, mas que nunca chegou a ser exposta:Dois anos mais tarde, este bonito  quadro aqui presente, participaria numa amostra de impressionistas. A composição, tal como todas as do artista, é muito influenciada pelas gravuras japonesas muito em voga na altura.(Degas, Van Gogh entre outros sentiram grande fascínio pela pintura oriental que estava a ser introduzida na Europa) .De facto, a  perspectiva forçada ou o alto ponto de vista derivam da arte oriental.O esforço do artista por integrar no espaço, vinte e cinco bailarinas, faz desta obra uma das mais interessantes da carreira de degas.A fundo da tela vemos ainda quatro adultas que presenciam a classe, enquanto esperam a sua vez para serem avaliadas pelo professor de ballet aqui retratado, Jules Perrot. A pincelada impressionista é evidente na janela ao fundo, através do qual se tem uma vista de Paris.A pintora Mary Cassat (do qual já aqui abordei a sua obra num post anterior) afirmou várias vezes que através deste quadro Degas tinha superado o grande J.Vermeer, um feito a ter em conta!Uma particularidade interessante nas obras de E.Degas é que ele raramente ou quase nunca presenciou tais exames de ballet, tendo de basear em esboços realizados no seu estúdio, com bailarinas que posavam para ele.Esta obra,"A Aula de Dança", é um óleo sobre tela, foi realizada por Degas por volta de 1874 e pode ser apreciada no Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.

Mudar o Ensino...Mudando Mentalidades

terça-feira, maio 17, 2011

Hugo van der Goes-O Pecado Original

Parte réptil, parte humana a serpente é bastante perturbadora, nesta representação do Pecado Original de Adão e Eva.Junto da Árvore da Vida, Eva modestamente coberta por uma flor de íris estrategicamente colocada no seu baixo ventre, estende o braço para alcançar uma segunda maça,(que oferecerá a Adão) depois de já ter mordido uma primeira.Este estende a mão de uma forma muito delicada e ao mesmo tempo decisiva.É um momento crítico, em que o tempo como que deixa de existir, tudo é calmo e sedutor, estático e sereno. A estranha serpente tudo observa com olhar cândido e doce.O cuidado com que cada uma das folhas da árvore, da relva e das madeixas de cabelo de Eva foram pintadas é surpreendente.Reparemos também na representação da serpente.Esta foge ao padrão habitual, visto que representa uma figura feminina com cauda e pernas fortes e peludas.O braço é de um animal e as mãos e pés são palmides com garras.Contudo o rosto é cândido quase angelical e irmanasse ligeiramente ao de Eva se não fosse o tom escurecido da pele, um tom que se assemelha ao de Adão.Esta cena forma o painel de um díptico (um retábulo composto por dois painéis ligados entre si).As cores claras e luminosas e a descrição directa das figuras aqui expostas são típicas da pintura dos Países Baixos do século XV. A fama deste pintor espalhou-se até Itália, onde um dos seus retábulos causou grande sensação em Florença.Diz-se que Hugo van der Goes (1440/1482) enlouqueceu durante uma viagem a Colónia em 1481 e um ano depois morreu, permanecendo até à sua morte num estado de grande perturbação mental.Esta obra, denominada de "O Pecado Original", foi realizada em 1470, é óleo sobre madeira, tem 35,5x23,2cm e encontra-se num museu em Viena de Áustria.

Até os deuses têm problemas

Hilariante e absolutamente genial este ‘The God Shiva’, short-movie de Konstantin Bronzit.

