quarta-feira, novembro 25, 2009

Michelangelo Caravaggio-A Morte da Virgem

A origem do termo Barroco é controversa. Em português, equivale a irregularidade, em espanhol (barrueco) designa uma pérola não perfeitamente esférica, irregular. A palavara começou por ser utilizada pelos ourives e assim se tornou sinónimo de arte cinzelada, preciosa, extravagante; arte da argúcia e do insólito. O Barroco explode, fantasmagórico e inovador, no século XVII, época do declínio do império espanhol na Europa, da formação progressiva do conceito de nacionalidade, das descobertas devidas à "nova ciência" que, de Kepler a Galileu modificam profundamente a concepção do universo.Com a queda do geocentrismo bíblico, a dimensão humana inclina-se para a visão do infinitamente grande, o macrocosmos de Giordano Bruno, que assume valores filosóficos inéditos. A crise das consciências provocada pela reforma protestante constitui mais uma força de dissuasão para a transformação da relação universo/homem: a cultura barroca cria uma nova percepção do incomensurável "desígnio divino" e uma nova mitologia religiosa.
No início do século XVII, Roma é o, local de confronto das mais variadas expressões artísticas, sede do governo pontífico, local de onde a igreja exporta a restauração do seu poder e da sua imagem.É neste ambiente cultural que Michelangelo Merisi Caravaggio trabalha.Protegido do cardeal Francesco Maria del Monte, graças a quem é incumbido de pintar a série de quadros de S.Luís dos Franceses (1599-1602), Caravaggio está a par das novidades culturais que vão invadindo os múltiplos domínios do saber. Essas novidades estimulam nele um forte interesse pela "natureza intrínseca das coisas".Aliando-se à sua formação lombarda, levam-no a afastar-se da ortodoxa pintura da época, preferindo o rigor de uma penetrante e atenta observação do real, abordagem que o leva a conceber a mais estrondosa revolução artística desde o Renascimento.
Nos quadros de Caravaggio, a luz rasante, o instante crucial, a natureza viva ou morta tudo é observado sem juízos de valor. O olhar do artista pousa sobre as coisas, acaricia-as, sonda-as, independentemente das coonvenções formais. O mal e o bem emergem como faces de uma mesma moeda, como único ponto de apoio que permite atingir os aspectos mais insondáveis da existência.
Basta observarmos a sua obra intitulada de A Morte da Virgem,(1605) onde o drama humaníssimo é recuperado no seu valor total, de perda e de dor, de verdadeira derrota: um destino irremediável, que a cabeça inclinada de Madalena, em primeiro plano, descreve como algo de perda inconsolável.
Esta obra magnífica de Caravaggio Morte da Virgem, realizada em 1605, pode ser apreciada no Museu do Louvre,Paris, e embora se trate de uma cena de morte "sagrada" a obra revela uma intensa observação do real e um sentimento de desespero perante um acontecimento insondável e contudo inevitável.
Uma obra soberba!

O Poder de uma Loira!