segunda-feira, maio 16, 2011

Grande Hotel































Ontem, fui a uma das sessões do 'Festival de Cinema Indie Lisboa'11 ver o Documentário realizado em 2010 pela realizadora belga Lotte Stoops.O Documentário chama-se 'Grande Hotel'.Ao fazermos a nossa entrada neste Hotel, realizamos um check in em que a nossa mente e corpo entram numa espécie de '5ªdimensão', tal é o surrealismo perpetuado num desconchavado/ inanarrável/incomensurável e por fim desmesurável edifício, outrora dos mais belos e prestigiados do mundo e que se situa na cidade da Beira em Moçambique.Este Grande Hotel outrora um lugar de glamour, luxo desmesurado e símbolo do poderio da metrópole fascista é hoje albergue de 3500 almas que lá vivem, por lá procriam, e por lá perpetuam...vivendo na mais estranha miséria e ao mesmo tempo na mais honesta solidariedade, posto que escorraçados das suas terras por uma outrora guerra sem qualquer sentido, acabaram acantonados nesse 'elefante branco', esqueleto vivo em que muitas mulheres, homens, crianças e adolescentes que por lá deambulam, jamais sonham o que aquilo um dia foi. Este ex Grande Hotel, que nos seus tempos áureos foi um dos mais belos e prestigiados do mundo é hoje um lugar de sonhos constantemente reinventados, despojo de uma guerra colonial, que no fundo acaba por nos contar a história da megalomania colonial.Inaugurado em 1952, esteve aberto apenas 11/12 anos, visto que em 1963 encerrou portas, estando o seu uso confinado ao centro de conferências e à piscina olímpica, piscina essa que hoje serve de lavadouro de roupas, balneário público, recreio para crianças, e tutti quanti.Teve também a sua serventia num deslumbrante casamento da família Jardim e mais tarde em plena guerra civil, quando serviu de campo de refugiados.Todo o luxo que habitou aquelas paredes, desapareceu para sempre, visto que tudo foi delapidado, tudo serviu como moeda de troca, desde os ladrilhos pasando pelos mosaicos do chão, janelas, as madeiras que forravam as inúmeras colunas dos extensos salões, sanitários, azulejos... tudo...mas mesmo tudo foi arrancado, vendido ou destruído.Resta apenas e só o esqueleto do edifício, ameaçando ruir a todo o instante. Hoje em dia, há sonhos megalómanos para a reformulação daquele espaço, (é estranho como a megalomania se vai perpectuando) mas por enquanto as almas que lá habitam e que transacionam as suas mercadorias, ( o espaço serve como espaço habitacional e ao mesmo tempo de mercado, centro comercial...etc...), partilham aqueles imensos corredores e aqueles quadros sem electricidade e sem água, tendo contudo ao seu redor uma das mais espectaculares vistas sobre o mar jamais vistas. Para além de percorrer todo o edifício e entrevistar os que lá vivem, mostrando o seu normalíssimo quotidiano ( a cena do cabeleireiro e o espaço da mesquita é de antologia), Lotte Stoops, teve o cuidado de intercalar no seu Documentário (uma parceria com a RTP2) imagens da inauguração do Grande Hotel, assim como de entrevistar os portugueses que ainda se recordam com grande saudosisimo do mesmo, nos seus tempos de luxo e glamour, quando " a sua beleza era digna de catálogo".Ao percorrermos este outrora belo Hotel, ficamos com a sensação que a todo o momento o mesmo se irá desfazer apesar da sua monumentalidade, visto que a degradação física é quase total.Há quem zele por ele como o personagem principal, Mateus, uma espécie de zelador do edifício e dos que lá moram, um cicerone cuidadoso e cioso daquele espaço, posto ser dos poucos cujos antepassados, nomeadamente o pai, tiveram o privilégio de ter habitado o Grande Hotel quando este recebia hóspedes como Kim Novak (que lá se hospedava quando ia a África caçar) e que foi poiso de políticos, socialites e toda a fauna de gente que procurava África como um destino para férias ou negócios.Fazemos o check in e entramos,e quando nos despedimos, ficamos com a a sensação que por mais projectos que se façam para a reconstrução daquele edifício, a sombra e a presença fantasmagórica do Grande Hotel pairará para sempre, reclamando a sua presença física como a única guardiã daquele espaço.Um belíssimo Documentário.Está de parabéns Lotte Stoops e toda a sua equipa.(incluindo a escritora Lídia Jorge).Adorei!

Belas Imagens

Despedida do TREMA

Estou a ir-me embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Podes nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos Aqüiféros, nas Lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos. Até nos nomes... Mas os tempos mudaram. Inventaram uma coisa chamada ...reforma ortográfica e eu simplesmente tou fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!... O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U declarou-se aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalhava deitado enquanto eles ficavam em pé. Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E não nos esqueçamos daquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou-se, encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" para cá, "www" para lá. Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou importância tornou-se celebridade nessa coisa do Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certo , seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema.

sexta-feira, maio 13, 2011

Felix Nussbaum-Auto-Retrato com Bilhete de Identidade Judaico

O homem que aqui aparece, voltado para nós, encontra-se de pé em frente ao ângulo de uma alta parede que estranhamente acaba por ocupar grande parte da pintura.A cor da sua pele parece doentia, de emaciada que está. Das escuras órbitas dos olhos emerge contudo um olhar sério, tenso e desconfiado. Podemos também interpretar este olhar como vigilante ou até tímido, pelo modo como está dirigido para nós. Tem um casaco cuja gola se encontra totalmente levantada, o chapéu está quase que totalmente enterrado na cabeça, e tal como os olhos estão vigilantes, a boca está fechada e tensa.Este homem está tão desconfortavelmente próximo de nós que podemos discernir a sua barba por fazer.Está magro e tem um ar algo famélico.Contudo toda a pintura não retrata a estátua de um homem sem vida, mas sim como a de alguém que olha fugazmente para o lado enquanto contínua o seu caminho.Enquanto este homem olha para nós, mostra-nos o seu bilhete de identidade, que, por o estar a segurar tão de perto pode ser decifrado até ao mais infímo pormenor. O cartão tem um carimbo vermelho, com as palavras JUIF-JOOD.Esta é a versão bilingue belga de identificação judaica com a qual os ocupantes alemães estigmatizaram e perseguiram barbaramente os judeus por toda a Europa entre 1940/1945, de modo a registá-los para perseguição, deportação e exterminação. A gola do casaco voltada para cima, revela-nos também a Estrela Amarela.A pessoa que se revela secretamente a nós no lusco-fusco das traseiras de um qualquer beco urbano é Felix Nussbaum, pintor de descendência judaica da cidade de Osnabruck, na Alemana Ocidental e que viveu em exílio desde 1933, a partir de 1941 em Bruxelas onde se escondia em caves e sótãos. F.Nussbaum continuou sempre a pintar clandestinamente sob condições terríveis e vivendo constantemente com medo de ser detido.Esse medo teria detido outros artistas, mas Felix Nussbaum manteve uma força de vontade impressionante, acabando por usar esse medo como estímulo.Assim, clandestinidade, medo, força de vontade, acabam por descrever o mundo deste artista.Nesta obra e quase como que numa alegoria, verificamos vemos que as paredes velhas que aqui surgem como que circundam o artista. Ao longe vemos um prédio pintado com uma cor pardacenta e nuvens negras ameaçam o horizonte. Árvores podadas e algumas flores brancas dão uma ténue esperança de vida, mas no fundo é a escuridão que predomina ameaçadoramente. Com este auto-retrato, Felix Nussbaum procura testemunhar o intolerável terror da sua situação, assim como a sua coragem obstinada em resposta a esse terror, usando para isso o seu próprio corpo através de imagens precisas.Com esta pintura o artista acaba por criar um monumento ao horror da guerra e da intolerável maldade humana.Mesmo quando parece que não haver nenhuma saída, o ser humano não deve desistir porque ao não desistir, os últimos vestígios de dignidade acabam por sobreviver.Assim o artista fala portanto não só como um indivíduo clandestino, mas também por todos os seus congéneres judeus vítimas da perseguição nazi.Contudo, a sua força de vontade e fé de sobrevivência acabaram por não se cumprir, uma vez que alguns meses mais tarde (tendo criado mais algumas pinturas) Feliz Nussbaum foi denunciado, preso e levado juntamente com a sua mulher para o campo de Auschwitz, onde acabaram assassinados.O artista morreu mas esta sua obra 'Auto-Retrato com Bilhete de Identidade Judaico', é uma denúncia da barbárie e maldade humana.Uma obra portentosa,um óleo sobre tela que faz parte de uma colecção particular e que foi realizada pelo artista em 1943.