domingo, novembro 22, 2009

Balthus-O Rei dos Gatos

O conde Baltasar Michel Klossoviski de Rola, mais conhecido como Balthus, filho de um historiador de arte e de uma pintora, nasceu em Paris a 29 de Fevereiro de 1908. Casou duas vezes e teve três filhos. Além de pintor, criou cenários, ilustrações e guarda roupa para diversas peças teatrais. Em 1961 André Malraux , ministro da cultura no Governo do General de Gaulle, nomeou Balthus para director da Academia de França em Roma. Apresentado por Jacques Chirac, Balthus recebeu em 1991 o Praemium Imperial atribuido pela Japan Art Association e em 1998 é nomeador Doutor Honoris Causa pelo Universidade de Vroclac. Faleceu na sua casa em Rossinière (Suíça) em 18 de Fevereiro de 2001.
Quando em 1967 a Tate Galery organizou uma exposição sobre Balthus , pediram ao artista elementos para uma biografia destinada ao catálogo. A resposta do pintor chegou categórica "A melhor maneira de começar é dizer que Balthus é um pintor de quem nada se sabe. E agora vamos ver os quadros".
A sua obra mais polémica A Lição de Guitarra foi apresentada em 1934 numa exposição da Galeria Pierre Loeb em Paris,mas numa sala à parte, um pouco afastada do percurso da galeria. Essa obra só reapareceu em público em 1977 na Galeria Pierre Matisse em Nova Iorque. O puritanismo anglo-saxão obrigou o jornalista Tom Hesse a desculpar-se por não poder reproduzi-la , devido à intensidade das suas imagens, para ilustrar o artigo que sobre esta obra escreveu na revista New York. Mais tarde ao rever a obra o jornalista declarou que a Lição de Guitarra, sustentada por um excepcional domínio pictórico, era, sem sombra de dúvida, um dos grandes clássicos do século XX mas teremos de esperar outros tempos mais tolerantes para que volte a aparecer. Em 1984, meio século depois de ter sido exposta pela primeira vez, a obra foi proibida de fazer parte da restrospectiva Balthus no Centre Georges Pompidou e no Museum of Modern Art de Nova Iorque. O organizador da exposição explicou no catálogo a ausência da Lição de Guitarra por motivos que não partilhava inteiramente mas que mostravam até que ponto, cinquenta anos depois de ser pintada, a obra ainda incomodava e perturbava. Felizmente a Lição de Guitarra acabou por reaparecer em 2001 na retrospectiva Balthus no Pallazo Grassi de Veneza.
Quando o acusavam de intenções eróticas e perversas e lhe diziam que as meninas que o tinham tornado célebre não eram apenas as companheiras de Alice no País das Maravilhas mas também Lolitas ordinárias, Balthus, zangado dizia: "Nunca pintei senão anjos, pequenos seres puros e sem idade. Aliás toda a minha pintura é religiosa." Uma das suas modelos ,Michelina, declarou mais tarde quando já era adulta que Balthus era alguém que conseguia representar o momento da passagem importante da infância para a idade adulta.
Balthus era católico e acreditava profundamente na oração. Rezar era para ele um modo de sairmos de nós próprios. "Eu não sou Deus mas sou provavelmente uma parte dele e quando rezo tento alcançar a luz, elevar-me. Quando pinto é como uma oração". Pouco antes da sua morte quando o actor Richard Gere, adepto do budismo,o visitou no seu chalet em Rossinière na Suiça perguntou-lhe: "Quem é aquele que pinta as suas orações e tenta alcançar a luz? Balthus então com 92 anos de idade respondeu sem hesitar: "Deus. O homem não pode criar pode apenas inventar. O pintor reza àquele que cria mas eles são parecidos. Talvez o criador pinte aquele que reza. Em definitvo todo o problema consiste em saber quem cria o criador. É uma regressão sem fim. O pintor tenta sair de si mesmo e assim aproximar-se do seu criador. Quando pintamos tentamos esquecer o nosso ego e é nesse momento que sinto a luz que é Deus , e o meu espírito e as minhas mãos são apenas máquinas que escutam. Ouvimos o que temos de fazer."
Balthus tinha uma especial admiração pelos gatos, denominava-se a si próprio de "O Rei dos Gatos". Os primeiros desenhos que publicou, quando tinha apenas doze anos, foram quarenta imagens destes felinos em memória do seu gato Mitsou que tinha morrido. Como disse, com um certo humor, um amigo do artista, os gatos são autodidactas não se inscrevem na escola de bela-artes. Estudam , observam e aprendem tudo sozinhos. Balthus mostra bem que pertenceu à família dos gatos. Era um autodidacta. Os pais recusaram-se a mandá-lo para uma escola de pintura. Ele vangloriava-se disso e dizia que era gato desde a infância.
O filme que realizei procura ilustrar um pouco daquilo que é e continuará a ser a obra magnífica de um pintor excepcional.