quinta-feira, maio 12, 2011

Ciclo da Vida

Durante quatro meses uma câmara escondida junto a um ninho de pássaro registou o que lá se passou.Os ovos, a sua eclosão,nascimento dos animais, a alimentação dos progenitores aos pequenos seres e posterior 'levantar voo'.Depois...o recomeçar de um novo ciclo.O refazer o ninho para uma posterior postura! Espectacular. Ver até ao fim.
http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9479342&server=vimeo.com&show_title=0&show_byline=0&show_portrait=0&color=00ADEF&fullscreen=1

quarta-feira, maio 11, 2011

Cannes 2011

Começa esta quarta-feira a 64ª edição do festival de Cinema de Cannes e as presenças de Brad Pitt e Angelina Jolie, Penélope Cruz e Johnny Depp, e as estreias de novos filmes de Pedro Almodóvar, Nani Moretti ou Terence Malick são alguns dos pontos altos do certame que decorre até ao próximo dia 22. A abertura oficial será da responsabilidade de Woody Allen com a estreia do filme «Midnight in Paris», que conta com uma pequena participação da primeira-dama francesa, mas Carla Bruni já fez saber que não estará presente. Pela Palma de Ouro competem este ano 20 filmes, entre os quais «La Piel que Habito», de Pedro Almodóvar, «Habemus Papam», de Nanni Moretti, «The Tree of Life», de Terrence Malick, «Melancholia», de Lars von Trier, e «Le Gamin au Vélo», dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne. O júri que atribui a Palma de Ouro é presidido por Robert de Niro, enquanto Emir Kusturica preside à secção «Un Certain Regard», que abrirá com o filme «Restless«, de Gus van Sant. Fora de competição serão também exibidos, em estreia, em alguns dos exemplo destacados pela agência Lusa, «The Beaver», de Jodie Foster e com Mel Gibson, e «Piratas das Caraíbas: On Strange Tides», de Rob Marshall, o quarto da série protagonizada por Johnny Depp e que nesta aventura conta com Penélope Cruz. A par da esperada parada de estrelas, há uma ausência que se fará notar novamente em Cannes. O cineasta iraniano Jafar Panahi, condenado a seis anos de prisão e proibido de sair do seu país, não estará presente, mas dele será exibido o filme «In Film Nist» («Isto Não É um Filme»), feito com Mojtaba Mirtahsmab. Um filme de um outro realizador iraniano, Mohammad Rasoulof, igualmente condenado a seis anos de prisão, integra a seleção da secção «Un Certain Regard». O realizador italiano Bernardo Bertolucci, de 70 anos, vai receber uma Palma de Honra na cerimónia abertura. A presença portuguesa fica assinalada pelas curtas-metragens e pela participação do realizador João Pedro Rodrigues como júri. O filme «A Viagem», de Simão Cayatte, foi selecionado para o «Cinéfondation», uma secção que inclui 16 filmes de onze países, escolhidos entre 1.589 enviados por escolas e universidades de todo o mundo. Considerado um «laboratório» para novos realizadores, o «Cinéfondation» tem como júri Michel Gondry, Julie Gayet, Jesica Hausner, Corneliu Porumboiu e o realizador português João Pedro Rodrigues. Este mesmo júri vai ainda eleger a melhor curta-metragem de Cannes. No âmbito da Semana da Crítica, será exibido o filme «Poligrad», de Rui Silveira, rodado em diversas cidades europeias. A participação portuguesa em Cannes passa também pela curta-metragem «Nuvem», do realizador luso-suíço Basil da Cunha, selecionada para a Quinzena dos Realizadores. No âmbito do festival, está previsto ainda o encontro anual de produtores europeus de cinema. Este ano, a convite do Instituto do Cinema e Audiovisual, estará presente João Trabulo, da produtora Periferia Filmes, que fundou em 2004. Alguns dos filmes concorrentes à Palma de Ouro na competição oficial:
«La Piel que Habito», Pedro Almodóvar
«L`Apollonide - Souvenirs de Maison Close», Bertrand Bonello
«Pater», Alain Cavalier
«Hearat Tshulayim», Joseph Cedar
«Bir Zamanlar Anadolu`da», Nuri Bilge Ceylan
«La Gamin au Vélo», Jean-Pierre e Luc Dardenne
«Le Havre», Aki Kaurismäki
«Hanezu no Tsuki», Naomi Kawase
«Sleeping Beauty», Julia Leigh
«Polisse», Maïwenn
«A Árvore da Vida», Terrence Malick
«La Source des Femmes», Radu Mihaileanu
«Ichimei», Takashi Miike
«Habemus Papam», Nanni Moretti
«We Need to Talk About Kevin», Lynne Ramsay
«Michael», Markus Schleinzer
«This Must Be the place», Paolo Sorrentino
«Melancholia», Lars Von Trier
«Drive», Nicolas Winding Re