sábado, novembro 21, 2009

Narciso

Na mitologia greco-romana, Narciso ou O Auto-Admirador (Língua grega: Νάρκισσος), era um herói do território de Téspias, Beócia, famoso pela sua beleza e orgulho. Várias versões do seu mito sobreviveram:
a de Ovídio, nas Metamorfoses; a de Pausânias, do seu Guia para a Grécia ;e uma encontrada entre os papiros encontrados em Nag Hammadi, ou Chenoboskion, também chamada Oxyrhynchus.
Narciso era filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. No dia do seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura.
Pausânias localiza a fonte de Narciso na "cama de juncos" em Donacon, no território dos Téspios. Pausânias acha incrível que alguém não conseguisse distinguir um reflexo de uma pessoa verdadeira, e cita uma variante menos conhecida da história, na qual Narciso tinha uma irmã gémea. Ambos se vestiam da mesma forma e usavam o mesmo tipo de roupas e caçavam juntos. Narciso apaixonou-se por ela. Quando ela morreu, Narciso consumiu-se de desgosto por ela, e fingiu que o reflexo que via na água era a sua irmã. Onde o seu corpo se encontrava, apenas restou uma flor: o narciso.
Pausânias conta outra história. Conta que a flor narciso foi criada para atrair Perséfone, filha de Deméter, para longe das suas companheiras e permitir que Hades a raptasse.
Também na sua obra Metamorfoses, Ovídio conta-nos outra versão.
Aqui se relata a história de uma ninfa bela e graciosa tão jovem quanto Narciso,chamada Eco e que amava o rapaz em vão. A beleza de Narciso era tão incomparável que ele pensava que era semelhante a um deus, comparável à beleza de Dionísio e Apolo. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz tolo, vaidoso e frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própria beleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar: o narciso.
Imagem-Narciso, por Caravaggio

sexta-feira, novembro 20, 2009

O Grandioso Dubai


As imagens não deixam de ser Impressionantes!
Foram tiradas do edifício mais alto do mundo o "Burj Dubai" a 2,620 pés / 801m!!!
O que acham desta autêntica torre de babel? Realmente espantoso!O dinheiro e o engenho humano ao dispor da grandiosidade humana!
Não aconselhável a quem sofre de vertigens!

quinta-feira, novembro 19, 2009

Mika - Um Fenómeno

Mika nasceu em Beirute,filho de pai norte-americano e mãe libanesa. Filho do meio de entre cinco, Mika e a família viram-se a obrigados a deixar o seu país natal devido à situação de conflito e partiram para Paris quando ele tinha apenas um ano de idade. Mudaram-se, novamente, desta vez para Londres, na altura dos seus nove anos de idade, após seu pai ter sido raptado no Kuwait durante a Guerra do Golfo. Em Londres, frequentou inicialmente o Lycées Français Charles de Gaulle, no entanto, devido ao seu problema de dislexia, foi vítima de incompreensão por parte dos professores e também de maus-tratos por parte dos seus colegas (bullying), fato que o levou a mudar para um colégio britânico.
O seu contacto com a música começou cedo. Aos onze anos já gravava publicidade e participou, a cargo da sua professora de música, numa ópera chamada Die Frau ohne Schatten, de Strauss. Devido à grande variedade de influências musicais que recebeu em toda a sua vida, Mika tem hoje um reportório que se pode definir como uma mistura de todas essas influências. Desde Prince e Metallica à música clássica que conhecera na ópera, passando pelos traços islâmicos trazidos do Médio Oriente. No entanto, o que mais encanta das características de Mika é a sua voz, muito comparada a de Freddie Mercury. Excêntrico em palco e com um ritmo dançante, leva o público ao delírio quando aplica tons mais altos e agudos na sua voz.
Durante cinco anos tentou, em vão, entrar no mercado da música. Com um estilo muito diferente e arrojado, diferente de tudo o que hoje em dia se vende, Mika foi, por várias vezes, rejeitado pelas gravadoras. Essa relação não tão boa com as editoras inspirou-o a escrever a letra de "Grace Kelly", o seu primeiro vídeo de divulgação, onde ele critica a editora britânica à qual estava ligado, pelo fato desta, segundo ele, o querer a todo o custo moldado para um estilo mais comercial.
Cantando desde temas melodramáticos a ironias divertidas, as suas letras cantam a vida do ser mais comum, ao contrário da maioria que, segundo ele, "só cantam histórias de amor, com meninas ricas e bonitas que andam em bons carros".
No dia 15 de Abril de 2009, Mika surpreendeu os seus fãs com um concerto surpresa, em Los Angeles. Foram apresentadas quatro músicas inéditas (Blame It On The Girls, Good Gone Girl, Toy Boy e Blue Eyes) que, a princípio, deverão constar no repertório do seu novo álbum a ser lançado em setembro, primeiramente chamado de We Are Golden.
Em Julho, o primeiro single, We Are Golden, do álbum foi disponibilizado na internet, juntamente com o videoclipe da música. No dia 6 de agosto, o título do álbum foi trocado para The Boy Who Knew Too Much.
Mika atuou pela primeira vez em Portugal no dia 10 de Julho de 2008, no festival Super Bock Super Rock - Lisboa. O espectáculo foi transformado numa super-festa com direito a palhaços, big girls, lollipop girls, e Mika a falar bastante bem português. A crítica ao concerto foi bastante positiva, citando o artista como Furacão Mika, Super Bock Super Mika ou referindo mesmo que Mika salvou a noite.
A próxima passagem do cantor por Portugal já está agendada, e será dia 16 de Abril de 2010 no Campo Pequeno, em Lisboa.

Um cantor muito bom, muito alegre, as suas canções, têm letras muito bonitas, ele é fantástico em palco, tem uma alegria contagiante, tem bons video clips, e penso que este rapaz vai longe no mundo da musica.
Parabéns Mika!
http://www.youtube.com/watch?v=sknDfB3pJB8

O Poder de um Soutien!

O Sexo e a Cidade-Parte 2

A vida da cronista mais conhecida da tv e das suas amigas dá origem a mais um filme para as suas fiéis plateias femininas. Uma fuga de informação deu agora origem a mais informações sobre o que virá a ser esta sequela. O jornal israelita Yedioth Ahronoth afirma ter em seu poder um guião do filme, podendo revelar alguns pormenores interessantes.
Este vai passar-se em plena crise global, com Carrie Bradshaw e Mr. Big a enfrentarem problemas no casamento, depois de perderem tudo num esquema financeiro. Mr. Big muda-se para Londres e trai Carrie, que acaba tudo com ele antes de saber que está grávida.
Stanford Blacth e Anthony Marantino vão casar-se, e Liza Minelli vai aparecer para cantar Single Ladies (Put a ring on it).
Samantha Jones também terá problemas financeiros, mas não há nada que mais um homem na sua vida não resolva e este será Smith Jerrod, com quem tinha terminado anteriormente.
Miranda Hobbes deixa de exercer advocacia depois de ser processada e abre um restaurante com o marido. Esperamos que depois de revelarmos tudo isto, as salas de cinema não fiquem vazias
. E não faz mal relembrar que o filme estreia nos Estados Unidos a 28 de Maio de 2010.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Vincente Van Gogh-Os Girassóis