terça-feira, maio 10, 2011

J.Singer Sargent-Paul Helleu Pintando com a sua Mulher

Apesar dos nomes do casal representado neste quadro serem conhecidos (Paul Helleu ficou conhecido pelas seus retratos de senhoras da alta sociedade parisiense), o tema e a execução estão mais próximos da pintura impressionista do que da pintura retratista.Tal como os impressionistas, que pintavam ao ar livre, Helleu senta-se na margem de um rio pintando directamente a natureza. John Singer Sargent, estaria sentado na posição oposta, tendo assim representado o seu amigo a partir de uma observação directa.A aplicação da tinta o o tipo de pinceladas que aqui observamos são igualmente impressionistas. De facto, pequenas pinceladas de cor definem juncos e ervas, a canoa atracada revela um exercício de jogos de luz sobre a sua superfície vermelha.J.S.Sargent não pode ser considerado um pintor impressionista, mas neste quadro tenta claramente imitar esse estilo, uma vez que nutria grande admiração pelos velhos mestres, especialmente por F.Hals e Diogo Velasquez.Nascido em Itália mais concretamente em Florença em 1856, filho de pais americanos, Sargent estabeleceu-se em Londres, onde produziu vasta obra e se tornou um famoso retratista da sociedade eduardina.Faleceu em Londres em 1925, estando as suas obras espalhadas por vários museus e por colecções particulares. A obra que aqui aparece"Paul Heleu Pintando com sua Mulher", foi realizada por volta de 1889, é óleo sobre tela e pode ser apreciada no The Brooklyn Museum, em Nova Iorque.O filme que aqui surge procura mostrar um pouco da vasta obra deste excepcional pintor.

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segunda-feira, maio 09, 2011

Circus Guide Artistic Agency

16 talentosas acrobatas chinesas e algumas bicicletas, um espetacular número de entretenimento apresentado pela Circus Guide Artistic Agency / Chinese Entertainers.