Notável e surpreendente, este simples vaso de girassóis irradia uma aguda vibração.As pinceladas foram sobrepostas em espessas camadas de tinta, que Van Gogh aplicava como um escultor dando relevo ao barro. As cores - tons de amarelo e castanho- e a técnica expressam um belo mundo de esperança e de luz. No entanto, na altura em que este trabalho foi pintado, esse mundo afastava-se lenta, mas irremediavelmente da vontade desesperada do pintor, que ia aos poucos enlouquecendo. Talvez a superfície do quadro, agitada quas maníaca, reflicta o estado de espírito do artista ao aproximar-se o fim da sua curta e trágica vida. Sendo Van Gogh um pintor que amava a natureza e conseguia ver a beldade pura das coisas simples, afirmou que preferia pintar árvores vistas de uma janela do que visões imaginárias.
Holandês de nascimento, Van Gogh pôs fim à sua sobressaltada vida emocional em 29 de Julho de 1890 na cidade francesa de Auvers-sur-Oise.
Vincent Van Gogh nasceu em Groot-Zundert (Holanda)em 1853 e morreu em Auvers-sur-Oise em 1890.
Esta tela intitulada de Os Girassóis, foi realizada em 1888, é óleo sobre tela, tem 92x73cm e pode ser vista no National Gallery em Londres.

Há sempre quem esteja pior que nós...


domingo, novembro 15, 2009

sábado, novembro 14, 2009

Computador do Futuro

Realmente Fantástico!
http://www.youtube.com/watch?v=7H0K1k54t6A

A Dança da Mil Mãos

Ler em primeiro lugar o texto seguinte, antes de ver o vídeo.
Há uma dança impressionante, chamada de "As Mil Mãos-Guanyin". Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização não deixa de ser surpreendente, mais ainda porque todas as bailarinas são surdas. Sim, é verdade. Todas as 21 bailarinas são completamente surdo-mudas.
Baseando-se somente nos sinais dos formadores nas quatro esquinas do cenário, estas extraordinárias bailarinas oferecem um grande espectáculo visual. O seu primeiro grande "début" internacional foi em Atenas na cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da "Chinese Disabled People's Performing Art" e já viajou a mais de 40 países. A sua primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos de idade e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.

http://www.youtube.com/watch?v=xgHmSdpjEIk

sexta-feira, novembro 13, 2009

O Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso

Há dias fui à Fnac (passo a publicidade) do Centro Comercial Colombo à procura de um filme, "O Menino Selvagem" de F.Truffaut, que vim a descobrir com grande pesar meu que não só já não existe para venda como deixou de ser editado. Caso alguma alma caridosa e bem intencionada esteja a ler esta minha crónica e tenha em casa o filme e pouco ou nenhuma importância dê ao mesmo, agradecia que mo oferecesse, uma vez que é um dos meus filmes preferido e é há muito procurado por mim.
Mas, o que eu queria aqui contar não é sobre o meu pesar pela desilusão de não encontrar o dito filme, mas sim pelo que aconteceu-me nessa demanda do Santo Graal'!
Estava eu a espera que a funcionária procurasse no sistema informático pelo já mencionado filme, quando deparei com um pequenino livro em cima do balcão (no meio de outros tantos livros de bolso) e que se intitula de O Pequeno livro da Etiqueta e Bom Senso. O livro é das ediçõs Livros D'Hoje, a autora chama-se Maria João Saraiva de Menezes, o livro já vai na 5ª Edição, e não é mais do que uma grande pérola de bom gosto e de fino humor, que através de 501 Conselhos, procura que qualquer ser humano civilizado saiba brilhar em qualquer ocasião.Tal como diz na contracapa o livro é um pequeno manual de Etiqueta para o dia a dia que constitui simultaneamante uma leve crítica aos parcos hábitos de civismo dos cidadãos passando pelo comportamento ecológico, ao comportamento na estrada, sem esquecer as relações sociais, como estar à mesa, ou saber receber uma pessoa. Não se trata de um livro exaustivo sobre etiqueta, mas de um conjunto de conselhos práticos, exorcizando humoristicamente a mais básica falta de maneiras, incomportável em sociedade.
Confesso-vos que mal comecei a ler este pequenino livro apercebi-me estar perante uma divertida e ao mesmo tempo muito agradável obra sobre etiqueta e regras sociais. A autora, consegue de uma forma que direi no mínimo fantástica dar-nos 501 conselhos de como nos devemos comportar nas mais diversas situações, conseguindo ainda a proeza, de criar uma pequena obra que, quando chegamos ao fim, não só estamos exaustos de tanto rir, como estamos perfeitamente elucidados de como é dificil mas absolutamente necessário sermos civilizados e sabermo-nos comportar nas mais diversas situações do nosso quotidiano, sob pena de passarmos a vida a fazer figuras tristes perante nós mesmos e perante os demais.
Ficamos a saber, ou relembramo-nos que de facto e como diz a autora, (...) a vida sorri àqueles que têm uma postura harmoniosa e positiva perante a vida.Ninguém tem respeito por alguém que desafia as convenções do pudor ou que ostenta uma figura gordurosa e repelente".
"É nos primeiros contactos que se define o futuro de uma relação. Um encontro imediato com um desempenho desastroso e inconveniente, vota qualquer futura relação ao fracasso.Nunca coloque o carro à frente dos bois, seja comedido, diplomático e autêntico".
"Não olhe de alto a baixo (aprenda a observar sem olhar)".
"Não pergunte onde é que a pessoa comprou a roupa que usa e quanto custou".
"Nunca peça favores a alguém que acabou de conhecer".
"Livre-se de lhe pedir dinheiro emprestado".
"Após ter sido convidado para uma refeição, nunca se esqueça de convidar de volta essas pessoas, a breve trecho.
"É de bom tom telefonar no dia seguinta a agradecer e elogiar a recepção e a refeição. (Se quiser, pode agradecer por e.mail ou mandar uma mensagem escrita por telemóvel, que é a borla)".
"Não faça perguntas indiscretas (Ex: "Quanto é que ganha?", ou "É virgem?").
"Tão importante como saber comer em casa, é saber comportar-se à mesa de um restaurante.Este é um local onde se paga não só o que se come como também o serviço.Por isso não se ponha a empilhar pratos nem a ir buscar os menus"."Abstenha-se de trazer para a mesa conversas sobre política ou futebol".
"Não se refugie por detrás da desculpa de uma escolaridade insuficiente.Conheço muitos doutores que cometem às dúzias de erros linguísticos. Se não sabe, aprenda.Seja um autodidacta. Pior do que a ignorância é o desinteresse pela aprendizagem". (...)
Através deste llivrinho damo-nos conta do quanto é necessário a aprendizagem ou reaprendizagem de normas sociais, uma vez que elas nunca são demais.Estamos a entrar numa época natalícia, peçam o livrinho ao Pai Natal, porque de facto, se querem passar algumas horas bem dispostos e ao mesmo tempo aprenderem ou realizarem uma reciclagem dos comportamentos a nível social, esta é a obra indicada.
Um livrinho imperdível, uma lufada de ar fresco, muito humor e ao mesmo tempo muita sabedoria...ah...e indispensável (repito) para quem não quer fazer figuras...de urso!

quinta-feira, novembro 12, 2009

Jan Van Eyck-Giovanni Arnolfini e sua Mulher Giovanna Cenami

Giovanni Arnolfini mercador italiano residente em Bruges segura a mão da sua jovem esposa. O pequeno cão, as chinelas no chão o fruto no parapeito da janela, o castiçal, o terço pendurado num prego, as tábuas do chão e o tapete, tudo isso foi pintado com enormíssima precisão.É muito provável que Van Eyck tenha sido convidado a pintar este quadro para comemorar a feliz união, e, qual testemunha de casamento, escrever na parede do fundo: "Johannes de Eyck fuit hic" (Jan van Eyck esteve aqui).
No espelho, podemos ver o casal de costas e uma terceira ficgura, provavelmente a do pintor, que presencia o acontecimento. A superfície do quadro, macia, quase esmaltada, foi obtida através da aplicação de várias camadas de pigmento misturado com óleo de linhaça, cobertas por fim com verniz.Ao usar esta técnica, Van Eyck e o seu irmão Hubert, passaram a ser considerados como os "inventores" da pintura a óleo.
Jan van Eyck, nasceu em 1422 em Haia e morreu em Bruges em 1441.
Esta tela intitulada de Giovanni Arnolfini e sua mulher Giovanna Cenami foi realizado em 1434, é óleo sobre madeira, tem 81,8x59,7 cm e pode ser visto no Nacional Gallery, Londres.