Palavras Soltas



"O importante não é quem começa o jogo, mas quem o acaba". John W.
" A derradeira escolha na oportunidade que temos de nos transcender, é criar ou destruir, amar ou odiar". Eric Froam
"Sem heróis somos todos pessoas simples e não sabemos até onde podemos ir".B.Malamud
"Muitas vezes torcemos os factos para se ajustarem às teorias e não as teorias para se ajustarem aos factos".S.Holmes
"O Mal aproxima os Homens".Aristóteles
"Um homem fraco tem dúvidas antes de tomar uma decisão.Um homem forte tem-nas depois".K.Kraus
"Não é preciso ser um quarto para ser assombrado. Não é preciso ser uma casa para ser fantasmagórica. O cérebro tem corredores que ultrapassam os lugares mais terríveis". E.Dickinson
"Não existe testemunha tão amedrontada, nem acusador tão terrível, quanto a consciência que habita no coração de cada homem". Políbio
"Dos desejos mais profundos costumar advir o ódio mais mortal". Sócrates
"A vida dos mortos habita na memória dos vivos". Cícero
"A justiça sem força é impotente. A força sem justiça é tirana".B.Pascal
"Sempre acreditei a continuarei a acreditar que a misericórdia dá mais lucros do que a pura justiça".A. Lincoln
"A Fama passa...adeus fama. Já te tive...passou.Ela passa. Sempre soube que era instável. Foi algo que vivi...mas não é nela que vivo".M.Monroe
"Se houver problemas que sejam no meu tempo.Que os meus filhos tenham paz".T.Paine
"Não há esperança duradoura na violência.Apenas um alívio temporário do desespero". K.Brewher
"Há muito que me dei conta que os prazeres violentos têm sempre finais violentos". W.Shakespeare
"A tragédia é um instrumento para os vivos ganharem sabedoria e não um guia pelo qual viver". Rose Kennedy
"A tortura de uma consciência pesada é o inferno de um mortal". J.Calvon
"Vive como se fosses morrer amanhã.Aprende como se fosses viver para sempre".Ghandi
"As famílias felizes são todas iguais. Todas as famílias infelizes, são infelizes à sua maneira". L.Tolstoi
"Em todas as páginas obscuras do sobrenatural maligno não há mais terrível tradição do que o vampiro, um pária, mesmo entre os demónios". M.Sommers
"Sou invisível, entende, simplesmente porque as pessoas se recusam a ver-me". Pelison
"O Homem costuma evitar atribuir esperteza a outras pessoas, a menos que seja um inimigo". A.Einstein
"Os homens prontificam-se mais a retribuir uma ofensa do que um favor, porque a gratidão é um fardo e a vingança um prazer". Tácitus
"Aquilo de que não abdicamos quando já não tem utilidade possui-nos, e nessa era materialista em que vivemos, muitos de nós somos possuídos pelas nossas posses". M.Lisete
"Se sou o que tenho e se perder o que tenho, então quem sou eu?" E.Fromm
"Em crianças, pensamos que quando crescemos deixamos de ser vulneráveis.Mas viver é aceitar a vulnerabilidade.Estar vivo é estar vulnerável". M.L. Engle
"As crianças começam por amar os pais.Quando crescem julgam-nos.Por vezes...perdoam-nos".Óscar Wilde
"Mostrem-me um herói e eu escrevo-vos uma tragédia". F.Scott Fitzgerald
"A esperança é o pior dos males porque prolonga a tormenta do homem".F.Nietzsche
"A Família é um porto num mundo sem coração".C.Clash
"E das trevas surgiu a maldade que se estendeu pela natureza moldando os homens". A.Tennysion
"O que cria indignação perante o sofrimento não é sofrer intrinsecamente, mas sentir a falta de sentido desse sofrimento". F.Nietzsche
"O que aconteceu no passado e que foi doloroso tem muito a ver com o que somos hoje". W. Glosser
"Todas as verdades são fáceis de compreender quando são descobertas. O objectivo é descobri-las".Galileu

A Sopa está Salgada!

O que acontece quando se diz a um chefe francês num restaurante chinês que a sopa tem sal a mais? Divertido anúncio “The soup is too salty”, da Visa Card, em perfeito estilo Kill Bill.... ou outros filmes de artes marciais… interpretado pela conhecida actriz e modelo chinesa Zhang ZiYi.