quarta-feira, novembro 11, 2009

A Vida é Curta

A vida é muito curta.
O que temos que fazer é vivê-la o melhor que podemos e sabemos.
http://tube.aeiou.pt/life-is-short-play-more/

quinta-feira, novembro 05, 2009

Relações Virtuais

Há muito anos fui ao extinto cinema Monumental, ver um filme denominado de "Denise telefona".O filme passava-se num tempo em que ainda não existia os omnipresentes telemóveis e os omnipotentes computadores, mas sim os velhinhos e espero que eternos telefones fixos. O que se passava no filme é que a personagem Denise, pólo aglutinador de toda a história, possui um interminável rol de amigos, que constantemente trocam as mais variadas "fofoquices" pelo telefone. Essa rede de amigos ia sendo engrossada à medida que as namoradas/os, primos,conhecidos e demais personagens iam trocando as mais diversas conversas sempre agarrados ao telefone.A certa altura do filme apercebemo-nos que nessa roda de gente que conversa, ri, chora, troca confidencialidades, e até iniciam namoriscos pelo telefone, muitos nem se conhecem, sendo apenas o telefone o único elo de ligação entre todos. Um belo dia, Denise considera a ideia de todos se reunirem num mega jantar para se conhecerem, ideia que é prontamente aceita por uns e rapidamente rejeitada por outros. Contudo e após várias insistências, lá se marca por telefone o restaurante, o número de comensais, etc. No dia aprazado...ninguém aparece! E no outro dia tudo recomeça por telefone, as fofoquices, aos namoriscos, o contar das alegrias, e o carpir das tristezas.
Esta minha introdução, esse relembrar deste filme tão interessante e que me parece agora tão nostálgico serve para abordar aquilo que denomino de Relações Virtuais, ou conhecimentos virtuais. Existem hoje em dia inúmeros sites na internet, onde mediante inscrição, pode-se aceder a um "cardápio" de putativos homens/mulheres (conforme sexualidade de cada indivíduo ) para futuras relações de amizade, convívio, amor, camaradagem,casamento e afins.Nesses sites aparece de tudo, desde homens e mulheres casadas, mas que pelos vistos necessitados de algo mais do que aquilo que possuem portas adentro, aparecem homens e mulheres bastante jovens o que deixa uma sensação de estranhesa e perplexidade perante a dificuldade ou a não aceitação de conhecimentos que possam ser feitos através de amigos comuns, bares, esplanadas, colegas de trabalho, etc,... aparecem licenciados, mestrados, empresários, professores, e tutti quanti, cabendo a todos a caracterização de um perfil, em que é retratado um pouco do que essas pessoas são. É nesses perfis, que reside toda a atracção , pois lá vemos que existem corações despedaçados a procura de quem o componha, há quem esteja num pós processo de divórcio extremamente doloroso e que por isso precise de um curativo rápido e bastante eficaz, há quem recite Fernando Pessoa, mostrando que este grande poeta nestas coisas do coração,dá sempre muito geito, quem escreva autênticas cenas de telenovela, procurando condoer os corações mais empedernidos, quem se compare a um porto de abrigo, esperando que nesse porto atraque uma embarcação ligeira e de coração generoso, há quem tendo dois ou até mais filhos procure quem possa aumentar a família, numa relação familiar estável e se possível duradoira, há quem seja viajado e apenas procure companhia nesses périplos turísticos, há quem apenas quer alguém que o/a compreenda, há quem procure um pouco de paz acompanhado de doses generosas de carinho e amor, há os que vivendo no fora de Portugal, procure quem os acompanhe nesta vida dura, que é viver longe deste recanto chamado Portugal, ah...é verdade, há também os/as estrangeiros/as que talvez querendo navegar por outros mares outras mentes e outros corpos procure a/o sempre generosa/o e afável mulher/homem português/a ...enfim...há de tudo um pouco.Convêm de todo não nos esquecermos dos pervertidos que apenas estão ali para...caçar, o que, se não me engano, são a sua maioria!
Pelo que li, há bem pouco tempo, milhões de homens e mulheres por este mundo fora,conhecem-se pela internet, considerando-se que no futuro, não muito longínquo, essa será a forma mais eficaz e mais cómoda de homens e mulheres se conhecerem e iniciarem uma relação, devido talvez ( e esta é apenas uma possível explicação) ao modo de vida sedentário e solitário que os seres humanos hoje em dia possuem.
A estranhesa disto tudo, é que ao contrário do que acontece com a pobre Denise e os seus incontáveis amigos, onde ninguém aparece ao jantar, porque simplesmente consideram que a magia da teia de conhecimentos que todos teceram, estava em não se conhecerem, neste tempo de conhecimentos pela internet, as pessoas querem se conhecer e o mais rapidamente possível. A internet é apenas um passo muito pequenino para o grande passo que é encontrarem-se,encararem-se, conhecerem-se intimamente e...após isso, caso esse relacionamentio intímo seja satisfatório, prosseguirem então numa relação dita 'normal'.Caso não dê certo, sempre existe e continuará a existir na ominpresente e omnipotente internet um vasto cardápio de putativos homens/mulheres dispostos a serem o porto de abrigo de corações solitários e desabrigados por tempestuosas relações incertas.
O café, a esplanada, os bares,as discotecas, o local de emprego, os transportes colectivos, as viagens, a vizinhança, está aos poucos a deixar de ser o palco onde se poderia conhecer a cara metade, uma vez que vivemos numa era completamente informatizada e onde ao mesmo tempo que podemos fazer e pagar as nossas compras online, também podemos escolher o nosso parceiro/a, aquele/a que quiça, poderá bem ser o homem/mulher dos nossos sonhos... ou talvez um belo pesadelo!
É apenas uma questão de tentar, num site bem perto de si!