domingo, maio 08, 2011

Festival de Cinema Indie Lisboa-2011

Iniciou no passado dia 5 de Maio o 8º Festival de Internacional de Cinema IndependenteIndie Lisboa 2011.O Festival termina a 15 deste mês. Este ano o festival presta homenagem ao realizador brasileiro Julio Bressa, que virá à Lisboa acompanhado de sua compatriota, actriz Alessandra Negrini. As sessões decorreram no cinema Cinema S.Jorge, Teatro do Bairro e Cinamateca Portuguesa.Poderá saber mais em: http://www.indielisboa.com/
Preparado num contexto particularmente difícil, e no seguimento de uma edição transacta, que foi excepcional em todos os sentidos (com um número recorde de 44 mil espectadores em sala) o festival não perdeu na diversidade e riqueza da sua programação e actividades paralelas. Ainda que em formato ligeiramente mais reduzido,(devido à crise que o país atravessa, o festival teve este ano uma redução muito substancial de verbas e isso reflectesse na programação oferecida) este continua a ser um momento forte do ano cinematográfico português, com uma selecção rigorosa da melhor produção nacional e estrangeira, apresentada na sua quase totalidade em estreia absoluta no nosso país. Em competição este ano estão seis longas-metragens e 14 curtas portuguesas. A famigerada redução nas verbas do festival obrigou ao fim de duas das suas actividades habituais, que, segundo os organizadores, «afectam directamente o cinema português»: as Lisbon Screenings (sessões de filmes portugueses ainda inéditos, reservadas a profissionais estrangeiros) e os IndieLisboa Days (extensões internacionais de filmes portugueses que eram feitas ao longo do ano após o encerramento do festival). Organizado pela Associação Cultural Zero em Comportamento, com o objectivo de promover o cinema alternativo e apoiar a divulgação de filmes com uma menor projecção em Portugal, o IndieLisboa é, segundo dados objectivos homologados pelo ICA, o maior festival português de cinema, não só em número de espectadores (35 500), mas também no número de ecrãs utilizados (9), no número de sessões realizadas (265) e no número de filmes apresentados.Fã deste festival,ontem fui ao S.Jorge ver o filme/documentário, "The Ballad of Genesis and Lady Jaye".Este The Ballad of Genesis and Lady Jaye, acaba tal como diz a programação por ser a homenagem que a realizadora Marie Losier faz, ao amor entre duas pessoas o 'nós' que se individualiza e assume expressão artística. No fundo é uma viagem á vida e obra de Genesis P-Orridge, uma figura incontornável da música e das belas artes dos últimos 30 anos. Muito louvado pela crítica e pelos historiadores de arte como o pai da "música industrial", fundador dos lendários grupos COUM Transmissions (1969/1981), Psychic TV (1969/1976), o seu trabalho estabelece entra a era pré e pós punk.Na obra de Genesis, a arte conhece novas definições e próprio corpo transformasse em puro objecto artístico: em 1993 este artista/performance, submeteu-se a várias cirurgias plásticas de forma a assemelhar-se á sua amada Lady Jaye (Jacqueline Breyner), a sua musa inspiradora, parceira sexual e artística durante 15 anos, num projecto a que ambos intitularam de "Creating the Pandrogyne".A morte de Lady Jaye em 2007 foi o seu grande desgosto, mas não o fim de um amor transformador e performativo, que sempre procurou captar a beleza no seu estado puro, ou seja na imagem da pessoa amada, transformando-se nela!As performances artísticas deste estranho casal pode ser apreciada em vários museus do mundo entre os quais o MoMa em N.York. O que a realizadora Marie Louise documenta( pelo que pude ontem ver dela e que por ela foi dito, deve ter sido 7 anos de convivência quase esquizofrénicia com esse par: Genesis P-Orridge e Lady Jaye e que a realizadora dificílmente se recomporá) é uma nova consciência amorosa, que acaba por espelhar uma devoção que ultrapassa os canônes convencionais, feito através de uma combinação muito bem conseguida de filmes caseiros, entrevistas e imagens de performances, registos intímos e calorosos do mundo insólito, louco, esquizofréncio, mas muito fascinante de Genesis e Lady Jaye.Um objecto cinematográfico no mínimo...estranho!

sábado, maio 07, 2011

Jardins Fabulosos

Para nos lembrarmos que estamos na Primavera, nada melhor que nos deliciarmos com as imagens destes floridos e maravilhosos jardins.

O Poder das Palavras

Podemos dizer a mesma coisa, com palavras diferentes, e mudar o mundo!
Magnífico anúncio da Purplefeather, em homenagem ao short-movie original “História de un Letrero”, de Alonso Alvarez Barreda.

sexta-feira, maio 06, 2011

Arpad Szenes-1897-1985

Arpad Szenes nasceu em Budapeste a 6 de Maio de 1897, (se fosse vivo faria hoje 88 anos) onde começou a dar os primeiros passo em desenho e pintura.Após um périplo por vários países europeus, decidiu a viver em Paris em 1925, ano que termina a sua conhecida obra "Autoportrait à la Pupuli Rouge", obra de destaque no conjunto dos seus trabalhos de influência surrealista.Em 1929, ainda na capital francesa, conhece a pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva, nessa altura a estudar pintura na Académie de La Grande Chaumiére, com quem se casa no ano seguinte. Portugal passa então a fazer parte da rota de Arpad Szenes, participando em diversas exposições colectivas.Quando se inicia a Segunda Guerra Mundial o casal regressa a Lisboa.Contudo sem conseguirem a nacionalidade portuguesa para Arpad (apátrida a partir do momento em que os nazis lhe retiraram a nacionalidade húngara devido a sua ascendência judaica), o casal refugia-se no Rio de Janeiro onde vivem até 1947.Três anos depois, A.Szenes começa a concluir as suas obras mais conhecidas e em 1956 é-lhe concedida a nacionalidade francesa, assim como à sua mulher M.Helena Vieira da Silva.Passam então a apoiar gerações de artistas portugueses em Paris, sobretudo a partir da década de 1950. Entre estes artistas, figuram o nome de Manuel Cargaleiro e Lourdes Castro,João Vieira entre outros. Arpad Szenes morreu em Paris a 16 de Janeiro de 1985.Parte da sua obra foi posteriormente reunida na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, criada em Lisboa em 1994.O filme que aqui aparece, procura mostrar um pouco da obra deste grande pintor.

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quarta-feira, maio 04, 2011

Stop Global Warming

No início, havia a Natureza. Então, algo aconteceu! Uma história muito bonita e contada de forma original com a música de ‘Lacrime di Giulietta’, de Matteo Negrin, pintada numa pauta e que nos chama a atenção para o aquecimento global.

segunda-feira, maio 02, 2011

Jane Eyre

Com realização de Cary Fukunaga e com as prestações muito bem conseguidas de Mia Wasikowska, que para os mais atentos era a Alice no filme de Tim Barton "Alice no País das Maravilhas",Michael Fassbender, Judi Dench e Jamie Bell, eis que está em cartaz o filme Jane Eyre, filme baseado no livro da escritora inglesa Charlotte Brontë.Fui ver o filme ontem e gostei muito.Jane Eyre, é daquelas obras intemporais que à semelhança do que acontece com os livros da escritora Jane Austen, se forem bem adaptadas ao cinema dão sempre belíssimos filmes ou pequenas séries de televisão. Neste caso deu um belíssimo filme, posto que Cary Fukunaga (não conheço a obra deste realizador mas estarei atenta a futuros trabalhos seus), consegue criar uma estética algo gótica que se cola excelentemente ao filme, dando-nos uma visão muito bem conseguida das charnecas,dos colégios internos e das casas senhorias inglesas assim como dos seres que nelas habitam.Para quem leu e releu a obra das irmãs Bronte como é o meu caso, e em especial este Jane Eyre, consegue 'integrar-se' plenamente na história e nos diálogos que neste caso são excelentes. De facto, o realizador procurou criar um filme em que o tempo decorre-se devagar mas ao mesmo tempo cheio de intensidade.Logo no início, integra-nos abruptamente na história e seguimos a fuga da personagem principal, fazendo com que nos ansiemos que nos seja fornecido o 'flashback', para o desvendar daquele desespero. Fukunaga fá-lo de uma forma muito bem conseguida, pois integra de uma forma magistral esses 'flashbacks' com a história que decorre no tempo presente.Como já o disse anteriormente,gostei particularmente dos diálogos entre os personagens principais, visto que ao ouvi-los, sentia-me dentro da obra homónima e isso foi muito agradável de se ver e ouvir. Michael Fassbender está muito bem no seu papel de Edward Rochester, visto que em todo o filme coloca sobre si uma carga dramática muito contida cujo efeito acaba por ser excelente. Judi Dench está fantástica como sempre, no seu papel de governanta e guardiã daquela fastasmagórica mansão e Mia Wasikowska, se não se perder em papéis fáceis está a revelar-se uma belíssima actriz e neste caso foi uma óptima escolha para o papel de Jane Eyre, visto que o seu rosto, compleição física, postura corporal e contensão dramática coadunam-se perfeitamente na representação deste Jane Eyre.Sentimos que ela é Jane Eyre, e será para sempre a verdadeira Jane Eyre e isso é uma proeza raramente conseguida.Está fantástica!Um excelente filme que aconselho vivamente.