domingo, novembro 01, 2009

Emoção

Emoção é o termo utilizado para nos referirmos ao prazer ou desprazer associados às nossas experiências no mundo.De facto o que seria, se nos limitássemos a reagir fria e mecanicamente ao que se passa à nossa volta? Como seria a nossa existência, se carecêssemos de sentimentos, se nunca ríssemos nem chorássemos, se não amássemos, se não sentíssemos ira, se nunca experimentássemos a felicidade de viver ou a angústia de certos momentos?Se não passássemos por emoções como o medo, o amor, a alegria ou a cólera, a nossa vida nada mais seria que a quietude de um pântano acinzentado sem manchas nem formas de quebrar-lhe a monotonia.
Assim, as emoções são componentes essenciais da vida humana.Elas são consideradas como o sabor da vida, uma espécie de qualidades que dão cor à cognição do mundo.Não se trata de elementos dos quais possamos prescindir, como se cumprissem uma função meramente decorativa.Antes, desempenham um papel notável na defesa do organismo, na medida em que, de modo natural e directo, fornecem uma avaliação dos estímulos do meio, impulsionanndo o organismo para os que lhe são benéficos e inibindo-o em relação aos prejudiciais.
Assim as emoções, o emocionarmos com o que nos redeia, confere à nossa avida aspectos afectivos, sejam eles agradáveis ou desagradáveis, que acompanham e acompanharão sempre as nossas vivências.